É tempo de discipular
O desafio de permanecer fiel nos últimos dias • Sermon • Submitted • Presented
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2 Timóteo 3.10-17
2 Timóteo 3.10-17
Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança,
as minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra, —que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor.
Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.
Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.
Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste
e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.
Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,
a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
Introdução
Introdução
Contextualização da Passagem
Última carta de Paulo
Paulo encontra-se preso num calabouço romano, na sala de espera do martírio.
Paulo, então, dá suas últimas recomendações a Timóteo, um jovem pastor, doente, tímido, sobre como enfrentar vitoriosamente o tempo do fim:
2Timóteo 3.1
“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis,”
Há duas concepções de últimos dias. A primeira entende que eles ocorrerão nos momentos finais próximos à segunda vinda de Jesus. Não defendemos este entendimento.
A segunda entende que os últimos dias começaram com a primeira vinda de Jesus e estender-se-ão até a sua segunda vinda. Então, sem medo de errar, você e eu estamos vivendo os últimos dias.
Atos dos Apóstolos 2.17
“E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos;”
Hebreus 1.1–2
“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.”
John Stott, pastor, escritor e teólogo, citado pelo Pr. Ernandes Dias Lopes, declara que:
“quando o navio da igreja cristã foi posto no mar, não lhe foi dito que esperasse uma travessia serena e calma; ele tem sido golpeado por tormentas e tempestades e até por furacões.”
Quais as características destes últimos dias que estamos vivendo?
tempos difíceis - χαλεπός
Esta palavra é a mesma que aparece em Mateus 8.28, que descrevo o estado dos endemoniados gadarenos que vieram ao encontro de Jesus:
Mateus 8.28
“Tendo ele chegado à outra margem, à terra dos gadarenos, vieram-lhe ao encontro dois endemoninhados, saindo dentre os sepulcros, e a tal ponto furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho.”
1Timóteo 4.1 “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios,”
piora na natureza humana
2Timóteo 3.2
“pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,”
Comentando esta passagem das Escrituras, o pastor Ernandes afirma que:
2Timóteo: O Testamento de Paulo à Igreja Tempos Difíceis (3.1b)
O mal não está fora, mas dentro do homem
2Timóteo: O Testamento de Paulo à Igreja Tempos Difíceis (3.1b)
No universo há Deus, pessoas e coisas. Nós devemos adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas. Mas,
Perfil dos líderes
2Timóteo 3.2–5
“pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.”
Dois exemplos de líderes que falsificam a verdade:
2Timóteo 3.8
“E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé;”
A máscara vai cair
2Timóteo 3.9
“eles, todavia, não irão avante; porque a sua insensatez será a todos evidente, como também aconteceu com a daqueles.
1. O Desafio de ser verdadeiro
1. O Desafio de ser verdadeiro
Chegamos ao nosso texto. Ele inicia com contraste:
Liderança corrompida X Timóteo e Paulo
Contraste no SER, na ESSÊNCIA, na NATUREZA HUMANA TRANSFORMADA
2Timóteo 3.10–11
“Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança, as minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra, —que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor.”
2. Contraste no resultado entre o aparente fracasso e a aparente vitória
2Timóteo 3.11–13
“as minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra, —que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor. Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.
Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.”
2Coríntios 2.14
“Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento.”
2. O desafio de permanecer
2. O desafio de permanecer
Em contraste com os líderes citados nos versículos 2-9, que enganam e são enganados, indo de mau a pior; Timóteo é instado por Paulo a permanecer no que aprendeu e foi inteirado:
2Timóteo 3.14
“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste”
O que Timóteo aprendeu e em que foi inteirado?
2Timóteo 3.14–15
“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.”
Por que as sagradas escrituras podem tornarmos sábios para a salvação pela fé em Cristo Jesus?
2Timóteo 3.16
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,”
Qual a finalidade e propósito do ensino, da repreensão, da correção e da educação na justiça pela palavra de Deus?
2Timóteo 3.17
“a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”
Conclusão
Conclusão
2 Timóteo é a última declaração de vontade de Paulo, um alerta sobre a ralidade da maldade e da corrupção progressiva da natureza humana nos ÚLTIMOS DIAS, caracterizados pela degradação de líderes que deixarão a obediência à vontade de Deus revelada nas Escrituras, em busca de auto satisfação de seus próprios prazeres.
O contraste entre esses líderes infiltrados e os líderes da estirpe de Paulo é Timóteo é para os frutos evidenciadores de um coração transformado pela fé em Cristo Jesus mediante sólida perseverança nas escrituras, que podem tornar-nos salvos pela fé em Cristo Jesus.
A pregação e o ensino expositivo das Escrituras Sagradas é uma necessidade urgente da igreja do Senhor Jesus Cristo.
Aplicação
Aplicação
1. A Realidade dos Últimos Dias
1. A Realidade dos Últimos Dias
Verdade Bíblica: Estamos vivendo nos "últimos dias" que começaram com a primeira vinda de Cristo e se estenderão até Sua volta.
