21ª Parábola - O amigo importuno (Lc 11.1-11)
Parábolas de Jesus • Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 35 viewsNotes
Transcript
Texto
Texto
1 Jesus estava orando em certo lugar e, quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: — Senhor, ensine-nos a orar como também João ensinou os discípulos dele. 2 Então Jesus disse: — Quando vocês orarem, digam: “Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; 3 o pão nosso de cada dia dá-nos diariamente; 4 perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve; e não nos deixes cair em tentação.” 5 Jesus disse ainda: — Se um de vocês tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, dizendo: “Amigo, me empreste três pães, 6 porque outro amigo meu chegou de viagem e eu não tenho nada para lhe oferecer”; 7 e se o outro lhe responder lá de dentro: “Deixe-me em paz! A porta já está fechada, e eu e os meus filhos já estamos deitados. Não posso me levantar para lhe dar os pães”, 8 digo a vocês que, se ele não se levantar para dar esses pães por ser seu amigo, ele o fará por causa do incômodo e lhe dará tudo de que tiver necessidade. 9 — Por isso, digo a vocês: Peçam e lhes será dado; busquem e acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. 10 Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, a porta será aberta. 11 Quem de vocês, sendo pai, daria uma cobra ao filho que lhe pede um peixe?
Introdução
Introdução
.Jesus e a oração (Lc 11.1–13)
Jesus continuou seu caminho para Jerusalém.
Durante esse trajeto, Jesus foi ensinando mais especificamente seus discípulos, pois sabia que, no final de sua viagem, quando chegasse em Jerusalém, enfrentaria a oposição final que resultaria no seu sacrifício vicário. No capítulo 11 encontramos o ensinamento de Jesus sobre a verdadeira oração, entre tantos outros temas importantes. Lucas vai nos apontar nos situações marcantes nesse trajeto de entrega na verdade de auto-entrega, mas com muito ensinamento.
É interessante percebermos que Jesus sentia necessidade de orar sozinho. Quando os discípulos viram-no orando a Deus, buscando comunhão com o Pai celeste, foram desafiados. O exemplo é impressionante, pois, em seguida, os discípulos pediram que Ele os ensinasse a orar. Viram Jesus orando e também desejaram orar.
A resposta de Jesus foi ensinar-lhes a oração modelo conhecida como Pai Nosso (ver Mt 6.9–13) e ilustrar a necessidade de constância na oração por meio de dois exemplos: a atitude de alguém que tem de atender pedidos urgentes de seus amigos e a atitude de um pai quando tem de atender os pedidos de seus próprios filhos.
A oração modelo de Jesus é um resumo das convicções e dos anseios que devem estar presentes na oração de seus discípulos.
O fato de um dos discípulos pedir que Jesus os ensinasse a orar, como também João ensinou aos seus discípulos (v. 1), reflete não só o costume da época, mas deixa claro que a oração cristã é original, distinguindo-se da oração judaica e da oração dos discípulos de João Batista, é possível a gente constatar que nos versos 2 a 4, o núcleo fundamental da oração cristã, baseado na mensagem de Jesus, transmitindo o espírito que deve animar toda a vida de oração da comunidade cristã. Nela encontramos o endereço e cinco pedidos.:
O endereço é o “Pai” (pois essa é a melhor tradução do original). Dessa forma soa em aramaico a palavra Abbá, que é um diminutivo, o modo como as crianças se dirigem ao pai. Essa foi a grande novidade introduzida por Jesus. Deus não era somente:
o Deus dos patriarcas,
o Senhor dos Exércitos,
o Senhor assentado num alto e sublime trono.
Não! Jesus nos revelou outra maneira de nos comunicarmos com Deus! Os judeus concebiam Deus como o Pai do povo todo, mas jamais ousariam dirigir-se pessoalmente a Ele com tanta intimidade. Jesus, porém, o fez (Marcos 14.36 “36 E dizia: — Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice! Porém não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.” ), e ensinou os seus discípulos, de todos os tempos, a endereçarem a oração ao Pai nessa total intimidade e confiança. Na verdade, dizendo “Abba pai”, entramos na própria intimidade que existe entre o Filho e o Pai, pois Jesus fraternalmente nos fez participar da sua própria filiação.
