Avivamento

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Notes
Transcript

Derramar do Espírito Sobre a Igreja

Esboço primário:
Introdução: Sobre Avivamento:
Irmãos, nós temos sido encorajados por nosso Bispo, a tratar de um tema específico e muito precioso para a igreja, que é Avivamento.
Avivamento é um poderoso movimento do Espírito Santo que traz resultados extraordinários. É uma obra soberana de Deus que visita o seu povo com o objetivo de revitalizá-lo espiritualmente.
Avivamento traz a benção da restauração da piedade, da submissão à autoridade da Bíblia, do arrependimento, do abandono do pecado, do aumento do amor fraternal, da conversão de incrédulos e do grande despertamento missionário.
Avivamento é portanto Fervor e Rigor.
Avivamento é portanto, obra exclusiva de Deus e não realização humana. A igreja não promove nem agenda avivamento. Ele pertence à soberania de Deus e não aos artifícios humanos.
Um último ponto introdutório antes de entrarmos no texto dessa noite é:
Avivamento sucede à reforma espiritual em vez de antecedê-la. Primeiro a igreja acerta sua vida com Deus, depois Deus derrama sobre ela o seu Espírito.
Atos dos Apóstolos 2 RA
Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. O dom de línguas Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua. Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judeia, Capadócia, Ponto e Ásia, da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus? Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer? Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados! O discurso de Pedro Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia. Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela. Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado. Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença. Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção. A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés. Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Três mil batizados Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. Como viviam os convertidos E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.
Pano de Fundo;
No início do livro de Atos nós vamos ver que Lucas registra, o último período de Cristo ressuscitado com seus discípulos, tempo esse que Ele usou para concluir seu ensino e nutri-los antes que recebessem a promessa do derramamento do Espírito, e nós vamos vemos que após Jesus ascender aos céus, esses irmãos se reúnem e se colocam em oração constante (At 1.14), e logo depois Pedro se levanta para iniciar uma assembleia afim de apresentar novos candidatos para ocupar a vaga deixada por Judas no apostolado. Eles oram, e o escolhido é Matias.
Após esse registro Lucas já inicia o relato do Pentecostes. Então foram 40 dias com Jesus, os ensinando sobre o Reino e comissionando para o que sucederia.
Introdução pós-texto;
Então aqui nesse primeiro capítulo do livro de Atos, Lucas além de ordenar os acontecimento, vai destacar à promessa, à dádiva, ao batismo, ao poder e à plenitude do Espírito na experiência do povo de Deus. O Pentecostes era um evento já marcado na agenda de Deus para seu povo. Um acontecimento único, exclusivo, assim como foi o Calvário.
O Espírito Santo foi enviado para estar sempre com a igreja. Se seguirmos no livro de Atos vamos ver outros derramamentos do Espírito registrados, todos decorrentes desse que aconteceu aqui no Pentecostes.
Porém, há um perigo aqui, que nós precisamos ter cuidado, porque muitos querem o extraordinário no ordinário, quando Deus utiliza o essa causa excepcional para estabelecer o padrão de vida ordinária. Ou seja, precisamos ter cuidado buscar somente a grandiosidade do vento e fogo, até mesmo do dom de línguas, quando o que Deus parece desejar pra seu povo de forma normal, é a nova vida e a alegria, a comunhão e o culto, a liberdade e o poder.
Pois bem.
Ilustração (Avivamento Morávios)
No século XVIII, meus irmãos, aconteceu um mover do Senhor em solo alemão. E esse seria um dos maiores acontecimentos após o período Bíblico e Patrístico na história da Igreja.
Refugiados cristãos da Morávia foram abrigados nas terras de um conde chamado Zinzendorf, na Alemanha. Eles buscavam paz em meio ao tempo de guerra que se estabelecia em suas terras, mas apesar disso trouxeram consigo conflitos doutrinários. E a pequena comunidade que nasceu ali daqueles refugiados, estava à beira de um colapso.
O conde percebendo que havia essas brigas, começou a visitar e discipular esses refugiados de diversas linhas doutrinárias, ele que era bem instruído, jurista, com capacida de de liderança. Pregou para aqueles irmãos repreendendo a falta de unidade deles, e como isso era um pecado diante de Deus. E com empenho e oração, pedia para que Deus manifestasse sua misericórdia e trouxesse essa unidade a eles.
E Deus respondeu.
No dia 13 de Agosto de 1727, durante uma simples celebração da Ceia do Senhor, o Espírito Santo foi derramado sobre todos. Um profundo senso de amor, quebrantamento e unidade tomou conta deles. Foi o verdadeiro Pentecostes para aqueles irmãos.
A resposta deles? Oração contínua. Eles iniciaram uma cadeia de intercessão de 24 horas por dia, que durou cem anos ininterruptos. Cem anos!
