A VERDADEIRA FAMÍLIA DE JESUS

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TEXTO BÍBLICO

LUCAS 8.19-21
19 Vieram ter com ele sua mãe e seus irmãos e não podiam aproximar-se por causa da concorrência de povo.
20 E lhe comunicaram: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-te.
21 Ele, porém, lhes respondeu: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam.

INTRODUÇÃO

Será que laços de sangue são suficientes para determinar quem vai caminhar conosco por toda a vida?
Provérbios 18.24 diz que há amigos que se tornam mais chegados que irmãos. A vida nos ensina que o vínculo mais forte não é sempre o do sangue, mas o da lealdade, da escuta, do amor verdadeiro.
Você se lembra da história de Noemi?
Ela era uma mulher hebreia que, por causa da fome, se viu forçada a viver como estrangeira em Moabe. Lá, seus dois filhos se casaram com mulheres moabitas. Mas a tragédia a alcançou: perdeu o marido, perdeu os filhos... e ficou apenas com suas noras.
Na amargura e dor, Noemi decide voltar à sua terra e insiste para que as noras sigam suas próprias vidas. Orfa se despede. Mas Rute... Rute não a abandona.
Com palavras que ecoam até hoje, ela declara:
"aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.  Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti” (Rute 1.16-17)
Rute não tinha laço de sangue com Noemi. Mas ela escolheu caminhar ao lado dela, guiada por uma fé e obediência sinceras. E por essa decisão, foi acolhida entre o povo de Deus, tornou-se parte da linhagem de Davi... e, consequentemente, de Jesus.
Hoje, Jesus nos apresenta uma verdade semelhante.
Nem todo mundo que carrega nosso sobrenome, caminha conosco na fé. Mas todo aquele que ouve e obedece à Palavra de Deus é, aos olhos de Jesus, família verdadeira.
O foco da pregação é que: “A verdadeira família de Jesus é composta por aqueles que ouvem e obedecem à Palavra de Deus”.
Mas esse texto também ajuda a esclarecer duas distorções doutrinárias:
A primeira, a chamada heresia do docetismo, ensinada por alguns grupos gnósticos nos primeiros séculos da era cristã, especialmente a partir do século II, que atacava a humanidade de Jesus, dizendo que Ele era apenas Deus e que sua humanidade era apenas aparente. Essa questão é muito séria porque está diretamente relacionada com a redenção, pois somente um semelhante poderia morrer por um semelhante, e se Jesus não fosse verdadeiramente homem, nossa redenção não seria válida. Como diz a Palavra de Deus em Hebreus 2.17: “Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo.” E João 1.14 deixa claro que Jesus Cristo se tornou humano: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.”
A outra questão é em relação à virgindade perpétua de Maria, uma doutrina defendida pela tradição católica romana. No entanto, o texto de Lucas nos mostra claramente que Jesus tinha uma família — mãe e irmãos — o que também é confirmado por outros textos, como Mateus 13.55–56 , que diz: “Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs?”
Essas passagens reforçam que, após o nascimento virginal de Jesus, Maria teve outros filhos, o que contraria a ideia de que ela permaneceu virgem para sempre.
Mas o ponto central aqui é que, mesmo entre seus parentes mais próximos, a verdadeira comunhão com Cristo não vem por laços sanguíneos, mas por ouvir e obedecer à Palavra de Deus. Marcos, narrando o mesmo fato apresenta a família de Jesus tentando se opor a seu ministério, como se quisesse controlar a sua missão. Veja o que diz o texto em em Marcos 3.21: “E, quando os parentes de Jesus ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora de si.” :
E mais adiante, em Marcos 3.31-35, o evangelista relata o mesmo fato, dizendo: “Chegaram, então, seus irmãos e sua mãe e, estando de fora, mandaram chamá-lo. E a multidão estava sentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos te procuram lá fora. E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos? E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Porquanto qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe.”
Essa passagem reforça o ensino de Lucas e nos desafia a pensar: será que estamos tentando “prender” Jesus a nossas expectativas pessoais, culturais ou familiares? Ou estamos prontos para nos submeter à vontade de Deus revelada em Sua Palavra, mesmo quando ela contraria nossos planos? O verdadeiro pertencimento à família de Jesus exige mais do que proximidade física ou afeto humano — exige escuta obediente e submissão prática ao Senhorio de Cristo.
É o que veremos no texto de hoje. Então vamos ao primeiro versículo: Quando os laços de sangue, o parentescco físico, não é suficiente. O verso 19 diz o seguinte: “Vieram ter com ele sua mãe e seus irmãos e não podiam aproximar-se por causa da concorrência do povo.”

