A Esperança da Ressurreição
Nesta passagem, Paulo destaca a centralidade da ressurreição de Cristo como o fundamento da fé cristã, enfatizando que Cristo morreu por nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, aparecendo a testemunhas que confirmam este evento extraordinário. A mensagem desta passagem oferece esperança em tempos de dor e perda, lembrando-nos que a ressurreição de Cristo garante nossa própria ressurreição e vida eterna. Esse entendimento nos capacita a enfrentar as lutas da vida com confiança e fé, sabendo que a morte não tem a última palavra. Este sermão ensina a importância da ressurreição como o cerne da fé cristã, mostrando que sem ela, nossa fé é vã. Paulo argumenta que a ressurreição de Cristo é a chave para a nossa esperança e a garantia de nossa própria ressurreição, assegurando que Cristo é o primeiro dentre os que ressuscitarão. A ressurreição de Cristo é o cumprimento das promessas messiânicas de Deus e a confirmação de sua divindade, oferecendo a esperança de vida eterna para todos que creem. Esta promessa se conecta com a narrativa redentora da Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse, onde a vitória sobre a morte é o tema central da obra de Deus. A ressurreição de Jesus não é apenas um evento histórico, mas a garantia da nossa esperança eterna e a razão pela qual podemos viver com fé e coragem diante das adversidades (LOGOS BIBLE SOFTWARE. Assistente de sermão).
A igreja de Corinto começou a abandonar a sua fé e a substituir a teologia pela filosofia grega. A filosofia grega acreditava na imortalidade da alma, mas não na ressurreição do corpo. Ela acreditava na vida futura, mas não na ressurreição. Os gregos acreditavam no dualismo filosófico. Para eles o espírito era essencialmente bom, mas a matéria essencialmente má. Para os gregos, o corpo era um claustro, uma prisão da alma. Nada havia de bom no corpo. Então os gregos se inclinavam para o ascetismo ou para o hedonismo. Eles adotavam o enclausuramento ou a licenciosidade.
Quando Paulo pregou sobre a ressurreição na cidade grega de Atenas, o povo escarneceu de Paulo (
Esta afirmação mostra ainda mais claramente que os coríntios se deixaram influenciar por alguma noção equivocada e fantasiosa de que a ressurreição era de caráter simbólico, como aquela defendida por Himeneu e Fileto, naquele tempo, como se o fruto final de nossa fé estivesse diante de nós apenas nesta vida [
A terceira razão, como disse antes, a qual era peculiar ao próprio tempo de Paulo, consiste em que o nome cristão era, naquele tempo, algo tão odioso e desacreditado, que ninguém selaria seu compromisso de fidelidade a Cristo sem se expor a imediatos riscos de morte.
Warren Wiersbe comentando esse texto identifica quatro áreas da experiência cristã que são atingidas em função da ressurreição do corpo: O evangelismo (15.29), o sofrimento (15.30–32), a separação do pecado (15.33,34) e a morte (15.49–58).
Jesus É a Nossa Certeza de Vitória Contra a Morte! Ele Nos Dá Plena Segurança!
Os descrentes já vivem sem esperança, e assim buscam tirar todo o proveito possível da vida presente. Os crentes esperam pela restauração de todas as coisas na vida futura. Se sua esperança desaparece na hora da morte, são mais dignos de compaixão do que qualquer pessoa.
A falta de uma ressurreição iria significar uma fé vazia, um testemunho falso, e uma vida sem sentido para o cristão (15.13–19).
Se nossa esperança se limitar a esta vida, teremos negado a nós mesmos o que as pessoas chamam de prazeres e não teremos felicidade no além. Os epicureus têm o argumento sobre nós. Paulo faz com que a moralidade se volte para a esperança da imortalidade. Ele não está certo? Testemunhe a quebra dos laços morais hoje em dia quando as pessoas adotam uma visão meramente animal da vida.
Em quarto lugar, a morte (15.49–57). A morte passa a ter outra perspectiva para aquele que crê na ressurreição. A morte já não é mais sinal de desespero. A morte não é o fim. Ela não tem a última palavra. O apóstolo afirma: “Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar d’olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (15.51,52). A morte não é mais um quarto fechado, sem janela como pensava Jean Paul Sartre. A morte é um quarto de janelas abertas para o trono de Deus. Quando Jesus voltar em majestade e glória, receberemos um corpo novo semelhante ao corpo da Sua glória.
A segunda vinda de Cristo não é um mero ponto no tempo, mas um período que começa com a ressurreição dos justos em Sua aparição e termina com o julgamento geral.
