O CORRETO USO DOS DONS ESPIRITUAIS NA IGREJA
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1 Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
Introdução
Introdução
Queridos irmãos, é com alegria e temor que nos reunimos esta noite para tratarmos de um tema vital para a saúde e o crescimento da igreja de Cristo: o correto uso dos dons espirituais. Em uma época de tantos extremos e confusões, é fundamental lembrarmos que aquilo que Deus nos deu como bênção — seus dons sobrenaturais — pode, se mal compreendido ou aplicado, tornar-se motivo de desordem, escândalo e divisão.
Ao pregar sobre esse tema, não tenho a intenção de jogar “água na fogueira”. Embora muitos têm usado os dons de maneira incorreta, penso que a melhor forma de lidarmos com isso é ensinando a igreja e não suprimindo o uso dos dons, como o próprio apóstolo Paulo faz aos Coríntios: “Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar e não proibais falar línguas. Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (1Co 14.39-40).
Por isso, hoje, vamos juntos buscar, à luz das Escrituras e da teologia pentecostal, responder: Como devemos usar os dons espirituais na vida da igreja, de modo a glorificar a Deus e edificar uns aos outros?
Ao longo deste sermão, veremos o que são os dons espirituais, sua finalidade, os erros cometidos pela igreja de Corinto e os erros que comentemos em nosso dia. Que o Senhor nos conceda sabedoria, humildade e sensibilidade ao Seu Espírito durante essa reflexão.
I - O que são Dons Espirituais e Para Que Servem?
I - O que são Dons Espirituais e Para Que Servem?
a) Definição
a) Definição
Os dons espirituais são capacitações sobrenaturais concedidas pelo Espírito Santo aos crentes, com o propósito específico de servir à igreja e glorificar a Deus. Como define Myer Pearlman,
“Os dons do Espírito […] descrevem as capacidades sobrenaturais concedidas pelo Espírito para ministérios especiais”.
Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, os dons espirituais são
“manifestações sobrenaturais concedidas como dons da parte do Espírito Santo, e que operam através dos crentes, para o seu bem comum”.
Além disso, a nossa Declaração de Fé nos ensina que
Eles não são atestados pessoais de santidade que induzem as pessoas a acreditar que são mais santas ou mais espirituais que outras; também não transformam as pessoas em superespirituais, nem as tornam melhores ou superiores a outros crentes; não são para exibição ou superioridade particular no seio da Igreja, mas são para a glória de.Deus
Importante notar que dons espirituais não são talentos naturais, mas dádivas concedidas graciosamente, para a edificação do Corpo de Cristo (1Co 12.7; 1Pe 4.11). São instrumentos de serviço, não de exaltação pessoal.
b) Tipos de Dons
b) Tipos de Dons
O Novo Testamento apresenta três grandes listas de dons, com ênfase em:
Dons Espirituais (1Co 12.8-11): Habilidades sobrenaturais para edificação da igreja.
Dons de Serviço (Rm 12.6-8): Capacidades direcionadas ao serviço prático.
Dons Ministeriais (Ef 4.11): Funções de liderança e ensino na igreja.
Como você já deve ter observado, nosso estudo de hoje traz enfoque sobre o tema “dons espirituais”, razão pela qual nos absteremos de falar sobre outros dons.
c) Classificação dos Dons Espirituais (1Co 12.8-11)
c) Classificação dos Dons Espirituais (1Co 12.8-11)
8 Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; 9 e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; 10 e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. 11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.
Dons de Revelação
Os dons de revelação são assim chamados por trazerem à luz informações ou conhecimentos ocultos à mente humana, revelando verdades divinas ou situações do presente, passado ou futuro. São eles:
Palavra da sabedoria:
Definição: É a manifestação do Espírito Santo para revelar uma solução ou orientação divina e sobrenatural para situações complexas ou difíceis, geralmente relacionadas ao futuro ou à aplicação prática do conselho de Deus.
Exemplo bíblico: A resposta de Jesus quanto ao tributo a César (Mateus 22:15-22).
Palavra da ciência:
Definição: É a revelação sobrenatural de fatos ocultos, detalhes do passado ou do presente, desconhecidos naturalmente pelo intermediário do dom.
Exemplo bíblico: Jesus e a mulher samaritana, quando Ele revela detalhes da vida dela (João 4:16-19). Na prática: Um crente pode discernir uma enfermidade oculta, pecado não confessado, ou algo no coração de alguém, conforme direção do Espírito.
Discernimento de espíritos:
Definição: É a capacidade sobrenatural dada por Deus para perceber a presença e a operação de espíritos, sejam eles de Deus, malignos ou humanos.
Exemplo bíblico: Paulo discernindo o espírito de adivinhação na jovem de Filipos (Atos 16:16-18). Na prática: Discernir se uma manifestação é do Espírito Santo, de demônios ou fruto da emoção humana.