1. QUANDO OS LAÇOS DE SANGUE NÃO BASTAM (V.19)

Depois de ensinar aos seus discípulos, por meio da Parábola do Semeador, que a Palavra de Deus é como uma semente que, ao cair em boa terra, transforma o coração do verdadeiro discípulo, Jesus deixa claro que esse discípulo inevitavelmente se tornará um seguidor fiel da Palavra. A fé genuína não permanece oculta.
Na sequência, Ele reforça essa verdade com outra parábola: ninguém acende uma lâmpada para escondê-la debaixo de um vaso. A luz foi feita para brilhar!
Assim também é aquele que ouve a Palavra com um coração sincero — sua vida começa a refletir a luz de Cristo, tornando impossível esconder sua fé. Esse ensino de que a Palavra produz frutos visíveis e transforma radicalmente a vida de quem a recebe encontra agora uma ilustração prática e surpreendente na chegada da família de Jesus.
Então enquanto Jesus ensinava, Lucas narra que a mãe de Jesus e seus irmãos foram procurar por Ele, mas não conseguiam se aproximar por causa da grande multidão que rodeava o mestre.
Jesus não estava rejeitando sua família de sangue, sua família biológica, mas Ele usa da situação para concluir o Seu ensino sobre a Palavra de Deus.
O fato é que Jesus não dá prioridade para a sua mãe e Seus irmãos, Ele continua ensinando da forma como estava. Não é um descaso para seus familiares, mas um convite a uma reflexão mais profunda sobre a verdadeira pertença.
O Reino de Deus, que Ele proclamava, não se baseia em vínculos de sangue ou linhagem, mas em uma obediência transformadora à Palavra de Deus. Jesus está apontando para uma família espiritual, onde os laços que nos unem são mais fortes do que qualquer vínculo de carne e sangue.
Cabe aqui uma reflexão profunda sobre a ideia de que, embora o fato de nascer em uma família cristã ofereça uma base valiosa para o aprendizado da fé, isso por si só não garante a salvação.
Não basta ser filho de crente para ser salvo. A salvação, segundo as Escrituras, não é transmitida geneticamente ou por afinidade religiosa, mas é uma escolha pessoal e um compromisso com Cristo.
Cada indivíduo, independentemente de sua linhagem, deve fazer uma decisão consciente de crer em Jesus como o Salvador, reconhecendo-O como Senhor de sua vida.
A verdadeira fé é pessoal e transformadora, não uma herança ou tradição que se passa de geração em geração. Jesus nos ensina que a entrada no Reino de Deus depende de uma resposta ativa à Sua Palavra — ouvir, crer e praticar.
Assim, a salvação é uma experiência vivida, e não algo garantido apenas pelo fato de pertencer a uma família de fé. Este é o desafio que Jesus nos lança: reconhecer a Sua autoridade, crer em Sua obra redentora e viver em obediência ao Seu chamado, independentemente de nossos laços familiares ou históricos religiosos.
Essa resposta de Jesus também nos desafia a refletir sobre nossa própria jornada de fé. Será que estamos mais preocupados em manter nossas tradições familiares ou buscamos, de fato, viver como discípulos de Cristo?
A verdadeira família de Jesus é formada por aqueles que ouvem, acolhem e praticam a Sua Palavra em suas vidas cotidianas. Não se trata apenas de um momento de fé, mas de uma vida comprometida com os valores do Reino. Jesus redefine a ideia de pertencimento. A pergunta é: Você está disposto a seguir Jesus, mesmo que isso signifique redefinir suas prioridades e relacionamentos?
À medida que Jesus nos desafia a viver como Sua verdadeira família, Ele também nos convida a refletir sobre como estamos ouvindo Sua Palavra. Será que a luz que Ele acendeu em nossos corações está brilhando para aqueles ao nosso redor?
É impossível viver uma vida genuinamente transformada pela Palavra de Deus sem que isso seja notado. O discípulo fiel se torna um reflexo da luz de Cristo.
Laços de sangue não bastam, A verdadeira família de Jesus é composta por aqueles que ouvem e obedecem à Palavra de Deus.
Vamos, então, para o próximo ponto, onde veremos como o pertencimento à família de Jesus não é apenas ter nascido na mesma família dEle. Se fosse assim, todos nós estaríamos perdidos, afinal somos gentios, isto é, nenhum de nós aqui é descendente da família de Judá, de Jacó. Fomos escolhidos por Jesus pela fé e por isso temos nossas vidas e relações transformadas.
É através dessa obediência que verdadeiramente reconhecemos quem é o nosso Senhor, e como Ele redefine o conceito de família. Embora os laços de sangue sejam importantes, Jesus nos ensina que a verdadeira conexão com Ele vai além da biologia. A obediência à Sua Palavra é o que estabelece o verdadeiro parentesco no Reino de Deus.

