Edificando Lares e Igrejas com Homens Piedosos

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Notes
Transcript
Introdução :
Muito bem. O tema dessa manhã é a liderança masculina na igreja e no lar. Eu acredito que uma parte do que vai ser dito aqui já foi mencionado, talvez até de passagem, na última vez que estive aqui, quando falei a respeito do papel do homem e da mulher, mas repetir alguma coisa, ah, nunca é demais. Os autores bíblicos costumavam fazer isso e diziam que era para a segurança de todos.
Muito bem, a questão da falta de liderança, a falta de liderança masculina tem sido identificada como um problema hoje na igreja e que começa na sociedade. Nós sabemos que, por causa do movimento feminista especialmente, e também por causa de mudanças nos paradigmas da nossa sociedade, o próprio conceito de liderança e de autoridade vem sendo questionado, assim como o papel do homem no exercício da liderança e da autoridade. Isso acaba entrando na igreja também. E como sempre acontece, algumas mudanças que percebemos na cultura e na sociedade acabam chegando também às nossas portas. E aí é evidente a todos a falta de homens cristãos qualificados para liderar as igrejas e também de homens que sejam líderes de seus lares. Há exceções, é claro, mas percebe-se que existe essa falta generalizada.
Ah, agora mesmo, por exemplo, posso até dar um exemplo pessoal. Nós estamos com dificuldades na nossa igreja. A minha igreja em São Paulo tem 400 membros e estamos com dificuldade de encontrar gente para ocupar cargos de liderança, particularmente o presbiterato dentro da igreja. Nesse momento, queremos fazer uma renovação, trazer gente nova para liderar, aproveitar e usar os novos líderes, só que eles não aparecem. E não é que falte homem na igreja; têm muitos, não é? Mas poucos demonstram realmente o desejo, a vontade e a habilidade de ocupar cargos que Deus planejou para um homem cristão qualificado.
Isso gerou, esse problema é tão grande que, nos Estados Unidos, gerou o surgimento de um movimento chamado Guardadores de Promessa, Promise Keepers. Esse é um movimento de homens nos Estados Unidos que surgiu com o objetivo de ensinar aos homens cristãos o que é ser homem, o que é ser masculino. Porque a falta de paradigma de modelo masculino na sociedade americana, que é uma sociedade altamente liberal e muito feminilizada, no sentido de que as mulheres têm galgado e ocupado praticamente todos os postos, acabou deixando os meninos, os jovens, sem paradigma. Nascem de uma mulher; é uma parteira quem os traz à vida, geralmente, né? Ah, é uma enfermeira que vai cuidar deles. Quando vão para a escola, é uma professora que vai dar aula para eles. Quando vão para a universidade, é uma professora que vai dar aula para eles. E a vida toda, arruma o emprego; o chefe é uma chefa e casa com a mulher, não é? Então, ele não tem modelo masculino. O jovem passa a vida toda e não tem diante de si um homem que seja líder para ele. O pai é ausente em casa, né, durante todo esse tempo. É a mãe quem toma conta de tudo. Então, ele cresce sem saber como agir como homem. O que um homem faz? E esse é um problema, inclusive, nas igrejas.
Então, algumas reações como essa do Promise Keepers estão surgindo em várias partes do mundo, os Guardadores da Promessa. Recentemente, eles reuniram mais de 1 milhão de homens nos Estados Unidos em um lugar, aliás, em um estádio, não sei o que foi, mas cabia mais ou menos 1 milhão de pessoas, e esses homens nessa reunião fizeram um compromisso diante de Deus de assumir seu papel, de desempenhar funções para as quais Deus havia planejado e tudo mais. que em breve nós vamos ter que fazer um movimento aqui no Brasil também. Só que no Brasil vai ser muito, a primeira coisa que nós vamos ter que fazer é a diferença entre masculinidade e machismo, né? Porque movimento desse tipo já tem em Minas Gerais, o Marchão Mineiro. É o movimento Marchão Mineiro, mas é um tipo de movimento que não interessa, porque se, por um lado, o feminismo está errado, é uma distorção bíblica do papel da mulher, o machismo também é. Quando eu falo em masculinidade e liderança masculina, não estou falando no sentido machista brasileiro, mas de exercer o papel bíblico que Deus designou. As consequências da falta de liderança masculina são várias. Por exemplo, as igrejas e lares ficam sem a liderança bíblica e isso, por si só, já traz problemas. Surge a liderança feminina. E aí sempre vem aquela questão: o que é melhor, ficar sem líder ou ter, pelo menos, as mulheres fazendo alguma coisa e levando a igreja e a família à frente através da sua cooperação? E, como eu já falei, os filhos ficam sem modelo. Os filhos crescem sem saber o que é que um homem faz, como é que um homem se comporta. Porque nós estamos ausentes. Ausentes de postos de liderança na igreja, ausentes de compromissos na igreja, ausentes na família. E, às vezes, quando presentes na família, abdicamos do papel de liderança que Deus deixou para nós. E os nossos filhos vão crescer sem saber o que significa ser um homem. Ser um homem. E os modelos que ele vai ver são esses que a mídia está passando aí, que são modelos totalmente antibíblicos, não têm nada a ver com o ensino da Palavra, Palavra de Deus. Muito bem. Antes de continuar aqui nesse item, falar sobre o objetivo do estudo, eu quero dizer que agora de manhã é um estudo. Então, vocês estão absolutamente livres para me interromper, levantar a mão, se tiver uma dúvida, tá certo? Vocês fiquem totalmente à vontade para me ajudar, inclusive a esclarecer algum ponto que, porventura, não fique claro. Eu gosto muito dessa interação. Eu acho que a gente aprende bastante quando a gente interage. Vocês perguntam, se eu souber a resposta. Senão, eu vou deixar aqui o abacaxi para Paulo e Ricardo resolverem depois que eu for embora. Mas dentro das possibilidades nós estaremos respondendo. Bom, o nosso objetivo com esse estudo de hoje de manhã, em primeiro lugar, é analisar o ensinamento bíblico sobre a liderança masculina qualificada na igreja. E, naturalmente, nós vamos ter que entrar aí na questão da ordenação e consagração de mulheres para o ministério. Quando a gente menos pensa que o assunto já está morrendo, a gente descobre que o assunto ainda está em fervescência. Tivemos notícias de que há três semanas atrás, uma das últimas igrejas reformadas que ainda resistiam à questão da liderança feminina acabou capitulando. A Reformed Christian Church, Igreja Cristã Reformada dos Estados Unidos, de origem holandesa, domina o Kelvin College e o Kelvin Seminary, que são seminários e universidade de muito respeito nos Estados Unidos. E eles, agora, cerca de um mês, abriram totalmente para a ordenação de mulheres, mulheres pastoras e presbíteras em todos os níveis, né? Eles iam resistindo, resistindo, resistindo. Finalmente, não conseguiram resistir à pressão. Pressão feita não pelas mulheres, mas pelos próprios pastores, né, que querem, provavelmente, não querem trabalhar mais, ou então estão vendo que é um tiro no pé. Já tem pouco emprego para pastor e, ainda para as mulheres, pronto, todos eles vão perder o emprego em breve, né? Eles vão ver isso brevemente. Então, é um assunto que sempre está voltando: essa questão de por que não mulheres, por que não pastoras, por que não presbíteras. E aí então nós vamos inevitavelmente ter que entrar nessa questão de mulheres líderes. E, por fim, nós vamos ter um intervalo e aí vamos ver o papel do homem cristão como líder de seu lar e de sua família. A minha abordagem é sempre mais uma abordagem teológica e ideológica dessas questões. Existem questões práticas sobre como o homem pode assumir biblicamente seu papel na família. E vocês podem me ajudar a entrar nessas questões, fazendo perguntas ou dando sugestões a respeito disso aqui para os outros verem também. Mas eu geralmente vou me concentrar na questão do ensino bíblico a respeito desse assunto, o que não quer dizer que nós não possamos discutir algumas questões práticas a respeito disso. Muito bem. Liderança masculina na igreja. Nós vamos fazer uma investigação bíblica para saber que tipo de liderança Deus levantou no seu povo. Havia mulheres no período apostólico que foram ordenadas presbíteras ou pastoras. Quem Deus chamou para liderar sua igreja? E vamos levar em conta, onde possível, os aspectos culturais da época. A Bíblia é um livro antigo, tem 2000 anos de idade, foi escrito numa cultura oriental, bastante diferente da nossa cultura ocidental. E é claro que, mesmo que os autores tenham sido inspirados por Deus, eles escreveram dentro da visão da sua época. Então, onde for possível, nós vamos levar essas coisas em consideração e também vamos nos guiar por essa pergunta: que tipo de liderança para a igreja é ensinada na Bíblia? A Bíblia se preocupa com isso? E eu acho que a melhor coisa, no início de um debate ou de um estudo desse, é esclarecer qual vai ser o nosso referencial. Há algum tempo atrás, eu fui convidado para falar a respeito desse assunto no seminário Batista do Norte. Os batistas estavam no meio de uma discussão sobre essa questão de pastoras dentro da igreja batista. Isso faz uns 4 anos, mais ou menos, 4 a 5 anos. E eles me chamaram para o debate. Eles procuraram, eles... Com facilidade, acharam pastores batistas e professoras do seminário batista que defenderiam que as mulheres poderiam assumir a liderança da igreja. E parece que não acharam entre os batistas pastores capacitados para dizer o outro lado, né? Que não tinha, né? Não tem jeito. A liderança da igreja é masculina, para homens cristãos qualificados. E aí foram achar um presbiteriano; me chamaram, né? Lá fui eu para a Cova dos Leões. Cheguei lá, estava armado. Tinha dois pastores batistas. Um deles era o reitor do seminário, um outro pastor lá, mas mais capaz do que todos eles era a professora de