A entrega de Jesus foi suficiente! | Gálatas 1.3-5
Culto de Domingo! • Sermon • Submitted • Presented
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Transcript
Introdução! v.3
Introdução! v.3
Nessa manhã nós iremos mais uma vez RELEMBRAR a ENTREGA DE JESUS CRISTO por cada um de nós.
Como bem sabemos, a CEIA DO SENHOR, ela nos remete a essa lembrança.
É uma ordenança de Jesus e sempre faz muito bem lembrar sobre a ENTREGA DE JESUS CRISTO POR NÓS.
É bom saber que essa entrega de Jesus foi o suficiente.
Não tem nada e nem ninguém que possa mudar essa verdade.
Que essa verdade seja marcada em nosso coração de uma forma que ninguém consiga arranca-la.
Ler o texto: Gálatas 1.3-5.
Esse é o inicio da Carta do Ap. Paulo as Igrejas da Galácia. Não especificamente a uma igreja, mas para instrução e admoestação das igrejas naquela localidade.
Logo após confirmar que o seu chamado apostólico é divino, ele faz uma saudação inicial que se tornou a sua marca nas cartas.
Ele deseja aqueles irmãos GRAÇA E PAZ. Paulo faz a junção de 2 saudações antigas e que eram muito importantes.
A GRAÇA era uma saudação greco-romana e PAZ era a saudação hebraica.
Graças e paz!
Graças e paz!
A verdade é que o Ap. Paulo encontra pouca coisa para agradecer a essas Igrejas, elas estavam dando um bom trabalho para Paulo.
Mesmo assim ele não desiste dessas igrejas, pelo contrário ele as saúda com GRAÇA E PAZ.
Graça é o conceito do Novo Testamento que se encontra no centro do Plano de Deus. A nossa salvação é pela graça. (Efésios 2.8)
A graça é um DOM IMERECIDO, um favor espontâneo de Deus para nós. É um presente para filhos desobedientes.
É a bondade de Deus gratuita em atividade entregando salvação a pecadores carregados de culpa.
A graça de Deus alcança homens condenados, culpados, incapazes e impotentes e a esses a graça de Deus pode salvar, santificar e glorificar.
A graça traz a PAZ ao homem. É por isso que o Ap. Paulo sempre em suas saudações declara a GRAÇA e a PAZ.
A paz que o homem precisa é encontrada em Deus por meio da graça.
A paz é um estado de reconciliação com Deus quanto também uma condição.
A paz é uma convicção interior de que agora está tudo bem.
É a grande benção que Cristo, pela sua entrega suficiente, nos deu.
A paz oferecida por Jesus Cristo não é o reflexo de um céu sem nuvens, mas é uma fenda na rocha em que Deus esconde os seus filhos quando o temporal chega.
A graça e paz tem uma origem. A origem da graça e da paz estão em “DEUS, nosso pai”.
A expressão DEUS, NOSSO PAI é uma das expressões chaves nessa carta.
Paulo faz questão de enfatizar a nossa filiação por adoção. Paulo faz questão de trazer a memória daqueles irmãos que eles tem um Pai amoroso e misericordioso.
O nosso Pai que é dono da graça e também nos da a paz.
O Deus pai é aquele que cuida de cada um de nós e está profundamente envolvido com a nossa vida se importando com ela.
Deus Pai se importou tanto com a vida do homem que ele envia o seu filho para a salvação do homem.
E o início do v.4 vai responder uma pergunta bem interessante: QUAL FOI O PREÇO DA SALVAÇÃO?
Essa é uma pergunta que devemos fazer diariamente e também quando nos deparamos diante da Ceia do Senhor.
Qual foi o real preço da nossa salvação?
O preço da salvação foi a entrega de Jesus Cristo para pagar o preço dos nossos pecados.
Se entregou pelos nossos pecados! v.4
Se entregou pelos nossos pecados! v.4
Ap. Paulo deixa bem claro que Jesus Cristo é a única esperança para a humanidade.
Somente o sacrifício de Jesus Cristo é suficiente para expiar os nossos pecados.
Ele entregou a si mesmo para resolver a questão do pecado.
Isso nos mostra que é impossível e desnecessário adicionarmos qualquer coisa a esta obra.
O problema das igrejas da Galácia é que eles estavam começando a voltar para a Antiga Aliança, pensando que a salvação é através da LEI.
Não, somente Jesus Cristo é o único e suficiente salvador.
A salvação do homem não é por intermédio da lei ou da religiosidade, mas foi pela entrega de Jesus Cristo na cruz do calvário.
Nós precisamos entender um pouco mais da entrega de Jesus.
A entrega de Jesus foi de forma VOLUNTÁRIA.
