MÃES QUE COMPARTILHAM UMA FÉ SINCERA
Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 13 viewsNotes
Transcript
TEXTO BÍBLICO
TEXTO BÍBLICO
2 Timóteo 1.3-5
3 Dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassados, sirvo com consciência pura, porque, sem cessar, me lembro de ti nas minhas orações, noite e dia.
4 Lembrado das tuas lágrimas, estou ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria
5 pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti.
INTRODUÇÃO
O que uma mãe é capaz de fazer por um filho? Talvez seria melhor mudar a pergunda: o que uma mãe não seria capaz de fazer por um filho?
Que tal usarmos como exemplo Joquebede, que deu a luz a um filho durante uma grande perseguição aos hebreus recém-nascidos, e o escondeu durante três meses para que o menino não fosse morto. Mas com muita fé e coragem, não conseguindo mais escondê-lo, constroi um cesto, impermeabilizado com betume, coloca o bebê dentro e o lança no rio Nilo, confiando que Deus o salvaria. Imagine a coragem e a confiança em Deus que essa mulher demonstrou para que a história de um povo mudasse, por causa da atitude dela?
Ou então Maria, a mãe do salvador. Imagine a fé e a coragem demonstrada por ela também! Grávida, com o risco de ser exposta e até mesmo morta pela sociedade judaica da época, porque ainda não era casada com José quando recebeu a notícia do anjo, mas confiou plenamente em Deus. Ao invés de se desesperar, reclamar ou murmurar, cantou um hino de louvor que ainda ecoa por todos os povos, um hino inspirado pelo Espírito Santo, registrado em Lucas 1.46-55 dizendo: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos. Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos. Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre, como prometera aos nossos pais.
Duas grandes mulheres, que confiavam em Deus, acima de tudo, foram usadas poderosamente pelo Senhor para que a promessa de redenção fosse cumprida!
A exemplo de Joquebede e de Maria, gostaria de te convidar a refletir sobre a vida de duas outras mulheres, que tem apenas seus nomes citados nas Escrituras, mas o grande feito delas foram ser mães piedosas, que cultivaram a fé em família. Talvez essas duas mulheres mais comuns, sejam mais parecidas com você: Lóide e Eunice, a avó e mãe do jovem pastor Timóteo, mas também deixaram um grande legado.
Mulheres que foram honradas por Deus e que receberam o testemunho do apóstolo Paulo de que Timóteo possuía uma Fé sem fingimento, isto é, uma fé genuína, sincera, porque era a mesma fé que habitou o coração de sua mãe Eunice e sua avó Lóide.
Então meus irmãos, nesse dias das mães eu quero desafiar tanto as mães, quanto a todos nós que estamos aqui, que ainda hoje Deus usa mães piedosas como instrumento poderoso para compartilhar uma fé verdadeira e formar futuras gerações de discípulos fieis.
1. GRATIDÃO POR UM LEGADO QUE PERMANECE (3-4)
1. GRATIDÃO POR UM LEGADO QUE PERMANECE (3-4)
O texto começa falando sobre a gratidão. Isso é um legado que permanece. Versículos 3 e 4. Vamos ler novamente:
A Palavra de Deus diz: “Dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassados, sirvo com consciência pura, porque, sem cessar, me lembro de ti nas minhas orações, noite e dia. Lembrado das tuas lágrimas, estou ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria”.
Vou fazer uma pergunta, e a primeira resposta que vier à sua mente você guarda. Qual o seu maior motivo de gratidão? O seu maior motivo de gratidão é o que vai mover você para deixar um legado para a sua família.
Se sua maior gratidão está relacionada com coisas materiais, a tendência é transmitir isso para os seus filhos e netos, porém se seu maior motivo de gratidão está relacionado com sua fé, com a sua esperança em Cristo, também vai transmitir, pelo seu exemplo, o desejo de sua família pensar mais nas coisas que são do alto do que nas coisas que são da terra.
No verso 3, Paulo escreve: “Dou graças a Deus, a quem, desde os meus antepassados, sirvo com consciência pura”. Mesmo preso e enfrentando solidão, sua gratidão permanece firme porque está alicerçada em sua fé, não em circunstâncias que ele estava enfrentando naquele momento. Esse exemplo nos remete ao valor dessa fé autêntica vivida em casa, onde mães e pais piedosos, como Paulo, ensinam que a verdadeira devoção a Deus não depende das estações da vida, mas da consciência limpa diante do Senhor.