sociologia, que era uma mulher extremamente inteligente, feminista até onde podia ser, capaz, esperta e falava de uma forma extremamente cativante. Era brilhante a mulher. E eu logo que os três falaram, eu olhei e disse: "Bom, meu adversário vai ser ela, né? Não vão ser esses dois". Porque os dois vieram com argumentos assim, aqueles argumentos que o pessoal costuma dizer, né? Do tipo assim, um tirou do bolso um pedaço de papel de caderno, que ele deve ter arrancado e escreveu à mão assim, dizendo: "Olha, os argumentos pelos quais nós vamos ter liderança feminina na Igreja Batista em breve. Primeiro, há 50 anos, calça comprida era proibido; hoje é permitido. Há 50 anos, nós só mandávamos missionários. Hoje, a maior parte dos missionários batistas é de mulheres. Há não sei quantos anos, só se usava cabelo comprido. Hoje, as mulheres usam cabelo curto e tal, tá?" Ele foi falando das mudanças que aconteceram na denominação nos últimos 50 anos e disse: "Mulher antes não ensinava a classe mista, agora ensina. A mulher antes não ia para o campo missionário, agora vai. Mulher antes não pregava, agora prega." Quer dizer, é óbvio que o próximo passo é que as mulheres vão assumir, né? Um argumento extremamente pragmático, mas que não tem nada a ver com a Bíblia, né? Não tinha nada a ver com a Bíblia. A professora era mais esperta. Quando falou, ela já foi tratando de alguns textos, alegando algumas passagens bíblicas. E aí eu senti que a única chance que eu tinha de enfrentar esse pessoal era trazer a discussão para a Bíblia, porque a argumentação era toda sociológica, em cima da participação da mulher hoje, da igualdade do homem e da mulher, dos direitos, a lei da igualdade de acesso a todos os postos e privilégios no nosso país. Então, toda a argumentação era nisso. Eu senti que se eu fosse por aí, eu ia me perder. Aí eu disse: "Não, eu quero já sugerir que o debate seja feito nesse ponto. O que é que a Bíblia tem a dizer sobre isso? Porque vocês são uma denominação evangélica, vocês aceitam a Bíblia como palavra de Deus e vocês vão querer se guiar pelo que a Bíblia diz e não pelo que a cultura está dizendo. Concordam aí?" Os três caíram na esparrela de concordar, não é? Aí nadamos de braçada. Aí foi tranquilo. Depois eles votaram essa questão, né? Era um debate e depois a convenção deles ia votar esse assunto. E a ordenação feminina foi derrotada fragorosamente, né? Os pastores presentes resolveram que não vão ordenar. Isso foi há 5 anos. Tive em outro debate semelhante no seminário batista do Rio de Janeiro; também foi similar. Ah, e por enquanto os batistas vêm segurando a barra, apesar de que já tem duas, três pastoras batistas, né? Uma soube que está saindo agora, não aguentou a pressão, está deixando de ser. Mas o ponto é esse. Como é que nós vamos levar essa discussão? Como é que nós vamos conduzir o estudo a respeito do papel do homem como líder? Nós vamos levar em consideração os referenciais culturais somente? Ou vamos levar a palavra de Deus como sendo a nossa regra de fé e prática? Para nós, ela não é simplesmente o registro da compreensão temporal, circunstancial e falível que seus autores tinham do mundo da época, mas ela é a revelação infalível de Deus para a sua igreja em todas as épocas. É claro, tem aspectos dela que são culturais, mas os princípios que ela nos traz são princípios eternos. A Bíblia se pronuncia sobre o governo da igreja, sobre o ministério pastoral e sobre a liderança da sua igreja. Um dos argumentos nesses debates em que eu tenho participado é que o pessoal diz assim: "Mas a Bíblia não se preocupa com esse negócio de se é pastora ou pastor, presbítera ou presbítero, se é mulher que é líder ou não. Me dê uma passagem da Bíblia que proíba que a mulher seja pastora ou presbítera ou líder." Não, não tem nenhuma passagem da Bíblia dizendo: "Não terás mulheres como líderes." Mas a questão não é essa. A pergunta é ver o modelo que a Bíblia apresenta, quem na Bíblia aparece como sendo o líder que Deus levanta para a sua igreja. Essa aqui é a questão, né? Não é ver se tem passagem da Bíblia proibindo, sim ou não. A Bíblia então traz princípios eternos, muito embora eles se expressem culturalmente. Um exemplo de um princípio bíblico que se expressa culturalmente: Quando Paulo está discutindo a questão do uso do véu lá na igreja de Corinto, o uso do véu por parte das mulheres era uma questão totalmente circunstancial e contextual daquela época. No antigo Oriente Médio e até hoje em algumas culturas, o véu representa o papel de submissão da mulher ou que é uma mulher de respeito, que está sob a proteção do seu marido. E Paulo, quando defende o uso do véu por parte das mulheres cristãs na cidade de Corinto, ele está preocupado, não é com aquela peça de vestuário, mas com o que aquela peça simboliza, que é a questão de que a mulher está debaixo de autoridade. Na nossa cultura ocidental moderna, o uso do véu por parte da mulher não representa absolutamente nada, mas permanece o princípio: a mulher está debaixo da liderança cristã, eh, masculina, cristã, eh, eh, eh, qualificada. Só que, na nossa cultura, ela não vai mostrar isso usando um véu, mas pelas suas atitudes. Então, a expressão cultural é passageira, mas o princípio é eterno, é válido em toda a cultura, em todas as épocas. Essa é a distinção que eu queria fazer.
Bom, há duas posições entre os evangélicos sobre a liderança masculina e feminina na igreja. A primeira é a posição igualitarista, que é uma posição que vem ganhando entre os evangélicos muito apoio. Ela é proposta não necessariamente por feministas, mas por evangélicos que são mais abertos para o papel da mulher na igreja. E tem os complementaristas, que são os mais conservadores. A minha posição é essa complementarista, e eu conheço vários que são igualitaristas também.
Bom, o que os igualitaristas dizem? Eles dizem o seguinte: se você pegar o relato de Gênesis, vai ver que Deus originalmente criou o homem e a mulher iguais. Eles se baseiam naquele texto de Gênesis. Ah, deixa eu ver aqui. Acho que é Gênesis 1, 26. Durante o relato da criação, também disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança". E no verso 27, ele diz: "Criou, pois, Deus, o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou". O relato da criação em Gênesis 1 diz que Deus criou os dois à sua imagem e semelhança, a ideia de que foram criados ao mesmo tempo e da mesma maneira, apenas diferentes quanto ao gênero. Eles tomam esse texto de Gênesis 1, que funciona como base, e afirmam que Deus criou o homem e a mulher originalmente iguais, e que qualquer atribuição de autoridade a um e submissão ao outro é um desvio do padrão original de Deus; e que esse padrão original foi alterado, e que a subordinação feminina que a Bíblia parece ensinar foi parte do castigo divino por causa da queda, com consequentes reflexos socioculturais.
Ou seja, de acordo com essa interpretação, Deus criou homem e mulher originalmente iguais. Depois veio a queda. E na queda, então, é que Deus introduziu essa questão toda. Em Gênesis 3, 16, quando Deus disse à mulher: "Multiplicarei sobremaneira os sofrimentos da tua gravidez, e em meio de dores darás à luz a filhos. O teu desejo será para o teu marido, e ele te governará". Então, esse governo do homem sobre a mulher é imposto por Deus sobre a mulher depois da queda; porque antes da queda, não havia liderança de um sobre o outro, foram criados iguais. Quando houve a queda, o castigo da mulher foi a submissão. Assim, relacionam o papel de submissão da mulher à queda, não à criação. Na criação, foram criados iguais.
Então, em Cristo, essa punição — e agora vem o ponto — quando Cristo veio ao mundo, ele veio nos livrar do pecado e das suas consequências. Na obra de Cristo, essa punição que foi imposta por Deus na queda, que é a submissão da mulher, foi removida. E aqui é a hora que eles citam textos como Gálatas 3, 28. Paulo diz: "Dessa arte não pode haver judeu nem grego, nem escravo, nem liberto, nem homem, nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus". Então, em Cristo, essa diferença de função que foi atribuída na queda desaparece. Na igreja, não pode haver superioridade do homem sobre a mulher, porque em Cristo a maldição foi eliminada. Por isso, a mulher pode exercer os mesmos papéis que o homem. Ela pode ser líder da igreja, pode ser pastora, pode ser presbítera; não há mais motivo, já que em Cristo isso foi removido.
Gente, eu não acredito nisso não, viu? Tô só dizendo o que eles pensam, porque tô vendo gente olhando para mim fazendo assim, né? Como se dissessem: "Ah, o pastor pensa como eu também". Pera aí, eu tô só explicando o outro lado, hein? Pera aí. Não concorde comigo tão rápido, não, tá bom?
Então, essa é a posição igualitarista: tanto homens quanto mulheres podem ocupar cargos de liderança e direção na igreja. A liderança da igreja não é uma prerrogativa masculina; é tanto do homem quanto da mulher. Então, recapitulando, no plano original, não havia liderança de um sobre o outro. Veio a queda. O que Deus fez? Submeteu a mulher ao homem. Veio Cristo. Cristo restaurou o padrão original, ou seja, não há liderança do homem sobre a mulher. Como consequência, na igreja onde Cristo reina e é Senhor, não pode haver essa subordinação, nem na família cristã, nem no lar cristão. Geralmente, o modelo familiar desse pessoal é de liderança conjunta e negociação, né? As coisas são resolvidas na base do "sentar e vamos negociar". Eu, que não sou dessa linha, também acredito em negociação; gosto, converso, dialogo, amo a minha mulher, quero dar a ela o privilégio de se expressar também. Mas chega um momento em que não há negociação que dê certo, né? Chega ao impasse mesmo. E aí, como é que faz? Então, alguém vai ter que dizer: "Vai, vai ter que ser por aqui", né? Esse modelo não funciona com os igualitaristas.