O primeiro pedido está no verso 2: Santificado seja o teu nome. Na Bíblia, o nome equivale à pessoa, o ser a essência de quem é Deus. Esse pedido é, portanto, mais um desejo: Que todos os homens reconheçam a santidade do Deus verdadeiro, porque ELE É Santo! deixando os ídolos que produzem a escravidão e a morte para adorar o Deus Santo, que nos oferece vida, e vida abundante, em Jesus Cristo. Mas o que é a santidade de Deus? É a manifestação da sua glória através dos atos que realiza no mundo, na história e na nossa vida. O cerne dessa santidade gloriosa é a instauração da justiça, que transforma as relações entre os homens, trazendo o reino de Deus. Isso expressa a ânsia do coração do crente de que DEUS deveria ser reverenciado, magnificado e adorado.
Ao pronunciar essa petição, a pessoa que pela graça foi introduzida à comunhão com o Pai chama todos a participar dessa experiência com ele e a exaltar esse glorioso Deus. É como se estivesse dizendo: Salmo 34.3 “3 Louvem comigo a grandeza do Senhor, e todos juntos lhe exaltemos o nome.”
Encontramos o segundo pedido ainda no verso 2: Venha o teu reino. O reino de Deus é o centro e o objetivo final do seu plano e de toda a mensagem de Jesus. Aqui diferente de Mateus ele omite a frase “Seja feita a tua vontade assim no céu como na terra.” e de verdade não vejo como o Venha teu reino - se não a Vontade do pai não está implícita / contida no venha teu reino, pois o reino dominante aqui é tenebroso… a vontade é avessa...
A vinda do reino consiste no reconhecimento da vontade de Deus, que oferece uma nova vida a todos. Mas o reino não está só no futuro. Ele se concretiza pouco a pouco, à medida que as pessoas creem no evangelho e vivem fraternalmente, compartilhando a nova vida. O anseio pelo reino mostra a meta, o alvo, a missão o objetivo da comunidade cristã de proclamar o evangelho, porque todos devem ter a mesma oportunidade de crer, até que Deus seja tudo em todos (1Co 15.28).
O terceiro pedido está no verso 3: O pão nosso cotidiano, dá-nos de dia em dia. Não se trata apenas de pedir o necessário para viver cada dia e garantir o necessário para o futuro. Mais que isso, o “pão cotidiano” é o pão da vida eterna, é o alimento que nos dá a vida plena. É o pão do banquete celeste. Assim, os verdadeiros cristãos não pedem a abundância material, mas apenas o necessário para uma vida digna, sempre aberta para o que Deus tem para cada um de nós.
Meus irmãos - Jesus, que vivia com seus apóstolos das dádivas diárias de seu Pai, sabia por experiência própria o quanto os discípulos necessitavam e necessitariam de uma prece assim.
A igreja crente sabe que depende única e exclusivamente de seu Deus, também naquelas coisas que se referem ao sustento do corpo e da vida temporal. O Pai Nosso não é sobrenatural no sentido de que o pão não caberia em uma oração.
O quarto pedido está no verso 4: Perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve. Essas palavras nos levam a pensar que não temos o direito de pedir perdão se nós mesmos não estamos dispostos a perdoar. O perdão de Deus para nós é proporcional ao perdão que concedemos aos outros. A questão é séria. Nenhuma igreja ou comunidade se mantém unida sem o perdão, porque viver juntos sempre traz mal-entendidos, atritos, conflitos e ofensas e, mais do que nunca, o perdão mútuo é necessário.
Por isso, meus irmãos que a pessoa que ora o Pai Nosso não precisa ser apenas criatura de Deus, mas uma criatura redimida (perdoada) por Deus. Redimida pela cruz, no sangue do Cordeiro ela não apenas deve ter encontrado anulação dos pecados do passado, mas também a libertação da sua natureza não reconciliável.
