1Co 6.14 - Vitoria sobre a morte
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“Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará pelo seu poder” 1Coríntios 6.14
Apesar de vivermos em um mundo secularizado, ainda hoje princípios bíblicos, para não falar teológicos, ainda resistem ao tempo como o Natal e Pascoa. Por mais que o mundo lute, essas datas são marcantes, pois elas revelam Jesus, aquele que é Senhor do tempo, e que marcou o tempo, em antes e depois dEle.
Não podendo apagar e nem negar a verdades bíblicas e muito menos destruir a Cristo, o mundo tenta abafa-lo ou pelo menos escondê-lo, para assim distrair as pessoas e até mesmo confundi-las.
Para isso o mundo, seguindo a orientação de seu príncipe, engana as pessoas mudando o foco da realidade, e trazendo fantasias que ao mundo parecem prazíveis, mas como Provérbios 14.12 afirma “Há caminho que ao ser humano parece direito, mas o fim dele é caminho de morte”.
A verdade é que nós somos suscetíveis a enganos. O nosso coração é enganoso conforme lemos em Jeremias 17.9. Somos enganados por sorrisos falsos, abraços interesseiros. Somos enganados por aparências e status. Somos enganados por magicas e magias. Somos enganados por palavras e ações. Somos enganados por Papais Noeis e coelhinhos da Pascoa.
Nesses tantos enganos, acabamos nos enganando em verdades fundamentais como a Pascoa. Nossa visão de pascoa é muito cheia de imagem e associações, induzidas pelo mundo, que distraem e engana. Quando pensamos em Páscoa, muitos pensamentos nos veem a mente. Chocolate, peixe, quaresma, coelho, cantata e algumas vezes a Cruz.
Mas afinal o que é a pascoa? O que comemoramos ou nos lembramos na Pascoa?
Para entendermos o sentido da Pascoa, precisamos voltar a primeira Pascoa, aquela que aconteceu lá na saída do povo de Deus do Egito. Lá a Pascoa foi instituída para lembrar o povo de Deus da sua libertação, não só da escravidão, mas dá morte que sofreriam.
Todos nós sabemos que Deus mandou o povo dele, matar um cordeiro e passar o sangue no umbral de suas portas, para assim não serem visitados pelo anjo do Senhor que tiraria a vida de todo primogênito.
A morte foi a ultima praga, assim como ela é o ultimo inimigo a ser vencido como lemos em 1Corintios 15.26. A morte é cruel, traiçoeira, desrespeitosa, sagaz. Ele chega a todo homem, a ponto de chegar até Jesus.
Entretanto, sabemos que Jesus venceu a morte, ela não resistiu ao seu poder, assim ele ressurgiu, em um domingo de Pascoa, nos lembrando da primeira grande libertação, e nos trazendo a esperança da última e derradeira salvação. É isso que 1Corintios 6.14 nos revela, a Pascoa é sobre Jesus vencendo a morte, e nos dando vida eterna.
Quando olhamos para a antiga libertação, sabermos que todo aquele povo morreu, e posteriormente as suas gerações foram novamente escravizadas. Apesar de anualmente festejarem a Pascoa, seus problemas ainda perduraram. De fato, apenas aquele povo do Egito, e naquela ocasião foram libertos da morte.
É por isso que Jesus, vem para ser o derradeiro cordeiro pascoal, o libertador definitivo, o remidor do eterno. É o seu corpo moído e o seu sangue derramado que selam a pascoa, trazendo real sentido, e efeito permanente.
Por trazer real significado, Jesus muda as comemorações, as recordações, o memorial e como lemos em Lucas 22, Jesus substituiu a Pascoa pela a mesa de comunhão, pela ceia do Senhor.
Quando então, olhamos para ceia, não nos deparamos apenas com comidas do cotidiano, mas, estamos diante de um memorial que nos traz a memória o sacrifico vicário de Cristo.
A ceia do Senhor, é o nosso símbolo de libertação, de forma permanente e eficaz. Por causa do sacrifício de Cristo que rememoramos na ceia, podemos nos sentir seguros pela a eternidade.
Nenhum animal precisa ser morto, nenhum sangue precisa ser mais derramado, nenhum sacrifício deve ser feito, ninguém mais precisa morrer, pois Cristo venceu a morte, e nos deu vida.
Não comemoramos a pascoa, festejamos a ressureição, o triunfo de Cristo sobre a morte. Como o próprio Paulo fala “Tragada foi a morte pela vitória.” “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão? (1Co 15. 54-55).
Para nós, hoje, é um dia que comemoramos a vida eterna. Uma vida de paz e comunhão, uma vida de alegria e consolo, uma vida de esperança e vitorias, uma vida em Cristo.
É por isso que lemos em João 3.16 “Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Deus oferece a você a vida eterna. Não se trata de uma vida passageira; é uma vida que perdura para sempre. É a mesma vida que Deus possui, uma vida cheia de abundância, alegria e eternidade. É um relacionamento profundo com Ele, uma experiência maravilhosa. Imagine uma festa que nunca termina, no melhor lugar, cercado pelas melhores companhias, com as melhores roupas, delícias e músicas.
A Bíblia ensina que a vida eterna já começou para todos aqueles que creem que Deus enviou Jesus para o mundo para salvá-los de seus pecados.
“Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida” (João 5:24).
Essa vida eterna estará ao seu lado em todas as fases: na infância, na adolescência, na juventude, na velhice e além. Ela estará com você se viver até os 70 anos ou até ultrapassar os 100. É uma vida que continuará a florescer mesmo quando você estiver próximo do fim, que persistirá após deixar o corpo e que seguirá quando seu corpo for ressuscitado e você estiver diante do trono de Deus.
Essa vida brilhará mais do que as estrelas. Enquanto houver o Deus eterno, os salvos viverão. Enquanto houver o céu, os salvos se deleitarão nele. Enquanto Jesus, o Verbo eterno, existir, os salvos viverão e se deleitarão no seu amor. Enquanto houver eternidade, os salvos continuarão a enchê-la com regozijo.
Por isso, nossa pascoa, nossa libertação, nossa vida deve ser lembrada todos os dias. Ceiamos apenas uma vez por mês, mas poderíamos, fazer todos os dias, porque para todos os nossos dias aqui e pela eternidade Deus nos deu vida.
Por isso devemos trazer sempre a mente, não somente em meses específicos, feriados estabelecidos, cultos especiais, aquilo que experimentamos já e para eternidade. Devemos nos alegrar em todo tempo, pois somos libertos da morte, para sempre.
Se alegre no dia de hoje, não pelo ovo de pascoa que ganhou, mas pela salvação que foi oferecida. Se satisfaça hoje, não pelo peixe comeu, mas pelo cordeiro que morreu. Descanse hoje, não por causa do feriado que se estendeu, mas por causa da eternidade que lhe está garantida.
Nossa alegria deve vir da certeza de que temos a redenção em Cristo. A maior alegria que uma pessoa pode ter é saber que seu nome está escrito no Livro da Vida do Cordeiro, que ela é salva e estará para sempre com Cristo.
R. C. Sproul
Jesus venceu a morte, isso sim é pascoa.