Bom, vamos ver o outro aqui. Os complementaristas dizem que essa... Os complementaristas afirmam que essa leitura dos igualitaristas é uma... Leitura equivocada e incompleta, porque desde a criação e, portanto, antes da queda, Deus já estabeleceu papéis distintos para o homem e para a mulher. E eles aqui vão apelar para Gênesis 2. Gênesis 2. Eles dizem que os igualitaristas — eles dizem que os igualitaristas são reducionistas a uma leitura bíblica. E, via de regra, esse pessoal é igualitarista; não todos, mas eles dizem, eles adotam uma leitura da Bíblia que é chamada de método histórico-crítico de leitura da Bíblia, que diz que o Pentateuco, os cinco livros de Moisés, não foram escritos por Moisés como uma unidade, mas são uma coleção de pelo menos quatro documentos diferentes que foram coligidos e harmonizados durante o período do exílio. Então, Moisés de fato nunca escreveu nada, mas o que havia era que tinha um sacerdote que tinha umas ideias a respeito da de Israel que escreveu. Tinha um cara que é chamado de javista. Como é que você descobre os documentos dele, a parte dele? Que toda vez que ele chama Deus de Javé, e tinha um Eloísta, como é que eu sei que era ele? Toda vez que Deus é chamado de Elohim, é outro autor. Então, eles dizem que, na verdade, o livro de Gênesis é uma coxa de retalho de quatro documentos diferentes. E Gênesis 1 é do Eloísta e Gênesis 2 é do javista. Porque em Gênesis 1 tem um relato da criação e em Gênesis 2 você tem outro relato. Aí o cara que juntou, que fez a redação, ele não percebeu que eram histórias diferentes e colocou uma ao lado da outra. Só que são duas histórias diferentes. Em Gênesis 1, Deus cria o homem e a mulher, à sua imagem e semelhança, na mesma hora. Em Gênesis 2, o relato da criação do homem é diferente. Deus primeiro faz o homem do pó da terra, diz que é bom que ele não esteja só. Está aí o verso 18; aqui é Gênesis 2. E aí, da costela do homem, faz uma mulher. Então, eles dizem: são dois relatos contrários, né, e conflitantes. Então, eles dizem que o relato correto é o primeiro, Gênesis 1, que o segundo é espúrio. E nós dizemos e eles nos acusam de fazer o caminho inverso, que nós focamos em Gênesis 2, né, e esquecemos Gênesis 1. Na verdade, não há conflito nenhum. O que você tem ali em Gênesis 1 e 2 pode ser explicado da seguinte maneira: em Gênesis 1, você tem um resumo da criação, uma síntese. Deus criou o homem e a mulher, à sua imagem e semelhança. Ponto. E aí, em Gênesis 2, Moisés volta para recontar a criação, só que agora com detalhes. É o mesmo relato, só que em capítulo dois você tem os detalhes daquilo que ele narra numa frase em Gênesis 1. Então, as duas versões se complementam. E nós aprendemos de Gênesis 1 a igualdade do homem e da mulher. Sim, na criação foram feitos à imagem e semelhança de Deus. Mas em Gênesis 2, nós temos os detalhes dessa criação. Primeiro, que o homem foi feito primeiro. Segundo, que a mulher foi feita para ser uma auxiliadora, não é? Não é bom que o homem esteja só; farei uma auxiliadora que lhe seja idônea, que esteja à altura dele. É isso que o texto hebraico quer dizer. E aí, mais adiante, nós temos o relato de como Deus fez isso: fez cair pesado sono sobre o homem, adormeceu, tomou uma das costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem transformou-a numa mulher e trouxe-a. E o homem disse: "Esse afinal é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamá-la-á varoa, porque do varão foi tomado." Pedir permissão aqui ao pastor Paulo, só para fazer um intervalo de descontração. Aqui levanta uma questão: se Adão tinha umbigo quando ele foi criado, tinha ou não? Porque umbigo é cordão umbilical de quem nasce, né, no parto, né? Ladrão teria umbigo. Então, alguns teólogos acham que sim, porque o seguinte, quando aconteceu esse lance aqui, né, essa final, aliás, é um pouco antes, né, quando o Senhor transformou e trouxe para o homem a que Adão acordou, que viu, né, aquele sorriso de felicidade. Aí o Senhor gostou, né? Aí teria feito aquele... Essa foi mal. Tudo bem. A origem do umbigo, né? Estou apertando aqui no molequinho. Mas, de qualquer maneira, brincando ou não, na sequência da criação, o homem foi criado por conta da mulher. Aliás, a mulher foi criada por conta do homem. O homem não veio da mulher; a mulher foi criada em seguida. E isso é levado em consideração toda vez que os autores do Novo Testamento tratam dessa questão de liderança. Eles se referem a Gênesis 1, sim, mas se referem particularmente a Gênesis 2, o modo como Deus criou para poder justificar a questão do papel do homem. Ah, então essa posição é chamada de complementarista, porque com suas características e funções distintas foram criados iguais, mas com papéis diferentes. Papéis diferentes. Eles se completam; eles formam uma biunidade. A diferença de funções, aqui é um ponto que os complementaristas falam o tempo todo, que essa diferença de funções não implica em diferença de valor ou de inferioridade de um em relação ao outro, porque aqui é o ponto que os igualitaristas pegam. Na hora que você subordina um ao outro, você está fazendo um juízo de valor, a inferioridade do subordinado. Mas não é bem assim que nós entendemos. Quando a Bíblia diz que eu tenho que me sujeitar ao presidente Lula, que eu tenho que respeitar as autoridades superiores, não quer dizer que Lula, como pessoa, é melhor do que eu ou de qualquer outro aqui nessa sala. Não quer dizer, mas ele ocupa uma função. Em que ele tem autoridade é sobre nós, mas ele não é melhor. E, pelos vários sorrisos e cabeças balançando, eu tô vendo que todos vocês concordam comigo. Então, é a mesma coisa quando a Bíblia diz que os filhos têm que ser submissos aos pais. Isso não quer dizer que os pais, como pessoas, sejam melhores do que os filhos, mas significa que eles têm um papel de liderança e de autoridade sobre os filhos.
Da mesma forma, quando a Bíblia fala que a liderança é masculina na igreja e na família, não quer dizer que a mulher é inferior. Apenas estamos apontando para o fato de que existem papéis distintos estabelecidos pelo próprio Deus. A diferença de papéis e a igualdade do ser são duas verdades perfeitamente compatíveis e bíblicas. Nós podemos claramente pregar a igualdade do homem e da mulher diante de Deus e, ao mesmo tempo, dizer que Deus atribuiu a eles papéis diferentes.
Então, é por isso que essa posição é chamada de complementarista. Por favor, é só um complemento. Jesus declara: "Eu e o Pai somos um." Contudo, o Pai é maior do que eu. Pronto. É exatamente isso aí: a igualdade das pessoas da Trindade e, ao mesmo tempo, a diferença de papéis, não é? A diferença de papéis. Muito bem.
Então, por isso, quando a gente fala sobre essa questão da liderança masculina, é preciso deixar claro, porque nós temos ouvidos feministas e ouvidos que não compreendem bem o que está sendo dito. Quando enfatizamos que a liderança na igreja e na família foi dada ao homem, nós não estamos negando - e isso, portanto, não está em discussão - que homem e mulher foram criados igualmente à imagem de Deus. Foram a mulher e o homem à imagem de Deus; foram criados à sua semelhança e, portanto, têm a mesma dignidade, a mesma honra, merecem o mesmo respeito. Isso não está em discussão. Nós não negamos isso e não podemos negar, tá? Porque não seria antibíblico negar isso.
Também não estamos negando nem discutindo que homens e mulheres possuem o mesmo valor ontológico; tem a ver com o ser, não é? Diante de Deus, porque já possuem, também não estamos negando ou fechando os olhos, como eles nos acusam às vezes, de que houve mulheres extraordinárias no Antigo Testamento que assumiram papéis decisivos, como a profetisa Hulda, a juíza Débora e outras mulheres que, em momentos especiais ou decisivos da história de Israel, assumiram liderança para fazer uma determinada função, uma determinada coisa. Não estamos negando isso. Não estamos dizendo que eventualmente Deus não possa levantar uma mulher que possa, numa situação extrema ou extraordinária, fazer o papel que o homem não está querendo fazer. Mas eu estou dizendo que essa não é a regra, esse não é o padrão. Não foi assim que Deus quis; não é assim que Deus planejou. E não compete a nós pegar as exceções da Bíblia e transformar em regra para a igreja. Não, não queremos funcionar assim, que é o argumento que estão querendo fazer, por exemplo, na minha igreja, né?
O argumento do pessoal que quer que as mulheres sejam pastoras em nossa igreja é de que hoje o maior número de missionárias no campo é de mulheres. Nós temos uma força missionária muito grande na Igreja Presbiteriana do Brasil, e a maior parte delas é de mulheres. Essas mulheres vão para os campos missionários, muitas delas são solteiras, e elas vão, abrem, começam a evangelizar crianças e acham uma casa. De repente, aquela casa abre uma sala para começar um estudo bíblico. Ela começa a fazer estudo bíblico com as mulheres; de repente, os maridos começam a vir, não é? Não tem líder, não tem homem. Então, ela faz o papel mesmo; ela prega, ela ensina, ela dirige o culto, ela faz tudo isso. Aí então o argumento é que já é pastora, né? O que falta? É só reconhecer isso. Mas ela já está fazendo esse papel. Então, o que é uma exceção, né? O que os homens não vão como missionários para o campo, então as mulheres vão e querem transformar na regra.
E a resposta que nós temos dado para isso é o seguinte: primeiro, essa de que o papel de liderança das mulheres, quando aparece na Bíblia, nunca é motivo de regozijo; até, na verdade, é até motivo de juízo. Eu estou querendo ver se eu acho aqui o texto de Isaías. Se alguém souber, já me ajude. "Mulheres estão à frente do meu povo; mulheres e crianças." Não achei Bíblia apócrifa, na certa em Isaías. Deixa eu ver se eu acho... Quando o profeta reclama, né, da situação de Israel, ele diz: "Os opressores do meu povo são crianças e mulheres estão à testa do seu governo. Ó povo meu, os que te guiam te enganam, destróem o caminho por onde deves seguir." Então, Deus está se queixando de que as mulheres estavam à frente do povo dele, né? Na certa pela falta de participação dos homens daquela época. Então, é uma exceção, mas uma exceção da qual a Bíblia não fala bem, né? Não, não, não vê como sendo a coisa a ser feita.