Por que tantas pessoas encontram dificuldade em conceder o perdão integralmente? Por que erguem barreiras e limites para aquilo que deveria ser um ato de graça? Em grande parte, isso ocorre porque não conseguem perceber a imensidão de sua própria culpa diante de Deus. No entanto, prontamente julgam e condenam o próximo. Quando alguém reconhece a profundidade de sua própria falha perante o Criador, torna-se muito mais natural perdoar o irmão. (Somos tão falhos - Exemplo de ver o o seu próprio pecado no filho).
Além disso, muitos ainda não compreendem plenamente o significado da promessa: Romanos 8.28 “28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”, ou seja, para que sejamos transformados à imagem de Cristo. Muitas vezes, Deus permite que a injustiça de um irmão revele as imperfeições que ainda existem dentro de nós. Os erros e fragilidades do outro parecem espelhos para enxergarmos nossas próprias dificuldades diante de Deus. Quando a gente entende isso, perdoar e suportar não apenas se tornam mais fáceis, mas podem até ser vistos como um privilégio. Aqueles que nos causam dor são, na verdade, instrumentos que contribuem para nossa bem-aventurança, participando do processo de nossa transformação espiritual.
Tudo faz parte de uma grande oficina celestial, onde cada acontecimento está sob o comando divino, com o propósito final de moldar a natureza caída em uma natureza semelhante à de Cristo, de glória em glória.
Quando adquirimos essa percepção, passamos a ver a mão do Pai por trás das ações do irmão. A partir disso, a dificuldade em suportar diminui. Em vez de devolver ofensa por ofensa, escolhemos responder com amor e bondade, cobrindo o outro com gestos de graça. Assim, seguimos o caminho de Cristo, que nos ensina que a verdadeira justiça não se faz com vingança, mas com misericórdia.
...em Efésios 4.32 “32 Pelo contrário, sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando uns aos outros, como também Deus, em Cristo, perdoou vocês.”. Precisamos nos perdoar mutuamente, porque Cristo já nos perdoou. O perdão de Deus foi concedido quando nos convertemos e nos incentiva a perdoarmos uns aos outros. Só o perdão compartilhado pode garantir a continuidade da vida comunitária.
Encontramos o quinto pedido também no verso 4: E não nos deixes cair em tentação. Mas a que tentação Jesus se referiu? A todo tipo de tentação, mas talvez, principalmente, a de abandonar o evangelho de Cristo em troca das sugestões de Satanás: abundância, riqueza, poder e prestígio (4.1–13). Esse abandono pode ser motivado pela ganância, mas também pelo desânimo, pelo medo e pela insegurança. Judas foi tentado, caiu e abandonou definitivamente o plano de Deus (22.3–6,47,48). Pedro foi tentado, caiu, mas se arrependeu (22.54–62). Jesus foi tentado e não caiu, foi vitorioso (22.39–46). Esse é o pedido mais importante: que Deus nos poupe de o trairmos, de o negarmos, pois assim trairíamos e negaríamos a nós mesmos e a todos aqueles que lutam para que o reino venha.
A oração de uma pessoa pode variar muito, pois depende de suas circunstâncias e necessidades. Podemos orar como Pedro: Salva-me, Senhor! (Mt 14.30), quando estava afundando no mar. Ou como o publicano arrependido do templo, quando disse: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! (Lc 18.13).
Essa oração que Jesus ensinou não pode ser feita como uma reza, mas deve expressar a verdade do nosso coração. Como vai a sua vida de oração? Você tem se dirigido a Deus, com humildalde e sinceridade, desfrutando da intimidade que Jesus nos proporcionou com o Pai?
Deus é quem nos livra de todo mal.
A parábola
As duas ilustrações que Jesus menciona logo depois da oração modelo apontam que a oração é imprescindível na vida dos discípulos. A perseverança, como a de alguém que vai à casa de seu amigo para pedir três pães, tem de ser uma característica da oração do crente. Cabe advertir, porém, que não se trata de pedir qualquer coisa, mas sim de pedir conforme a vontade de Deus, que como um pai de família justo, bondoso e responsável jamais dará a seu filho algo que lhe prejudique a vida. Deus sempre dará coisas boas a seus filhos que confiam nele e que esperam que ele supra todas as suas necessidades!