2. O PARENTESCO QUE NÃO FUNCIONA (V.20)

A comunicação para Jesus no verso 20 reforça o que vimos no verso 19: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem te ver”.
É importante notar que, embora os irmãos e a mãe de Jesus estivessem ali, próximos fisicamente, isso por si só não os colocava entre os que pertencem de fato à família de Deus.
O verdadeiro crente é aquele que ouve o chamado de Deus e obedece a ele — abandona o mal, crê em Cristo, e busca viver de forma santa.
Esse é o vínculo que Jesus valoriza. O parentesco meramente natural não tem eficácia espiritual. Proximidade física, tradição religiosa ou laços familiares não garantem comunhão com Cristo.
É necessário responder pessoalmente à Palavra, com fé obediente. A presença dos familiares de Jesus serve aqui como um alerta: estar perto d’Ele, sem obedecer à Sua Palavra, é um parentesco que não funciona.
Isto é,não basta estar próximo de Jesus fisicamente, ou sempre estar ouvindo falar de Jesus, ou conviver com aquele que já se converteu à Jesus, é preciso ouvi-Lo e obedecê-Lo.
Muitos ainda hoje se apoiam em vínculos que, diante de Deus, não têm valor algum. Por exemplo: Crescer em um lar cristão, frequentar a igreja desde pequeno, ter pais piedosos ou um cônjuge firme na fé — tudo isso são bênçãos preciosas, mas nenhuma dessas coisas substitui uma decisão pessoal de se submeter à Palavra de Deus.
Veja o exemplo da família de Eli, em 1 Samuel 2 e 3. Eli era o sumo sacerdote de Israel, um homem com grande responsabilidade espiritual, que servia no templo e conhecia a Deus. No entanto, seus filhos, Hofni e Fineias, mesmo sendo criados em um ambiente religioso e exercendo funções sacerdotais, não andavam com o Senhor. A Bíblia declara que eram “filhos de Belial” — ou seja, sem respeito por Deus — porque desprezavam as ofertas e viviam em pecado deliberado, mesmo atuando como líderes do povo.
Apesar da proximidade física com o culto, da tradição familiar e da autoridade religiosa que tinham herdado, eles não tinham um coração obediente à Palavra. O juízo de Deus veio sobre eles, e o Senhor afirmou que não seriam poupados, pois Eli, ainda que os tenha repreendido, não os afastou de sua conduta perversa. O resultado foi trágico: perderam a vida e a casa sacerdotal de Eli foi rejeitada por Deus.
Isso reforça o que estamos falando aqui nesse texto: não basta estar perto da presença de Deus por meios naturais ou religiosos — é preciso ouvi-Lo com fé e praticar Sua Palavra.
Laços de sangue ou heranças espirituais não substituem um coração obediente. O parentesco que não se traduz em submissão a Cristo é um parentesco que não funciona diante de Deus.
O parentesco que Jesus honra é o espiritual, aquele que nasce da fé genuína e se expressa em obediência prática. Por isso, a simples convivência com o ambiente cristão não transforma ninguém. É necessário nascer de novo, ter um encontro real com Cristo, e deixar que Sua Palavra molde nossa vida.
Essa é uma palavra especialmente necessária para os que estão dentro da igreja, talvez há muitos anos, mas ainda não se entregaram verdadeiramente ao Senhor. Estar próximo de Cristo, mas não unido a Ele pela fé, é viver uma ilusão espiritual. É como ficar do lado de fora da casa, enquanto a verdadeira família está reunida lá dentro. Por isso, essa passagem nos desafia a perguntar com sinceridade: “Sou apenas um conhecido de Jesus, ou faço parte de Sua família?”.
Vamos, então, para o próximo ponto, onde veremos como o pertencimento à família de Jesus exige uma escuta obediente que transforma nossas vidas e relações.