Então, isso aqui é importante: nós não estamos negando que houve essas mulheres que tiveram esses papéis. Também não estamos discutindo o fato de que Jesus incentivou e aceitou o ministério de mulheres e quebrou os preconceitos da época. Ele sentou à beira do poço e conversou com a mulher samaritana. Ele tinha mulheres na sua comitiva quando viajava. Ele ministrava frequentemente às mulheres; permitiu que fossem tocadas, inclusive por pecadoras, prostitutas, coisas que os fariseus e os rabinos jamais. Admitiriam. Então, que nós reconhecemos que Jesus deu um tratamento diferenciado, especial para com a mulher, que, na época dele, era vítima mesmo de discriminação, machismo e de uma visão patriarcal. Aí isso aí nós não negamos; que Jesus, de fato, fez isso aí. E também não estamos em discussão, quando falamos que a liderança é para ser masculina, não está em discussão que as mulheres participaram ativamente nas igrejas apostólicas, orando, profetizando, abrindo suas casas, ensinando, anunciando o evangelho. O livro de Atos e os Evangelhos estão cheios de exemplos de mulheres que fizeram isso. Então, é preciso deixar claro que, quando falamos da liderança masculina, nós não estamos excluindo o ministério das mulheres e não estamos fechando os olhos para ver que elas sempre fizeram parte integral da vida da igreja e que, sem a contribuição delas, a igreja dificilmente chegaria até onde chegou. Não estamos negando isso. A questão toda é a questão de liderança, né? A liderança autorizada. Quem é que Deus levanta para guiar o seu povo, para ensinar com autoridade, para exercer o governo do seu povo? Esse é o que está em discussão aqui e não a questão do papel ou da contribuição da mulher. Ou seja, o que está em jogo, o que está em discussão é o seguinte: por que é que, apesar de tudo isso, de todas essas vantagens e participação da mulher na vida da igreja, não há qualquer evidência bíblica conclusiva de que uma mulher tenha sido chamada para liderar a igreja como apóstola, pastora ou presbítera por Jesus e seus discípulos? Até voltando ao slide anterior, quando nós admitimos que as mulheres tiveram uma participação muito efetiva no ministério de Jesus e no ministério dos apóstolos, aí essa questão se torna ainda mais aguda. Por que é que então nem Jesus e nem os apóstolos chamaram as mulheres para exercer a liderança de igrejas locais, né? Então, havia alguma coisa que realmente impedia. E o que é que impedia? Porque, apesar de tudo isso, os apóstolos, mesmo considerando a igualdade do homem e da mulher, impõem restrições ao exercício da autoridade pela mulher, particularmente o apóstolo Paulo. Vejamos esses pontos em seguida. Então, eu acho que a questão toda da liderança masculina se resume nesse ponto aqui: que não pode haver liderança sem o exercício da autoridade do governo. Não, não pode haver. Eu sei que tem muitos livros dizendo que o líder lidera pelo exemplo, mas só o exemplo seria suficiente se nós fôssemos isentos de pecado, se nós fôssemos puros como os anjos. O pecado de tal maneira nos afetou que só exemplo não é suficiente. É preciso o exercício da autoridade do governo para que nós façamos o que deve ser feito. E não pode haver liderança sem isso. É um serviço espiritual, sem dúvida, não é? A liderança é feita por presbíteros e pastores. É um serviço espiritual que prestamos a Deus e à igreja quando estamos na liderança da igreja e da família também, que implica no governo espiritual da igreja. A igreja precisa ser governada. Ela não é uma democracia no sentido de que é uma assembleia geral, onde todo mundo dá a sua opinião e cada um faz o que quer. Não. A igreja tem um governo, tá? Quem governa a igreja é Cristo. Cristo é o cabeça da igreja; ele é o senhor da igreja. Mas como é que ele governa a sua igreja? Através de pessoas que ele levanta como seus representantes para exercer o governo espiritual. É claro que esse governo na igreja é um governo de natureza espiritual. Ele, a igreja, não tem jurisdição sobre a consciência das pessoas. O fórum íntimo das pessoas é entre a pessoa e Deus. Não, nós não temos autoridade sobre isso, né? Porque cada um vai dar conta de si mesmo a Deus. Mas o fórum externo, a conduta da pessoa, a maneira dela se portar, o que ela diz, se ela é membro da igreja, faz parte do corpo de Cristo, está sujeito ao governo da igreja e à autoridade da igreja. E é uma sujeição voluntária, né? Quando a pessoa entra numa igreja para fazer parte dela, ela sabe que está se sujeitando ao governo e autoridade espiritual dos líderes daquela igreja. Então, não podemos fugir dessa questão. É claro que esse conceito é um conceito que é estranho ao espírito da nossa época, que rejeita toda e qualquer autoridade, mas é evidente que, biblicamente falando, é preciso que isso aconteça. Esse ensino, de que maneira Cristo governa a igreja? Através do ensino autorizado da sua palavra. Quando a palavra de Deus está sendo pregada, quando a palavra de Deus está sendo ensinada, é como se o próprio Deus estivesse guiando a igreja, dizendo a ela o que deve fazer. Eu não estou identificando a palavra do pregador com a palavra de Deus, mas toda vez que o pregador é fiel à palavra de Deus, é como se o próprio Cristo estivesse falando à sua igreja e ao seu povo aquilo que deve ser feito. É dessa forma que o governo é exercido também. É assim que Cristo guia e governa a sua igreja. Vejam só, em 1 Timóteo 3, de 4 a 5, quando Paulo está falando da liderança da igreja, ele diz que convém que os presbíteros que governam a igreja tenham que ser casados, e, se forem casados, que governem bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda modéstia. Porque, se alguém não sabe governar sua própria casa, como terá cuidado da igreja de Deus? Nessa passagem, há um paralelo entre o governo da casa, que é exercido pelo homem, e o governo que ele vai exercer na igreja como líder da igreja, a ponto de que Paulo coloca como... Condição para que alguém seja líder na igreja é que ele seja líder na sua casa. Se ele não é líder na sua casa, se ele não governa a sua casa, como é que ele vai governar a casa de Deus? Como é que ele vai cuidar da casa de Deus? Então, percebam como esse conceito de liderança masculina cristã está ligado ao exercício da autoridade espiritual. Ah, em 1 Timóteo 5:17, diz: "Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra". Então, eu não estou aqui, e esse versículo eu não vou aproveitar para pedir que vocês deem um aumento de salário para os seus pastores, né? Diz aqui, ó: honra aqui é salário, viu? Mas só falar de governo é a função deles, é governar, né, na equipe, junto com os anciãos, presbíteros, depende do nome que se dá, mas aqueles que Deus levantou como colegiado para pastorear a igreja, se envolvem no governo da igreja.
Em 1 Tessalonicenses 5:12, aqui é dito para a igreja: "Rogamos-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, que presidem sobre vós no Senhor e vos admoestam". Mais uma vez, a ideia da presidência. Em Hebreus 13:17, está escrito: "Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles, porque veem por vossa alma como aqueles que hão de dar conta delas, para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não seria útil".
Então, o que eu quis mostrar para vocês é que essa liderança da igreja é um serviço espiritual que envolve o exercício da autoridade espiritual e da presidência espiritual. E que essa função é uma prerrogativa do homem que Deus colocou como sendo função do homem e não da mulher. Quando nós discutimos a questão da ordenação feminina, porque mulheres não podem ser pastoras nem presbíteras, o argumento nunca é: "Ah, porque a mulher é mais fraca, não, porque a mulher é menos capaz". O argumento não é esse, porque não é verdade. Lá no Mackenzie, onde eu trabalho, a primeira quantidade de mulheres professoras com doutorado é muito maior do que a dos homens. Elas são muito mais capazes. Tem mulher lá com PhD, DDD, TNT, ODD, o que você imaginar de título, elas têm. Então, nunca a argumentação pode ser em cima da capacidade ou da habilidade das mulheres, porque elas são capazes.
O ponto não é esse. O ponto é uma questão de designação. O governo e a liderança da igreja e da família envolvem o exercício da autoridade. Envolve o exercício da autoridade e cabe ao homem essa função e não à mulher. Então, é uma questão bíblica de designação. Nunca devemos argumentar em termos da capacidade da mulher ou de superioridade ou inferioridade, porque isso não é verdade. Mas a questão é a quem Deus encarregou? E a resposta é o homem cristão qualificado. Essa é a resposta. Não tem outra resposta bíblica, tá? Se puxar para a Bíblia, a resposta é essa. Agora, se você quiser ignorar o que a Bíblia diz, aí sim você vai ver o que a sociedade pratica e você vai ver que não há impedimento para a mulher assumir posição nenhuma. Mas nós queremos nos guiar pela palavra de Deus.
Agora, por que Deus atribuiu? Como sabemos que foi feita essa atribuição? Começamos com o modelo do Senhor Jesus. Atenção, homens. Deus não tem gênero. É verdade. Contudo, quando Ele encarnou, veio como homem. Ele não tem gênero, mas quando resolveu encarnar, veio na figura de um homem, Jesus Cristo de Nazaré. Jesus não é a filha de Deus, mas o Filho de Deus. Ele não é a rainha do universo, mas o rei do universo. Não é a senhora do universo, mas o Senhor do universo. Ele é o último Adão e não Eva, o segundo homem e não a segunda mulher. Jesus é o antípoda de Adão e não o antípoda de Eva.
Então, as pessoas às vezes dizem assim: "Mas essa briga de homem e de mulher é bobagem, porque Deus não tem gênero". Sim, Ele não tem, mas na hora que resolveu encarnar, encarnou na figura de um homem. Porque o Senhor Jesus veio não somente como Salvador, mas também como antípoda do primeiro homem, a quem Deus havia dado a responsabilidade da família e que era o representante da raça. Note que quando Eva peca, e foi ela que pecou primeiro e caiu, Deus veio primeiro cobrar de quem? Ele primeiro veio a Adão, ainda que quem primeiro pecou foi Eva. Então, desde o início, o modelo de liderança e a própria encarnação nos falam da liderança masculina.
Quando nós dizemos, é importante ressaltar isso, que Deus encarnou como homem, isso não significa menosprezo para a mulher. Trata-se de papéis diferentes, de funções diferentes. O que eu também estou querendo dizer é que a questão da liderança masculina não está enraizada em questões fisiológicas ou de capacidade, mas é uma questão teológica, uma questão bíblica. Foi esse o modelo de Deus. Foi assim que Deus determinou. Está enraizado no querer d'Ele e na própria escolha de Deus na hora de encarnar.
Então, na hora que o homem está abdicar da sua liderança, isso não é uma opção para ele. Não, não, não é uma opção do homem cristão se ele vai ser o líder ou não. Ele está abdicar, está abrindo mão de um papel divinamente determinado que foi dado por Deus para o homem, para o exercício da liderança do seu povo, tanto na igreja quanto na família.
Eu estava falando na igreja de Barretos recentemente sobre essa questão da lei da homofobia, acompanhando a discussão que está acontecendo assim. Teve uma hora lá que deu um estalo e eu disse: "Deus, eu estou dizendo que o modelo de Deus era o casamento". Heterossexual. Aí eu disse assim: "Por que Deus não criou Adão e Ivo? Criou Adão e Eva, né? Então, pois é, Deus não criou Adão e, né? Criou Adão e Eva." Então, Adão é o tipo de Cristo. Então, Ivo, já pensou? Se a gente terminar um pouquinho mais cedo, e vocês quiserem, eu tenho aqui algumas informações a respeito dessa lei da homofobia que a gente poderia até discutir depois, quem sabe até dar uma discussão sobre isso. Bom, modelo do Senhor Jesus ainda, de acordo com a ordem da criação, Jesus não podia ter vindo como mulher, pois na relação homem e mulher somente o homem foi investido de autoridade. Se ele veio para ser o Senhor da Igreja, o cabeça da Igreja, ele não poderia ter vindo na figura de uma mulher. Jesus é o cabeça da Igreja, exerce autoridade sobre ela. Ele é o modelo para a liderança masculina cristã qualificada. Isso é a primeira coisa.
Agora, continuando, o chamado dos 12. Durante seu ministério, Jesus escolheu, treinou e apontou 12 homens para serem apóstolos. Você encontra isso lá em Lucas 6:13. Você vê que a relação dos nomes são todos homens. Ele escolheu homens de entre os seus seguidores. Lembrando que, antes de escolher, ele passou a noite em oração. Lucas 6:12, pedindo a Deus sabedoria. E, em submissão à vontade do Pai, Jesus escolheu 12 homens para apóstolos. Essa escolha foi feita com base em princípios bíblicos e orientação divina. Aí alguns dizem assim: "Não, mas Jesus se acomodou à cultura. Ele chamou 12 homens porque, se ele tivesse chamado mulheres para serem líderes da Igreja, isso causaria uma comoção muito grande na cultura da época." Contudo, durante todo o seu ministério, Jesus mostrou que operava acima dos costumes e tradições religiosos e culturais de sua época. Ele falou com mulheres e as recebeu em seu grupo, mesmo samaritanas. Quebrou todas as tradições e costumes dos judeus, como a dieta religiosa, guarda do sábado, separação dos go, que eram gentios, e mesmo seus inimigos reconheceram que Jesus não temia homem algum. Nós estamos falando de um homem que nunca respeitou tradição ou costume cultural ou prática qualquer. Então, na hora em que ele escolheu 12 homens e não 12 mulheres, ele não pode ser acusado de que ele fez isso porque ele tinha medo de quebrar a tradição e o costume da época, porque ele fazia isso com frequência. Porque essa é a resposta que algumas pessoas dão.