Paulo quando diz que Jesus se entregou por nós, precisamos ter em mente que foi algo voluntário.
Ap. Paulo tinha o desejo de dar essa característica da entrega de Jesus. Não algo que aconteceu ou foi levado a acontecer, mas que foi totalmente voluntário da parte de Jesus Cristo.
Uma outra característica da entrega de Jesus é que ela foi SUBSTITUTIVA.
Quando Jesus morre, ele morre “por nossos pecados”. A culpa era nossa. O pecado era nosso.
Sendo assim, quem deveria ser sacrificado pelo pecado éramos cada um de nós.
Os pecados não eram de Jesus, mas mesmo assim ele se entregou nos substituindo ali.
Precisamos ter em mente que a entrega de Jesus foi para pagar OS NOSSOS PECADOS.
Jesus, o justo, aquele que nunca pecou, SE ENTREGOU PELOS NOSSOS PECADOS, nos substituindo.
E Jesus faz isso totalmente motivado por um amor incompreensível.
Não vamos conseguir compreender tão grande amor por nós.
Como pode alguém plenamente bom e sem pecado se entregar por pecadores? A resposta só pode ser o amor incompreensível.
O amor é a motivação da entrega. Jesus se entregou pelos nossos pecados por amor.
É certo que Jesus se entregou pelos nossos pecados de forma voluntária, substitutiva e amorosa.
E talvez uma outra pergunta que esteja na sua cabeça é o: Porque Jesus faz isso?
O Ap. Paulo apresenta o motivo da entrega de Jesus Cristo: PARA NOS LIVRAR DESSE MUNDO PERVERSO.
Para nos livrar desse mundo perverso! v.4
Para nos livrar desse mundo perverso! v.4
Aqui nos é apresentada uma ideia. A ideia do resgate.
A palavra “LIVRAR” ela tem a ideia de RESGATAR.
A palavra RESGATE é muito descritiva. Ela pressupõe que aqueles que são alcançados pelo seu benefício estão em grande perigo.
Aqueles que precisam ser resgatados não conseguem se livrar sozinhos.
A Bíblia nos da muitos exemplos de Deus resgatando os seus.
José foi resgatado de todas as suas aflições. (Atos 7.10)
Israel também o foi da escravidão do Egito. (Atos 7.34)
Pedro foi feito livre das mãos de Herodes (Atos 12.11)
Paulo resgatado das mãos dos judeus e gentios. (Atos 23.27; 26.17)
Só que quando nós falamos do RESGATE de Jesus proposto por Paulo aqui em Gálatas 1.4 é muito mais poderoso. Porque?
Porque tem a ver com aqueles que por natureza são inimigos do Senhor.
Porque não tem a ver apenas com uma condição material ou temporária. O resgate proposto aqui é um resgate eterno.
Podemos pensar na seguinte ilustração: Um nadador se lança em um rio com forte correnteza para salvar uma criança a beira do precipício.
Esse homem pula, agarra a criança que estava a caminho do precipício e consequentemente iria morrer, e logo lança com força essa criança para a margem do rio.
Só que devido a forte correnteza esse nadador é lançado precipício abaixo e morre.
Entendemos nessa ilustração que esse nadador se sacrificou pela vida daquela criança.
Quando aplicamos essa comparação ao que Cristo fez por nós ela se torna insuficiente.
Uma vez que, no caso de Cristo, o sacrifício foi grande além de qualquer compreensão e os beneficiários eram completamente indignos de tal esforço e amor.
Jesus se entrega na cruz do calvário para nos RESGATAR deste mundo perverso.
Jesus se entrega na cruz para nos resgatar deste presente mundo dominado pelo mal.
Ap. Paulo utiliza para mundo aqui o termo AEON. Esse termo denota o “MUNDO EM MOVIMENTO”, em contraste com Cosmo que, apesar de usado em vários sentidos, indica o “MUNDO EM REPOUSO”.
A ideia do AEON usado por Paulo traz a ideia do mundo visto de um ponto de vista temporal e de mudanças.
O mundo que está caminhando rapidamente para o seu fim, e no qual, a despeito de todos os seus prazeres e riquezas, não há nada de valor permanente.
Em contraste com com este mundo do qual somos resgatados pelo Senhor, está o mundo vindouro, a era de glória que será introduzida na consumação de todas as coisas.
Devemos saber que o resgate desse MUNDO dominado pelo mal, apesar de não se completar até que soe a última trombeta, é de caráter progressivo.
Ele acontece toda vez que um pecador é trazido das trevas para a luz e também quando um cristão vence a sua luta contra o pecado.
Jesus se entregou por nós para nos livrar desse mundo corrompido.
