Cruz não é um símbolo de frustração, mas de triunfo .

Cruz não é um símbolo de frustração, mas de triunfo .  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Intro

A pascoa inicia no Egito e não em Jerusalém, a quase dois mil anos antes de Cristo ser anunciado por João o Batista “eis O CORDEIRO DE DEUS que tira O PECADO do MUNDO.” (cerca de 1474 anos apx.)
Deus tinha dito a seu povo (através de Moises): “peguem um cordeiro sem defeito e sacrifiquem-no e passem o sangue nos umbrais das portas.
E assim quando o anjo da morte passou e matou todo primogênito (decima praga), poupou todo o povo, (passou por cima = Pascoa) e foi naquela noite que Deus liberta e o povo da escravidão. E a ira de Deus passou por cima e o povo provou da misericórdia divina
O sangue trouxe libertação ao povo de Deus até então.
E assim toda celebração da pascoa desde então era apenas uma sombra de algo maior (ou alguém maior).
E agora Chegamos na festa da pascoa judaica, seculos depois, no exato momento, O verdadeiro CORDEIRO de DEUS que tira o PECADO do MUNDO, Ele entra em cena, em Jerusalém e está prestes a ser sacrificado.
Em uma sexta-feira Jesus morre
O dia da preparação para o sábado, quando os cordeiros pascais eram sacrificados.
- Ele é sepultado antes do pôr do sol — como ordenava a Lei. - E ao terceiro dia, no primeiro dia da semana, o túmulo está vazio.
Na cultura judaica, qualquer parte de um dia já era contada como um dia inteiro. Sexta foi o primeiro dia. Sábado, o segundo. E o domingo, o terceiro.
Foi assim que o próprio Jesus profetizou: “O Filho do Homem será entregue... e ao terceiro dia ressuscitará.” (Mateus 17:22–23) E Ele cumpriu!
Nada disso foi coincidência. Tudo foi cumprimento.
Agora, pare e pense: o que parece mais definitivo que a morte? Na cruz, parecia que tudo havia terminado. Até mesmo os discípulos fugiram.
Mas o que parecia frustração... era o início do triunfo.
E vamos olhar para dois homens que entenderam isso ainda antes da ressurreição. José de Arimateia e Nicodemos.
Eles nos mostram que a cruz não nos empurra para o medo... mas para o posicionamento. Que mesmo diante da morte, a fé pode florescer. Afinal, a cruz não é símbolo de derrota — é o maior símbolo de vitória da história da humanidade.

I. A Cruz Estava nos Planos Eternos de Deus

O profeta Isaías já anunciava: Isaías 53.5–12Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca. Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca. Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos.…”
Nada da crucificação foi acaso. O silêncio de Deus na cruz era o eco da promessa sendo cumprida.
Jesus clama em alta voz: Marcos 15.33-34,
Marcos 15.33–34 ARA
Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona. À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
Cada cravo, cada gota de sangue, cada zombaria… era parte do plano eterno para salvar você e eu. Não era frustração. Era propósito.

II. O Surgimento da Coragem em Meio ao Luto

“Depois disso, José de Arimateia pediu o corpo de Jesus…” (João 19:38) Quando todos se calaram, dois homens se levantaram: José de Arimateia e Nicodemos. Eles não sabiam ainda da ressurreição. Mas mesmo assim… se posicionaram. José de Arimateia vai até Pilatos e pede o corpo. Isso era perigoso. Ele poderia perder sua posição no Sinédrio. Nicodemos traz quase 34 quilos de perfumes. Era um sepultamento digno de reis.
O AMOR VENCEU!!!
A cruz não os fez fugir. A cruz os fez levantar.

O Fim dos Espetáculos, o Início da Verdade

Na sexta-feira da crucificação, não havia mais pão multiplicado. Não havia multidões gritando “Hosana!”. Não havia milagres sendo realizados diante dos olhos. Havia dor.
Havia sangue.
Havia vergonha. E ainda assim… José de Arimateia e Nicodemos aparecem. Por quê? O que os inspirou a se posicionar nesse momento e não antes?
Eles não foram atraídos pelos milagres. Não foram convencidos pelas multidões. Eles não estavam ali quando Jesus multiplicou peixes… mas estavam agora, diante do corpo ensanguentado do Mestre.
Eles viram algo que muitos ignoraram:
naqueles sofrimento havia glória.
Naquela morte havia redenção.
Na aparente derrota… havia o brilho da verdade eterna. O que inspirou esses homens a se levantarem foi o amor sacrificial de Jesus. “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida pelos seus amigos.” (João 15:13) A cruz revelou um amor tão profundo, tão radical, que dissipou o medo, superou o orgulho e moveu o coração daqueles que antes estavam calados. Eles não sabiam que Jesus ressuscitaria no domingo… Mas sabiam que o que Ele fez na sexta era real demais para ser ignorado.

III. Onde Estavam os Outros?

Pedro negou. Os discípulos correram. Não havia multidões gritando “Hosana”. Só silêncio. E medo.
Mas veja: mesmo no silêncio, Deus estava agindo.
Mesmo quando todos pareciam ter fracassado, a cruz estava triunfando. A cruz não precisa de multidão. Ela revela o que há no coração DO HOMEM.

IV. A Tumba Vazia: O Selo do Triunfo

No domingo, Maria Madalena corre ao túmulo e… ele está vazio! Lucas 24:1-6
Lucas 24.1–6 ARA
Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado. E encontraram a pedra removida do sepulcro; mas, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes. Estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhes falaram: Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galileia,
“Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive?” Jesus havia vencido. A cruz agora é o símbolo do impossível que aconteceu: a morte foi derrotada. A cruz, antes vergonha, agora é glória. A cruz, antes medo, agora é coragem. A cruz, antes perda, agora é ganho.

V. Conclusão: A Cruz Nos Chama ao Posicionamento

Hoje, a cruz continua diante de nós. Ela pergunta: - Você vai fugir ou vai se posicionar? - Vai continuar discípulo oculto ou vai se levantar como José e Nicodemos? Porque se a cruz nos salvou, ela também nos chama.

Perguntas

1. Você tem vivido como discípulo oculto, com medo de se posicionar? 2. O que a cruz representa para você: frustração ou triunfo? 3. Como a ressurreição transforma seu medo em coragem?

Apelo

“Jesus não ficou na cruz. Ele não está mais na sepultura. Ele vive! E porque Ele vive, você pode viver também.” Se hoje você quer se posicionar… Se deseja entregar sua vida a esse Cristo que venceu a morte… Se deseja sair da sombra e declarar publicamente sua fé… Esse é o momento. A cruz te chama. E a ressurreição te dá poder.
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