Como ele tratou as mulheres? Honrou a dignidade das mulheres, ministrou a elas, viajou com elas, encorajou que servissem a Deus, mas a outros líderes da sua época. Contudo, apesar da sua afeição e relacionamento com mulheres como Marta e Maria, ele estabeleceu apóstolos como fundamento em sua Igreja e continuadores da obra. Ele não chamou Marta, ele não chamou nenhuma das Marias, não chamou a sua própria mãe para ser apostolisa, mas ele chamou 12 homens para serem os líderes da sua Igreja. Quando o lugar de Judas foi preenchido, foi escolhido um homem cristão qualificado após oração, mesmo havendo muitas mulheres cristãs disponíveis. Vamos dar uma olhadinha aqui em Atos. É interessante, né, que os apóstolos seguiram a liderança do Senhor Jesus. Nesse ponto, eles dizem: "É necessário, quando eles foram substituir Judas, é necessário, pois, que dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós." E aqui eu preciso ver só um detalhe: se "homens" aqui está no original. Exatamente, está sim que está no grego, né? Que às vezes eles traduzem "homem", né? Mas não é. Olha, "andron" de "anthropos", aliás, "an" de "homem". É necessário, portanto, dos que nos acompanham, dos homens que nos acompanham entre todos, em todo tempo. Está aqui.
Então, essa expressão "homem" aqui é "homem" mesmo no original, tá? Deu um problema de conflito aqui. Deixa eu ver aqui como é que ele vai fazer. Fechou. Deve ser feminista. [Música] Ele fecha e apaga toda a configuração. Tecnologia existe para resolver os problemas que a própria tecnologia criou. Está aqui. Atos. Naqueles dias levantou-se Pedro no meio dos irmãos. A assembleia era cerca de 120 pessoas. Só que aqui antes diz: "Olha, a assembleia, todos eles perseveravam unânimes em oração com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele." Então, naquele grupo de 120 irmãos, de onde foi feita a escolha do substituto de Judas, havia também essas mulheres que haviam acompanhado Jesus durante seu ministério. E se havia um momento ali de colocar uma mulher, era esse, tá certo? Que elas estavam presentes na assembleia e eram pessoas de destaque que estiveram com Jesus, tá certo? Só que foi escolhido um homem—Matias foi o escolhido para ocupar o lugar de Judas.
Então, os apóstolos seguiram o mesmo modelo de Jesus. Quando precisaram escolher diáconos, escolheram sete homens, mesmo que o assunto fosse cuidar de mulheres viúvas. Já prestaram atenção nesse detalhe aqui, não é? Se tem um momento em que as mulheres deveriam ser eleitas, era aqui, olha, escolhidas. Porque veja só, naqueles dias, multiplicando-se os números dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas estavam sendo esquecidas na distribuição diária. Eu, pessoalmente, tenho dificuldade ou dúvida se aqui é a instalação dos chamados diáconos, porque eles fizeram tudo menos ser diáconos, né? Você pega Felipe e Estevão, que são os dois mencionados aqui, eles eram evangelistas, eles eram pregadores, eles eram fundadores da Igreja. Então, ninguém sabe ao certo se esse grupo aqui é o grupo dos diáconos, até porque a palavra "diácono" não aparece aqui no texto, ou se isso aqui era uma espécie de grupo que ficou chamado de grupo dos sete, que era uma espécie de grupo subapostólico que auxiliava os apóstolos na fundação de Igrejas e assim por diante, né? Talvez seja esse o ponto aqui. De qualquer forma, esses homens iam exercer... Essas pessoas iam exercer liderança na igreja e no governo, iam tratar da administração da igreja, e o ideal seria que mulheres fossem escolhidas para liderar, porque o problema era o quê, ó? As viúvas. As viúvas estavam precisando de cuidados, né? Então, com a melhor coisa do mundo, colocamos mulheres para cuidar desse assunto. Entretanto, quando veio a escolha, ah, veja só aqui o que é que Pedro diz assim: "Escolhei entre vós sete homens". Mais uma vez, tem que ver no original. Exatamente aqui, ó. Andras, sete homens, né? De boa reputação, cheios do espírito de sabedoria, aos quais encarregaremos desse serviço. E aí então vieram aqueles que foram eleitos, daí todos eles homens, né? Sete homens, Estevão, por aí vai. Então, a verdade é que não, as chances não foram, ah, de colocar mulheres no governo da igreja, elas não foram preenchidas com mulheres. Os apóstolos instituíram nas suas igrejas o sistema de governo pela pluralidade de presbíteros, requerendo que fossem homens cristãos qualificados. Quando Paulo escreve, dizendo a Timóteo como ele deveria orientar as eleições, ele diz que tem que ser maridos de uma só mulher. Tem um amigo meu brincando, que diz assim que ele não tem problema de mulher ser presbítera ou pastora se cumprir esse requerimento aí, né? Que ela seja marido de uma só mulher, que governem bem a sua própria casa. Governe bem a sua própria casa. Mais uma vez, essa questão de governo já falamos. Bom, não há evidência bíblica conclusiva de que havia mulheres líderes, apóstolas, pastoras ou presbíteras nas igrejas apostólicas. O que nós vimos nessa primeira parte foi que o modelo é liderança masculina, cristã qualificada. É uma questão teológica, uma questão de designação de Deus. É assim que Deus fez. Não é a questão de cultura e não é a questão também de escolha nossa. Então, é uma responsabilidade que Deus colocou sobre os ombros de vocês, os nossos ombros, e que nós não podemos transferir para as nossas esposas ou para as mulheres da igreja, sob pena de trazermos consequências graves para o andamento da igreja e do lar.
Apenas fazendo um breve intervalo antes de entrar na… Fiquei devendo duas coisas aqui. Primeiro, sobre a questão da lei da homofobia, rapidamente. Ah, na questão da homossexualidade na sociedade brasileira, há uma aceitação cada vez maior promovida pelos meios de comunicação. Algumas políticas sociais e governamentais do Ministério da Educação acabam por promover também aceitação, como, por exemplo, pressão para a resolução dos problemas sociais através da união civil. Estão entrando por aí, falam que os homossexuais, os gays, lésbicas estão unidos há bastante tempo. E aí isso cria algum tipo de problema social quando um deixa o outro desamparado, deixa sem direitos. Aí, o governo está entrando por aí na tentativa de resolver esses problemas. Fala a respeito do casamento, né, gay ou da união civil.
E outra questão levantada: o que é que é preferível, deixar uma criança abandonada na rua ou ser adotada por um casal gay? É um problema de que não tem uma resposta fácil, né? A nova legislação antiviolência contra os gays vem com o nome de legislação antiviolência, mas, na verdade, esse famoso projeto de lei 5003/2001 altera a lei 7.771/1989 sobre o racismo. Então já existe uma lei sobre o racismo, que é a 7.771, e agora os grupos entraram e o movimento gay entrou, em 2001, com um projeto de lei que altera isso aí. A lei, só para vocês entenderem, de 1989 define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero e sexo. E o projeto de lei acrescenta isso que está em amarelo: orientação sexual e identidade de gênero. Quer dizer, uma lei que antes… eles estão acrescentando essa questão da orientação sexual como sendo parte da lei que é sobre o racismo. Aí, outra alteração: na identidade de gêneros, além de macho e fêmea, serão incluídos os cidadãos que se denominam GLBT, gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. Quer dizer, aqui a criação de novos gêneros. Antes só tinha dois, né? A lei prevê dois gêneros: macho e fêmea. E agora eles vão prever mais o gay, que é um tipo, lésbica, que é outro, bissexual, que é outro, e transexual, que é outro também. Então, a lei, o que é que diz? Artigo primeiro: serão punidos, isso é a lei que já existe, serão punidos na forma desta lei os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. Essa é a relação atual. Se o projeto de lei for aprovado, a redação passa a ser essa: serão punidos, na forma dessa lei, os crimes resultantes de discriminação, o preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. A redação atual traz as seguintes penalidades quanto à discriminação no emprego: se a discriminação for praticada pelo empregador, resultará em reclusão de 2 a 5 anos. Demonstração de afetividade, artigo 4º, é visto como pena, né, como transgressão dessa lei, impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público. E aqui isso agora vai incluir a questão da afetividade gay também, né, que passa a ser crime. Então, na hora que um pastor prega contra o homossexualismo, ele estará infringindo o artigo 4º, reclusão de 2 a 5 anos. Eu já disse à minha igreja que pode preparar para me visitar na prisão, que eu não vou parar. Artigo oitavo: proíbe livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual, transgênero, sendo essas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs. Reclusão de 2 a 5 anos. Outras leis modificadas, além da lei de 7.719 de 1989, vão incluir a lei que fala de injúrias e a lei que fala da impossibilidade de demissão. Isso aí tem a ver com a CLT. Quais seriam, em termos práticos, as situações possíveis? O artigo que cita a lei diz que a dona de casa que dispensar a babá, por exemplo, por causa de sua opção sexual, poderá ser penalizada com 2 a 5 anos de prisão. Isso é o seguinte: você tem uma filha, você contrata uma babá ou empregada para cuidar, ajudar e depois você descobre que ela é lésbica, tá? Se você demiti-la, então dá isso aí: penalizada com 2 a 5 anos de prisão. O artigo 5º pune com três a 5 anos de prisão o reitor de um seminário, naturalmente um cristão, que se recusar a aceitar um aluno homossexual. Imagine que você é reitor de um seminário evangélico e chega um gay que quer ser aluno e você diz: "Não, não, não vou, né?" Aí você vai preso, ele vai ser aluno e você vai preso.
O artigo oitavo criminaliza o sacerdote ou pastor que, em homilia, condena o homossexualismo. Isso seria, segundo a lei, uma ação constrangedora de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica. Então, outra situação possível, dizem que pode acontecer, é que se chegar um casal de gays na igreja e eles começarem a se abraçar, se beijar dentro da igreja e tudo mais, se você impedir, é processado. Não pode, não pode impedir a manifestação de afetividade, né? É, no Nordeste a gente resolve com a peixeira de 14 polegadas, mas não pode, não pode fazer, naturalmente, né? Brincadeira.
