SÉRIE APOCALIPSE: O CORDEIRO TRIUNFANTE - Aula 1

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1. Introdução

Boa noite, meus irmãos e irmãs! A graça e a paz.estamos aqui para falar sobre o Apocalipse, sobre escatologia.
Graças a Deus percebi que na nossa Igreja não há o que acontece em várias outrasa falta de interesse por esses assuntos, Assuntos escatológicos, assuntos apocalípticos. Muitas pessoas às vezes falam assim: "Ah, que estudar essas coisas é tão difícil, tão complicadas. Por que ficar pensando no futuro se o que importa é o presente? Vamos falar apenas sobre a salvação e não vamos dar-lhes assuntos tão complicados." Ora, não dá para falar de salvação sem falar de escatologia, por uma razão muito simples: a salvação, o grande objetivo, o grande significado da salvação, é escatológico. Desde o início, com a formação da Igreja e com os primeiros escritos do Novo Testamento, esse tema escatologia, esse tema sobre a segunda vinda de Jesus já era importante demais.
E visto o interesse dos rmãos em escatologia, nós primeiro vimos um panorama geral sobre algumas doutrinas escatológicas, vimos sobre o estado intermediário e sobre o reino milnar, sobre a batalha escatológica, e vendo o interesse dos irmãos cada vez mais em aprender sobre os temas, surgiu então a oportunidade de nos doarmos mais pelos os nossos irmãos, como diz o versículo bem aventurado os que tem fome e sede de justiça pois serão fartos, assim juntamente com a direção da UMP e UPA decidimos ampliar a série até o final do ano só que agora em véz de abordarmos temas escatologicos vamos adentrar no centro da furacão, vamos entrar e estudar o livro do apocalipse.
Mas não veremos exaustivamente versículo por vesiculo, vamos acompanhar as sete seções paralelas que dividem o livro, será um panorama do livro do apocalipse. O que nós faremos? Nós vamos estudar o livro inteiro mas não vamos ler o livro inteiro, claro; vamos ver todo o livro e em casa com a ajuda de vocês leremos todo o livro. Então eu vou passar algumas leitruas par afazerem durante a semana no livro para quando for no sábado possamos dar o estudo em cima daqueles textos ,Vocês, em casa, todo dia, vão ter que ler alguns capítulos e chegar aqui com a leitura prontinha, porque se não, vamos perder muito tempo. A minha ideia é que a gente possa, até o final do ano , estudar todo o livro e também, quando o livro fizer referências a outros assuntos escatológicos que vão depender de outras análises de mais passagens bíblicas, também o faremos. Mas a nossa concentração principal vai ser no livro do Apocalipse. Nós vamos ter que ler bastante disso.

1.1 A IMPORTÂNCIA DO APOCALIPSE:

Então, pode esquecer algo que às vezes as pessoas pensam: que o Apocalipse e a escatologia são coisas só do final da Bíblia. Claro, nós vamos nessa semana falar mais sobre o final da Bíblia, o livro mesmo de Apocalipse, mas a mensagem apocalíptica, a escatologia, é algo que vai de Gênesis ao Apocalipse. Toda a Bíblia é totalmente escatológica porque ela está sempre falando do futuro, do futuro do povo de Deus, das grandes coisas que Deus, que o Senhor Jesus, conquistou para o Seu povo. Não dá para falar de salvação sem falar de escatologia.
Um dia, aquele grande profeta do Novo Testamento — e é o último do Antigo Testamento, mas já inaugurando o Novo Testamento —, João Batista teve uma dúvida com respeito ao próprio ministério de Cristo. João Batista estava preso, estava lá no cárcere, e então ele mandou seus discípulos fazer uma pergunta para Jesus, que então já estava, digamos assim, deslanchando Seu ministério. Ele mandou perguntar o seguinte: "É o Senhor mesmo, aquele que haveria de vir, ou nós devemos esperar outro?" Já pensou? Por que ele teve essa dúvida? Estava na prisão, no cárcere. Ele anunciou que Jesus viria, e que Jesus faria grandes coisas, e que ele era preciso não era digno de desatá-lo as correntes das suas sandálias. E, falando isso de Jesus, de repente ele manda perguntar: "É o Senhor mesmo? É mesmo o Messias? Será mesmo Cristo, ou é melhor nós esperarmos outra pessoa?"
Porque ele teve essa dúvida? Por um problema escatológico, por um problema que tem a ver com o entendimento correto do que é a primeira vinda de Jesus e do que é a segunda vinda de Jesus. João Batista, como um profeta, ele viu o futuro, mas ele não viu o futuro exatamente como seria em etapas. Ele enxergou a vinda de Jesus, a primeira, como sendo assim: ele diz que Ele vem, que vai recolher o trigo no Seu celeiro e que vai queimar a palha em fogo inextinguível. Em outras palavras, ele vai separar o justo dos perversos, ele vai abençoar o povo, basicamente, João Batista enxergou desta maneira na sua perspectiva profética.
Então, Jesus vem e não faz todas estas coisas. Faz algumas coisas que João Batista anunciou, mas não todas. Aí surgiu a dúvida de João Batista: "Peraí, o Senhor é mesmo aquele que viria pra recolher o trigo no celeiro e queimar a palha em fogo inextinguível? O Senhor é mesmo esse?" E a resposta que Jesus mandou dizer a João Batista foi: "Ide e dizei a João, os cegos vêem, os coxos andam, os surdos ouvem e aos pobres é anunciado o evangelho do reino." E parou. E parou nesse ponto. Ele não disse sobre a destruição dos ímpios, sobre o esmagar dos perversos e sobre o estabelecer a justiça de Deus. Não, esse não é o momento.
Noutra ocasião, o próprio Senhor Jesus, quando está lendo Isaías 61 na sinagoga, na Sua terra, Ele lê: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados." Ele vai falando sobre aquilo que é a missão d’Ele e para. Ele para no ponto em que diz: "Anunciar o ano aceitável do Senhor." Parou. Mas o que vinha em seguida, "e o dia da vingança do nosso Deus," essa parte Ele não diz.
Em outras palavras, você está entendendo o que quero dizer com tudo isso? Se você não entender a diferença entre a primeira vinda e a segunda vinda de Jesus e a importância que os assuntos escatológicos têm, você vai ter uma mensagem salvadora pela metade. Você vai compreender apenas parcialmente o evangelho, como João Batista naquele momento não entendeu porque achava que tudo precisava se cumprir lá no primeiro século. É evidente que muitas coisas se cumpriram no primeiro século, mas outras coisas não.
Estudar escatologia é olhar para o passado, para o que já aconteceu, especialmente para o primeiro século, aquele período lá do nascimento de Jesus até aproximadamente o ano 100, que é quando fecha o Novo Testamento, com justamente o último livro sendo escrito, que é o Apocalipse. E também olhar para a história de Deus, a história do povo de Deus, nesses dois mil anos que o cristianismo tem existido; também é olhar para o futuro e pensar em algumas coisas, mas aí com mais cuidado, sim. Aí é um terreno que temos que andar com muito cuidado, porque nós não temos condições de saber nos mínimos detalhes o que vai acontecer. Nós podemos analisar bem o que já foi, mas o que ainda vai acontecer, precisamos ter muita humildade e pé no chão.
Por isso, aqui vai o primeiro alerta para esse estudo: nós precisamos ser muito humildes e não muito dogmáticos. Porque todo mundo já tem o seu esquema pronto na cabeça, vai funcionar assim: primeiro isso, depois aqui, depois daquilo outro. Nós precisamos ser humildes e sempre dizer o seguinte: é possível que seja assim, talvez seja desta maneira, mas nós não somos inspirados por Deus para poder dizer "é assim" ou "será desta maneira". Então, não espere de mim, posições muito dogmáticas. Eu tenho minhas posições, eu creio em certas coisas, acredito firmemente, mas nós precisamos sempre estar abertos ao diálogo. Afinal de contas, a Bíblia é infalível, nós queremos isso, mas as nossas interpretações da Bíblia não são. Às vezes, nós confundimos as nossas interpretações favoritas com a própria Bíblia; são coisas diferentes. Uma coisa é a Bíblia, e outra coisa é a minha leitura, minha interpretação.

