Josué 4
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Texto: Josué 4
Texto: Josué 4
Título: “QUANDO DEUS ORDENA CONSTRUIR MEMORIAIS”
Título: “QUANDO DEUS ORDENA CONSTRUIR MEMORIAIS”
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Introdução
Nós temos nossos memoriais particulares, tais como: fotografias, os dentes de leite, primeira roupinha etc…
Para qual fim? Para aquecer nosso coração quando estivermos entristecidos? Talvez. Para nos trazer a memória, o que o SENHOR nos deu, de forma particular.
Deste modo, vamos meditar nesta noite, como servos do SENHOR, em três propósitos sobre:
"QUANDO DEUS ORDENA CONSTRUIR MEMORIAIS”
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OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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Quando Deus ordena construir memoriais, em primeiro lugar ele:
1ª VISA FORTALECER OS FRACOS:
Do v.6A: “… para que isso seja por sinal entre vós;”
Com um propósito magnifico: lembrando que o SENHOR estava com eles. Pois “as águas do Jordão foram cortadas” diante da Arca da Aliança. Símbolo da presença do SENHOR entre o povo.
Aquela era a geração que entraria na terra que havia sido prometida. Como eles não estavam? Não dá para precisar. Muito embora não precisemos disso para afirmar que esse memorial fortaleceria os fracos.
Pois, como um “meio de graça” para o povo, ele representava/simbolizava o que de fato o SENHOR fez por eles. Assim como o SENHOR fez com Abraão, quando instituiu a circuncisão.
A circuncisão não operava por si mesma, mas o SENHOR conferiu ao povo esse sinal, que não somente simbolizava, mas abençoava seus eleitos que eram submetidos ao sinal. Em outras palavras: esses meios de graça não eram meros memoriais.
Mas voltando ao nosso texto. Vale lembrar o que o SENHOR fez em favor de Abraão, logo após fazer Aliança com ele. Fez um compromisso onde passou entre os animais partidos ao meio. Bom, no fim das contas, Abrão e Sarai tentaram fazer as coisas conforme pensaram ser melhor.
Quando então o SENHOR entregou para eles Isaque. O filho prometido, onde através dele a promessa se cumpriu. Mas a partir dele, todo e qualquer sujeito que seguisse com eles, deveria ser circuncidado.
Algo tão sério que, na época de Moisés, alguém seria morto, pois o mesmo havia esquecido de circuncidar seu filho.
O texto diz: Estas rochas “servirão de sinal para vocês.”
Mas, não somente para eles, mas para seus descendentes também.
APLICAÇÕES:
Nós temos, em nossas vidas, muitos desafios. Estes que as vezes nos distraem na peregrinação aqui. Nós estamos seguindo em direção à Sião Eterna, onde encontraremos descanso pleno para nossas almas.
O que fazer durante esta caminhada? Meus amados, não esquecermos do grande “memorial” que nosso Senhor Jesus nos confiou: A Mesa da Comunhão.
Pois, ao olharmos para os elementos à mesa, lembraremos do que Nosso Senhor fez em nosso favor, e da comunhão e alegria beatificadas, que teremos na eternidade. Ao celebrarmos a vida com “novo vinho.” Como nos diz o Senhor nos Evangelhos.
Onde estão os seus olhos? E o seu coração caro peregrino?
Um comentarista diz que:
“O propósito de erigir as pedras é finalmente sintetizado na palavra ‘memorial’. Em hebraico, a noção de lembrança é mais do que trazer à memória (apenas). Envolve lembrança e interesse, além de envolver a reflexão afetuosa e um nível de ação correspondente, quando necessário.”
Em Jeremias 2.6-7 aprendemos que esquecer o que o Senhor estabeleceu e nos mandou guardar o levará a contaminar aquilo que o Senhor exige que você faça com dedicação.
Assim, quando o SENHOR estabelece memoriais, em segundo lugar Ele:
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2ª VISA ABENÇOAR AS FUTURAS GERAÇÕES:
v.6B: “… e, quando vossos filhos, no futuro, perguntarem, dizendo: Que vos significa estas pedras?”
Este memorial não era limitado para a geração que testemunhou os sacerdotes (v.11) colocando os pés na margem do Jordão e as águas voltando ao correr no rio (v.17-18).
