19ª Parábola - 2 devedores (Lc7.36-50)

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Texto

Lucas 7.36–50 “36 Um dos fariseus convidou Jesus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. 37 E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava jantando na casa do fariseu, foi até lá com um frasco feito de alabastro cheio de perfume. 38 E, estando por detrás, aos pés de Jesus, chorando, molhava-os com as suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos. Ela beijava os pés de Jesus e os ungia com o perfume. 39 Ao ver isto, o fariseu que o havia convidado disse consigo mesmo: — Se este fosse profeta, bem saberia quem e que tipo de mulher é esta que está tocando nele, porque é uma pecadora. 40 Jesus se dirigiu ao fariseu e lhe disse: — Simão, tenho uma coisa para lhe dizer. Ele respondeu: — Diga, Mestre. 41 Jesus continuou: — Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro devia cinquenta. 42 E, como eles não tinham com que pagar, o credor perdoou a dívida de ambos. Qual deles, portanto, o amará mais?
Lucas 7.43–50 “43 Simão respondeu: — Penso que é aquele a quem mais perdoou. Jesus disse: — Você julgou bem. 44 E, voltando-se para a mulher, Jesus disse a Simão: — Você está vendo esta mulher? Quando entrei aqui em sua casa, você não me ofereceu água para lavar os pés; esta, porém, molhou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. 45 Você não me recebeu com um beijo na face; ela, porém, desde que entrei, não deixou de me beijar os pés. 46 Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas esta, com perfume, ungiu os meus pés. 47 Por isso, afirmo a você que os muitos pecados dela foram perdoados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama. 48 Então Jesus disse à mulher: — Os seus pecados estão perdoados. 49 Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: — Quem é este que até perdoa pecados? 50 Mas Jesus disse à mulher: — A sua fé salvou você; vá em paz.”

Introdução

Boa noite irmãos -
Ah a Fé… confiar no filho! Filho de Deus!
19ª Parábola, uma trajetória interessante, parabolas do reino, parabolas dos fim dos tempos, parabolas mostrando caráter, apontando erros doutrinários, tantas que começamos a perder as contas dos ensinos. Mas seguimos firmes
.A parábola dos dois devedores é relativamente curta, pois se resume em apenas três versículos (Lc 7.41–43). E o momento histórico aqui é a unção de Jesus por uma mulher pecadora, na casa de Simão, o fariseu. A parábola ensina a verdade simples de que o grau de gratidão expressa por alguém cuja dívida foi perdoada é diretamente proporcional ao total do débito. Quem perdoa uma dívida considerável receberá do devedor maior reconhecimento e gratidão que de outro cujo débito cancelado seja insignificante. Jesus pôs em prática essa verdade na casa de Simão, o fariseu, que estava visivelmente embaraçado com a presença de uma mulher que tinha ali uma má reputação. Porém, Simão recebeu uma lição.