1.2 APOCALIPSE UM LIVRO RECAPITULATIVO:

A premissa básica dos nossos estudos é que o livro do Apocalipse não é um livro para ser lido de maneira linear e cronológica; acho que a maioria já ouviu falar sobre isso, não é nenhuma novidade. Mas existem duas maneiras de ler o Apocalipse. Uma delas é ler como se, assim, do capítulo 1 até o capítulo 22, fosse uma sequência de eventos cronológicos, ou seja, sempre o que é escrito três vem depois do dois, e sempre que era quatro, vem depois do três. Sempre quer 5, e depois do 4, a leitura cronológica entra linear, digamos assim. É assim que a maioria das pessoas lê o Apocalipse, e eu entendo que essa é a razão pela qual, na maior parte das vezes, não conseguem entender, porque o Apocalipse não é um livro linear e cronológico; ele é um livro cíclico, como se fosse uma espiral. Está vendo essa linha que está ligando aqui o caderno? Foi voltinha, só que essas voltinhas são isso mesmo: vai lá na frente, volta atrás, vai lá na frente, volta lá atrás. Ele faz esses ciclos ou seções que nós dizemos que são seções paralelas; sete vezes.
A divisão que eu proponho é essa: quatro divisões maiores e sete divisões menores que estão nesse quadrado da página 4, em que eu digo que é o quadro 12 do entrelaçamento do macroenredo e do microenredo. Então, as partes maiores das quatro divisões são: primeira divisão, capítulos 1 a 3; segunda divisão, capítulos 4 a 11; terceira, capítulos 12 a 19; e a quarta e última, capítulos 20 a 22. Aqui são as divisões maiores, mas o que realmente interessa, o que realmente percebemos assim, a arte de João ao escrever este livro, utilizou técnicas e elementos artísticos. Ele divide nessas sete menores aqui:
1. Cristo no meio dos sete candeeiros de ouro e 7 cartas (1–3).
2. O livro com os sete selos (4–7).
3. As sete trombetas de juízo (8–11).
4. A mulher e o filho perseguidos pelo dragão e seus auxiliares as 7 vozes (a besta e a prostituta) (12–14).
5. As sete taças de ira (15, 16).
6. A queda da grande prostituta e das bestas (17–19).
7. O julgamento do dragão (Satanás) seguido pelo novo céu e nova terra, a Nova Jerusalém (20–22).