A fé sincera, vivida com integridade, inspira gratidão perene, uma gratidão pelo que Deus é e não pelas coisas ou momentos em que estamos passando no presente. Como escreveu o salmista: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios” (Salmo 103.2).
Paulo não se esquece de suas raízes espirituais: ele afirma que serve a Deus “como o serviram os seus antepassados”. Isso nos lembra que a fé sincera é cultivada através de gerações. Mães que compartilham essa fé deixam um legado vivo, como Eunice e Lóide fizeram com Timóteo (v. 5). Elas formaram, no ambiente familiar, um solo fértil para que a Palavra germinasse.
Assim também é o chamado de Deus em Deuteronômio 6.6–7: “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.”
O lar cristão é uma escola de discipulado, onde pais e mães fiéis perpetuam a verdade de Deus às futuras gerações.
Talvez você não teve avós ou pais que lhe ensinaram o caminho da verdade da Palavra de Deus, que não pregaram o evangelho a você no seu dia a dia enquanto você crescia. Mas a Palavra do Senhor nos convoca a fazer isso hoje com a nossa família. Isso fará toda a diferença na vida das gerações futuras.
Paulo também revela profundo carinho e zelo pela vida de seu aluno: o jovem pastor Timóteo, ao dizer: “sem cessar, me lembro de ti nas minhas orações, noite e dia. Lembro-me das tuas lágrimas e estou ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria”.
Essa lembrança não é apenas emocional, mas espiritual: ele recorda momentos marcantes do discipulado, de oração e de luta juntos pela fé. Pais e Mães que compartilham uma fé sincera marcam seus filhos com lágrimas de oração, conselhos cheios da Palavra de Deus e gestos de amor que se tornam memória viva. Como afirma o Salmo 126.5: “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão” . A herança deixada por um pai ou por uma mãe piedosa vai muito além das palavras; é um testemunho que permanece na lembrança dos filhos e vai construindo uma vida de relacionamento do filho com Deus, porque é fundamentada na Palavra de Deus. Como Paulo escreveu a Timóteo, um pouco mais a frente, em 2Timóteo 3.15–16 : “e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,”
Aqui precisamos refletir que não é a perfeição de nossa vida que é o exemplo, mas é o amor que temos por Deus e pela sua Palavra. Pais nunca devem tentar vender uma imagem para os filhos de que são perfeitos, de que nunca erram ou pecam. Do contrário, devemos mostrar a eles quem realmente nós somos. Alguém que peca, mas que temo o coração arrependido, que busca a misericórdia e o perdão de Deus, que lutam contra o mal e o pecado, que buscam com todas as forças se tornarem a cada dia mais parecidos com Jesus.
Sua gratidão pelo legado de fé é sustentada por intercessão constante. Mães que compartilham uma fé sincera não apenas ensinam com palavras, mas sustentam com orações — mesmo quando os filhos não percebem. A intercessão silenciosa e persistente é parte vital do legado espiritual. Como nos ensina 1Tessalonicenses 5.17: “Orai sem cessar”. O coração de uma mãe cristã é um altar constante diante do Senhor, onde nomes são colocados, lágrimas são derramadas e fé é reafirmada.
Outro ensino é a gratidão de Paulo que se transforma em alegria ao pensar em reencontrar Timóteo: “Estou ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria”. Essa alegria nasce do discipulado frutífero, da certeza de que a fé lançada em solo bom e que deu fruto. Mães que compartilham uma fé sincera experimentam essa alegria ao verem seus filhos andando na verdade. Que não abandonam seus filhos por causa do pecado deles, mas que os adverte, que os confronta por causa de seus pecados, mas que ora incessantemente por eles e com eles para que seus filhos vejam em seu amor o amor por Jesus.
O apóstolo João ecoa esse sentimento ao escrever: “Não tenho maior alegria do que esta: a de ouvir que meus filhos andam na verdade” (3João 4). A alegria da maternidade cristã não está apenas em ver os filhos crescerem, mas em vê-los crescer em Cristo. Fiéis ao Senhor.
Essa relação entre Paulo e Timóteo era profundamente afetiva e espiritual, assim como deve ser a relação entre pais e filhos. Paulo o chama de “meu amado filho” (2Tm 1.2), revelando que o discipulado envolve amor, proximidade e entrega. Mães que compartilham uma fé sincera compreendem que educar espiritualmente é mais do que transmitir doutrina — é viver junto, amar intensamente e discipular com a vida. Esse vínculo lembra o que Paulo escreveu aos tessalonicenses em (1Ts 2.8): “Assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos, não somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a nossa própria vida, porquanto vos tornastes muito amados de nós” . Um legado de fé sincera se constrói com verdade, mas também com amor visível, demonstrado na prática.