Ah, outra situação possível seria um pastor se recusar a fazer o casamento gay ou se recusar a aceitar gays como membro da sua igreja. Eu não tenho problema em aceitar gays fazer parte da igreja no auditório. Eu tive um caso em Recife, há muitos anos atrás, quando eu era pastor da primeira Igreja Presbiteriana do Recife. Um dia me visitou um cidadão, tinha assim uns 40 anos de idade, e ele disse: "Pastor, eu sou gay, praticante, mas queria pedir permissão para assistir aos cultos da sua igreja." Eu disse: "Com todo prazer, o senhor fica à vontade. Só peço uma coisa: não mexa com os adolescentes da igreja, tá certo?" Falei sério com ele, né? "Não, não, não dê motivo para causar consternação nas famílias da igreja." Assim, "não, você pode ficar à vontade. A igreja é aberta, quem quiser chegar e ouvir." Ele ouviu durante 2 anos. Ficou lá ouvindo a palavra durante dois anos. De vez em quando ele ia lá no meu gabinete e falava dos conflitos dele, das lutas, da violência que ele sofria, do companheiro que ele tinha e tal. E ouviu a palavra de Deus durante dois anos. Nunca me deu problema, a não ser uma vez que ele queria fazer parte da sociedade de senhoras da igreja. Aí foi uma dificuldade, foi uma dificuldade convencê-lo de que não seria bem visto. Ele queria fazer parte da sociedade de senhoras. Foi no tempo em que eu saí de Recife, e eu deixei de acompanhá-lo. Eu soube depois que ele teria ido para uma igreja metodista, onde lá ele teria aceitado a Cristo como salvador. Foi a última vez que eu ouvi a respeito dele.
Então, nós não temos que fazer a diferença entre o ódio ao homossexual, que nós, isso aí é pecaminoso, não é? É pecado mesmo, é homofobia, mas a contrariedade da ideia da homossexualidade. Então, sempre falarei contra o homossexualismo como padrão aceitável de vida e sempre aceitarei a figura do homossexual, se ele quiser participar da minha igreja. Se ele quiser, eu não teria dificuldade com isso, mas ele sempre vai ouvir que eu não creio que o estilo de vida dele seja correto. Então, eu sempre vou tentar convertê-lo, né? Então, essa é a dificuldade toda.
Alguém levantou a mão aqui? Se o governo respeita o estatuto da igreja, se o estatuto da igreja disser que é contra a sua profissão de fé, essa situação, a automaticamente a lei não tem poder sobre o pastor. Essa lei, se ela passar, vai ser uma inconstitucionalidade muito grande, porque ela cria privilégios para uma classe de cidadãos, para uma minoria, impõe esses privilégios sobre os outros, cerceia a liberdade de expressão e acaba com a distinção entre igreja e estado. Então, a Igreja Presbiteriana do Brasil já está pronta para entrar com a ADIN. Se isso passar, nós já vamos entrar imediatamente com ação de inconstitucionalidade, tá? Não vamos aceitar de jeito nenhum. Vamos brigar até o último recurso contra esse tipo de coisa que é uma mordaça, né? Isso aqui tá tirando um direito que a Constituição nos dá, que é o direito de livre consciência e de expressão. Eu não vou impedir dele ser o que ele é, mas eu tenho direito de dizer que eu não concordo. Ele pode ser o que ele quiser. Na pós-modernidade. Claro. País livre. Eu digo o que eu quero.
Se essas vezes realmente, eu acho que aí no caso o senhor teria que reconsiderar que ele é marido de uma só mulher. O senhor tem toda a razão. Temos que reconsiderar um monte de coisas, né? Eu acho que a melhor frase aqui foi do Arnaldo Jabor, que é aquele jornalista muito desbocado, né? Ele disse que antes era proibido, agora é tolerado e antes que seja obrigatório, ele vai sair do [Risadas] país. Eu acho que vai uma turma grande com ele, viu? Muito bem, senhores. Alguém disse que eu não tinha falado sobre diaconisa e é verdade; eu não entrei na questão de diaconisa porque eu tenho uma posição que eu falo pouco sobre ela e que eu não tenho problema com diaconisas, guardadas algumas proporções. Deixa eu ver aqui onde é que inclui diaconisas. Pronto. Deixa eu explicar. A questão toda... Comecei errado de novo. A questão toda é o seguinte: é definirmos o que é o ofício diaconal. Na minha denominação, o diácono é um ofício e, portanto, ele tem... autoridade sobre a igreja. Tanto é que, na hora em que ele é ordenado e vai ser empossado, é feita uma pergunta para os membros da igreja: "Vocês aceitam e reconhecem a autoridade desses irmãos?" E a igreja diz: "Sim". Então, nessa situação, eu não aceito diaconisa. Se o diácono é alguém que tem autoridade sobre a igreja, então não pode haver diaconato feminino, porque nós já vimos que o exercício da autoridade e do governo é prerrogativa do homem cristão qualificado. Foi o que nós vimos. Esse é o ponto da questão. Se o diácono tem jurisdição espiritual sobre os membros da igreja, então uma mulher não pode ser diaconisa; ela não pode exercer a função de diácono. Contudo, se o diaconato for entendido como sendo serviço, um ministério de serviço, eu não tenho problema. Não tem, podem, as mulheres podem ser diaconisas, não tenho dificuldade absolutamente nenhuma com isso. Tanto é que, na minha denominação, para tratar esse assunto, eu digo assim: se vocês querem tratar realmente o assunto, nós primeiro temos que alterar os estatutos da nossa igreja para dizer que o diaconato não é um ofício que traz autoridade sobre a igreja. E então vamos abrir para as mulheres participarem. Mas enquanto perdurar essa ideia de que o diaconato tem autoridade sobre a igreja, então não podemos ser incoerentes colocando mulheres, porque elas também podem ser presbíteras. A questão toda é a questão da autoridade. Agora, se o diaconato é visto como serviço, eu não tenho problema. Eu não tenho problema, tá? Então, para mim, o que está em discussão é o ofício.
Tinha diaconisas na Igreja Apostólica? Essa é a pergunta, né? Então, o argumento era de que havia isso. Eu rapidamente trago dois casos aqui. Primeiro, eles mencionam o caso de Febe. Recomendo-vos a nossa irmã Febe, de Sencreia. Mais uma vez aqui, vamos ver o que a Bíblia na versão em Linguagem de Hoje diz. Olha a Bíblia na Linguagem de Hoje. Recomendo a vocês, a nossa irmã Febe, que é diaconisa na igreja de Sancreia. Aí a versão de Almeida: "Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Sancreia". Qual é o problema com essa tradução? O problema é que, no original grego, o verbo se presta tanto a uma coisa quanto a outra. Verdade é essa. Se vocês prestarem atenção, a irmã Febe, no grego, diz assim: "Recomendo, mas recomendo a vocês Febe, a nossa irmã, a qual está diaconando da igreja que está em Sencreia". Esse termo aqui está referindo-se a "sendo diácono da igreja de Sancreia". Tudo depende de como o verbo "diaconar" vai ser usado no contexto. Deixa eu ver se consigo achar aqui no contexto. Paulo usa isso em Romanos 15. Olhem, isso aqui é Romanos 16. Em Romanos 15, o capítulo que vem antes, Paulo diz assim: "Olhem, estou de partida para Jerusalém a serviço dos santos". E qual é o verbo que ele usa para dizer que está indo a serviço? "Diacono". Então, se toda vez que o verbo "diaconar" aparecer, nós tomarmos pelo sentido estrito oficial, seremos obrigados a dizer que Paulo era diácono, porque ele usa o verbo para indicar que está a serviço. Mais adiante, ele diz assim: "Orem para que eu me veja livre dos rebeldes que vivem na Judeia e que esse meu serviço, mais uma vez, diaconia em Jerusalém, seja bem aceito pelos santos". Então, não é diaconia no sentido oficial, mas no sentido de serviço. É isso que o verbo significa.
Aí ele fala também de Cristo. Ah, tá. Deixa eu pegar aqui 31. Esse aqui é importante. Aí veja só, isso tudo é no capítulo anterior, né? No 15, ele diz que Cristo foi constituído ministro da circuncisão. Adivinhe qual é a palavra "ministro" no grego? "Diácono". Então, teríamos que dizer que Jesus era diácono também. Se toda vez que a palavra "diácono" aparece, ela significa o ofício de diácono, Paulo era diácono, Jesus era diácono. Então, por que, quando eu chego em Romanos 16, verso primeiro, eu tenho que dizer que ali Paulo está usando no sentido oficial? "Recomendo a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Sancreia". Paulo usa o termo "diácono" ali para indicar um serviço. Ela está servindo. Pode ser como professora, pode ser como líder do coral, dirigente do grupo de louvor, pode ser professora de escola dominical; não está se referindo a uma função oficial. Então, quando a Bíblia na Linguagem de Hoje traduz daquela maneira, que é diaconisa, ela, primeiro, quebrou uma regra de interpretação muito simples, que diz que, para entender o sentido de um termo, você dá uma olhada no contexto, como é que ele é usado no contexto. E, no contexto, ele é usado no sentido geral de serviço, não no sentido oficial. Então, esse verso que é usado para dizer que Febe era uma diaconisa não prova que Febe era uma diaconisa; prova que Febe servia à igreja de Sancreia. Servia à igreja de Sancreia. Alguma dúvida sobre isso? Posso passar? Alguém vai dizer assim: "Mas pastor, nem diaconisa, o senhor é mal mesmo, hein? Agora, o rolo maior é esse aqui: lá em Primeiro Timóteo 3". Isso aqui é sério. Paulo dá as recomendações aos diáconos. Eu não vou gastar e empregar nosso tempo para isso. Quanto aos diáconos, é necessário tal, tal, tal. E vêm as qualificações dos diáconos. Aí ele diz: "Da mesma sorte, quanto às mulheres, é necessário que elas sejam respeitáveis, não maldizentes, temperantes em tudo". Aí ele continua: "O diácono seja marido de uma só mulher, tal, tal". Pergunta: "Quem são essas mulheres que são referidas por Paulo no..." “Contexto de recomendações aos diáconos?” Ele está dando recomendações aos diáconos e, de repente, ele diz lá no meio: “Quanto às mulheres, quem são?” Resposta dos igualitaristas: “São diaconisas.” Claro, ele está falando de diáconos. As mulheres ali só podem ser diaconisas. Outras opções? Tem pelo menos três outras opções. Primeiro, a favor de diaconisa. O que é que tem a favor? Que está dentro da parte que trata dos diáconos e o semelhante no início dos versos 8 e 11. Isso aqui é um argumento muito bom. Eu nem vi como é que a Bíblia na linguagem de hoje traduz isso aí, mas após isso já diz diaconisa também. Isso aqui é Primeiro Timóteo, quanto? 3:11. Já que veja só quando ele diz: “Semelhantemente, quanto a diáconos, tal da mesma sorte quanto às mulheres,” essa expressão no grego é a mesma: “da mesma sorte, semelhantemente.” Então, alguns acham que por isso você tem que entender que ele está falando das diaconisas. Todavia, se ele está falando das diaconisas, por que a ausência do nome? E por que ele retorna a usar o termo diácono após falar com elas? Não é estranho isso? Ele diz, ele fala dos diáconos, fala de mulheres, não chama de diaconisa e depois volta a falar do diácono, como se essas mulheres não fizessem parte exatamente da categoria de diácono. Então, não, a coisa não é tão fácil assim, né?