1. Um homem enfrentando uma emergência à meia-noite
1. Um homem enfrentando uma emergência à meia-noite
5, 6. Então ele lhes disse: Suponhamos que algum de vocês tenha um amigo e à meia-noite vá a ele e lhe diga: Amigo, me empreste três pães, porque um amigo meu, de viagem, veio a mim, e nada tenho a oferecer-lhe…
É tarde da noite. De repente aparece um amigo à sua porta. Ele está exausto da viagem que fez. A fim de escapar ao calor do dia, ele esteve viajando de noite. Agora, porém, cansado e faminto, ele pára em sua casa. Espera hospitalidade: refeição e alojamento. Mas já não há comida na casa. “A despensa está vazia.”
No Oriente, era impensável quebrar o costume da hospitalidade. “Quando a noite chegava, a maioria das famílias da Palestina dormia em um único quarto. Desenrolavam um longo tapete de dormir, a mãe deitava em uma extremidade, o pai na outra, e os filhos acomodavam-se entre os dois”.
Assim você se vê em situação difícil, corre a outro amigo seu. Ao chegar à casa dele, já é meia-noite. Você o desperta e lhe diz: “Meu amigo, por favor, me empreste três pães, porque um amigo meu chegou, e não tenho nada para pôr diante dele”.
2. Seu amigo se recusará a ajudá-lo?
2. Seu amigo se recusará a ajudá-lo?
7. Então de dentro o responderá: Não me importune; a porta já está fechada, e meus filhos e eu já estamos no leito; não posso levantar-me e dar-lhe [algo]?
O significado é mais ou menos este: O homem que já deitado para passar a noite num quarto da casa, e agora é de repente acordado, então responde: “Pare de me molestar. Não percebe que meus filhos estão dormindo sono profundo, em seus leitos? Se me levantar, terei que andar pelo quarto e remover a grande tranca da porta; o barulho pode assustá-los e acordá-los. Sinto muito, mas não posso levantar-me para dar-lhe alguma coisa”. Jesus pergunta: “É assim que o amigo irá reagir?”
3. A resposta de Cristo
3. A resposta de Cristo
A gente ja consegue imaginar a resposta de ver a questão de Cristo à sua própria pergunta. Será mais ou menos nesta ordem: “O que está dentro definitivamente não dirá: Não posso levantar-me …” , a resposta será: “Nenhum de vocês receberá uma recusa dessas de um amigo a quem vocês vão pedir ajuda”.
Mas a resposta real de Cristo é ainda melhor, porque está expressa de forma positiva, assim:
8. Eu lhes digo, mesmo quando não se levante e lhe dê [alguma coisa] por ser seu amigo, contudo, devido à persistência do homem, ele se levantará e lhe dará tudo o de que necessitar.
Jesus diz que o amigo certamente se levantará e dará a essa pessoa os três pães que solicitou; aliás, lhe dará “tudo o de que necessitar”.
Quando estava estudando me lembrei de uma situação alarmante como essa - Picada de escorpião -> vizinho
Quanto à motivação do doador, essa é outra questão. Talvez ele dê por ser um amigo verdadeiro e solidário. Mas, se não, então ele dará porque o outro homem continua pedindo. Algumas pessoas poderiam sentir-se envergonhadas de repetir seu pedido, mas esse homem não.
O ponto é este: se mesmo um amigo terreno com certeza oferecerá ajuda sem mesmo importar o motivo, o Pai celestial, de cuja motivação não fica dúvida alguma, não responderá generosamente nossas petições?
4. A lição da parábola
4. A lição da parábola
9, 10. E assim eu lhes digo: Peçam, e lhes será dado; busquem, e vocês acharão; batam, e se lhes abrirá. Porque quem pede recebe; e o que busca acha; e o que bate se lhe abrirá.
Jesus aqui continua enfatizando a eficácia da oração -A importância da perseverança em oração. O mesmo ensinamento de Mateus 7.7,8 foi repetido aqui.
