O monstro do mar

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Três observações importantes: (1) A tradução principal usada é a Nova Versão internacional - NVI. Outras versões serão indicadas pela sigla; (2) o símbolo “()” ao longo do texto indica a mudança de slides. (3) Este é um esboço do sermão, se tiver interesse no texto ou áudio, veja se está disponível em pastorjafe.wordpress.com.

Recapitulação da 1ª temporada

A última geração na profecia: chegou o tempo do fim!
A mensagem central do Apocalipse:
O cenário, Ap 11:19
As personagens, Ap 12:1-3, 17
O enredo, Ap 12:7-9, 13-17

Introdução [1]

() Sir Isaac Newton (1642-1727) foi matemático, físico e astrônomo, entre outras atividades das ciências. Ficou mais conhecido por sistematizar as leis do movimento e da gravitação universal - lembra-se da história da maça? () Em 1969 foi nomeado Guardião da Casa da Moeda e, em 1699, tornou-se seu diretor. Durante seu mandato, ele implementou melhorias na cunhagem de moedas, combatendo fraudes como a raspagem de bordas (coin clipping) e introduzindo o serrilhado nas bordas das moedas para dificultar essa prática . Além disso, Newton supervisionou a qualidade das ligas metálicas utilizadas, aplicando seus conhecimentos científicos para aprimorar os processos metalúrgicos da época.
() Em 1733, seis anos depois de sua morte, foi publicado o livro sobre escatologia
“Em 1936, a Universidade de Cambridge recusou os manuscritos teológicos ao herdá-los, considerando-os irrelevantes para a ciência. Eles foram então leiloados em Londres, e muitos adquiridos por Abraham Yahuda, um estudioso judeu da Bíblia. () Esses documentos formam hoje a chamada "Coleção Yahuda", atualmente preservada na Biblioteca Nacional de Israel.” (publico.es)
Em 1950 foi publilcado em Português, traduzido da edição de 1733. Na pág. 221 ele escreveu “Aí, falando às...”
Apocalipse 13.1–8 ARA
() Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. () Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela? () Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu. Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos () e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
Uma palavra sobre a capitulação da Bíblia [2]: () Códex Aleppo, Séc. X; () Códex Vaticano, séc. IV; () Bíblia de Gutemberg, 1450

1. O dragão, a besta e o mar

1.1. Ap13:1-2 temos a característica e identificação do animal:
Apocalipse 13.1–2 ARA
() Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão.
O mar e dragão representam inimigos do Criador. Isaías 27.1 “Naquele dia, o Senhor castigará com a sua dura espada, grande e forte, o dragão, serpente veloz, e o dragão, serpente sinuosa, e matará o monstro que está no mar.” Salmo 69.1–2 “Salva-me, ó Deus, porque as águas me sobem até à alma. Estou atolado em profundo lamaçal, que não dá pé; estou nas profundezas das águas, e a corrente me submerge.”
1.1.1. Besta é “qualquer animal não domesticado que vive no estado selvagem” (Brannan, 2020, θηρίον).
1.1.2. A primeira identificação desse monstro é com o ragão, do capítulo anterior. () Apocalipse 12.3 “Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas.” O fim do cap. 12 também nos ajuda a entender a ligação entre o dragão e o monstro do mar. Na ARA, o cap. 12 termina no v. 17, mas na NVI, termina este v. está separado e aparece o v. 18.
Apocalipse 12.18 NVI
Então o dragão se pôs em pé na areia do mar.
Mais uma vez o mar entra como símbolo de pessoas inimigas de Deus e de Seu povo. Isaías 17.12 “Ai do bramido dos grandes povos que bramam como bramam os mares, e do rugido das nações que rugem como rugem as impetuosas águas!”
Depois de tomar todas as providências contra o filho e contra a mulher, depois de ser expulso do céu e investir contra a descendência da mulher, como parte de sua iniciativa, está o que vem no cap. 13. Então Ap 12:18 é uma introdução do que vai acontecer e mostra a mudança de estratégia do dragão no grande conflito.
1.1.3. A segunda identificação é com Daniel. Assim como Ap 12 tem ligação direta com Gn 3, o cap. 13 se liga a Dn 7 e daí podemos perceber a característica do monstro que sai do mar.
Daniel 7.1–7 ARA
No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, teve Daniel um sonho e visões ante seus olhos, quando estava no seu leito; escreveu logo o sonho e relatou a suma de todas as coisas. Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um dos seus lados; na boca, entre os dentes, trazia três costelas; e lhe diziam: Levanta-te, devora muita carne. Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio. Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres.

