O evangelho em símbolos

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Introdução

Recapitulando…
O primeiro altar, Gênesis 8.20 “Depois Noé construiu um altar dedicado ao Senhor e, tomando alguns animais e aves puros, ofereceu-os como holocausto, queimando-os sobre o altar.”
Antes de Noé construir o altar, o primeiro ato de adoração descrito foi com Caim e Abel, em Gênesis 4.3–5 “Passado algum tempo, Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe as partes gordas das primeiras crias do seu rebanho. O Senhor aceitou com agrado Abel e sua oferta, mas não aceitou Caim e sua oferta. Por isso Caim se enfureceu e o seu rosto se transtornou.”
Embora a Bíblia não explique detalhes, Deus orientou a humanidade em como deveria ser a adoração depois do pecado. O fato da oferta aceita ser a de Abel nos ajuda a entender que deveria acontecer a morte do animal e o episódio com Noé nos mostra que não seria qualquer animal, mas o Senhor estipulou as espécies a serem sacrificadas.
Por que isso? Bem, no período dos patriarcas isso não fica claro, no entanto podemos antecipar que são os primeiros elementos ilustrativos do plano da redenção.

1. Abraão constrói altares

1.1. A cidade de Abraão e a adoração em Zigurates. 1.2. Deus tirou Abraão da falsa adoração (Js 24:2-3) com a intenção de fazer dele um ponto de recomeço na história da redenção (Gn 12:1-3). A partir daí, ele começa a marcar seus encontros com Deus com altares.
1.1.1. No chamado, Gênesis 12.7–8 “O Senhor apareceu a Abrão e disse: “À sua descendência darei esta terra”. Abrão construiu ali um altar dedicado ao Senhor, que lhe havia aparecido. Dali prosseguiu em direção às colinas a leste de Betel, onde armou acampamento, tendo Betel a oeste e Ai a leste. Construiu ali um altar dedicado ao Senhor e invocou o nome do Senhor.” 1.1.2. Quando separa-se de Ló e recebe a promessa da Terra, Gênesis 13.18 “Então Abrão mudou seu acampamento e passou a viver próximo aos carvalhos de Manre, em Hebrom, onde construiu um altar dedicado ao Senhor.” 1.1.3. Quando ele faz um acordo de paz com um rei cananeu ele “invocou o nome do Senhor” (Gn 21:33). Com certeza havia uma altar nesse ato de adoração.

2. O sacrifício mais difícil

Gênesis 22.1–13 NVI
Passado algum tempo, Deus pôs Abraão à prova, dizendo-lhe: “Abraão!” Ele respondeu: “Eis-me aqui”. Então disse Deus: “Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriá. Sacrifique-o ali como holocausto num dos montes que lhe indicarei”. Na manhã seguinte, Abraão levantou-se e preparou o seu jumento. Levou consigo dois de seus servos e Isaque, seu filho. Depois de cortar lenha para o holocausto, partiu em direção ao lugar que Deus lhe havia indicado. No terceiro dia de viagem, Abraão olhou e viu o lugar ao longe. Disse ele a seus servos: “Fiquem aqui com o jumento enquanto eu e o rapaz vamos até lá. Depois de adorarmos, voltaremos”. Abraão pegou a lenha para o holocausto e a colocou nos ombros de seu filho Isaque, e ele mesmo levou as brasas para o fogo, e a faca. E caminhando os dois juntos, Isaque disse a seu pai Abraão: “Meu pai!” “Sim, meu filho”, respondeu Abraão. Isaque perguntou: “As brasas e a lenha estão aqui, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” Respondeu Abraão: “Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho”. E os dois continuaram a caminhar juntos. Quando chegaram ao lugar que Deus lhe havia indicado, Abraão construiu um altar e sobre ele arrumou a lenha. Amarrou seu filho Isaque e o colocou sobre o altar, em cima da lenha. Então estendeu a mão e pegou a faca para sacrificar seu filho. Mas o Anjo do Senhor o chamou do céu: “Abraão! Abraão!” “Eis-me aqui”, respondeu ele. “Não toque no rapaz”, disse o Anjo. “Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho.” Abraão ergueu os olhos e viu um carneiro preso pelos chifres num arbusto. Foi lá pegá-lo, e o sacrificou como holocausto em lugar de seu filho.
2.1. Neste episódio aprendemos como o sacrifício era feito: altar, fogo, morte do animal, sangue derramado…
2.2. Deus não aceita sacrifício humano e o que aconteceu foi um teste de fé
2.3. Este sacrifício ilustra muito bem como acontece a salvação.
2.1.1. Imagine Abraão sendo Deus e entregando seu filho para morrer;
2.1.2. Imagine Isaque sendo Jesus e se entregando voluntariamente para o sacrifício;
2.1.3. Imagine agora a troca de Isaque pelo arneiro como a troca da sua morte pela de Jesus!
2.4. Os animais que eram mortos funcionavam como uma encenação do plano de salvação da humanidade. Era repetido para que ninguém esquecesse.
2.5. Cerca 600 anos depois de Abraão, Deus acrescentou mais alguns elementos, estabeleceu um lugar para acontecer o sacrifício e um grupo de pessoas responsáveis pelos detalhes.