A exortação na verdade
Uma tríplice exortação acompanha uma promessa tríplice: peçam, busquem, batam. Note também a ênfase: “E assim eu lhes digo” que aqui em Lucas dá início à frase.
Elas estão ordenadas numa escala de intensidade crescente.
Peçam
Pedir subentende humildade e uma consciência da necessidade. O verbo é usado em relação a uma solicitação que é dirigida por um inferior a um superior. O fariseu da parábola (Lc 18.10–13) nada pede. Ele declara diante do Senhor quão bom ele é. O publicano pede, isto é, roga: “Ó Deus, sê propício a mim, pecador”. Pedir também pressupõe confiança num Deus pessoal com quem o homem pode ter comunhão. Quando alguém pede, ele espera uma resposta. Daí, isso implica fé num Deus que pode, faz e responderá, isto é, fé em Deus o Pai. Ter esse tipo de fé torna a oração fervorosa e pessoal. Esse suplicante não poderá dizer: “Ó Deus, se é que Deus existe, salva minha alma, se é que eu tenho alma”.
Busquem
Buscar é pedir mais agir. Implica petição sincera, mas ela sozinha não é suficiente. Alguém tem que correr atrás das suas necessidades com dedicação e não ficar parado esperando as coisas caírem do céu. Por exemplo, alguém deveria não só orar em prol de um profundo conhecimento da Bíblia, mas também deveria diligentemente esquadrinhar e examinar as Escrituras (João 5.39 “39 Vocês examinam as Escrituras, porque julgam ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.” ; Atos dos Apóstolos 17.11 “11 Ora, estes de Bereia eram mais nobres do que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” ), assistir aos cultos (Hebreus 10.25 “25 Não deixemos de nos congregar, como é costume de alguns. Pelo contrário, façamos admoestações, ainda mais agora que vocês veem que o Dia se aproxima.” ) e acima de tudo tentar viver em harmonia com a vontade de Deus (veja Mateus 7.21 “21 — Nem todo o que me diz: “Senhor, Senhor!” entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” ,Mateus 7.24 “24 — Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.” ,Mateus 7.25 “25 Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e bateram com força contra aquela casa, e ela não desabou, porque tinha sido construída sobre a rocha.” ; cf. João 7.17 “17 Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo.” ).
Batam
Bater é pedir mais agir mais perseverar. Alguém bate repetidas vezes à porta até que esta se abre. Não obstante, na verdade é provável que a perseverança já esteja compreendida nos três imperativos, uma vez que os três estão no tempo presente; daí, uma tradução possível seria: “continuem pedindo, buscando e batendo”. Isso mais ainda à vista de Lucas 18.1,7; cf. Romanos 12.12; Efésios 5.20; 6.18; Colossenses 4.2; 1Tessalonicenses 5.17. Mas o que é provável para todos os três é indubitável com respeito ao último, visto que a mesmíssima ideia bíblica de bater pressupõe a perseverança. Alguém continua batendo à porta do palácio do reino até que o Rei, que é ao mesmo tempo o Pai, abre a porta e providencia tudo o de que se necessita.
Quando seguimos a orientação de Deus e obedecemos à Sua palavra, a promessa d’Ele se cumpre fielmente. A Bíblia nos mostra que quem pede, recebe; quem busca, encontra; e quem bate, vê a porta se abrir. Nos versículos 9 e 10, essa promessa é repetida várias vezes para deixar bem claro que Deus não falha. As promessas do versículo 9 se repetem no 10 e ainda são reforçadas com expressões como “todo o que” e “ao que”, mostrando que ninguém que busca ao Senhor com sinceridade ficará sem resposta. O Senhor garante que todo aquele que ora com fé, que busca de coração e que insiste com perseverança, receberá uma resposta.
A certeza de que a oração perseverante acompanhada da atividade da fé será galardoada é corroborada por um argumento do menor para o maior.