E não só isso: eles se tornaram a primeira igreja protestante missionária da história, enviando obreiros aos confins do mundo. Alguns chegaram a se vender como escravos para alcançar os escravizados com o evangelho.
E não terminou aí…
Ilustração (Avivamento em País de Gales)
Quase duzentos anos depois, Deus fez algo semelhante no País de Gales. A nação cristã apenas de nome, vivia uma decadência espiritual. Havia igrejas, mas pouco fervor em praticar a Palavra. Havia religião, mas pouca transformação.
Então, um jovem mineiro, Evan Roberts, começou a clamar:
”Senhor, dobra-me”
Sua oração encontrou eco no céu. E chamando ele um grupo de jovens, propôs que:
Confessam seus pecados.
Que eles abandonassem tudo o que fosse duvidoso.
Que eles respondessem a Pregação da Palavra.
Que confessassem punlicamente sua fé em Jesus Cristo.
O Espírito Santo foi derramado sobre eles. As reuniões começaram a durar horas, dias, semanas. Pessoas se arrependiam publicamente. Igrejas ficavam lotadas, bares fechavam, a polícia não tinha mais o que fazer porque a criminalidade já era quase nula.
Em suas reuniões eles tinham o seguinte expediente:
Pregação da Palavra
Oração
Louvor
Confissão de pecados
Historiadores relatam que até os jornalistas que tomavam nota dos acontecimentos e eram enviados para cobrir o evento, eram alcançados pelo evangelho. Se espalhou de tal maneira, que os jornais tinham edições especiais para relatar o avivamento! Mineiros, das minas de carvão, foram alcançados também, e essa era uma classe extremamente ignorante e broncuda, eles eram brutos, tinham linguagens baixas, e espancavam os cavalos que os servia. Depois disso, eles se tornaram homens brandos, e nem os cavalos conseguiam manter presos para o serviço.
Foram 100 mil convertidos em poucos meses, e o avivamento se espalhou pelo mundo.
Esses, meus irmãos, são dois exemplos do agir de Deus na história da igreja, em como o mesmo Espírito que vemos agindo aqui em Atos 2, soprou sobre seu povo, e ainda o faz hoje!
Mas agora nós vamos nos debruçar sobre 4 importantes pontos do avivamento que aconteceu em Atos 2.
O Espírito Santo é derramado;
Um só idioma é falado;
O confronto é lançado;
E a resposta é genuína;
Irmãos, avivamento como falamos no início, ele é precedido por reforma espiritual, e foi exatamente esse cenário que nós vimos no capítulo 1, Jesus dedica seus últimos dias antes de subir aos céus cuidando para que o seu ensino penetrasse o coração dos seus discípulos, e antes de ir Ele torna a pedir para que eles ficassem, e esperasse o cumprimento da promessa.
A resposta deles no versículo 14 é Oração. Esses aqui já não são, aqueles neófitos que eram incapazes de orar no monte sem dormir, esses agora são homens e mulheres verdadeiramente transformados e convictos do que podem esperar do seu Senhor, e isso fica claro nesse posicionamento em colocar-se em oração, a falta de passividade aqui demonstra como eles estavam sedentos por mais, eles tinham uma promessa do Espírito, e não só isso, mas de irem para o campo levar tudo o que aprenderam até aqui. Havia corações fervorosos pelo serviço.
E nesses espírito os 120 esperavam pelo cumprimento da promessa.
E essa promessa vem, como lemos em Atos 2 .
O Espírito derramado sob a Igreja
Os 120 são alcancçados pelo dom de línguas, e todos conseguem comunicar as grandezas de Deus em outro idioma e seram compreendidos; deixando a multidão perplexa.
A pregação do Evangelho, acontece através de Pedro em resposta a essa perplexidade da multidão, afim de feri-los o coração e alcança-los para Cristo. E por fim,
O resultado desse avivamento genuíno, vem através da transformação daquela igreja que nascia e crescia, a valorização da comunhão, o pensar no próximo, o impeto de irem pragar o evangelho, ou seja, esse coração missionário;
Então vamos começar falando desse primeiro ponto;
O Espírito é derramado sobre a Igreja (At 2.1-4)
O Pentecostes era a festa que acontecia cinquenta dias depois do sábado da semana da Páscoa, sendo assim o primeiro dia da semana. Ele era conhecido também através de outros nomes, como por exemplo: Festa das Semanas, Festa da Colheita, Festa das Primícias. E esse faz jus ao que eles havia acabado de presenciar, Cristo ressuscitou como a primícias dos que dormem e durante quarenta dias deu provas incontestáveis de sua ressurreição com várias aparições a eles, os discípulos. Dez dias depois da sua ascensão, o Espírito Santo vem e é derramado nesse evento marcante para a nação, e muito mais para a igreja. Johns Wesley vai dizer que:
“No Pentecostes do Sinai no Antigo Testamento, e no Pentecostes de Jerusalém, no Novo, aconteceram duas grandes manifestações de Deus, a legal (ou seja a lei entregue a Moisés) e a evangélica (a morte de Jesus por amor); uma da montanha e a outra do céu; a primeira foi terrível, a segunda, misericordiosa.”
