Jó 25 e 26: Deus é soberano
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Jó 25: Ninguém é justo perante Deus
Jó 25: Ninguém é justo perante Deus
Esta seção contém uma breve participação de Bildade, seguindo basicamente aquilo que já foi defendido pelos demais amigos.
O elemento novo em seu discurso é a definição e a possibilidade de um homem ser inocente ou justo como Jó está afirmando ser.
Mas será que Bildade está certo?
A tese de Bildade neste capítulo não responde ao desafio proposto por Jó no final do cap. 24.
Jó 24.25 Se não é assim, quem me desmentirá e anulará as minhas razões?
O que Bildade faz é apenas reafirmar a soberania e a santidade de Deus.
O principal equívoco da tese levantada por Bildade é a de que nenhum homem nascido de mulher pode ser justo diante de Deus.
Esta tese é derrubada pelo próprio Deus no início do livro. Ele afirma para Satanás que Jó é um homem justo.
Jó 26: Jó afirma a soberania de Deus
Jó 26: Jó afirma a soberania de Deus
Jó responde Bildade com dois pontos bem definidos: primeiramente criticando a aplicabilidade dos conselhos de Bildade e seus amigos e a segunda esboçando alguns aspectos da onisciência de Deus e seu poder criador.
1. Criticando a aplicabilidade de Bildade (v. 1-5)
1. Criticando a aplicabilidade de Bildade (v. 1-5)
Ironia: Jó foi um homem que era muito bom em aconselhar.
Jó 4.3–4 Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas. As tuas palavras têm sustentado aos que tropeçavam, e os joelhos vacilantes tens fortificado.
Jó, portanto, era alguém com autoridade em aconselhar.
Assim, suas palavras são irônicas.
Jó 26.2–3 “Como sabes ajudar ao que não tem força e prestar socorro ao braço que não tem vigor! Como sabes aconselhar ao que não tem sabedoria e revelar plenitude de verdadeiro conhecimento!”
Em seguida, Jó parece questionar a originalidade do conhecimento de Deus que Bildade usa em seu breve discurso.
Jó 26.4 “Com a ajuda de quem proferes tais palavras? E de quem é o espírito que fala em ti?”
Jó parece perceber imediatamente que as palavras utilzadas por seu amigo fazem parte de uma fonte muito além da capacidade dele.
Isso seria quase como se Jó estivesse identificando um plágio nas palavras de Bildade e, por isso, pede para que ele identifique a fonte de sua afirmação.
A impressão que fica é a de que ele sequer tinha capacidade de articular corretamente aquilo que falou.
E o fato de ele ter conseguido dizer o que disse impressionou Jó.
2. A onsiciência de Deus
2. A onsiciência de Deus
Olhe Jó 26.5–6 “A alma dos mortos treme debaixo das águas com seus habitantes. O além está desnudo perante ele, e não há coberta para o abismo.”
O aspecto da onisciência de Deus mencionado por Jó tem a ver com os mortos, mais especificamente “a alma dos mortos”.
Por que Jó menciona esse assunto?
A razão deve ser em relação ao v. 4.
O assunto de Jó não é a definição desse espírito ou a explicação do modo como ele opera no ser humano;
Ele apenas afirma o conhecimento que Deus tem de todos os espíritos, incluindo a alma dos mortos.
Não há necessidade de concluir que um espírito dos mortos estivesse falando por meio de Bildade, mas apenas perceber que as considerações dele não parecem combinar com a sua capacidade.
3. O Poder Criador de Deus
3. O Poder Criador de Deus
A segunda parte da resposta de Jó compara o poder criador de Deus com o levantamento de uma tenda.
Jó 26.7 Ele estende o norte sobre o vazio e faz pairar a terra sobre o nada.
A narrativa não é uma forma alternativa nem contraditória daquela que encontramos em Gênesis 1, mas uma descrição estilizada que explora o poder miraculoso de Deus ao estabelecer a ordem da criação sobre o nada.
Jó fala também do poder criador de Deus em relação ao seu trono.
Jó 26.9 Encobre a face do seu trono e sobre ele estende a sua nuvem.
É desse trono que partem as ordens de Deus que são capazes de fazer tremer as colunas dos céus, fender o mar e abatar o adversário (v. 11-12)
Veja que a concepção que Jó tem do relacionamento de Deus com o adversário (Satanás) é de superioridade incontestável, sendo que o fator de superioridade é o entendimento de Deus:
“o seu entendimento abate o adversário.” (Jó 26.12)
Sabendo disso, como podemos reler o relato da conversa de Deus com Satanás no início do livro?
Sabendo da ameaça real do entendimento de Deus, Satanás deve ter feito aquelas propostas contra o servo do Senhor com extrema cautela. Todavia, como disse Jó:
Jó 26.14 “Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos! Que leve sussurro temos ouvido dele!”
Pergunta para Reflexão
Pergunta para Reflexão
Você já experimentou alguma vez a experiência vivida por Jó nesse capítulo, ou seja, de suspeitar que aqueles que tentam lhe ajudar não sabem do que estão falando? Como você se sentiu?
1Pedro 5.7 “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”