Outra possibilidade: esposas dos diáconos. Ele está dando orientação para as mulheres dos diáconos. O que é que tem a favor? Isso explica porque não são chamadas de diaconisa, explica o que está dentro da parte de diáconos e também porque as mulheres dos diáconos precisavam de exortação particular. O diácono entrava na casa dos outros. A mulher dele tinha que ser uma mulher que tinha algumas qualidades, né, para não ir lá na geladeira do irmão, ver se está faltando comida e por aí vai. Contra essa posição de que eram as mulheres do diácono, as mulheres dos presbíteros provavelmente precisavam ainda mais de exortação. E a expressão “é necessário” é usada para presbítero e para diácono. Por que isso tem a ver? Não me lembro desse argumento não. Aí tudo bem. E está faltando alguma coisa aqui que depois eu vejo.
Todas as mulheres da igreja? Alguns acham que isso aqui é um estilo Paulo. Paulo vem falando de um assunto, chama-se anacoluto. Ele vem falando de um assunto, aí de repente dá um estalo na cabeça dele, ele lembrou de outro assunto, escreve aquele assunto e volta ao assunto original. Então, quando ele fala “quanto às mulheres,” ele está falando das mulheres da igreja. Ele estava falando de diácono, lembrou que tinha que dar uma bronca nas mulheres, escreve lá sobre as mulheres e depois retoma ao diácono. Ele está falando das mulheres em geral, “quanto às mulheres.” Paulo faz isso outras vezes? Faz. E o que é pior é que, às vezes, ele está escrevendo sobre um assunto, lembra de outro, começa a escrever e nunca mais volta ao outro assunto. Ele deixa o primeiro assunto sem terminar. Acontece algumas vezes nas cartas de Paulo, ele não termina e a gente fica assim sem saber o que Paulo queria dizer a respeito daquele ponto, né? É provável. É, será que é isso? Ninguém sabe.
Tem a outra opção que eu acho que é a melhor: que eram as ajudantes dos diáconos. Por quê? Eram essas mulheres ali, elas eram mulheres piedosas, não ordenadas, que auxiliavam os diáconos, prestando assistência em obras de misericórdia aos necessitados da igreja. Isso explica porque a exortação para elas está dentro da sessão sobre diáconos. Explica porque Paulo não se refere a elas como diaconisas. Explica porque Paulo volta ao termo diácono no verso seguinte e explica o uso de “é necessário” e “semelhantemente.” Eu acho que essa é a melhor explicação. Eram auxiliares dos diáconos. Não eram diaconisas, mas auxiliares dos diáconos. Pode ser essa explicação? Pode. Pode ser mulheres em geral? Pode. Será que eram as mulheres dos diáconos? Pode. E nós só teremos hipóteses aqui porque o texto não é claro. O que eu estou dizendo é que não pode pegar esse texto para provar que eram diaconisas, porque tem interpretações alternativas plausíveis. Quando a interpretação alternativa não é plausível, a gente tem que ser honesto e dizer: “Não, tem uma explicação alternativa, mas ela não faz sentido.” Só que as alternativas são bem plausíveis, bem que poderiam ser.
Alguém levantou a mão? Pois não. Nós sabemos que a posição da mulher... Deus criou como ajudadora. É, eu acho que essa posição faz bem sentido. Eu acho, eu me inclino por essa, mas sem dizer que é a posição correta. Então, é o que eu queria dizer sobre diaconato. Está bom? Vamos tentar terminar ali sobre os homens e vamos embora, que está na hora do almoço daqui a pouco, né? Maringá. Pastor Paulo, eu não estou criando nenhum problema pro senhor não, né? Não estou criando nenhum problema pro senhor, não, né? Estou resolvendo, né?
Bom, gente, rapidinho. O modelo familiar padrão da Bíblia que nós conhecemos é homem e mulher vivendo em respeito e amor mútuos e, juntos, conduzindo seu lar e família. O papel do homem é de liderança. Ele é o provedor e sustentador do lar, responsável final pelo andamento e pela disciplina dos filhos. O papel da esposa é de auxiliadora, cooperando e participando ativamente na construção e andamento do lar. Em linhas gerais, esse é o modelo bíblico que nós temos diante de nós. Distorções do modelo. Então, hoje nós temos famílias em que não há essa ideia de liderança. Homem e mulher sempre fazem tudo, tomando decisões negociadas entre si. É uma negociação sempre. Não estou dizendo que não tem diálogo na versão anterior, tradicional, tem e deve ter. Contudo, não há alguém que tenha a autoridade para resolver. conflito no final, que sempre tem. Mulheres, outra distorção do modelo, são mulheres tomando a liderança, ou por omissão do homem, ou por ter um salário maior, ou por questão de temperamento, ou, né? Mas você encontra famílias em que a mulher de fato é quem usa a causa comprida e lares que não têm homem, não é? Mães solteiras, divorciadas, viúvas, etc., que já são vistos como modelo alternativo de família. E o que é pior? Famílias de homossexuais. Então esse aquele padrão, eh, antigo, normativo, conservador, que tinha raízes bíblicas, não é, do homem como cabeça do lar, provedor e tudo mais, isso hoje em dia é quase que já virando exceção. Hoje, modelos alternativos de família já vão acontecendo, eh, como esses aí e outros que eu não coloquei aqui. Bom, qual o papel de liderança do homem, então, na família? O relato da criação e da queda, conforme o apóstolo Paulo, ele narra como é que o homem e a mulher foram feitos. Esse texto aqui nós já falamos. Primeiro Coríntios 11. Como não tem? Tá. Paulo, quando fala aqui, olha, ele se refere à criação, ele diz: "O homem não foi feito da mulher e sim a mulher do homem, porque também o homem não foi criado por causa da mulher e sim a mulher por causa do homem." No contexto, ele está querendo dizer que a mulher deve se portar debaixo de autoridade. A razão pela qual foram feitos. Ah, o homem não foi feito por causa da mulher e sim a mulher por causa do homem. Quem é que foi formado primeiro? Ele apela para isso em Primeiro Timóteo 2:15. Vocês veem que quando as pessoas chegam para mim e dizem assim: "O relato da criação, ele só pode ser entendido como figurado, né? Qual é o problema de entender Gênesis 1, a criação do mundo, a criação do homem, Gênesis 2 e a queda, Gênesis 3, como sendo figurado, já que a ciência prova que o mundo nasceu do Big Bang e que houve todo um processo de seleção natural e de evolução e tudo mais?" Como é que a gente compatibiliza? Qual é a dificuldade para o crente ver que tudo aquilo ali é uma figura, uma alegoria? A dificuldade é que, se você tirar Gênesis 1, 2 e 3, eh, você tira o tapete, você tira o fundamento de um monte de doutrinas que acontecem na Bíblia como um todo. Se acaba a doutrina do pecado, para começar, né? Se Gênesis 3, a queda, é figurado, então significa que não houve um momento em que o homem caiu de um estado de inocência. Então, a doutrina do pecado original foi para o espaço, e com ela a necessidade de Cristo. Por que Cristo viria? Se o homem não é um ser que caiu do seu estado original e, portanto, se encontra numa situação de pecado, é, acaba com a necessidade de Cristo, acaba com Romanos 5, onde Paulo faz uma comparação entre Adão e Cristo. Comparação que se torna ridícula, porque Cristo era um homem real e Adão, mito, né? Acaba com a fundamentação da liderança na família e na igreja, porque toda ela é baseada no relato da criação. Quem foi feito primeiro, com que objetivo e para quê, quem caiu primeiro e por quê. Então, na minha opinião, os três capítulos mais importantes da Bíblia são Gênesis 1, Gênesis 2 e Gênesis 3, porque eles têm as origens e têm o começo de tudo. Sem esses três capítulos, o resto não vai fazer o menor sentido. E se a gente chamar de mito ou alegoria ou tudo mais, nós vamos estar complicados, né? Afeta o restante da escritura. Eu fico às vezes surpreso com alguns evangélicos que acham assim: "Ah, não tem problema. É o problema de ver que tudo aquilo é um mito, é uma alegoria." Eu digo, eles não estão percebendo as implicações teológicas, né? Não estou dizendo que a linguagem da Bíblia é uma linguagem científica e não é. Nós nunca devemos tomar a Bíblia como um livro de ciência, porque não é um livro de ciência, né? Não, não vamos esperar que a linguagem de Gênesis 1 seja uma linguagem científica. Ali está dizendo quem é o autor da criação, de onde é que todas as coisas vieram e está falando de como Deus, do nada, pelo poder da sua palavra, criou todas as coisas. Não entra em detalhes, não vai dar assim detalhes de como é que Deus, e narrando em termos científicos, fez todas as coisas. Não devemos esperar isso da Bíblia, que não é o objetivo dela, mas também nós não podemos dizer que o que está ali é mito ou alegoria, porque senão, eh, todas essas passagens aqui perdem o seu sentido, como, por exemplo, essa daqui: "Hum. Não permitam que a mulher ensine nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio, porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão." Percebem como é que Paulo lê o relato? Ele lê como se fosse história, como se fosse... e ali ele embasa uma questão teológica, uma questão séria, que é a questão de quem vai exercer a autoridade e a liderança. Quem foi formado primeiro, quem foi iludido por Satanás. Então, de acordo com o relato da criação e da queda, entendidos pelo Novo Testamento, ao homem foi dado o papel de liderança no seu lar. Ah, e aqui, quando Paulo trata da relação do homem e da mulher diante de Deus, ele fala dessa cadeia hierárquica em Primeiro Coríntios 11, que já foi mencionada aqui por um de vocês. Você pode ver aí na sua Bíblia também, 11, acho que é três: "Quero, entretanto, que saibais ser Cristo cabeça de todo homem, o homem o cabeça da mulher e Deus o..." cabeça de Cristo. Aqui você tem uma cadeia hierárquica, onde Deus é o cabeça de Cristo, Cristo é o cabeça do homem e o homem é o cabeça da mulher. Começa em Deus e termina na mulher. E o que expressa a relação entre eles é o termo "cabeça", que significa governo. A ideia de autoridade. É isso que significa. E tem uma passagem difícil aqui. Eu não vou dizer que eu tenho a resposta para a interpretação dela. Quando Paulo diz aqui, “olha, veja só como isso é complicado”. Na verdade, o homem não deve cobrir a cabeça por ser ele imagem e glória de Deus, mas a mulher é glória do homem. Então, ele tá dizendo que quem tem a imagem e semelhança de Deus é o homem, porque foi criado por Deus. E como a mulher foi tirada do homem, ela tem a imagem e a glória do homem. Então, nesse sentido, né, poderia alguém dizer que a imagem da mulher, a imagem de Deus na mulher, veio