Então meus irmãos, a gratidão é um legado que permanece, que constroi, que edifica. Ainda hoje Deus usa mães piedosas como instrumento poderoso para compartilhar uma fé verdadeira e formar futuras gerações de discípulos fieis, com uma fé viva que pode ser notada não em palavras, mas na prática, no dia a dia. É o que veremos na primeira parte do versículo 5, que diz: “pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento”.
2. UMA FÉ VIVA QUE PODE SER VISTA NA PRÁTICA (5A)
2. UMA FÉ VIVA QUE PODE SER VISTA NA PRÁTICA (5A)
A fé sincera de uma mãe não se resume a palavras, mas se revela numa vida coerente e verdadeira diante de Deus e dos filhos. Paulo elogia a fé “sem fingimento” que viu em Timóteo e reconhece que essa fé já habitava na sua avó Lóide e em sua mãe Eunice.
Umas fé sem fingimento é literalmente uma fé sem hipocrisia, sem máscaras, autêntica. Uma fé coerente com aquilo que se fala. É a fé que os filhos percebem na forma como a mãe ora, trabalha, reage a conflitos, trata os outros e enfrenta crises. Ela não é perfeita, mas é honesta. Quando erra, pede perdão. Quando sofre, clama a Deus. Isso gera confiança nos filhos: “minha mãe crê de verdade, e é assim que eu quero crer também”.
Ela não é ativada apenas no culto de domingo ou em momentos religiosos. É constante, mesmo quando ninguém está olhando. Ela não vive para agradar os homens, mas para honrar a Deus — como Paulo afirma: “se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1.10).
A Fé sem fingimento discipula pelo exemplo. Ela ensina mais com a vida do que com discursos. Filhos podem não lembrar de todos os conselhos da mãe, mas nunca esquecem de sua fidelidade, perseverança, compaixão ou temor do Senhor. Como Tiago diz: “Mostra-me a tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé” (Tiago 2.18).
Essa autenticidade é essencial para que a fé seja reconhecida e desejada por quem convive no lar. Uma fé verdadeira não precisa ser imposta; ela é percebida. Como diz Tiago: “Assim também a fé, se não tiver obras, por si só está morta” (Tiago 2.17). Mães que compartilham uma fé sincera vivem com integridade diante dos filhos, tornando visível o que creem.
A fé cristã não é apenas um conjunto de crenças, mas uma força que transforma atitudes. Mães piedosas revelam sua fé ao lidar com a rotina: paciência nos momentos difíceis, bondade no trato com os filhos, domínio próprio diante das frustrações. Tudo isso ensina, forma e marca profundamente. Paulo nos lembra que o fruto do Espírito se expressa em ações concretas: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gálatas 5.22-23). Quando os filhos veem isso em casa, percebem que a fé não é teoria — é prática diária.
Muito antes de ensinar versículos ou histórias bíblicas, mães de fé ensinam pelo exemplo. Lóide e Eunice formaram espiritualmente Timóteo vivendo o evangelho diante dele. Hendriksen ressalta que essa fé não era apenas ensinada, mas encarnada na vida cotidiana. Pedro incentiva esposas crentes a influenciar com o testemunho silencioso: “para que, mesmo que não obedeçam à palavra, sejam ganhos sem palavra alguma, por meio do procedimento de suas esposas, ao observarem o vosso honesto comportamento cheio de temor” (1Pedro 3.1-2). Mães que compartilham uma fé sincera tornam-se cartas vivas da graça de Deus no lar.
Uma fé verdadeira não é poupada de sofrimento, mas se torna ainda mais visível em meio às provações. Eunice era uma judia crente casada com um grego (Atos 16.1) fala isso, o que possivelmente trouxe tensões espirituais ao lar. Ainda assim, sua fé não se apagou. Ela manteve firme sua confiança em Deus, mesmo em cenário adverso. Isso é possível porque a fé aprovada tem propósito: “para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé — muito mais preciosa do que o ouro perecível — [...] redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (1Pedro 1.7). Mães que compartilham uma fé sincera resistem, e seus filhos percebem que há algo firme sustentando sua caminhada.
Isso serve de exemplo para você, mãe crente que tem uma marido que ainda não se comprometeu com Jesus. Continue firme, seu exemplo de fé, em silêncio, vai fazer seu cônjuge enxergar que a sua fé é real, firme e transformadora. Continue perseverando, mesmo sem palavras, pois como ensina a Escritura em 1Pedro 3.1–2: “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa, ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor.”