1.3 O mundo se acaba 7 vezes:

E se você interpretar literal e cronológico o Apocalipse, então, os ímpios são igual a gato; eles têm sete vidas, porque eles são destruídos sete vezes em Apocalipse. Então, o mundo não vai acabar sete vezes, porque todas as vezes que tem essas seções paralelas em Apocalipse, a gente vê o fim de tudo acontecer. Veja a primeira — não a primeira, porque já tem uma anterior, mas essa é a mais clara: veja o capítulo 6 de Apocalipse 6.12-17:
Apocalipse 6.12–17 ARA
Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então, todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar. Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?
Irmãos, no capítulo 6 de Apocalipse, já tem um fim do mundo! Olha o requinte aqui do sexto selo: seis flagelos atingem seis classes de homens. Tudo é simbólico, obviamente, mas a força da descrição quer dizer: acabou, chegou o grande dia da ira deles! E quem é que pode sustentar-se depois? Você já entra na visão dos glorificados, os 144 mil, a grande multidão, no capítulo 7. Ou seja, você pode entender que o capítulo 6 narra o fim do mundo, e o capítulo 7 já narra o mundo vindouro.
E depois ele volta tudo outra vez e começa a recontar a história dos sete selos através das sete trombetas, e começa tudo de novo, do comecinho, até que acaba tudo de novo. Na sétima trombeta, acaba tudo outra vez! Aí, ele começa a contar tudo de novo nos capítulos 12 a 14; e, no final, morre todo mundo de novo na vindima do capítulo 15. Ou melhor, no capítulo 14, versículo 14 a 20, quando o Senhor vem e pisa o lagar do vinho do furor da ira de Deus, esmagando todo mundo. Mas aí ele começa a contar tudo de novo quando ele passa na história das sete taças, e haja flagelo de novo! As sete taças fazem todo mundo morrer de novo.
Quando ele conta a sexta e a sétima taça, ou os ímpios são igual a gato que tem sete vidas, ou não. Não leia Apocalipse literalmente! Não leia Apocalipse de maneira linear e cronológica, porque você vai confundir tudo. Entenda que ele está contando e recontando, contando e recontando a mesma história. E por isso, no capítulo 19, acabamos de ler que os reis da Terra, os grandes e poderosos, foram todos mortos. No sexto selo, matam tudo de volta aqui no capítulo 19, congregados com seus exércitos para pelejar. O que acontece? A mesma coisa! De sempre, Jesus volta. Aí, acabou para eles: tudo morto, tudo pisado. Vêm as aves. Venham comer carne de Reis, carne de Comandante, carne de primeira, carne de segunda, carne de terceira, até de cavalo. Seus cavaleiros, sobrou carne para todo mundo, para as aves dos céus. E então, adivinha? Capítulo 20: ele começa a recontar a mesma história, até que leve todo mundo à destruição de novo. No final, não é que o mundo acaba sete vezes; é que o Apocalipse tem sete sessões paralelas e recapitulativas. Ele conta e reconta a mesma história sete vezes, até contar pela última vez.
O número sete é um número impressionante na estrutura do Apocalipse. Vários números são importantes, como o 4, o 3, o 6, mas o sete é o principal dos números aqui. Sete vezes nós entendemos que João, o apóstolo, que estava na ilha de Patmos, aproximadamente em 96 d.C., existe uma teoria que defende que ele escreveu antes, talvez até um pouquinho depois, porque os anos 70 alguns defendem, no período de Nero, mas hoje os estudos são muito mais concordantes em dizer que ele escreveu por volta de 96. Várias razões históricas, citações de alguns homens que foram discípulos de discípulos de João, pessoas que viveram como um pai dele chamado Irineu, que viveu pouco mais de cem anos depois de João. Ele é uma das pessoas que diz que João, o apóstolo, escreveu o Apocalipse no reinado de Domiciano. Domiciano então era o imperador romano nos dias, ou seja, aproximadamente 96. Então, são cerca de 60 anos depois de Jesus Cristo, do ministério de Jesus Cristo. Ele escreve, então, também é dito já por alguns desses pais da igreja que ele escreveu um livro cíclico, um livro com muitas repetições, repetições, repetições, estruturadas por esse número, o número 7.
É a mesma, está recontando a história, está recontando a mesma história. Então, Ele vai contar a mesma história sete vezes, por isso que você vai ver ao longo do livro muitas repetições. Chega até a ser engraçado se você quiser ler o negócio de forma linear, cronológica, porque uma das quase sempre, na zona da quinta ou na sexta parte de cada sessão, morre todo mundo. Nesse tempo, morre todo mundo. Aí Ele começa a contar, morre todo mundo de novo. É quantas vezes vocês vão morrer? Mundos destruídos levando tudo isto e outra vez. Não daria, não tem como ser linear, não tem como ser cronológico, é cíclico. Você vai ver isso com detalhes quando nós levamos essas passagens.
Então, observe que em todas as sessões há uma preponderância do número 7. Esse número mostra ele, dá unidade ao livro e mostra a intenção do autor. Não escreveu isto assim por acaso; as coisas não aconteceram. Ele planejou isso, ele foi inspirado por Deus, os sete espíritos de Deus que estão ao redor do trono, diz, foram quem inspirou para que ele pudesse registrar isso. É um livro absolutamente fantástico. Os detalhes da literatura, os detalhes literários neste livro são extraordinários. Quase sempre nós lemos assim, à correria, a gente perde muita coisa, né? Quando a gente consegue olhar com mais detalhes, nós vamos ver coisas extraordinárias.
Pra começar, alguma dúvida? Alguma pergunta? Alguém quer fazer uma observação? Seguida, vamos então entrar no livro e gostaria de fazer alguma... Tem alguma dúvida metodológica?Mas se você tiver uma daquelas perguntas que você não pode deixar para depois, pode levantar a mão. Isso, não deve fazer de conta que não vi, pode levantar, louca, e aí a gente dá oportunidade. Mas no finalzinho da primeira metade, no finalzinho da segunda metade, eu libero o tempo aí pra vocês fazerem as perguntas, se tiverem, evidentemente.

2. O TEXTO:

1 Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João, 2 o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, quanto a tudo o que viu. 3 Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.