Aplicações:
Vigilância Espiritual: Como crentes reformados, devemos reconhecer que a batalha espiritual é real e presente. Não vivemos numa era neutra, mas num tempo em que as forças espirituais de maldade manifestam-se através de filosofias, ideologias e comportamentos contrários à verdade bíblica.
Discernimento Doutrinário: Num tempo de confusão teológica, devemos reafirmar nosso compromisso com a doutrina reformada das Escrituras como nossa única regra de fé e prática. A deterioração moral descrita por Paulo não é apenas uma questão social, mas teológica – reflete o abandono da sã doutrina.
Preparo para Adversidade: Preparemos nossas congregações para enfrentar tempos difíceis, não com otimismo humanista, mas com o realismo bíblico que reconhece a corrupção humana e a soberania divina em todos os eventos históricos.
2. A Natureza Humana Transformada vs. Corrompida
2. A Natureza Humana Transformada vs. Corrompida
Verdade Bíblica: A diferença entre Paulo e Timóteo versus os falsos mestres não era circunstancial, mas essencial – uma questão de regeneração versus corrupção natural.
Aplicações:
Antropologia Reformada: Reafirmemos a doutrina da total depravação. Os problemas de nossa época não são meramente comportamentais, mas reflexos de corações não regenerados. Isto deve moldar nossa abordagem evangelística e apologética.
Graça Transformadora: Enfatizemos que somente a graça soberana e irresistível de Deus pode transformar uma natureza humana corrompida. Nossas boas obras e perseverança são evidências da graça operando em nós, não a causa de nossa salvação.
Moralidade Verdadeira: Diante do relativismo moral contemporâneo, devemos ensinar que a verdadeira moralidade flui de uma natureza regenerada, não de conformidade externa. A ética cristã é uma questão do coração transformado pelo Espírito.
3. O Paradoxo da Perseguição e Vitória
3. O Paradoxo da Perseguição e Vitória
Verdade Bíblica: Paulo apresenta um paradoxo: aqueles que parecem vitoriosos (falsos mestres) estão na verdade sendo derrotados, enquanto os perseguidos (cristãos fiéis) são os verdadeiros vencedores.
Aplicações:
Teologia da Cruz: Abraçemos a teologia da cruz, não a teologia da glória. O sofrimento por Cristo não é uma anomalia, mas o caminho normal para a glória futura. Nossa teologia deve preparar os crentes para sofrer bem, não para evitar o sofrimento.
Redefinição de Sucesso: O sucesso ministerial não deve ser medido por números, prosperidade ou ausência de conflito, mas pela fidelidade à Palavra e pela formação de discípulos que permanecem fiéis mesmo sob pressão.
Escatologia de Esperança: Mesmo enfrentando oposição crescente, mantenhamos uma escatologia de esperança. Nossa confiança está na promessa da vitória final de Cristo, que nos sustenta nas provações presentes.
4. A Suficiência e Autoridade das Escrituras
4. A Suficiência e Autoridade das Escrituras
Verdade Bíblica: As Escrituras são inspiradas por Deus (θεόπνευστος), suficientes e autoritativas para todo o ensino, correção e formação na justiça.
Aplicações:
Sola Scriptura Hoje: Em uma época de subjetivismo e apelo à experiência pessoal como autoridade, devemos reafirmar o princípio reformado da Sola Scriptura. As Escrituras devem ser nossa única regra infalível de fé e prática.
Pregação Expositiva: Nosso ministério deve centrar-se na pregação expositiva que permite que o texto bíblico determine a mensagem, não nossas agendas ou preferências culturais. A aplicação sempre deve fluir da correta interpretação.
Formação Discipular Escriturística: Os programas de discipulado devem ter como objetivo primário a imersão dos crentes nas Escrituras. O conhecimento bíblico não é um fim em si mesmo, mas o meio pelo qual Deus nos conforma à imagem de Cristo.
Proteção contra o Erro: Em tempos de confusão doutrinária, devemos equipar os crentes com conhecimento bíblico sólido que os proteja contra "todo vento de doutrina" e os habilite a identificar e resistir aos falsos ensinos.
5. A Maturidade do Homem de Deus
5. A Maturidade do Homem de Deus
Verdade Bíblica: O propósito final da Escritura é produzir homens e mulheres de Deus "perfeitos e perfeitamente habilitados para toda boa obra".
Aplicações:
Santificação Progressiva: Devemos ensinar a doutrina reformada da santificação progressiva. A perfeição mencionada no texto não é impecabilidade, mas maturidade espiritual que se desenvolve ao longo da vida cristã pela obra do Espírito através da Palavra.
Integralidade da Fé: A fé reformada não é compartimentalizada, mas abrange toda a vida. Devemos desenvolver uma visão de mundo cristã que aplique as verdades bíblicas a todas as áreas: família, trabalho, educação, política, artes e cultura.
Vocação e Chamado: Revitalizemos a doutrina reformada da vocação. Toda "boa obra" – não apenas o ministério formal – é uma forma de servir a Deus quando realizada em fidelidade às Escrituras e para Sua glória.
Perseverança dos Santos: A promessa de que seremos "perfeitamente habilitados" garante que Deus completará a obra que começou em nós. Esta doutrina deve produzir tanto confiança quanto diligência em nossa santificação.