O contexto

Talvez tenha acontecido num sábado, quando Jesus pregou durante o culto da manhã, na sinagoga local. Como era considerado um privilégio convidar um pregador visitante para comer numa casa, Simão, o fariseu, convidou Jesus para ir à sua casa a fim de participar, com ele e com outros convidados, da refeição do meio-dia do sabá.
Como ele aceitou o convite de um fariseu (v. 36), Jesus não pode ser acusado de desprezar os fariseus socialmente. O anfitrião, no caso o Simão, creio que meio engasgado com a ações de Jesus, porém, foi negligente, esqueceu das regras comuns de cortesia:
. não beijando Jesus,
. nem lavando seus pés
. ou ungindo com óleo perfumado sua cabeça.
Chegou-se Jesus à mesa e, como os outros convidados, tirou as sandálias. À maneira típica da época, os convidados se reclinavam em divãs ao redor da mesa, apoiando-se sobre o braço esquerdo e mantendo livre a mão direita para se servir da comida e da bebida, e seus pés ficavam estendidos, afastados da mesa. Se não fosse inverno a refeição acontecia no pátio, porque os judeus gostavam de comer ao ar livre. Durante a refeição, chegou uma mulher (v. 37) aproveitou-se da cultura da época, que permitiam que pessoas necessitadas visitassem um banquete como esse para receber algumas das sobras. Ela veio especificamente para ver Jesus, trazendo uma jarra ou um frasco de perfume, ela morava naquela cidade e era conhecida pela sua moral duvidosa. Ela caminhou rapidamente para perto de Jesus, pretendendo lhe oferecer um vaso de alabastro (DETALHES, cheio de unguento perfumado então ela se preparou para derramar o perfume em seus pés (v. 38), um ato de humildade.
Porque conhecia Jesus, ela queria presenteá-lo com aquele perfume tão caro. Queria expressar-lhe sua gratidão por tê-la ajudado, provavelmente por ter transmitido a ela a mensagem de salvação. Mas ela não conseguiu controlar a emoção, e, antes que percebesse, suas lágrimas corriam e caíam sobre os pés de Jesus. Não tinha uma toalha para enxugar seus pés. Então, soltou seus cabelos para secá-los com eles. Beijou seus pés, tomou o frasco de perfume e derramou-o sobre eles. Do ponto de vista de Simão, esse era um incidente muito embaraçoso. Se a mulher tivesse comprado o perfume tão caro com o dinheiro ganho na prostituição, o presente seria impuro ainda por cima. De acordo com Deuteronômio 23.18 “18 Não permitam que o salário pago a prostituta ou a prostituto, por qualquer voto, seja trazido à Casa do Senhor, seu Deus; porque uma e outra coisa são igualmente abomináveis ao Senhor, seu Deus.” ,
Deus abominava tais ganhos, que, portanto, não podiam ser levados à sua casa. Presentes de pessoas sem moral eram considerados sujos e inaceitáveis por qualquer pessoa respeitável. Além disso, a mulher desatou seu cabelo, estando na companhia de homens; ao agir dessa maneira, mostrou o que “fazia” que espécie de mulher era. Era contrário aos bons costumes que uma mulher soltasse seus cabelos em público. O fariseu se admirava de que Jesus permitisse que tudo isso acontecesse. Ele começou a olhar Jesus com olhos diferentes. na Verdade 4 conclusões Lucas nos dá aqui nesses versos:
se Jesus fosse um profeta, ele saberia que tipo de mulher estava ungindo seus pés;
se ele soubesse que tipo de mulher ela era, não a deixaria fazer isso; e
já que ele a deixa ungir seus pés, ele não é profeta e não deve ser reconhecido como tal. Nenhum profeta que se desse ao respeito permitiria que uma mulher de má reputação o tocasse, tornando-o impuro.
Se Jesus fosse um profeta, ele refletiria e saberia que essa mulher era uma “pecadora”, e que seu presente era maculado pelo pecado.
E a mulher não apenas tocou seus pés – persistiu em beijá-los até que, finalmente, se retirou. Será que jesus não entendeu todos os sinais dados de quem era aquela mulher? Ele entendeu totalmente
Mas Jesus permite que ela passe o perfume nele e não a evita. Ele mostra que tem uma visão única do coração humano, pois sabe o que o fariseu está pensando.