2. A identidade da primeira besta

Apocalipse 13.1–4 ARA
Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?
Apocalipse 13.5–8 ARA
Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu. Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
2.1. O monstro é um instrumento do dragão
2.2. Paraceu que cairia. Agiu por 42 meses = 1260 dias = 3,5 anos > 1260 anos
2.2.1. Fazendo uma observação com o livro de Daniel, podemos perceber que o monstro que sai do mar tem um aspecto religioso. O dragão tentou destruir o Messias e o Povo de Deus com um poder político e militar em Ap 12, mas agora ele uda a estratégia e começa a usar a influência da própria igreja.
2.2.2. Quando estudasmo as sete igreajas em Ap 2-3 percebemos que o povo de Deus começou um processo de apostasia que foi piorando com o tempo.
Uma cristianização do império, no início do séc. IV, fez com que a igreja deixasse de ser perseguida e começasse a seguir por outro caminho… Se tornou a religião oficial do império.
O imperador tomou providências para juntar o cristinaismo, das tribos bárbaras e que estava crescendo, com o mitraísmo dos militares...
2.2.2. Até que em 538, quando Dn nos dá detalhes sobre a queda dos 10 chifres… e terminam em 1798 quando acontece a ferida, que é o aprisionamento do papa pelas tropas de Napoleão.
2.3. O propósito do dragão usando a besta é redirecionar a adoração do mundo.

3. Adoração, eis a questão!

() Apocalipse 13.8 “e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.”
3.1. O objetivo é a adoração e a ferramenta é a dolatria
3.2. Idolatria é tudo aquilo que toma o lugar de Deus...
3.3. Deus tem um povo que se mantém fiel, um remanescente...

Conclusão

Porque, assim como as poucas e obscuras Profecias concernentes à primeira vinda do CRISTO eram para o estabelecimento da religião cristã, que desde então muitas religiões têm corrompido; Assim as muitas e claras Profecias concernentes às coisas que devem ser feitas à segunda vindado CRISTO não são apenas um vaticínio, mas também para efectuar recuperação e um restabelecimento da verdade há muito perdida e o estabelecimento de um reino, no qual habite a justiça. Newton, 231.
A profecia não é só para sabermos o que vai acontecer, mas para estarmos prontos para esse momento.
Soli Deo Gloria
____________________
* Outras abreviaturas: ARA - Almeida Revista e Atualizada (2a ed.); NA28 - Nestle-Aland (28a ed.); NTLH - Nova Tradução na Linguagem de Hoje; NVT - Nova Versão Transformadora, 2016.
[1] Exposição revela manuscrito de Newton sobre Apocalipse. Disponível em <https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1906200702.htm>. Acesso em: 11 mai. 2025; Isaac Newton. Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Newton>. Acesso em: 11 mai. 2025 Isaac Newton: principais pensamentos e contribuições. Disponível em: <https://filosofiaempreendedora.com/isaac-newton/>. Acesso em: 11 mai. 2025;
[2] A divisão da Bíblia em capítulos e versículos. Disponível em: <https://www.sbb.org.br/recursos/descobrir-e-vivenciar/sobre-a-biblia/a-divisao-da-biblia-em-capitulos-e-versiculos>. Acesso em 11 mai. 2025; Manuscrito bíblico. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Manuscrito_b%C3%ADblico>. Acesso em 21 mai. 2025; Stephen Langton. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Stephen_Langton>. Acesso em 11 mai. 2025.
Disponível em: <>. Acesso em 11 mai. 2025.
REFERÊNCIAS: BRANNAN, R. (ED.). Léxico Lexham do Novo Testamento Grego. Bellingham, WA: Lexham Press, 2020.
Contato:
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