Quando isso for finalmente realizado, Cristo dobrará os joelhos diante de Deus, o Pai, para que Deus possa ser tudo em todos. Em uma passagem tão curta, Paulo traçou o paraíso perdido e reconquistado, e a recuperação da submissão de todas as coisas a Deus, como no início da criação. E é a ressurreição de Cristo que garante isso.
E. M. Bounds corretamente afirma: “A ressurreição de Cristo é a pedra fundamental da arquitetura de Deus, é o coroamento do sistema bíblico, o milagre dos milagres. A ressurreição salva do escárnio a crucificação e imprime à cruz glória indizível”.
Quando os mortos hão de ressuscitar? (15.20–24,51–57)
Quatro verdades são destacadas aqui:
Em primeiro lugar, quando essa ressurreição dos mortos acontecerá? A Bíblia diz que será na segunda vinda de Cristo (15.23,51,52). Haverá uma única ressurreição. Uns ressuscitarão para a ressurreição da vida e outros para a ressurreição do juízo. Ao ressoar da última trombeta, os mortos ressuscitarão, uns para a ressurreição da vida e outros para a ressurreição do juízo (
Há quatro aplicações práticas, que merecem ser destacadas na conclusão desse glorioso capítulo.
• A ressurreição de Cristo é a doutrina central da fé cristã. Não seguimos um Cristo preso na cruz, retido no túmulo, mas o Cristo vivo e todo-poderoso.
• A ressurreição de Cristo é a garantia de que Sua obra expiatória a nosso favor foi plenamente eficaz e aceita pelo Pai. Ele morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação.
• A ressurreição de Cristo nos prova que a morte não tem a última palavra. O aguilhão da morte foi tirado. Cessou o poder da morte. A morte foi vencida. A morte que hoje arranca lágrimas dos nossos olhos já foi vencida por Jesus. Não haverá mais a morte que nos tem feito chorar.
• A ressurreição de Cristo nos mostra que a vida não é um simples viver nem a morte é um simples morrer. Se Cristo ressuscitou, também nós vamos ressuscitar. E se nós vamos ressuscitar, importa-nos trabalhar para Deus. A nossa obra no Senhor não é em vão. Portanto, devemos trabalhar com ardor na expansão do Reino de Deus (15.58). Que Deus nos ajude a viver de forma coerente com a fé que temos na ressurreição dos mortos.
5:8 A festa mencionada aqui não é a Páscoa dos judeus nem a ceia do Senhor. Antes, o termo é usado de modo geral para referir-se à vida do cristão em sua totalidade.
a. Negativo. “Vamos celebrar a festa não com o velho fermento, ou seja, com o fermento da malícia e da maldade.” Paulo não está pedindo que os cristãos coríntios observem a celebração judaica da Páscoa. Se estivesse pedindo que fizessem isso, ele estaria negando a importância da expiação de Cristo. E mais, estaria pedindo aos gentios para se tornarem judeus antes que ele pudesse aceitá-los como cristãos. Nem está Paulo dizendo que os coríntios devem celebrar a Ceia do Senhor, porque num capítulo subsequente (11.17–34) ele lhes ensinará a respeito da Santa Comunhão. Não. Paulo está falando figuradamente sobre a alegria que os cristãos sentem por saber que estão limpos do pecado. Essa exortação implica celebrar nossa liberdade em Cristo Jesus, pôr em ação nossa própria salvação (
Entretanto, esta passagem requer nossa prestimosa atenção, pois ela evidencia que a antiga páscoa não era só μνημοσυνον,18 isto é, o memorial de uma bênção no passado, mas também um sacramento do Cristo que estava para vir, o qual é o vínculo de nossa passagem da morte para a vida. De outro modo não ficará confirmado que em Cristo está a substância das sombras da lei [
1 Coríntios 5:8
Portanto, celebremos a festa (ὡστε ἑορταζωμεν [hōste heortazōmen]). Subjuntivo presente ativo (volitivo). Continuemos a celebrar a festa, uma festa perpétua (Lightfoot), e mantenhamos o fermento fora. É bem possível que Paulo estivesse escrevendo sobre a época da páscoa judaica, uma vez que era antes do pentecostes (
5:8 celebremos a festa Períodos de tempo dedicados a Deus. Paulo incentiva os coríntios a viverem uma vida dedicada a Deus em celebração à Sua graça e ao Seu perdão.
A imagem para nós é que saímos do Egito - o mundo - por meio do sangue que nosso Cordeiro pascal derramou por nós na cruz. Portanto, continuemos a partir desse ponto sem fermento - sem os pecados secretos que incham e se espalham por nossas comunidades com tanta facilidade.