2. Dons de Poder
Estes dons se caracterizam por manifestar o poder sobrenatural de Deus atuando na Terra, através dos crentes, para operar milagres, curas e feitos impossíveis ao homem.
Fé (sobrenatural):
Definição: Não é a fé salvífica ou a fé cotidiana, mas uma porção sobrenatural de fé que capacita o crente a crer em Deus para o impossível, além da capacidade natural.
Exemplo bíblico: Paulo garantiu aos tripulantes que nenhum deles morreria durante um naufrágio sofrido (At 27.21-25). Em outro momento, vendo a fé de um aleijado, Paulo ordena que ele se levante (At 14.8-10).
Dons de curar
Definição: Capacitação especial para ministrar a cura divina, removendo enfermidades ou males físicos, emocionais ou espirituais por intervenção sobrenatural do Espírito Santo.
Exemplo bíblico: Pedro e João curando o paralítico do templo (Atos 3:1-8). Na prática: Pessoas sendo curadas instantaneamente em cultos, orações ou visitas a enfermos, para glorificação do nome de Jesus.
Operação de maravilhas
Definição: Manifestação de atos extraordinários e sobrenaturais que transcendem as leis naturais, como prodígios e sinais que testificam o poder de Deus.
Exemplo bíblico: Moisés separando o Mar Vermelho (Êxodo 14:21-22), Jesus multiplicando pães e peixes (Mateus 14:13-21). Na prática: Multiplicação de alimentos, ressurreição de mortos, acontecimentos inexplicáveis pela ciência.
3. Dons de Elocução ou Verbalização
Esses dons dizem respeito à comunicação da vontade divina através da fala inspirada, trazendo mensagens, consolo, exortação ou direção à Igreja.
Profecia
Definição: Mensagem inspirada pelo Espírito Santo, comunicada em linguagem compreensível, que serve para edificação, exortação e consolação da igreja (1 Coríntios 14:3).
Exemplo bíblico: As profecias em Corinto (1 Coríntios 14). Na prática: Um crente transmite uma palavra vinda do Espírito para situações específicas da Igreja ou da vida pessoal de alguém
Variedade de línguas
Definição: Habilidade concedida pelo Espírito Santo de orar ou falar publicamente em idiomas nunca aprendidos pelo orador, sejam eles idiomas humanos ou espirituais.
Exemplo bíblico: O Pentecostes, quando os discípulos falaram em outras línguas conforme o Espírito concedia (Atos 2:1-13). Na prática: Mensagem em língua desconhecida durante um culto, como sinal para incrédulos ou para edificação da própria pessoa.
Interpretação de línguas
Definição: É a capacidade sobrenatural de traduzir ou interpretar o conteúdo falado em línguas, tornando-o compreensível à congregação.
Exemplo bíblico: Necessidade expressa por Paulo de que mensagens em línguas públicas sejam acompanhadas de interpretação (1Co 14:27-28). Na prática: Após alguém entregar uma mensagem em línguas na igreja, outro crente traz a interpretação da mensagem para o entendimento geral.
Transição: Agora que entendemos o que são os dons, precisamos perguntar: como eles podem ser mal utilizados? A resposta nos leva ao testemunho da igreja de Corinto.
II - O Mau Uso dos Dons na Igreja de Corinto
II - O Mau Uso dos Dons na Igreja de Corinto
a) Introdução
a) Introdução
A igreja de Corinto é, para a teologia pentecostal e assembleiana, o maior exemplo bíblico do desafio pastoral e doutrinário relacionado à operação dos dons espirituais em uma congregação jovem e marcada por imaturidade espiritual. Paulo dedicou três capítulos inteiros, em sua primeira epístola àquela igreja (caps. 12-14), exclusivamente a instruir, corrigir e redirecionar o uso dos dons.
b) Contexto Histórico e Teológico
b) Contexto Histórico e Teológico
Corinto: Cidade portuária cosmopolita, plural, rica, mas marcada por imoralidade (inclusive religiosa), muitos convertidos vindos do paganismo, onde experiências extáticas eram comuns em cultos idólatras. Igreja vibrante, porém imatura: “De maneira que nenhum dom vos falta” (1Co 1.7), mas profundamente carnal, cindida em partidos, e espiritualmente desequilibrada.
c) Tipos de mau uso dos dons em Corinto
c) Tipos de mau uso dos dons em Corinto
1. Exibicionismo e competição espiritual
1. Exibicionismo e competição espiritual
Muitos buscavam os dons milagrosos (sobretudo línguas), como prova de espiritualidade superior (1Co 12.21-25). O culto se tornou palco de competição, vaidade e busca de holofotes: “Sou de Paulo, sou de Apolo…” (1Co 1.12).