A parábola

Jesus pregava o evangelho da salvação e conclamava o povo ao arrependimento e à fé em Deus. Talvez, mais cedo, naquele dia, a mulher tivesse ouvido a mensagem de Jesus, e, agora, respondesse positivamente à sua palavra (Irmãos pensem no que tem sido ensinado pelo Pastor Paulo quanto a Ordus Saluti, vejam que a mudança, a regeneração, a transformação de mente e coração causada pelo ES na vida dessa mulher a fez fazer???).
Vencida pela culpa, mesmo sabendo que Deus a perdoaria, procurou Jesus. Foi incapaz de reter a torrente de lágrimas que explodiu, expressando tristeza pelos pecados cometidos e alegria pela graça recebida.
Porém, Simão, o fariseu, não conseguia ver que essa mulher pecadora experimentava a alegria da regeneração. Não lhe ocorreu que ela poderia ter sido perdoada e que se sentisse plena de felicidade. “Jesus jamais deveria permitir que a mulher o tocasse (vs39)”, disse Simão a si mesmo. Jesus sabia o que Simão pensava, e de modo gentil, mas corrigindo-o, falou para ele que apreciou o gesto da mulher, pois ela fez com que seu anfitrião deveria ter feito pelo seu hóspede. Mas, antes de Jesus dizer ao fariseu o que tinha visto na mulher, ele contou a parábola. Começou a narrativa dizendo a Simão que tinha algo a lhe dizer. Simão estava pronto para ouvir. Jesus contou a pequena história de um agiota que tinha dois devedores. Um lhe devia quinhentos denários, e o outro cinquenta. Um denário, naqueles dias, era quanto valia o salário diário de um trabalhador rural. Nenhum dos dois devedores, na história de Jesus, tinha fundos para pagar ao agiota. Aconteceu, então, o inesperado. O credor cancelou a dívida de ambos. “Qual deles, portanto, o amará mais?” – Jesus perguntou a Simão.
Simão, meio relutante, respondeu: “Suponho que aquele a quem mais perdoou”.
De repente, percebeu que a parábola o envolvia também. Ele sabia que Jesus não tinha terminado a história. A aplicação, inevitavelmente, se seguiria para explicar a presença da mulher, a atitude de Jesus em relação a ela, e o papel de Simão como anfitrião. “Você tá vendo esta mulher?” – perguntou Jesus. Naturalmente que Simão via a mulher, mas Jesus queria que ele a visse numa dimensão espiritual. Os olhos de Simão estavam cegos, pois, enquanto a olhava apenas como pecadora, deixava de vê-la como alguém de quem os pecados haviam sido perdoados. Seu farisaísmo bloqueava sua visão... Assim como no século XV os africanos foram desumanizados e servindo como recurso de trabalho barato/ escravo, seja por bula papal ou por incentivo a catequisar africanos, a escravidão aconteceu e desumanizou dezenas de milhares de homens e mulheres
e Na opinião do Fariseu, a mulher era apenas uma pecadora. Jesus, no entanto, não o repreendeu, nem o censurou, mas, de maneira magistral, forneceu-lhe uma perspectiva espiritual do acontecido. Jesus foi no âmago do que estava dentro do coração do fariseu apontando seus erros. Vs 44 “Entrei em tua casa e não me deste água para os pés; não me saudaste com um beijo, nem me ungiste a cabeça com óleo.” Mas, disse Jesus, “esta mulher, com suas lágrimas, lavou meus pés e, por não ter uma toalha, enxugou-os com seus cabelos. Ela demonstrou seu respeito mais profundo por mim, beijando meus pés. Além disso, tomou um vaso de bálsamo perfumado e ungiu-os”. Jesus via a mulher como uma pecadora que tinha sido perdoada. Ele não especificou seus pecados. Apenas se referiu a eles dizendo que eram muitos. E porque seus muitos pecados tinham sido perdoados, ela muito amou. Ela queria expressar sua gratidão a Deus e correu para Jesus, que foi enviado por Deus. Ele se tornou o vaso que recebia a gratidão da mulher.