3. O ritual do Santuário

3.1. Êxodo 25.8 “E farão um santuário para mim, e eu habitarei no meio deles.”
3.1.1. Diferente do Zigurate, que queria chegar ao Céu, o santuário era plano, porque Deus desceria para a humanidade.
3.1.2. O santuário era um símbolo de que Deus estava presente, como ele se tornaria presente em Jesus. João 1.14 “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.”
3.2. Lv 1:1-13
Levítico 1.1–13 NVI
Da Tenda do Encontro o Senhor chamou Moisés e lhe ordenou: “Diga o seguinte aos israelitas: Quando alguém trouxer um animal como oferta ao Senhor, que seja do gado ou do rebanho de ovelhas. “Se o holocausto for de gado, oferecerá um macho sem defeito. Ele o apresentará à entrada da Tenda do Encontro, para que seja aceito pelo Senhor, e porá a mão sobre a cabeça do animal do holocausto para que seja aceito como propiciação em seu lugar. Então o novilho será morto perante o Senhor, e os sacerdotes, descendentes de Arão, trarão o sangue e o derramarão em todos os lados do altar, que está à entrada da Tenda do Encontro. Depois se tirará a pele do animal, que será cortado em pedaços. Então os descendentes do sacerdote Arão acenderão o fogo do altar e arrumarão a lenha sobre o fogo. Em seguida arrumarão os pedaços, inclusive a cabeça e a gordura, sobre a lenha que está no fogo do altar. As vísceras e as pernas serão lavadas com água. E o sacerdote queimará tudo isso no altar. É um holocausto, oferta preparada no fogo, de aroma agradável ao Senhor. “Se a oferta for um holocausto do rebanho, quer de cordeiros quer de cabritos, oferecerá um macho sem defeito. O animal será morto no lado norte do altar, perante o Senhor; os sacerdotes, descendentes de Arão, derramarão o sangue nos lados do altar. Então o animal será cortado em pedaços. O sacerdote arrumará os pedaços, inclusive a cabeça e a gordura, sobre a lenha que está no fogo do altar. As vísceras e as pernas serão lavadas com água. O sacerdote trará tudo isso como oferta e o queimará no altar. É um holocausto, oferta preparada no fogo, de aroma agradável ao Senhor.
3.2.1. Poderia ser sacrifício de um rebanho menor ou de uma ave, mas tinha um ritual a ser seguido e uma razão a ser exemplificada.

4. A sombra encontra a imagem

4.1. João 1.29 “No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”
4.2 Hb 9:11-22
Hebreus 9.11–22 NVI
Quando Cristo veio como sumo sacerdote dos benefícios agora presentes, ele adentrou o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito pelo homem, isto é, não pertencente a esta criação. Não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santo dos Santos, de uma vez por todas, e obteve eterna redenção. Ora, se o sangue de bodes e touros e as cinzas de uma novilha espalhadas sobre os que estão cerimonialmente impuros os santificam, de forma que se tornam exteriormente puros, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, para que sirvamos ao Deus vivo! Por essa razão, Cristo é o mediador de uma nova aliança para que os que são chamados recebam a promessa da herança eterna, visto que ele morreu como resgate pelas transgressões cometidas sob a primeira aliança. No caso de um testamento, é necessário que se comprove a morte daquele que o fez; pois um testamento só é validado no caso de morte, uma vez que nunca vigora enquanto está vivo quem o fez. Por isso, nem a primeira aliança foi sancionada sem sangue. Quando Moisés terminou de proclamar todos os mandamentos da Lei a todo o povo, levou sangue de novilhos e de bodes, e também água, lã vermelha e ramos de hissopo, e aspergiu o próprio livro e todo o povo, dizendo: “Este é o sangue da aliança que Deus ordenou que vocês obedeçam”. Da mesma forma, aspergiu com o sangue o tabernáculo e todos os utensílios das suas cerimônias. De fato, segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão.

Conclusão

O senhor cumpriu todo o ritual na vida de Jesus. Ele é o Cordeiro que tira o pecado e por causa do que Ele fez temos a libertação da escravidão do pecado.
Jesus, o Messias prometido, precisava morrer pois sem o sangue derramado não haveria o perdão de pecados.
Aceitar Jesus não é uma conveniência, mas necessidade e único caminho para a salvação. Afinal, Ele é o mediador da nova alinaça.
Soli Deo Gloria
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