Seu testemunho silencioso, vivido no dia a dia com humildade, paciência, amor e fidelidade a Deus, é uma pregação viva do Evangelho dentro de casa. Talvez ele não leia a Bíblia ainda, mas ele está lendo você — e quando a fé é sem fingimento, ela convence, constrange e transforma. Não desista. Deus está agindo no silêncio da sua fidelidade.
Isso não serve para você que ainda é solteiro ou é solteira. Para vocês a ordem de Deus é clara em 2Cor 6.14: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” .
Se você é solteiro ou solteira, o mandamento é claro: não se una em aliança conjugal com alguém que não compartilha da mesma fé. Um relacionamento construído fora da vontade de Deus pode trazer grandes dores. A fé viva se vê também nas escolhas que fazemos — especialmente nas mais importantes. Honrar a Deus no namoro e no casamento é um ato de adoração e obediência. Escolha alguém com quem você possa orar, crescer espiritualmente e servir a Cristo juntos.
Uma fé viva é contagiante. Ela inspira filhos, familiares e até a comunidade. Timóteo foi profundamente marcado pela espiritualidade de sua mãe e avó, a ponto de se tornar colaborador de Paulo e pastor na igreja. A fé prática tem poder de moldar líderes e influenciar gerações. Quando uma mãe vive com Deus de modo autêntico, seus filhos desejam seguir por esse caminho. “Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (Filipenses 3.17), disse Paulo. Mães que compartilham uma fé sincera deixam um legado inspirador que se estende além das paredes do lar.
A fé não é um “complemento” na vida familiar; ela deve ser a base. A casa de Eunice e Lóide era um ambiente onde a fé florescia. Isso não acontece por acaso, mas por práticas diárias que cultivam uma vida piedosa: oração, leitura bíblica, louvor, conversas que envolvem Deus. Moisés instruiu: “Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa” (Deuteronômio 6.6-7). Mães que compartilham uma fé sincera entendem que seu lar é campo missionário, e sua presença ali tem peso eterno na formação da próxima geração.
3. MÃES QUE DISCIPULAM COM A VIDA (5B)
3. MÃES QUE DISCIPULAM COM A VIDA (5B)
A segunda parte do versículo 5, nos diz que a mesma fé sem fingimento que, primeiramente, habitou na avó Loide e na mãe Eunice, é certamente vista na vida de Timóteo pelo Apóstolo Paulo. Sabe por que? Porque uma mãe piedosa discipula com a própria vida!
Porque o discipulado começa em casa. A primeira escola da fé é o lar. Eunice e Lóide ensinaram Timóteo desde a infância (2Tm 3.15), não apenas com palavras, mas com uma vida moldada pela Escritura. Mães que compartilham uma fé sincera entendem que o discipulado começa nas pequenas ações do cotidiano — orando com os filhos, lendo a Bíblia com eles, demonstrando paciência, perdão e amor. A vida delas prega antes mesmo que a boca fale. Como ensina Provérbios 1.8: "Filho meu, ouve o ensino de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe."
A influência da mãe é contínua. Timóteo era adulto e já envolvido no ministério quando Paulo menciona sua mãe e avó. Isso mostra que o impacto do discipulado materno não tem prazo de validade. Mães fiéis não deixam de influenciar os filhos, mesmo depois de crescidos. Elas continuam ensinando pelo exemplo, com orações constantes e conselhos sábios. Como diz Provérbios 31.26: "Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua." Uma fé sincera não se aposenta, mas amadurece com o tempo e permanece como referência viva.
Discipular é investir com paciência. A fé de Lóide e Eunice não era ocasional, mas cultivada com perseverança. Discipular um filho exige tempo, sacrifício e paciência — como quem planta e aguarda o crescimento. Há dias de resistência, mas também colheitas inesperadas. Como Paulo escreveu em Gálatas 6.9: "E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos." A mãe que confia no Senhor continua plantando, mesmo sem ver resultados imediatos, porque sabe que o crescimento vem de Deus como disse sua Palavra em (1Co 3.6).
O ensino não é apenas de boca pra fora, ele é confirmado pelo caráter. Uma fé viva não depende apenas do conteúdo transmitido, mas do caráter de quem ensina. A integridade de uma mãe cristã fortalece o discipulado dentro de casa. Timóteo viu a fé de sua mãe em ação e isso foi decisivo para sua formação espiritual. Tito 2.7 reforça essa ideia: "Em tudo te dá por exemplo de boas obras; no ensino, mostra integridade, reverência." A coerência entre fé e vida é o que faz do ensino algo que marca o coração dos filhos.