.Cabe advertir, porém, que não se trata de pedir qualquer coisa, mas sim de pedir conforme a vontade de Deus, que como um pai de família justo, bondoso e responsável jamais dará a seu filho algo que lhe prejudique a vida. Deus sempre dará coisas boas a seus filhos que confiam nele e que esperam que ele supra todas as suas necessidades!
Com isso seguimos aos versos finais:
vs11-13.Um pai humano não daria dádivas ruins; mesmo tendo natureza pecaminosa, ele sabe como dar boas dádivas aos seus filhos. Quanto mais o nosso Pai celestial está pronto a dar o Espírito Santo àqueles que lho pedirem. J. G. Bellett diz: “É significativo que a dádiva que ele escolhe como aquela de que mais precisamos é aquela que ele deseja mais dar: o Espírito Santo”. Quando Jesus falou essas palavras, o Espírito Santo não tinha sido dado ainda (Jo 7:39).
Meus irmãos - Não deveríamos orar hoje para que o Espírito Santo seja dado a nós como uma pessoa daquela época, porque ele vem habitar em nós na hora da nossa conversão (Romanos 8.9 “9 Vocês, porém, não estão na carne, mas no Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.” ; Efésios 1.13–14 “13 Nele também vocês, depois que ouviram a palavra da verdade, o evangelho da salvação, tendo nele também crido, receberam o selo do Espírito Santo da promessa. 14 O Espírito é o penhor da nossa herança, até o resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.” ).
Mas, certamente, para nós, é justo e necessário orarmos ao Espírito Santo de outras maneiras. Deveríamos orar para que sejamos prontos a ser ensinados e guiados por ele, e para que seu poder seja derramado sobre nós em todo o serviço que prestamos a Cristo.
É bem possível que quando Jesus ensinou os discípulos a pedir o Espírito Santo, ele se referia ao poder do Espírito, que é justamente o o que nos ahabilita, nos possibilita vivermos de acordo com a vontade de Deus e com habilidades que somente ELE pode nos dar.
e Naquele momento era impossivel para eles e de fato, essa é a verdade. O Espírito Santo é o poder que nos capacita a viver a vida cristã. E assim Jesus apresentou Deus como desejoso de dar esse poder aos que pedem. Então, nessa passagem, não é uma oração pela pessoa do Espírito Santo, mas pelo seu ministério em nossa vida.
2 Aplicações para fecharmos:
A lição que essa parábola ensina é tão poderosa e notável, pelo fato de que para Deus nunca é meia-noite; nunca lhe falta nada; ele nunca é “importunado” quando algum filho humilde busca seu aconchego; e ele nunca é pego de surpresa.
As Pessoas às vezes se queixam por Deus não lhes dar exatamente o que pediram. Mas pediram o Espírito Santo e a graça que ele comunica, graça suficiente para fazer com que nos regozijemos em meio aos nossas dores e aflições? vou me aprofundar na resposta a essa questão:
A oração por dons espirituais — como sabedoria, fé, amor, paciência, discernimento, entre outros — sempre será atendida por Deus, pois esses dons estão alinhados com a vontade d’Ele e com o crescimento espiritual do crente. Já os pedidos por bênçãos temporais — como dinheiro, emprego, relacionamentos, cura física, etc. — são atendidos apenas se aquilo que a pessoa está pedindo for realmente bom para ela (simbolizado como "peixe") e não algo que, embora desejado, possa trazer dano ou sofrimento (simbolizado como "serpente" ou "escorpião").
A imagem das serpentes e escorpiões, comuns no deserto, representa aquilo que parece bom ou necessário, mas que na verdade é prejudicial, árido, vazio ou até perigoso. Ou seja, Deus não nos dá o que nos faz mal, mesmo que estejamos pedindo com sinceridade. Ele sabe o que é realmente bênção e o que, embora pareça, não passa de engano ou risco.
Resumo:
Deus sempre responde com generosidade quando oramos por coisas espiritualmente saudáveis. Já em relação aos pedidos materiais, Ele responde com sabedoria: só concede se isso for realmente bom para nós — um “peixe”, não uma “serpente”.
Nunca fez tanto sentido o verso de Rm 8.28.
Romanos 8.28 “28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”
SDG