Os 120 estavam em um mesmo propósito, perseverando em oração na expectativa do poder que viria dos céus, estavam no cenáculo aguardando, não passivos como disse, mas em plena atividade de intercessão. Buscando o Senhor!
E é aí, que então em Atos dos Apóstolos 2.2–4 “de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. O dom de línguas”
Esse derramamento do Espírito foi algo extraordinário;
Não foi fabricado, ensaiado, produzido.
Pelo contrário, foi incontestável e irresistível.
E veio de forma definitiva para a igreja.
E o Espírito veio…
Ele veio como um som; Aqui, Lucas usa o mesmo termo grego para o estrondo do mar; ou seja, não é algazarra, barulheira, etc. Não. Ele quer trazer o bramido das ondas do mar. Aquele som, que chama sua atenção quando chega a praia e ouve as ondas bater. Aqui chamou atenção de multidões para ouvir a Palavra.
Ele veio como um vento; A soberana liberdade do vento, que sopra onde quer, em quem quer, e quando quer. Esse é o sopro irresistível do Espírito. Quando sopra, ninguém pode detê-lo;
Ele veio como em línguas de fogo; O fogo é uma manifestação conhecida de Deus; Com Moisés na sarça que não se consumia em Êxodos 3:2; Com Salomão após sua consagração do templo ao Senhor, desceu fogo do céu em 2 Crônicas 7:1; Deus é fogo e sua Palavra também.
Esquecemos muitas das vezes dessas verdades, que Deus é fogo, que sua Palavra é fogo, e que precisamos queimar por Ele, que precisamos alastrar essas chamas. Avivamento é contagiante meus irmãos, ele não acontece na frieza da nossa rotina religiosa, ele não acontece quando dedicamos grandes tempos de louvores que mexem em nosso emocional, não.
Qual meio o Senhor estabeleceu para que o buscassemos, meus irmãos? Oração
Avivamento precede a oração, a busca incessante do povo por Deus, não de qualquer forma, mas da forma que Ele estabeleceu. 2Crônicas 7.14 “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.”
Os discípulos aqui já eram salvos, já tinham o Espírito Santo, como disse Paulo em Romanos 8.9 “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.” e Jesus em João 3.5 “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.” , e além de já terem o Espírito o próprio Jesus após sua ressurreição soprou sobre eles o Espírito dizendo “Receberei o Espírito Santo” (João 20.22).
Hernandes Dias Lopes vai dizer: “Uma coisa é ter o Espírito Santo, outra coisa é o Espírito Santo nos ter. Uma coisa é ser habitado pelo Espírito, outra é ser cheio do Espírito Santo. Uma coisa é ter o Espírito presente, outra é ter o Espírito presidente.”
Essa experiência de plenitude no Espírito é algo pessoal, cada um tem sua experiência. Não há a necessidade de pedir a unção do irmão, todos ficaram cheios do Espírito Santo. E logo após isso, começaram a falar das grandezas de Deus. E essa é uma realidade no livro de Atos, sempre que alguém ficou cheio do Espírito Santo, começou a pregar. No evangelho de Lucas todos os cânticos são precedidos por um derramamento do Espírito sobre a pessoa. A plenitude do Espírito nos dá poder para pregar com autoridade.
O reformador Johann Spangenberg comenta o seguinte:
A obra mais honrosa do Espírito Santo é acender os corações humanos e fazer com que fiquem em chamas de fé e amor, além de fortalecê-los na Palavra de Deus, ouvindo-a e pregando-a, como os dois discípulos que viajavam a Emaús confessaram.
2. O milagre manifesto através do dom de línguas (At 2:5-13)
Se em Babel houve dispersão, aqui no Pentecostes temos ajuntamento! Diferente da busca de engrandecimento próprio da figura humana, aqui nós temos o engrandecimento de Deus através do extraordinário dom de línguas, que sucedeu o derramar do Espírito Santo.
John Stott diz: “Em Babel, a terra orgulhosamente tentou subir ao céu, enquanto em Jerusalém, o céu humildemente desceu à terra.”
Lucas se dedica em registrar a natureza internacional da multidão que rodeava os cento e vinte discípulos que foram cheios do Espírito Santo. Ele vai dizer que eram todos “Judeus, homens piedosos e todos estavam habitando em Jerusalém” ou seja, não haviam nascido ali, mas vinham da dispersão, de “de todas as nações debaixo do céu”.