A mulher

A mulher não disse nada durante o tempo em que esteve na casa de Simão. Porém, seu gesto falou mais alto que palavras. Ela desmanchou-se em lágrimas por causa de seus pecados. Como o devedor que ouviu de seu credor que não lhe devia mais nada, assim a mulher experimentou a graça misericordiosa de Deus. Por causa dessa graça, ela queria expressar sua gratidão oferecendo a Jesus uma dádiva preciosa. Isto é, ao mostrar seu amor a Jesus, ela provou que seus pecados já tinham sido perdoados. Não foi por ela ter demonstrado seu amor que obteve o perdão dos pecados, pois, sendo assim, ela teria merecido o perdão. Com essa parábola, Jesus ensinou que o débito dos dois homens foi cancelado sem qualquer esforço da parte deles. Do mesmo modo, a mulher, aliviada do fardo do pecado, podia mostrar sua gratidão beijando e ungindo os pés de Jesus.
E Jesus pode declarar que os pecados dela (e claro que ele não hesita em dizer que eram "muitos") foram perdoados (v. 47). Mais uma vez
Ele pode afirmar isso (v. 48) porque o ato de amor dela demonstra sua compreensão do perdão. Seu amor não é a base do perdão; sua fé é (v. 50). Como no próprio evento, o perdão não foi merecido; e é esse fato que suscita o amor dela. “Mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.”
SErá que Jesus quis dizer que Simão, o fariseu, amava pouco porque os pecados, que lhe tinham sido perdoados, eram poucos? Dificilmente. Simão obviamente sabe muito pouco sobre perdão e amor.
Simão não demonstrou amor ou gratidão a Jesus, além do convite para que fosse comer em sua casa. Ele não tinha sentido qualquer necessidade de ser perdoado. Apesar de tudo, a comparação permanece. Jesus não elaborou o assunto, mas, por implicação, pediu a Simão que reconhecesse e confessasse seus pecados para, assim, experimentar a alegria que acompanha o poder purificador da graça de Deus.
Jesus perguntou a Simão se ele tinha visto a mulher. Pelo contraste que ele deu de exemplo na parábola, Jesus, então, insinuou que Simão deveria olhar para sua própria vida espiritual.
.Jesus deixa o fariseu com seus preconceitos e trata da mulher pecadora, abrindo-lhe a porta da graça.
Kenneth Bailey diz que a crítica mais danosa de todas é o fato de que Simão presenciou a ação dramática daquela mulher e assim mesmo a chamou de pecadora (7.39). Ele não se arrependeu nem aceitou o arrependimento da mulher. Aqui em Lucas, “o arrependimento, o perdão e o amor são, todos, linhas de uma mesma peça de tecido”.
Cinco aplicações a gente deve olhar aqui. Em primeiro lugar, um grande arrependimento (7.44–46). O fariseu convidou Jesus para jantar em sua casa, mas não o honrou como hóspede. O fariseu não lhe deu água para lavar os pés, mas a mulher pecadora lavou seus pés com lágrimas e enxugou-os com os próprios cabelos. O fariseu não lhe saudou com ósculo, mas a mulher pecadora não cessava de lhe beijar os pés. O fariseu não ungiu sua cabeça com óleo, mas a mulher pecadora, com bálsamo, ungiu os seus pés. O fariseu, por se sentir justo, não demonstrou grande amor por Jesus, mas a mulher, por sentir-se grande pecadora, demonstrou profundo arrependimento e grande amor.
Em segundo lugar, um grande perdão (7.47). Jesus, que sonda os corações, por conhecer o arrependimento da mulher, perdoou-lhe os muitos pecados. O amor de Jesus é incondicional, mas o seu perdão não. O perdão é fruto do arrependimento.
Em terceiro lugar, um grande amor (7.47). A quem muito se perdoa, muito se ama. O fariseu e a mulher eram igualmente pecadores, mas foi ela quem reconheceu suas falhas e expressou sincero arrependimento. Por ter recebido grande perdão, sua manifestação de amor foi intensa e evidente.
Em quarto lugar, um grande Redentor (7.48,49). Os convidados à mesa questionam a autoridade de Jesus para perdoar pecados, mas JESUS, com a autoridade que lhe é conferida, perdoa os pecados da mulher e a liberta do seu jugo.
Em quinto lugar, uma grande salvação (7.50). Jesus oferece à mulher a salvação mediante a fé e concede a ela a sua paz. Ela entrou naquela casa prisioneira de seus pecados e saiu livre. Ela entrou condenada pelos homens e saiu perdoada por Jesus. Ela entrou cheia de culpa e saiu justificada pelo Filho de Deus. Ela é salva da prisão da culpa de seu passado pecaminoso. Seu passado foi apagado. Seu presente foi transformado. Seu futuro glorioso está garantido.
Hendriksen diz que essa paz que Jesus dá à mulher é o sorriso de Deus refletido no coração do pecador redimido, um refúgio na tempestade, um esconderijo na Rocha eterna, um abrigo sob as asas do Onipotente.
Meus irmãos em um mundo de homens e em um banquete de homens, uma mulher desprezada é colocada como exemplo de fé, arrependimento e devoção.
“Jesus realizou um grande milagre ao curar o servo do centurião. Realizou um milagre ainda maior ao ressuscitar o filho da viúva de Naim. Neste capítulo, porém, realizou o maior milagre de todos ao salvar essa mulher de seus pecados e ao transformá-la numa nova criatura”.
Então irmãos recapitulando o ensino:

Conclusão

O que a parábola no contexto histórico da mulher perdoada ensina? O amor por Jesus só pode ser genuíno quando o reconhecemos como nosso Salvador e de quem recebemos o perdão dos nossos pecados. Assim podemos ter grande respeito por Jesus e servi-lo; mas o genuíno amor por ele vem quando experimentamos a remissão dos pecados e temos a certeza do perdão. Então, aprendemos a vê-lo como Salvador; e nosso amor é expresso a ele em atos de gratidão.
"Quem muito foi perdoado, muito ama. Quem entende a graça de Deus em Cristo, não mede a adoração."
SDG
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