Este serviria como um símbolo. Mas não somente este que estaria entre eles, como uma coluna em Gilgal. Mas o que fora colocado como sinal no meio do rio Jordão por Josué, como está escrito no v.9 (NVI):
“Josué ergueu também doze pedras no meio do Jordão, no local onde os sacerdotes que carregavam a arca da aliança tinham ficado. E elas estão lá até hoje.”
É muito provável que estas pedras aqui descritas pudessem ser vistas quando o Jordão estivesse na vazante. Por isso, eles lembrariam, de onde o SENHOR os tirou (cruzando o rio à pés enxutos) e onde o SENHOR os colocou.
Tudo isto que lhes fora entregue deveria ser ensinado para eles. Como está escrito em Deuteronômio 6.4-8 (NVI):
4 “Ouça, ó Israel: O SENHOR, o nosso Deus, é o único SENHOR. 5 Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. 6 Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. 7 Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. 8 Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. 9 Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões.
APLICAÇÕES:
Por isso Nosso Senhor nos deixou o sacramento do batismo, que substitui a circuncisão.
Neste sacramento temos um meio de graça onde o Senhor abençoa o eleito, por meio da administração do mesmo. Onde a água que corre sobre a cabeça do filho da aliança, o limpa espiritualmente da sujeira do pecado. Como diz nossa Confissão de Fé XXVIII (28), seção VI:
“A eficácia do Batismo não se limita ao momento em que é administrado; contudo, pelo devido uso dessas ordenança, a graça prometida é não somente oferecida, mas realmente manifestada e conferida pelo Espírito Santo àqueles a quem ela pertence, adultos ou crianças, segundo o conselho da própria vontade de Deus, em seu tempo apropriado.”
Mas muitos pais negligenciam esse sacramento. E isto é triste. Principalmente num tempo onde muitos aceitam o sacramento por conveniência, não por fé. Alguns privam seus filhos desta benção.
Assim, quando o SENHOR estabelece memoriais, em terceiro e último lugar Ele:
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3ª VISA LEMBRAR AO POVO QUEM ELE É:
v.23-24:
“23 Pois o SENHOR, o seu Deus, secou o Jordão perante vocês até que o tivessem atravessado. O SENHOR, o seu Deus, fez com o Jordão como fizera com o mar Vermelho, quando o secou diante de nós até que o tivéssemos atravessado. 24 Ele assim fez para que todos os povos da terra saibam que a mão do Senhor é poderosa e para que vocês sempre temam o Senhor, o seu Deus”.
Não somente o seu povo, o que está claro no texto. Especialmente no v.23. Trazendo a memória deles não somente o Jordão, mas o que fizera o Senhor desde a libertação do Egito, na travessia do Mar Vermelho.
Como disse, o SENHOR tinha como intenção manifestar sua glória e expor-se para que todos os povos da terra soubessem. Tanto que Jericó era testemunha de que os povos sabiam. Pois eles sabiam que tremiam.
APLICAÇÕES:
Você percebe que há uma ligação entre o SENHOR ser conhecido através do seu povo? Claro, o SENHOR age no meio do seu povo, e assim os homens temem o poder do SENHOR, pois testemunham o que o Eterno tem feito entre nós.
Mas, o que as pessoas tem falado sobre o povo do SENHOR hoje?
Muitos confundem o povo do SENHOR, pois pensam que alguns falsos mestres e jovens falsos profetas falam em nome do SENHOR.
Por outro lado, parece que o povo do SENHOR anda ensimesmado, fechado numa bolha e tratando sempre dos mesmos assuntos. Amados, os homens precisam ver.
Assim como disse o apóstolo em 1Coríntios 11.26:
“Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha.”
Precisamos ser fieis ao Senhor, tanto na administração dos sacramentos, que são memoriais confiados à nós pelo Senhor Jesus, assim como precisamos ser essas pedras vivas que manifestam as boas notícias “aos povos.”
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CONCLUSÃO:
Quando o SENHOR ordena a construção de memoriais, ele o faz por graça, para a benção e edificação do seu povo, assim como o faz para manifestação do seu poder entre os homens.