Aplicação: Para a teologia pentecostal, quando o foco sai da edificação da igreja para a autopromoção, há inversão completa do propósito do dom.
2. Desordem e falta de discernimento
2. Desordem e falta de discernimento
Reuniões com múltiplas pessoas falando em línguas simultaneamente e sem interpretação (1Co 14.23). Profecias sobrepostas, profetas interrompendo uns aos outros (1Co 14.29-33). Viola-se o princípio bíblico de “decência e ordem” (1Co 14.40).
3. Falta de amor
3. Falta de amor
Paulo coloca o amor como critério indispensável (1Co 13): sem ele, dons são ocos, barulhentos e, de pouco aproveitamento espiritual (“…se não tiver amor, nada serei”).
Transição: Diante disso, a questão chave é: como contrapor o mau uso dos dons e cultivar seu exercício correto? A Bíblia nos oferece exemplos de ambos os casos.
III - Uso Correto x Uso Incorreto dos Dons Espirituais
III - Uso Correto x Uso Incorreto dos Dons Espirituais
O exercício dos dons espirituais é uma bênção para a Igreja, mas a história bíblica e a experiência eclesiástica mostram que o uso correto produz edificação e avanço, enquanto o uso incorreto gera confusão, escândalo e até mesmo juízo divino.
a) Exemplos bíblicos positivos (uso correto dos dons espirituais)
a) Exemplos bíblicos positivos (uso correto dos dons espirituais)
1. Ministério de Jesus
Jesus exerceu os dons do Espírito com sabedoria, submissão e pleno amor. Ele se movia em poder, mas sempre visando o bem das pessoas e a glória do Pai.
Exemplo: No caso de Lázaro (Jo 11), Jesus operou o milagre (dom de fé, maravilhas) não para autopromoção, mas para dar glória a Deus e encorajar a fé dos discípulos.
2. Igreja Primitiva
a) Pedro e João em Atos 3
Dom em operação: Cura e palavra de conhecimento.
Uso correto: Ao curar o paralítico à porta Formosa, não buscaram glória própria — “Por que olhais para nós, como se por nossa própria força ou santidade fizéssemos este homem andar?” (At 3.12).
3. O exemplo de Barnabé
Crente cheio do Espírito, Barnabé usou dons de encorajamento (“filho da consolação”, At 4.36), profecia e liderança para fortalecer a igreja, jamais para si próprio.
b) Exemplos bíblicos negativos (uso incorreto dos dons espirituais)
b) Exemplos bíblicos negativos (uso incorreto dos dons espirituais)
1. Ananias e Safira (Atos 5.1-11)
Problema: Tentativa de impressionar a igreja, forjando uma “espiritualidade” mentirosa — o dom do Espírito (discernimento) se manifesta em Pedro para revelar a fraude.
Ensinamento pentecostal: Não se deve usar dons/carismas para aparências, engano ou vaidade pessoal, sob risco de juízo.
2. Simão, o mágico (Atos 8.9-24)
Problema: Desejo de comprar o poder do Espírito para benefício próprio, sem conversão verdadeira.
Resposta apostólica: “O teu dinheiro seja contigo para perdição... pois o teu coração não é reto diante de Deus...” (At 8.20-21).
3. Profecias falsas e descontroladas
i. Antigo Testamento:
“Assim diz o Senhor, quando o Senhor não falou” (Ez 13.6-7)
Problema: Falsos profetas usavam o carisma para manipulação, política ou interesses pessoais.
ii. Novo Testamento:
Paulo alerta sobre profecias que devem ser julgadas (1Co 14.29) e não aceitas cegamente, pois podem ser frutos da carne, do ego ou até de influência maligna.
Transição: Uma vez contraposto o bom do mau uso dos dons espirituais com exemplos bíblicos, é hora de darmos mais um passo no nosso estudo para enxergarmos mais de perto problemas atuais com o mau uso dos dons do Espírito. Isso é o que faremos a seguir.
IV - O Mau Uso dos Dons na Igreja — Riscos Atuais
IV - O Mau Uso dos Dons na Igreja — Riscos Atuais
O exercício dos dons espirituais exige sensibilidade ao Espírito Santo, maturidade espiritual e sabedoria prática. A história da igreja pentecostal mostra que o abuso ou uso imprudente dos dons traz danos à comunhão, escândalo para neófitos e pode abrir espaço para confusão espiritual e emocional.
Analisemos alguns dos problemas que surgem em nosso meio:
Falta de sabedoria no uso dos dons espirituais
A Bíblia ensina que, mesmo sendo dons do Espírito, seu uso pode ser prejudicial se carecer de sabedoria, prudência e humildade.
Constrangimento de Pessoas
Exemplo prático: Alguém usa um dom revelacional (“palavra de conhecimento”, por exemplo) expondo publicamente um segredo, pecado ou luta pessoal, constrangendo o irmão diante da congregação. Isso fere o princípio bíblico da edificação (Ef 4.29) e do amor que “cobre multidão de pecados” (1Pe 4.8).