A mãe discipuladora vive em oração. Mães piedosas intercedem continuamente por seus filhos. O discipulado não se sustenta apenas em bons exemplos, mas em profunda dependência de Deus. Paulo mesmo afirma que a oração deve ser "sem cessar" e ele reforça que lembrava de Timóteo em suas orações (2Tm 1.3), uma prática que provavelmente aprendeu com aquelas mulheres. Filipenses 4.6 nos lembra: "Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças."
Discipular com a vida é refletir Cristo. O discipulado verdadeiro é cristocêntrico. Mães com fé sincera apontam seus filhos para Jesus, não para si mesmas. Elas são espelhos da graça que receberam, e a maneira como amam, corrigem e servem espelha e modela o próprio caráter de Cristo. Como disse Paulo em 1Coríntios 11.1: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo." Você pode repetir isso para seus filhos? Pode pedir para eles imitar você porque você está imitando Jesus? Você pode até não estar imitando a Jesus, mas com certeza seu filho está imitando você. Então, não perca tempo, comece a imitar Jesus hoje para você começar a ver os frutos de transformação na vida de seus filhos e de seus maridos.
Mães discipuladoras não apenas ensinam seus filhos a amar a Bíblia, mas mostram como é amar a Jesus no cotidiano porque elas amam a Jesus de verdade!
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
Diante de tudo o que refletimos até aqui, quero que fique claro que mães que compartilham uma fé sincera são instrumentos poderosos nas mãos de Deus para formar corações firmes no Evangelho. Sabemos claramente que é o Espírito Santo que salva, como diz João 3.8 (ARA): "O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito"; mas também sabemos da responsabilidade humana das mães, pois a Palavra de Deus também diz em Provérbios 22.6 (ARA): "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele."
Mães fiéis a Jesus cultivam um legado que permanece, vivem uma fé visível e discipulam com a própria vida. Em tempos de tantas vozes e distrações, o testemunho silencioso, fiel e perseverante dessas mulheres continua sendo um dos maiores atos de adoração a Cristo e de serviço ao Reino.
Mas é importante lembrar: essa fé sincera não nasce do esforço humano, nem da performance religiosa, mas da graça salvadora de Jesus. É Ele quem transforma corações, sustenta mães cansadas, perdoa as falhas e renova a esperança. Como diz Tito 2.11-12 (ARA): "Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século sensata, justa e piedosamente."
Portanto, mãe cristã, continue confiando na graça que te alcançou e te sustenta. Sua vida nas mãos de Deus tem impacto eterno. E você que ainda não é mãe ou mesmo não teve esse tipo de exemplo em casa, saiba que, em Cristo, há um novo começo, uma nova família e um novo legado a ser construído — pela fé, com sinceridade e para a glória de Deus.
Que o Senhor vos abençoe, em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Vamos orar agora, em seguida vamos celebrar a Ceia do Senhor!
ORAÇÃO
ORAÇÃO
Senhor, nosso Deus e nosso Pai,
Elevamos a Ti nossa voz em gratidão, pois Tu tens sido refúgio e fortaleza para as famílias que em Ti confiam. Como está escrito: “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Salmo 127.1), por isso, reconhecemos que dependemos inteiramente de Ti para construir lares firmes, cheios de amor, verdade e temor ao Teu nome.
Abençoa, Senhor, os pais e mães que desejam Te servir com fidelidade. Dá-lhes corações sábios para ensinarem Teus caminhos aos filhos, como diz a Tua Palavra: “Contaremos à geração vindoura os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez” (Salmo 78.4). Que não falte em nossos lares o louvor, a oração e o ensino da Tua verdade.
Guarda nossos filhos, Senhor, como a menina dos Teus olhos (Salmo 17.8). Livra-os do mal, do engano e do orgulho. Planta neles o temor do SENHOR, que é o princípio da sabedoria (Salmo 111.10), e guia-os pelo caminho eterno.
Que cada família aqui representada possa declarar com confiança: “Quanto a mim, confio na Tua graça; regozije-se o meu coração na Tua salvação” (Salmo 13.5).
Dá-nos alegria verdadeira em Ti, esperança que não se abala e amor que transborda, para que nossas casas sejam testemunhos vivos da Tua graça.
Em nome de Jesus, nosso Salvador, oramos. Amém.
