IGREJA PERSEVERANTE ANDANDO POR FÉ APESAR DAS CIRCUNSTÂNCIAS - 1 Pedro 1:6-7
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INTRODUÇÃO
Pedro é o apostolo de Cristo, o messias, fala da parte de Cristo, ele é o enviado de Cristo e com autoridade de Cristo. Ninguém constituir-se apostolo, essa é uma atribuição do própria Cristo,
A carta é enviada aos crente s forasteiros, vivem como estrangeiros na terra e exilados da eternidade, mas caminha para a cidade santa.
A carta é endereçada aos eleitos de Deus,mas estão dispersos pelo mundo, separados do mundo, padecendo o ódio do mundo e suportando sofrimento e perseguição, mas ao mesmo tempo proclamando as virtude de Deus no mundo. O que faz este povo tão distinto para Deus.
Em primeiro lugar, é um povo regenerado (1.3). A regeneração é uma obra do Espírito Santo em nós.
É o povo que tem uma disposições íntima mudado, este povo tem um novo coração, uma nova mente, uma nova vida. Este povo nasceu de uma semente incorruptível. Este povo tem não apenas um novo status(justificação), mas também uma nova vida (regeneração). Este povo tornou-se filho de Deus, são membros de sua família. Ênio Mueller diz que o cristão renasce dentro de uma nova família (Ef 2.19), passando a ter com Deus uma relação de filho (Jo 1.12), e com Jesus, uma relação de irmão (Rm 8.29).
Em segundo lugar, é um povo que tem uma viva esperança. … para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (1.3).
O apóstolo Paulo descreve o mundo como sem esperança (Ef 2.12). Sófocles escreveu: “Não nascer é, inquestionavelmente, a maior felicidade. A segunda maior felicidade é, tão logo nascer, retornar ao lugar de onde se veio”. a religião de Cristo é a religião excluivamente da esperança. Não caminhamos para um futuro desconhecido, marchamos para uma glória eterna. A regeneração nos leva a uma viva esperança. Somos o povo regenerado para uma qualidade superlativa de vida.
Somos regenerados para a esperança, e essa esperança tem duas características:
Primeiro, ela é viva.
Segundo, ela é segura, pois está fundamentada na ressurreição de Jesus Cristo. Nossa esperança não é vaga e incerta, mas definida e garantida. Simon Kistemaker disse: “Sem a ressurreição de Cristo, nossa regeneração não seria possível e nossa esperança não faria nenhum sentido”.
A recompensa da salvação (1.4)
A salvação planejada na eternidade e realizada no tempo aponta para uma recompensa futura. Pedro escreve: para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros (1.4).
Os eleitos de Deus, remidos pelo sangue, santificados pelo Espírito e regenerados para uma viva esperança, têm a promessa de uma herança gloriosa. Quais são as características dessa herança que está reservada nos céus para os salvos?
Em primeiro lugar, é uma herança incorruptível.
A palavra grega aftharton, traduzida por “incorruptível”, significa algo que não perece, não apodrece, não se deteriora. Roy Nicholson explica que afthartonpressupõe a ideia de não conter sementes de deterioração. William Barclay acrescenta que essa palavra significava “não assolada por nenhum exército inimigo”.62
Em segundo lugar, é uma herança imaculada.
A palavra grega amiantos, traduzida por “sem mácula”, significa algo absolutamente limpo, sem nenhum tipo de sujeira ou de contaminação que possa levar a uma posterior degeneração.
Em terceiro lugar, é uma herança imarcescível.
A palavra grega amarantos, traduzida por “imarcescível”, significa inalterável. É mais aplicada a coisas da natureza, representando na poesia “uma flor que nunca murcha nem perde a sua beleza”. Em vez de murchar, ela permanece num frescor perpétuo, que nunca se deteriora quanto ao seu valor, graça e beleza.[2]
A segurança da salvação (1.5)
Como podemos saber que a salvação planejada na eternidade e executada no tempo não se perderá? Como ter certeza de que a salvação planejada pelo Deus Pai, executada pelo Deus Filho e aplicada pelo Deus Espírito Santo é segura? Que garantia temos de que aqueles que foram salvos permanecerão salvos para sempre? Qual é o alicerce da nossa certeza? O apóstolo Pedro nos dá a resposta com diáfana clareza. Destacamos três pontos importantes nesse sentido.
Em primeiro lugar, a segurança de nossa salvação é garantida pelo próprio Deus.
Que sois guardados pelo poder de Deus… (1.5). A palavra que Pedro usa em grego é frourein, um termo militar. Significa que a nossa vida está guarnecida por Deus, que atua como sentinela de todos os nossos dias. A segurança da salvação não está em nossas frágeis mãos, mas repousa sobre o poder de Deus. O mesmo Deus que nos salva também nos garante a segurança da salvação. Nada nem ninguém nos podem arrancar dos braços de Jesus. Nenhum poder no céu ou na terra nos pode afastar do amor de Deus que está em Cristo Jesus. Uma vez salvos, salvos sempre!
Em segundo lugar, a segurança de nossa salvação é apropriada pela fé. … mediante a fé (1.5).
A fé não é a causa meritória da nossa salvação, mas a causa instrumental. Apropriamo-nos da salvação pela graça mediante a fé. A fé é a mão que se estende para receber o presente da salvação.
Em terceiro lugar, a consumação da salvação se dará na segunda vinda de Cristo. …
para a salvação preparada para revelar-se no último tempo(1.5). Nossa salvação foi preparada para nós por Cristo por meio de sua obra expiatória. Ela será revelada de uma só vez no tempo de Deus. Todos verão a herança, mas apenas o cristão poderá possuí-la. O verbo “revelar”, usado aqui, significa “tirar o véu ou cobertura”. Jesus tirará o véu quando voltar para nos dar salvação gratuita e plena.
Aplicação:
1 - Entregue sua vida a Jesus hoje mesmo.
2 - Viva essa viva esperança como forasteiros nesse mundo hoje mesmo
3 - Ame a vinda de Cristo como a maior expectativa para a sua vida.
Conclusão:
Podemos afirmar à luz das Escrituras que já fomos salvos, estamos sendo salvos e seremos salvos. Com respeito à justificação, já fomos salvos. Com respeito à santificação, estamos sendo salvos. Com respeito à glorificação, seremos salvos. Fomos salvos da condenação do pecado na justificação. Estamos sendo salvos do poder do pecado na santificação. E seremos salvos da presença do pecado na glorificação. Agora temos o selo do Espírito, o penhor do Espírito, como garantia de que aquele que começou a fazer a boa obra em nós há de completá-la até o dia final.