Aplicação: Os dons revelacionais devem ser usados com extremo temor, amor e, sempre que possível, em particular, a fim de evitar escândalo e humilhação.
Conselho pastoral: O Espírito Santo nunca age para envergonhar, mas para restaurar e curar. O pastor tem autoridade para interromper manifestações inconvenientes e instruir a igreja sobre como praticar os dons com sabedoria.
Profecia na hora da exposição bíblica
Situação: Durante a pregação (ministração da Palavra), alguém se levanta e interrompe com uma profecia, gerando confusão ou desviando o foco da mensagem bíblica.
Base bíblica: Paulo ensina que “os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas” (1Co 14.32) — o crente pode e deve aguardar o momento apropriado, pois Deus não é Deus de confusão, mas de paz (1Co 14.33).
Risco: Interrupções frequentes enfraquecem a autoridade da Escritura e desvalorizam o ensino, criando ambiente propício para confusão, misticismo ou manipulação.
Falem dois ou três (1Co 14.27)
No contexto dos cultos da igreja de Corinto, havia uma desordem manifesta: enquanto uma pessoa era movida pelo Espírito para profetizar à igreja, outros irmãos se levantavam simultaneamente ― uns para também profetizar, outros para falar em línguas, criando confusão, ruído e atrapalhando a mensagem do primeiro, tornando impossível a edificação coletiva.
Paulo corrige esse mau uso dos dons espirituais:
O espírito dos profetas está sujeito aos profetas (1Co 14.32), ou seja, cada um pode e deve aguardar o seu momento, sem pressa ou afobação.
Limite didático: “Falem dois ou, quando muito, três, e isso sucessivamente…” (1Co 14.27).
Doutrina assembleiana/pentecostal
O culto deve ser regido, primordialmente, pela exposição da Palavra de Deus, seja pelo ensino ou pela pregação.
O dom de profecia, embora valorizado, não pode tomar o lugar central da ministração da Escritura, nem transformar o culto em uma série de “recados” ou revelações isoladas.
O limite “dois ou três” é uma baliza apostólica para impedir abusos, proteger a autoridade da Palavra e garantir que a igreja seja sempre edificada, nunca confundida.
A necessidade de parecer super-crente
Característica: Algumas pessoas desenvolvem postura de “super espiritualidade”, desejando estar sempre em evidência nos dons, buscando revelação exclusiva, ou usando dons para se impor na comunidade.
Riscos: Orgulho espiritual e competitividade, surgimento de “panelinhas espirituais” e divisões. Vulnerabilidade a manipulação de lideranças carismáticas desviadas que exigem submissão cega alegando “autoridade pelo dom”.
Teologia pentecostal/assembleiana: O verdadeiro sinal do Espírito não é o carisma gritante, mas o fruto visível do Espírito (Gl 5.22-23) e o compromisso com o Corpo.
Transição: À luz desses exemplos, como podemos aplicar essas verdades em nossa igreja?
Aplicações Práticas e Conselhos Pastorais
Aplicações Práticas e Conselhos Pastorais
O amor é a base do uso dos dons (1Co 13). O alvo máximo é edificar, não aparecer.
Busque todos os dons, mas principalmente aqueles que edificam a Igreja (1Co 14.1)
Submeta toda manifestação ao crivo da Palavra e do pastorado. A Palavra é a profecia maior.
O culto deve ter ordem, e todo dom precisa ser julgado (1Co 14.29).
Cuide das emoções e do discernimento. Nosso coração às vezes pode nos conduzir a caminhos que não são os de Deus, ainda que seja boa a nossa intensão. O emocionalismo sem fundamento bíblico nos expõe a enganos; discernir se a manifestação procede de Deus é fundamental.
Exercer os dons em humildade. Ninguém é dono de dom algum. Eles pertencem ao Espírito para o bem comum.
Permitir correção e orientação pastoral. O pastor tem a responsabilidade e autoridade bíblica para instruir e, se necessário, corrigir manifestações inconvenientes.
Conclusão
Conclusão
Queridos irmãos, os dons espirituais são presentes preciosos de Deus para Sua igreja. Quando usados com sabedoria, humildade e amor, produzem vida, cura, crescimento e testemunho forte diante do mundo. Quando usados com orgulho ou desordem, podem trazer confusão, escândalo e até juízo.
Que nossa oração seja: “Senhor, concede-nos sensibilidade, sabedoria e humildade para buscar e usar Teus dons, sempre para a Tua glória e edificação da igreja”. Que nunca confundamos poder espiritual com maturidade; que nosso alvo maior seja sempre amar, servir e crescer juntos no Corpo de Cristo.