2.1 O título, o autor e o assunto do livro

“Revelação” = Vamos lá, então, os irmãos, abrir a Bíblia no livro do Apocalipse, o capítulo primeiro. Muito bem, o livro começa com essa palavra: é revelação. Na língua grega, aqui está a palavra apocalipse. Certo? Então, por isso que ficou esse nome. João, escrevendo, ficou ou apocalipse. Não deu esse título pro livro, não deu título ao livro. Ele escreveu: revelação de Jesus Cristo, que Deus me deu para mostrar. Então, como a primeira palavra grega, que é apocalypse, e ficou o nome, ficou o título. Note que a palavra apocalipse significa revelação. É a pouca, tirar o véu. Aliás, a palavra revelar, sentido também em português, é tirar o véu. Então, ao contrário do que se supõe, Porque a concepção popular da palavra apocalipse é o quê? O mistério, o mistério, enigma, cataclismos, coisas extraordinárias. Diz: não, não é isso. O sentido da palavra é revelação, revelar. Deus está trazendo a verdade à luz, tirando a capa sobre a verdade. Esse é o sentido da palavra apocalipse, revelação.
de Jesus Cristo”. Então, Ele é o revelador, Ele é o que está trazendo essa mensagem para os homens.
“Que Deus lhes deu.” Mas quem deu isso para Jesus foi o próprio Deus. Fala que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos. O livro não foi encomendado, encaminhado para o mundo, mas para os seus servos. Quem pode entender o Apocalipse? Quem é discípulo de Jesus, Quem conhece a palavra de Deus, Quem não tiver muita comunhão com Jesus Cristo não vai entender nada.
“para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer.:” Então, Ele não estava falando de coisas futuras, não. Já pensava em Coisas para os dias dele, inclusive. E Muitas coisas se cumprem nos dias de João. Veremos isso.
E que ele, Jesus Cristo, é enviado por intermédio do seu anjo.” Então, aqui está o instrumento, que é um anjo, esse anjo, que vai acompanhar João em boa parte da história. O anjo , vai levar para lá e para cá, mostrar algumas coisas. Até no final, João vai ficar um pouco desnorteado e vai querer se prostrar diante desse anjo. Fala, espere aí, ai já é demais, Eu sou só um servos, eu adoro a Deus. Esse anjo aí foi o instrumento, Jesus Cristo, para trazer a revelação.
“notificou o seu servo João”. Aqui está o homem que recebeu a revelação, o apóstolo João. Não dá título, diz "apóstolo", dá sobrenome, só João. Só João só pode ser um. Não há outro João tão famoso assim na antiguidade que pudesse ser identificado só com esse nome João a não ser o discípulo amado, aquele que escreveu não só o apocalipse mas também o quarto evangelho e as três epístolas que levam o nome dele.
“o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo quanto a tudo o que viu.” Então, joão dizia: "Eu Atesto que eu vi", "testemunha que eu vou falar pra vocês". O que eu vou relatar pra vocês são coisas que eu vi.
E aí vem aqui a primeira bem-aventurança do livro. Serão sete, olha que novidade, Sete bem -aventuranças , e sete vezes ele vai dizer "bem-aventurados". Alguém ou alguma coisa, de alguma maneira. E a primeira está dita aqui. Veja, o texto fala assim:
"Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas". Só um detalhezinho aqui que às vezes passa despercebido: na verdade, João, na língua grega, não fala "bem-aventurados os que lêem", mas ele usa o singular ele diz "bem-aventurado aquele que lê" e "aqueles que ouvem". Por quê? Porque ele mandou escrever o livro e enviar para as sete igrejas, Éfeso, Esmirna, tiatira, Pérgamo, Laodiceia .... O que era para fazer então a igreja recebia o livro, certo? E fazia xerox pra todo mundo ver: Não, não tinha máquina copiadora naquela época pra fazer cópia. Então projetavam um datashow? Todo mundo lia? Também não dá, porque não tinham essas coisas naquela época, não tinha imprensa, nada.Era o seguinte: o rolo era para uma pessoa ir na frente da igreja e ler. E todo mundo ficava sentadinho, assim, ouvindo, prestando atenção em tudo. Silêncio para poder pegar todas as palavras, porque eles não tinham outra maneira. Não dava, pois no final, o presbítero apóstolo, eu, por favor, me empresta esse livrinho para eu levar para casa e dá uma lida, não dava porque depois tinha que levar pra Laodiceia, ESmirna, pra outra igreja. Então, a oportunidade que eles tinham de ouvir o Apocalipse era aquela, ouvindo ali naquele momento.
Por isso ele diz: "Bem-aventurados". Primeira das sete bem-aventuranças do livro inteiro diz: "Bem-aventurados aquele que lê, o leitor, o homem que lê na frente da igreja". Claro que não era uma igreja, assim como a nossa hoje, tal confortável com Bancos e etc… Eles estavam em um lugar um pouco menos confortável naqueles dias, né? Mas estavam lá, ouvindo. Bem aventurados aquele que lê e aqueles que ouvem.
Então note uma coisa importante aqui: esse livro funciona melhor quando é ouvido. Ele foi feito e foi escrito para ser lido por alguém e para outros ouvirem. Ele vai criando quadros mentais a partir da audição. É um dos recursos literários utilizados no livro, porque era essa a maneira que as pessoas tomavam conhecimento, através da audição. E é por isso também que ele utiliza esse sistema exaustivo de repetição.( Recaptulação ) É claro, porque se você está falando de uma coisa puramente oral, quanto mais você repete, mais as pessoas fixam. Agora, você pode levar pra casa, não é? Você vai ler, ler, ler, ler e estudar. Mas quando você só tem essa oportunidade de ouvir, então, quanto mais repetir, mais facilita o aprendizado. Portanto, bem-aventurado aquele que lê, aquele que ouve. É o seguinte: pode que no final do ano você diga, "não entendi nada", mas já fui abençoado porque ouvi. Então, já estou satisfeito se você no final do ano se sentir abençoado por ter lido e ouvido o livro todo do Apocalipse.

2.2 Dedicatória às sete igrejas da Ásia

4 João, às sete igrejas que se encontram na Ásia, graça e paz a vós outros, da parte daquele que é, que era e que há de vir, da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono 5 e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra.

Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, 6 e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!

7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém!

8 Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.

“João, então, é o destinatário. As sete igrejas que são as receptoras se encontram na Ásia.” Ásia, aquela região é onde hoje é a Turquia, que é a Ásia Menor.
"Graça e paz a vós outros, da parte daquele que é, que era e que há de vir". Aqui, uma tríplice repetição divina se apresentando com aquele que é. Querem que advirtam as três expressões aqui os anos ao número 3, para a Trindade.
"da parte dos sete espíritos que se acham diante do seu trono" usando o número 7. Não é que existem sete espíritos santos, o Espírito Santo é um só. Mas João, de forma Sétupla, porque o número 7 é importante pra ele, porque ele está querendo fixar a importância e necessidade de prestar atenção a esse número, o significado que ele atribui a esse número em todo o seu livro.
"Da parte de Jesus Cristo, a fiel testemunha". E Terceira pessoa que aparece no texto , no caso, é a segunda, A Jesus Cristo, a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o soberano dos reis da terra.
“Aquele que nos ama e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados e nos constituiu sacerdotes para o seu Deus. Pai, a Ele, a glória e o domínio pelos séculos dos séculos.”Aí vem a primeira doxologia que está começando, está louvando a Deus.
“Eis que vem com as nuvens, e todo olho verá até quantos O transpassaram; e todas as tribos da terra lamentarão sobre Ele. Certamente, amém! Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, Aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.” O Verso 7 tem a primeira dos 7 anúncios de que Jesus está voltando rápido.
Então, aqui está uma saudação extremamente trinitária. Observe: nós estamos lá por volta do ano 96, já se passaram 60 anos desde o ministério de Jesus, a morte de Jesus, a ressurreição de Jesus, Sua ascensão aos céus. Não é verdade que a doutrina da Trindade só foi formulada lá no século IV, Não é verdade! Estamos aqui no primeiro século, e isso aqui é extremamente trinitário. Está sempre falando da Trindade: do Pai, do Filho e do Espírito Santo, sempre os colocando em pé de igualdade e atribuindo a essas três pessoas louvor, glória e poder da unidade.
Então, embora a palavra "Trindade" não esteja, não esta mesmo essa palavra foi cunhada mais tarde, formulada mais tarde, mas o conceito está claro aqui. No finalzinho do primeiro século, isso já é... e o Apocalipse inteiro faz menção à Trindade, sempre mostrando, então, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

2.3 A VISÃO DE JESUS GLORIFICADO

Muito bem, a partir do versículo 9, nós temos o começo propriamente dito da visão. Ele diz :

9 Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, achei-me na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. 10 Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta, 11 dizendo: O que vês escreve em livro e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia. 12 Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro 13 e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. 14 A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; 15 os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. 16 Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força.

17 Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último 18 e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno. 19 Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas. 20 Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas

eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino da perseverança em Jesus, ahei-me na ilha chamada Pátmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.” Não estava preso, como diz a tradição, numa ilha prisão, na ilha rochosa, um local bastante ermo, bastante vazio, extremamente difícil de se viver. Imagine: Ele está com quase 100 anos de idade, muito velhinho. Aliás, Ele é o único apóstolo que está vivo nesse período; todos os demais já foram mortos. Ele é o único que não foi executado; o único que morreu, digamos assim, de velhice. O próprio Cristo havia dito isso pra ele, pra Pedro, lá na despedida, no fim da praia, lá no mar da Galiléia, onde disse a Pedro: “Se eu quiser que ele fique até que eu venha, que importa?” Isso já deixou claro para Pedro que João viveria muito tempo; mas não é que viria pra sempre.
O próprio João explicar, mas Ele não quis dizer com isso que eu não ia morrer. Ele só quis dizer com isso que Ele podia fazer João ficar até quando quisesse.Então João é também um mártir, mas não um que foi morto. A sua vida foi um martírio por Cristo. Veja que Ele diz que se achou na ilha de Pátmos. Por que razão? "Por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus." Por essas duas coisas são as razões da prisão dele na ilha de Pátmos.
"Achei-me em espírito no dia do Senhor." Aí vem a explicação de como ele recebeu a visão. Então, como e quando? No dia. O dia que ele recebeu a mensagem, o domingo, o dia do Senhor já tem, e no final do primeiro século, essa palavra. Veja que domingo significa exatamente isso: dia do Senhor. Então, o primeiro dia da semana, no final do primeiro século, já é o dia do cristão. Não há mais qualquer referência ao sábado; o sábado passou e o dia do Senhor é o dia do domingo.
Nesse dia, ele disse: "Achei-me em espírito." Então, o que ele recebeu foi isso: uma visão espiritual. Ele foi chamado para fazer uma viagem cósmica. Ele foi até o céu, ele foi até os confins da terra, mas ele não foi fisicamente a esses lugares porque nada dessa visão que ele recebeu é física ou é literal, mas é algo em espírito. Podemos dizer, portanto, que ele não saiu de sua prisão, de sua cela lá na ilha de Pátmos fisicamente; não saiu de lá, mas espiritualmente ele recebeu a revelação de Jesus Cristo e foi levado a ver coisas em outros lugares. E coisas que não são físicas, são coisas espirituais: visões não literais, visões simbólicas de realidades, de verdades literais. Mais pra frente, nós vamos tentar deixar isso mais claro.
Muito bem, ele se achou no Espírito do Senhor e aí começa pra valer.
“Ouvi, por detrás de mim, tão atrás dele, uma grande voz como de trombeta dizendo: "O que você escreve em livro e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirnar, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia." Então, aqui estão as sete igrejas literais; essas igrejas existiam lá na Ásia Menor, inclusive famosa porque Paulo passou por lá, o próprio apóstolo Pedro, Timóteo, Apolo, Priscila, Aquila que têm o rol de pastores importantes que passaram por ali. As demais igrejas também eram como eram conhecidas as igrejas que existiram. Nenhuma delas existe mais, mas existem os sons, estão as ruínas que se acha que sejam de alguma dessas igrejas. Certeza, prova, ninguém tem; talvez sim, talvez não, mas é importante entender que em cada uma dessas igrejas existia lá um grupo de cristãos que se reuniam, adoravam, estudavam a palavra de Deus, adoravam o Senhor, e estavam na palavra de Deus. Faziam isso e isso; a igreja não eram as paredes, não era o templo. Eles não tinham muito acesso a isso naqueles dias, mas era o grupo, as pessoas; a igreja, o povo. Havia um grupo de crentes em cada uma dessas cidades e ele manda escrever para cada um desses grupos o livro inteiro do apocalipse, e uma mensagem para cada uma dentro do livro , como se fosse um cabeçalho para cada uma dessas igrejas. O livro inteiro é uma mensagem igual pra cada uma dessas igrejas.
“ Voltei-me para ver quem falava comigo. E voltado, primeiro de tudo, que ele enxerga são sete candeeiros de ouro, sete candeeiros de ouro.” Tudo aqui é importante: sete, só sete igrejas, evidentemente, pois ele que vai dizer que os sete candeeiros de ouro são as sete igrejas da Ásia. Candeeiro, candelabro, com a função do candeeiro iluminar, espargir luz, é só função do que é feito esse candeeiro de ouro. Então, isso é sua dignidade e valor. Veja a descrição inicial da igreja. O que a igreja? A igreja é um candeeiro, é algo precioso, além de toda imaginação, extremamente precioso para Deus. É o seu instrumento para iluminar o mundo e é um instrumento que, ele olha e enxerga, então esses sete candeeiros de ouro que simbolizam as sete igrejas.
" e no meio dos candeeiros ,Um semelhante ao Filho do Homem.”Mas olha o que chama a atenção no versículo 13: Então, se você está ouvindo, você está imaginando o quanto eu sinto que ele se virou e enxergou atrás os sete candeeiros, os sete candeeiros de ouro, e aí, no meio desses candeeiros, andando por entre eles, ele viu este ser, aquele diz:
Uma descrição é de um ser celeste, alguém semelhante ao Filho do Homem,” com vestes talares”, dessa Sacerdotais, né, e cingido à altura do peito com uma cinta de ouro. E aí começa a escrever: "A sua cabeça e cabelos eram brancos como a lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas." Tinha na mão direita sete estrelas e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força. Não é à toa que a reação dele, quando ele vê esse ser, né, diz o verso 17: "Quando o vi, caí aos seus pés como morto." Até eu acho que eu sairia correndo se eu estivesse lá e visse esse ser descrito com esses detalhes. Observe: cabelos brancos como a lã, olhos como chama de fogo, pés com bronze polido. A voz dele é como a voz de muitas águas, como algumas ondas batendo nas rochas.
Tinha na mão a incerteza, bocas, e uma espada de dois gumes. Já pensou você se encontrar com Cristo dessa maneira? Está esperando enxergar aquele homem, né, bondoso, pacato, tal? Cabelos castanhos, barba? Não é assim que nós imaginamos. Assim que as ilustrações o descrevem. Você imagina nada daquilo que você enxerga. É um ser aterrorizante, aterrorizante ao ponto que João Vê aqilo e desmaia, cai aos seus pés como morto.