3. O PERTENCIMENTO PELA ESCUTA OBEDIENTE (V.21)

Na resposta de Jesus, no verso 21, “Sua mãe e seus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a praticam”. Veja bem que não basta ouvir, é necessário colocar em prática aquilo que se ouve da Palavra de Deus.
Tiago disse isso em sua epístola, no capítulo 1, verso 22, quando afirmou: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando a vocês mesmos.”
Ouvir sem obedecer é ilusão — uma falsa segurança que não gera transformação nem comunhão com Cristo. O verdadeiro vínculo com Jesus está em obedecer à Palavra de Deus.
Essa é uma lição que atravessa toda a Escritura. A fé que não produz frutos, que não se expressa em obras, é morta em si mesma (Tg 2.17). Ouvir é o começo, mas é a obediência que confirma se o coração realmente foi alcançado pela verdade.
E de que forma a Palavra de Deus é vista em nossas vidas através dos frutos que praticamos, isto é, quais são os frutos visíveis na nossa vida de que a Palavra entrou em nosso coração e agora somos diferentes?
Quando a Palavra de Deus realmente encontra boa terra no nosso coração, ela não apenas nos informa, ela nos transforma. E essa transformação se evidencia por frutos visíveis. Quero dar exemplos de alguns desses frutos:
1. Obediência prática à Palavra
O verdadeiro discípulo não apenas ouve, mas obedece. A Palavra tem que moldar nossas decisões, nossos valores e nossa moneira de viver.
2. Arrependimento contínuo e mudança de vida
O discípulo verdadeiro abandona o pecado, luta contra a carne e busca viver uma vida santa. É o que Paulo escreve em Gálatas 5.24 : “Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.” Não é ser perfeito, mas é ser alguém que demonstra que está em processo de santificação — que se entristece pelo pecado e se alegra na justiça.
3. Amor ao próximo
Jesus disse que o mundo reconheceria os seus discípulos pelo amor em Jo 13.35. Quando a Palavra transforma alguém, isso é visto em atitudes de compaixão, perdão, serviço e misericórdia.
4. Domínio próprio e mansidão
O Fruto do Espírito descrito em Gálatas 5.22-23 também é evidência da Palavra habitando ricamente em nossa vida. Quando alguém foi realmente alcançado por Cristo, sua vida começa a ser marcada por amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. A pessoa controlada pelo Espírito não é mais dominada por explosões de raiva, orgulho ou inveja, mas passa a andar com mansidão, buscando reagir com equilíbrio e graça. Sua vida reflete um caráter moldado pelo Espírito, e isso se torna um testemunho visível do poder transformador da Palavra de Deus.
5. Desejo por comunhão com Deus
O discípulo deseja orar, ler a Palavra, estar com os irmãos, crescer espiritualmente. O que antes era obrigação, agora é alegria; É o que diz o Salmo 1.2 : “Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.”
6. Frutos de evangelismo e discipulado
A vida que foi tocada pela luz não consegue escondê-la. Ela transborda. O discípulo quer que outros conheçam Jesus também. Em Mateus 5.14–16, o próprio Jesus nos diz: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.”
Ou seja, a Palavra que entra transforma de dentro para fora, e essa mudança se manifesta em todas as áreas da vida. Quem pertence à verdadeira família de Jesus é reconhecido não por palavras, mas por frutos — frutos de obediência e amor.

CONCLUSÃO

Então, meus irmãos, a questão que eu gostaria que você levasse para casa hoje, que você refletisse durante a sua semana é: “A verdadeira família de Jesus é composta por aqueles que ouvem e obedecem à Palavra de Deus.”
Você pertence à verdadeira família de Jesus? O sim para essa resposta está condicionado ao ouvir e obedecer à Palavra de Deus.
Não basta apenas estar por perto, crescer em um lar cristão, ou ter convivência com pessoas piedosas. A fé verdadeira exige um coração rendido, ouvidos atentos e uma vida transformada pela obediência. É essa Palavra que gera frutos, que ilumina nossos caminhos, que nos transforma por dentro e se revela por fora.
Portanto, examine sua vida. A luz da Palavra está brilhando em você? Há frutos do Espírito sendo gerados? Você tem buscado obedecer mesmo quando é difícil, mesmo quando custa renúncia? Se sim, alegre-se — você é parte da família que Jesus chama de Sua. Mas se não, hoje é dia de se voltar para Ele, com arrependimento e fé, e pedir que Ele transforme seu coração em boa terra, onde a semente da Palavra floresça e frutifique para a glória de Deus.
Jesus está presente e ele fala com sua igreja ainda hoje. Cada vez que refletimos na Palavra de Deus estamos nos aproximando de Jesus, e quanto mais nos aproximamos d’Ele, mais ouvimos Sua voz e somos moldados por Sua vontade. Jesus continua falando por meio das Escrituras, e cada vez que nos colocamos diante da Palavra com um coração sincero e obediente, experimentamos Sua presença viva entre nós.
Refletir na Palavra não é apenas um exercício intelectual, é um encontro com o próprio Cristo. Ele mesmo disse: “As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (Jo 6.63). Por isso, não negligencie esse momento. Não leia ou ouça apenas por rotina, mas com expectativa — a expectativa de que Jesus falará, que Ele corrigirá, consolará, orientará e fortalecerá o seu coração.
E lembre-se: ouvir Jesus sem obedecer é como construir uma casa sobre a areia. Mas ouvir e obedecer é edificar sobre a rocha firme. Que cada reflexão na Palavra seja um passo mais firme na direção de uma vida alicerçada em Cristo.
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