através do homem, porque ela foi tirada dele, tá? Então, tem quem ache que Paulo tá dizendo isso, né? Agora, isso seria uma contradição de Paulo com todos os demais textos bíblicos que falam que tanto o homem quanto a mulher têm a imagem e semelhança de Deus. O que Paulo está querendo dizer? Note que ele não diz que a mulher tem a imagem do homem, mas ele diz que a mulher é a glória do homem, não é? E o homem é a glória de Deus, mas a sua imagem também. Mas ele tá querendo apenas enfatizar o papel preponderante de liderança e de primazia do homem na questão da criação, sem com isso colocar o homem acima da mulher ou tendo uma qualidade intrínseca superior. Mas que é um texto complicado, é, né? Um texto fácil e dá para entender porque as feministas odeiam o apóstolo Paulo. Como é que essa liderança deve ser exercida no lar? Tem que ser espelhada no amor de Cristo pela igreja. Aqui voltamos para Efésios, capítulo 5, verso 23. Como tal, o marido ama a esposa como Cristo amou a igreja. O que é que isso significa? Sacrifício voluntário, provisão para a esposa, liderança espiritual para a esposa. Eu penso que muitas dessas coisas já ficaram claras. Eu queria só enfatizar aqui o seguinte: essa liderança nossa no lar, primeiro, não é uma coisa que a gente tem que abrir mão, porque ela faz parte da constituição de Deus com relação à família. Foi assim que Deus fez. Nós não podemos abrir mão. Segundo, isso não significa exercício de autoridade. Mas o modelo que nos é dado é em Efésios 5:23, e amar a esposa como Cristo amou a igreja. A nossa liderança é uma liderança em amor que significa sacrifício pela esposa, provisão para ela e liderança espiritual para ela. É isso que Paulo explica em Efésios 5, quando ele diz que Cristo amou a igreja e se entregou por ela. Ele é o sustentador do corpo e ele fez isso para apresentá-la a si mesmo, para purificá-la e santificá-la. E ali você tem essas três coisas: sacrifício, provisão e liderança. Modelo, em termos práticos, homens, isso significa: não pense que eu tô isento do que eu tô pregando aqui, não. Meu sogro sempre dizia que a mensagem sempre é maior do que o mensageiro. É isso que me dá, às vezes, coragem para falar de algumas coisas que eu sei que estou pregando primeiro a mim. Mas a necessidade de tomar tempo, assumir a liderança espiritual da família, isso significa exercícios espirituais, talvez culto doméstico, ler a Bíblia com a esposa, ler um bom livro com ela, conversar sobre estas coisas, enfim, exercer liderança espiritual. E não pense que a esposa vai achar isso ruim. Ao contrário, eu acho que ela vai achar maravilhoso se nós assumirmos, de fato, o papel de liderança no lar. Ela, a minha, ama quando faz isso. Agora, quanto aos filhos, surpresa aqui. Aham. Eu tava querendo chegar nessa passagem aqui. Se eu não ensinei nada novo para vocês hoje, eu quero que vocês lembrem de algo que eu vou trazer. Eu acho que é essa daqui. Já falei disso aqui. Então, vou falar de novo. Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isso é justo. A palavra para pais, "vossos pais", é "γονεἲς" (goneus). Tá vendo aqui? É de "γονεύς" (goneus), de onde vêm "genitor" e "genitores", né? Pais. Essa expressão aqui, "obedecei a vossos pais no Senhor, pois isso é justo", ou seja, a Bíblia ensina que os filhos devem obedecer pai e mãe. No verso dois, “honra teu pai e tua mãe”. "Patera" não é "pantera", tá? É "patera", pai. E "metera" também, não é "mejera", é "metera". Então, ama o pai e honra o pai e a mãe, tá? Que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem e seja de longa vida. Aí diz: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”. Quem é aqui? Só os "πατέρες" (patérias), é os homens. Pais aqui não é pai e mãe, não. Infelizmente, a nossa tradução em português, porque em português a palavra pais tanto significa pai e mãe quanto mais de um pai, né? Então, não fez a distinção, mas no original, é claro: “E vós, homens que são pais”. Então, a Bíblia coloca sobre nós, não coloca sobre as mães, coloca sobre nós a responsabilidade de não provocar os filhos e de criá-los na disciplina e na admoestação do Senhor. Então, isso que você e eu fazemos de deixar a esposa disciplinar os filhos tá errado. Deixar que a mulher tome conta dos filhos e eduque os filhos porque nós estamos ausentes de casa tá errado. A responsabilidade é sua como homem de criar o filho e disciplinar, e a parte da disciplina que a gente deixa para a mulher fazer isso. É um fardo para a esposa fazer isso, certo? Isso é responsabilidade nossa. Só fala e faz práticos. Posso, eh, quem tem que dar chinelada não é a mulher, não. É você mesmo. Trabalha fora, a mulher fica em casa. Vamos supor, está em casa há meio ano e alguns meses. Daí chega, ela conta lá para P e tal. Sei que quem tem que ser criado é mesmo. É, é, e eu entendo o que você está dizendo, eh, eu diria para conciliar com os modelos familiares que nós temos, que a responsabilidade é sua, mas não impede que sua esposa lhe ajude, é claro, né? Você tem que fazer junto com ela. Mas o tom, a decisão, vamos decidir juntos. Quanto tempo de televisão, quanto tempo de videogame, se pode isso, se não, se pode aquilo, se pode ir para a casa de fulano, se pode passar o fim de semana em tal lugar, se pode ir para a festinha tal. Não deixa para a mulher resolver. É, você é responsável pelo lar e pela criação do filho. Então, resolva, sente-se com a esposa e converse. Não se omita, não deixa que a esposa sozinha tome essas decisões, mas junto com ela e na liderança diga assim: "O nosso lar vai funcionar dessa maneira. Os nossos filhos vão ser criados assim". Tá? Disciplina. Você pode não estar em casa, mas você pode traçar as seguintes regras. Olha, se de responder ao pai e à mãe, castigo é uma semana sem videogame ou então, né, que vai ser aplicado quando eu chegar em casa. Já deixa as regras prontas, tudo certinho, mas que você seja o responsável por isso. O problema aqui é que o homem se omite dessa área, né, e a esposa fica sozinha para tomar as decisões de disciplina, de criação sobre os moleques. E eles não obedecem, não. Eles não obedecem à mãe da mesma forma que obedecem ao pai. Não. E a esposa sente isso. Ela, a minha, se queixa, né? Ela diz: "Olha, quando você chega e fala, talvez por causa do meu tamanho, né? Então, todo mundo pia lá em casa, mas eu falo e o moleque me enfrenta, né? Às vezes o moleque enfrenta mesmo. E quando eu chego, aí eu resolvo, né? Enfrentar a mulher, a minha esposa, de jeito nenhum! Quero respeito com minha mulher, moleque. O que você pensa? Eu estou exagerando um pouco, é claro. Mas ela, ela que se queixa, né? Não sei. A esposa de vocês se queixam de que os filhos não obedecem da mesma forma. Muda, meninos. Aí eu acho que é o endereço. É o quê? O que muda é só o endereço de trabalho. Só o endereço. É esse problema que estou colocando. Ah, é porque não entendi. Ah, só muda o endereço. Não é só na minha casa, né? Todo mundo é. Sim. Eu creio que sim. Mas é patéis, não é? É ao homem que é dada a responsabilidade de governar sua casa junto com a esposa, dizer: "Os nossos filhos podem isso, não podem isso, eles vão para tal lugar, não vão? Se eles errarem, a penalidade é essa. Se eu não tiver presente, você aplica. Quando eu chegar, se você não aplicou, eu vou fazer". Mas o homem não pode se omitir. Não pode. Muitas vezes, nós ficamos muito ausentes da casa, do convívio, e isso é um problema, né? Seria um caso em que nós sentássemos com a nossa esposa, dando as diretrizes a elas e depois assumimos. Claro, claro. Tem que achar um jeito de aplicar. É por isso que eu, no início da minha palavra, disse assim: "Eu não sou muito de entrar na parte prática porque eu sei que cada caso é um caso, né?" E quando a mulher também trabalha, porque tem que trabalhar, porque senão o sustento do marido não dá. Como é que fica essa questão da criação de filhos? Aí é complicado. Já chega, vem a sogra, vem a empregada para tomar conta. E como é que resolve isso, né? Então vai ter, eu acho que diante de Deus, cada família tem que achar o seu caminho. Mas um princípio é claro: o homem não pode abdicar dessa parte, não pode, né? É um peso para a mulher, fica faltando modelo para os filhos e para as filhas também, não é? Que um dia, quando elas, como é que elas vão imaginar o marido ideal? Eu quero me colocar como modelo de liderança para os meus filhos e como modelo de futuro marido para minhas filhas também. Eu amo quando minhas filhas chegam perto de mim e dizem assim: "Eu queria encontrar um homem como o senhor". Tal, tal. Eu digo: "Você não sabe o que você está pedindo?" Mas enche o coração de orgulho, né, assim, santo. Você vê, você tem que ser modelo, inclusive, do futuro marido, né, para sua filha, ter um referencial do que tipo de homem ela vai querer para marido, né? Então, se está ausente, como é que vai ser? Eu sei que essa palestra já está muito tarde, né, para muitos de vocês, que os filhos já foram embora, mas tem os netos também, né? Então pode dar uma ajudazinha, apesar de que avô não deve, não tem autoridade sobre neto como o pai tem sobre filho. Essa questão até é bloqueada, né? Uma das razões do homossexualismo é exatamente a ausência dessa figura. Os psicólogos e outros que estudam nessa área aí, e a nossa observação confirma isso mesmo, né? Falta de modelo, uma mãe autoritária e dominadora. Eu conheci um caso desse. A mãe, o nome dela já dizia tudo: "Leonina". Todos os filhos, três filhos, todos eles foram pelo caminho. Um morreu de Aids, eu fiz o... Enterro dele: morreu de AIDS, fazia, frequentava a igreja, morreu de AIDS. Esse eu fiz o enterro dele. O outro foi dirigente do coral e professor de crianças. Esse eu mantinha sob vigilância constante. Conversava com ele praticamente toda semana. Ele era muito tentado, mas me dizia que estava resistindo, não é? E o outro, aliás, era uma moça. Essa moça teve um casamento complicado. Eram dois filhos, e todos eles eram. Agora, Dona Leonina fazia jus ao nome dela, botou o marido para fora de casa e era assim com os meninos: uma pessoa difícil, difícil mesmo de tratar, extremamente dominadora e tudo. Então, complicado, né? Tudo bem, gente? Vamos terminar, não é, pastor? Já, já, já cansei vocês demais. Vamos ficar em pé. Vamos terminar com a palavra de oração. Baixe nossos conteúdos gratuitamente. Acesse o canal pelo link na descrição.
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