Há algumas observações importantes aqui sobre essa primeira imagem, da primeira descrição, queridos. Jesus Cristo é assim mesmo, ele é dessa maneira mesmo. Isso aqui é uma descrição literal de Jesus Cristo, uma descrição física e literal.Não meus irmãos, é uma descrição simbólica. Os símbolos são importantes, claro, João viu isso, mas ele está vendo em espírito, ele está vendo símbolos, coisas que Deus quer mostrar para ele, porque ele quer trazer um sentido para essas coisas. Eu não preciso imaginar que Jesus tenha cabelos brancos como a lã, que ele tenha isso mesmo, literalmente, mas eu sei o que significa dizer que ele tem cabelos brancos como a lã. Significa que sua eternidade, ele é um ser sem idade, não ser eterno. É um dos mais, duas figuras da Bíblia, escrever e se anunciam com cabelos brancos longos, como um ser atemporal, como um ser eterno. Veja, é o texto diz que ele tem olhos como chama de fogo. Então, na verdade, não tem olhos; eu tenho duas bolas de fogo. Já pensou você encontrar de noite e sai correndo? Mas eu não preciso imaginar que Jesus tenha mesmo dois olhos que são duas bolas de fogo, mas eu posso entender o que significa dizer que ele tem dois olhos como chama de fogo, porque os olhos, pra quê servem? Pra ver, pra enxergar, mas ele tem uma capacidade extraordinária de fazer isso. Então, ele enxerga tudo, ele vê todas as coisas.
Estamos, portanto, falando de sua onisciência. Se podemos descrever na sua eternidade, também podemos saber que ele é onisciente. Veja que ele continua dizendo que ele tem os pés semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha. João pode ver os pés de Jesus também; eles eram bronze polido, bronze brilhantes, aquele bronze bem vivo. O bronze é um símbolo de juízo na palavra de Deus. O Senhor Jesus é aquele que esmaga os seus adversários. Ele tem o poder de julgar e de esmagar os seus inimigos e está pintando um quadro do poder e da grandeza de Jesus Cristo. Interpretar isso literalmente é perder o verdadeiro significado e imaginar um bicho de sete cabeças. Você percebe que o Apocalipse não é um livro escrito para ser interpretado literalmente, mas para se entender o sentido de cada expressão, o que cada frase, o que cada palavra transmite para os ouvintes ou para os leitores.
A voz diz, como de muitas águas, são João está ouvindo o tempo daquelas ondas batendo nas rochas, aquele barulho enorme. Essa é a voz, poder, autoridade tinha na mão direita, sete estrelas. E depois ele vai dizer que esses são os sete anjos das sete igrejas, se for uma referência aos líderes das igrejas. Também mostra que, na verdade, o líder da igreja não são os líderes, mas é Jesus Cristo que tem na mão os líderes. Mas vou falar um pouco mais sobre isso quando chegar a hora. A essa próxima aqui, assustadora, da boca saía uma afiada espada de dois gumes. Então, olha, ele não tem língua; a língua tem uma espada que saiu da boca com dois gumes. Corta dos dois lados. Já pensou em encontrar alguém assim, assustador? É, eu não preciso pensar que Jesus seja desta maneira literalmente. Agora, eu sei o que significa dizer que Ele tem uma espada de dois gumes que sai da Sua boca, porque o que significa a espada de dois gumes, é a própria palavra de Deus; ou seja, o que Ele fala acontece, o que Ele diz se torna realidade, é invencível. Aliás, os empregos dizem que a palavra de Deus é como uma espada de dois gumes, apta para entrar, dividir, separar, fazer a obra do Senhor no ser humano. Então é o poder da Sua palavra? E, finalmente, me diz aí, o Seu rosto brilhava como sol na Sua força. Então, ó glória, no esplendor e majestade celeste de Jesus Cristo! Não é apenas um carpinteiro de Nazaré, Ele é o Todo-Poderoso! Ele escreveu aqui em Sua eternidade, sua oniciência, onipotência, Ele como o juiz, Ele como rei do mundo, como aquele que fala, acontece. Levemente deu aqui diversos dos Seus atributos, mas observe, João viu isso, mesmo! Ele viu esse ser extraordinário, dentro de uma visão em espírito, e o texto diz: quando vi, caí aos Seus pés como morto. Geralmente, quem teve na Bíblia o encontro com Deus, na Sua glória, no Seu esplendor, não aguentou ficar em pé. Normalmente, há essa sensação de temor íntimo, muito parecido com Daniel, que também teve algo parecido quando viu o Filho do Homem. Lá, com Isaías, capítulo seis, clubes, assim: "No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre o alto e sublime trono". E descreve os serafins voando ao redor do trono, com duas asas cobrindo os pés, com duas, cobrindo os olhos, com duas. Mando e aí eles assim: "Ai de mim! Ai de mim!" Eu o pecador, um homem de lábios impuros: "Os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!" Os serafins não olham para Ele! Eu olhei, eles que são anjos de fogo, eles que são anjos santíssimos, não olham para Ele! Eu olhei, "O que vai acontecer comigo? Eu vou morrer! Ai de mim!" Essa expressão, "Ai de mim!", é um Hebraismo que significa “já era morri, kaboul, eu vou bater cassoleta eu vou cair aqui mesmo, vou morrer= já”
E essa sensação de João também, quando viu, caiu aos Seus pés como morto. Sabiá, a diferença, a distância, é da grandeza desse Deus Todo-Poderoso, Todo Santo, Todo Perfeito, Justo! Pra esse homem todo pecador, tudo limitado, tudo falho, é tão grande que nessa hora não rola, sabiá! Jesus, vizinho amado, não quer, por favor, sentar aqui do meu lado, bater um papo comigo? É essa maneira, entende? Que as pessoas se aproximam desse Deus! Na palavra de Deus, é por aí, camarada, combater um leve dessa maneira que os homens se encontram com Deus. Na palavra de Deus, não é com essas formas, geralmente é sentindo mesmo o peso dos seus pecados, Então, a justiça, a santidade de Deus me leva a perceber que eu vou morrer. Mas aí, e só então, e só depois, vem a graça, misericórdia daquele que voa! E disparou, Serafim pega uma brasa do altar, vai lá e toca nos lábios dele e purifica do seu pecado; e também diz aqui: "Porém Ele pôs sobre minha mão direita, dizendo: Não temas, eu sou o primeiro e o último, e aquele que vive. Estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno".
Ou seja, primeiro, cai; depois, eu te levanto! Primeiro, se despem; primeiro, entenda quanto você é pecador! Primeiro, entender o quanto você é indigno. Então, você vai entender o que é a minha justiça, o que é a minha graça, o que é a minha misericórdia. E o que significa eu colocar a mão no seu, ou dizer: "Agora não precisa mais temer". Antes, tinha que temer, mas agora não precisa mais, eu resolvi seu problema, eu resolvi a sua situação! O Deus da Bíblia se revela sempre dessa maneira: ninguém chega até Ele; Ele vai até a pessoa quebranta Essa pessoa mostra sua fraqueza, mostra sua insignificância, mostra o quanto é nada. Então, esse Deus levanta e diz: "Não temas, eu sou o primeiro e o último e posso fazer coisas que você nem imagina na sua vida". E esse João, então, recebeu a incumbência de escrever. Diz o versículo 19: "Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que há de acontecer depois destas".