E não só da corrupção moral e política desta época, mas também do mundo religioso que mistura ritos e cerimonias com a fé em Cristo.
Precisamos ser cuidadosos e extremamente bíblicos. Existem alguns ritos e cerimonias que não devem existir em uma comunidade de fé bíblica.
Os nossos irmãos da Galácia estavam retornando ao sistema da lei do qual Cristo morreu para resgata-los.
Jesus Cristo cumpriu a Lei (Mateus 5.17-20) e sendo assim eles não precisavam mais estar presos a lei e muito menos achando que a salvação era por obedecer essa lei.
O que domina e rege a vida não é mais a lei, mas JESUS CRISTO.
Jesus é o nosso libertador. Jesus é aquele que veio nos resgatar deste mundo perverso.
Em Jesus Cristo nós somos feitos livres deste mundo perverso.
O poder do mundo não domina aquele que está em Cristo.
A encarnação de Jesus Cristo, sua morte redentora e expiatória em nosso favor. A sua ressurreição vitoriosa, tudo isso resultou de uma vontade, a vontade de Deus.
A entrega de Jesus Cristo para nos resgatar desse mundo foi SEGUNDO A VONTADE DE DEUS.
Segundo a vontade de Deus! v.4
Segundo a vontade de Deus! v.4
Ap. Paulo indica aqui a origem da entrega de Jesus Cristo.
Todo o processo de resgate, da entrega de Jesus, está de acordo com a vontade de Deus.
Nunca podemos concluir que o filho se ofereceu para fazer algo contra a vontade do Pai ou que o Pai exigiu que o filho fizesse algo contra a vontade dele.
Na cruz, na entrega de Jesus, a vontade do Pai e a vontade do Filho estavam em perfeita harmonia.
Não foram as circunstâncias que levaram Jesus Cristo a se entregar.
Temos que lembrar de João 3.16. Deus amou esse mundo que DEU o seu Filho.
A entrega de Jesus Cristo foi segundo a vontade de Deus.
Sabemos bem que a entrega de Jesus não foi pela opressão dos inimigos, pois sabemos que “ninguém tira a sua vida, ele mesmo a da”. (João 10.18)
A entrega de Jesus não foi por constrangimento, mas foi segundo a vontade de Deus.
Reafirmamos que a entrega de Jesus Cristo não foi por um acidente e muito menos que alguma força do mal prevaleceu contra ele, mas foi “segundo a vontade de Deus”.
Adolf Pohl, um pastor alemão, diz que “O amor divino por nós não poupou o Filho, mas tampouco o Pai, de modo que Deus sofreu pessoalmente, Deus se sacrificou pessoalmente e realizou um empenho total: Deus estava em Cristo”
A entrega de Jesus foi suficiente e segundo a vontade de Deus.
A conclusão sobre a ENTREGA DE JESUS é que foi para a GLÓRIA DE DEUS.
A glória de Deus é um tema definidor das Escrituras, como podemos ver em Isaias 6 e Apocalipse 4.
Tudo o que Deus fez na criação e redenção atesta toda a sua majestade e esplendor.
O conceito da SHEKINAH (palavra muitas vezes usada para descrever a presença de Deus) indicava a glória de Deus habitando entre o seu povo.
Assim acontecia nas peregrinações do povo de Israel no deserto. A coluna de fogo a noite e a coluna de nuvem pela manhã falam justamente sobre isso. (Êxodo 13.17-22)
Também quando o tabernáculo foi dedicado ao Senhor uma nuvem o cobriu (Números 9.15-23), significando que a glória de Deus estava entrando na casa.
Em João 1.14, essa glória divina é retratada como tendo residido entre nós em Cristo. “E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade e vimos sua glória...”
AP. Paulo sabe muito bem que a glória não é dele, nem do homem, muito menos da lei, a glória é de Deus.
Enquanto os inimigos minimizam a obra da Redenção, Ap. Paulo exalta e glorifica a Deus para todo o sempre.
Conclusão! v.5
Conclusão! v.5
Cada frase desses versículos que lemos e usamos aqui tem um sentido próprio. Eles expressam muitas verdades em poucas palavras.
Se pudesse resumir tudo em UMA FRASE é justamente a frase que usamos como tema: A ENTREGA DE JESUS FOI SUFICIENTE.
É importante lembrar disso ainda nos dias de hoje. Tem pessoas que acreditam que o resgate é por mérito. É por aquilo que fazemos… NÃO!
Não tem nada a ver com aquilo que o ser humano pode fazer, mas tem tudo a ver com o que Deus realizou em Cristo.
A obra da salvação. O resgate deste mundo perverso.
A obra de Cristo foi completa, perfeita e suficiente para a nossa salvação.