A primeira interpretação do versículo 20, quando Ele diz: "Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro". As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas. Observe que o próprio Cristo já explica que, número, Não é literal, Pensa no significado, diz: "Pensando que isso significa que isso representa". Não entrar pelo caminho da literalidade, senão você não vai entender nada! As sete estrelas são os sete anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas. Pronto, tá aí o significado! Mas as imagens não são literais, há um significado por trás delas. Aqui um pequeno problema de interpretação é justamente essa questão dos sete anjos, né? Nós temos a tendência de pensar que eram os sete pastores, ou o presbítero.o tema utilizado, o termo usado no primeiro século era "presbítero", como até hoje nós usamos. As igrejas presbiterianas e outras denominações também utilizam. Que fosse, então, aquele presbítero responsável, ele, presbítero principal, lá daquela igreja local. É possível que seja, mas nós nunca vamos saber com certeza, porque nenhum outro lugar na Bíblia chama esse homem de anjo. Em nehum outro lugar, chama esse líder de anjo, Então, embora veja, com a gente entra aqui no assunto delicado, difícil, a... eu acredito que possam ser mesmo. Os líderes homens daquelas igrejas provavelmente, quando é possível, que fossem também algum tipo de anjo que Deus designa para ajudar uma igreja local. É impossível que fosse isso um anjo designado por Deus para acompanhar cada uma daquelas igrejas. Isso é só lembrar que o livro do Apocalipse é muito baseado em dois livros do Antigo Testamento: Gênesis (não é o caso aqui nesse momento) e Daniel, e a visão é muito parecida com a de Daniel.
Nesse ponto, Daniel teve uma mesma visão parecida, e em Daniel existem anjos que são responsáveis por ajudar esse ou aquele povo ou trabalhar em certos momentos. Daniel se refere a duas entidades espirituais chamadas Príncipe da Pérsia e Príncipe da Grécia, que eram as duas nações inimigas de Israel. Acriticamente, os principais inimigos, mas fala do Miguel, do anjo Miguel, que no Novo Testamento é chamado de Arcanjo, e que este Miguel é o defensor do povo de Israel. E que só saiu em socorro, inclusive, do Gabriel, outro anjo, que os dois têm nome na Bíblia: Gabriel e Miguel. O Gabriel veio trazer uma mensagem para o profeta, mas foi barrado por esses dois principados, digamos assim, os dois seres, Príncipe da Pérsia e Príncipe da Grécia. Então vem Miguel em socorro. Não é estranha a ideia de que um anjo seja designado por Deus para ajudar uma igreja local, uma comunidade local, para defendê-la, para fazer alguma coisa. Não é impossível, mas também não é provável. Não dá para provar isso com esse texto; apenas deixo as duas interpretações para que a gente saiba que existem duas possibilidades, a mais provável que seja realmente uma referência ao líder homem lá daquela igreja. A dificuldade é que eu não tenho outra passagem bíblica comprovando isso para mim, então permanece aí essa pequena dúvida inicial, e que eu sinceramente não sei resolver. Com muitas coisas no livro do Apocalipse eu vou sempre dizer: "pode ser assim" ou "pode ser assado". Nós não temos certeza absoluta do que seja.
É isso mesmo. Continuando então, que ele disse: "Eu não vou ler as cartas das sete igrejas, pois isso deve-se ao Japão, é careca de tanto ler essas cartas”. Eu não vou estudar isso aqui, vou passar por cima porque vocês já ouviram 452 sermões, sobre cada uma dessas sete igrejas. Têm coisas interessantíssimas aqui; a maioria dos estudos são feitos, por assim dizer, software capaz mesmo, então eu não vou estudar sobre isso. A equipe não terá tempo até sexta-feira devido ao que precisa. O que é importante destacar é a questão das sete, a legal, claro, porque de vídeo, que a primeira seção é a das sete. Os sete candeeiros de ouro, as sete igrejas. É porque o seguinte: é muito bonito de ver que Jesus Cristo, nessas pequenas cartinhas que ele mandou, que já não escrevesse para todas as igrejas, ele segue um padrão bem parecido para todas elas. Então, ele fala ou do elogio ou de uma crítica, uma recomendação, uma ameaça de castigo, uma promessa de recompensa.
Algumas recebem as sete coisas, outras faltam uma ou outra. Por exemplo, para Éfeso ele faz um elogio, uma crítica, uma recomendação, uma advertência e uma promessa de recompensa; é uma das mais completas. Para outras, como no caso de Esmirna, ele faz o elogio, não tem crítica, faz uma recomendação, não tem ameaça de castigo porque não tem crítica e anuncia, aí, uma recompensa para eles. Pérgamo recebe as sete, a cinco palavras que Tiatira também. Veja que as piores, as mais complicadas são as de Sardes e lLaodeceia.São as última não tem nenhum elogio, muita crítica, uma recomendação forte de arrependimento, uma ameaça severa de disciplina e uma recompensa se houver mudança. E Filadélfia só tem elogios; os de Filadélfia não têm nenhuma crítica, têm muitos elogios. É só você poder entender que a estrutura das sete cartas, de caso pensado, não escritas aleatoriamente, já está utilizando a sua arte literária em cada ponto.
Outra maneira da página 9 é observar que ele divide em sete partes a estrutura das cartas. Primeiro, então, uma destinação; em segundo lugar, ele descreve algum aspecto da aparência de Jesus que dirige a João. Em terceiro, uma avaliação da saúde espiritual de cada igreja. Em quarto, palavras de elogio à aprovação; em quinto, palavras de exortação das situações incestuosas, ao todo, para que ouça o que o Espírito diz. Sétimo, promessas aos vencedores nas dificuldades. Muitos temas, frases temáticas que utiliza nessas cartas ele vai desenvolver em todas as outras seis sessões. Por isso a gente chama essa primeira, um a três, capítulos um a três de introdução, uma seção introdutória. O que há é a que lhe dá conta da multa, a história, de uma forma que fica mais claro para frente. Ele, em pincela, coisas. Em pincela, o sete está ali bem marcante, sete igrejas, é bem marcante; porém, a história está bastante misturada. Não dá para ter uma noção do que ele pretende narrar, mas já coloca muitos dos temas que ele vai retomar depois à frente e que ele vai fechar até chegar ao capítulo 22. No capítulo 22, ele vai retomar todos os temas que utilizou nessas primeiras sete cartas; por isso elas são uma introdução do livro inteiro.
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