A manifestação desse dom aqui no texto, é conhecido como Glossolalia, que nada mais é a junção de duas palavras gregas que vai ser traduzidas por “falar língua”, apesar disso, essa manifestação fez com que os cheios do Espírito pudessem falar e ouvir outros idiomas, ou seja, foi quebrada a barreira social de comunicação para ser manifesta as grandezas de Deus.
Com isso, uma multidão perplexa foi atraída por esse fenômeno extraordinário. Era algo que não tinha explicação para eles, e isso notadamente causa esse alvoroço na multidão de estrangeiros. – Por ser uma festa bastante importante, nesse momento Jerusalém estava cheia de estrangeiros, por isso Lucas menciona tantas nacionalidades diferentes, essa festa só perdia para a da Páscoa em público atraído à Jerusalém.
Esse milagre poder nos abrir o entendimento para o seguinte fato: Milagres abrem portas para o evangelho, mas não são o evangelho.
Assim como vimos na jornada de Jesus, que operava muitos milagres, a salvação só vinha através dele mesmo, o verbo encarnado. O que sucedeu esse milagre, foi a pregação de Pedro.
O que o milagre fez? Atriu o público para ouvir o evangelho, e após isso eles responderam a essa mensagem.
Mas antes disso, a multidão reagiu ao falar em línguas, a sua primeira manifestção é de preconceito, por serem eles galileus, eles eram tido como se fossem os de segunda classe. Eram considerados pelos sulistas da Judeia como gentios.
Mas não foi só isso, houve também
A manifestação do ceticismo, diante do acontecimento, eles queriam uma resposta plausível para o que estava acontecendo, mas não podiam ter, porque era algo extraordinário.
Por fim, eles zombam, falando que aqueles homens estavam bêbados.
Pedro logo se manifesta como líder que se tornou;
3. A pregação do Evangelho (At 2: 14-36)
O milagre atrai multidões, mas não fere corações, só a Palavra de Deus é capaz disso.
Pedro se levanta para pregar, e com fidelidade bíblica, se propõe a começar esclarecendo a última afirmação da multidão na seção anterior, que aquele fenômeno extraordinário era resultado de embriaguez. Pedro afirma que não foi obra do vinho, mas do cumprimento da profecia de Joel 2:28-32.
Esse derramar do Espírito viria para quebrar barreiras e romperia preconceito de gênero (filhos e filhas), de idade (jovens e velhos) e social (servos e servas). O profeta identifica esse derramar do Espírito como um evento salvador, dizendo: Atos dos Apóstolos 2.21 “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.”
Pedro aqui em seu sermão dá o tom temático do que seria a pregação comum na igreja primitiva, organizando seu discurso assim:
Os eventos que aconteceram; Ele contextualiza os acontecimentos presente, logo depois
O evangelho à respeito de Jesus Cristo – sua morte, ressurreição e exaltação; expõe a centralidade do seu discurso na pessoa e obra de Cristo, e por fim.
Faz uma Exortação ao arrependimento e batismo;
Avivamento nos leva a pregação fiel da Palavra de Deus; Pedro é contagiante e confrontador, ao mesmo tempo que vai enfatizar a obra de Cristo, ele se dedica em confrontar e chamar ao arrependimento. E essa é uma essência para que um verdadeiro avivamento aconteça meus irmãos, arrependimento, consciência de culpa e resposta radical.
Vamos falar rapidamente desse discurso de pedro, continuando seu esboço:
Ele já contextualizou a multidão afirmando que aquele acontecimento não é obra do vinho, mas do Espírito, e agora ele caminha para o fundamento do seu discurso: Cristo.
Nós vemos como ele é:
Pedro é cristocêntrico em sua pregação, e nós vemos isso, nos cinco pontos que ele vai tocar ao referir-se a pessoa de Cristo, ele:
fala sobre vida de Cristo (Atos 2:22)
depois fala da morte de Cristo (Atos 2:23)
fala sobre a ressurreição de Cristo (Atos 2:24-32) Pedro então, faz sua fundamentação da ressurreição de Cristo com o Salmos 16.8-11. Davi se referindo a Cristo e sua ressurreição;
depois fala sobre a exaltação de Cristo (Atos 2:33-35)
e por fim, fala do Senhorio de Cristo (Atos 2:36)
Meus irmãos, nós precisamos a semelhança do que vemos aqui no sermão de Pedro, centralizar nosso testemunho nas boas-novas de Cristo. Não é atoa que o resultado disso é observado no que se segue…
2. Pedro é eficaz em seu propósito (Atos 2:37)
A mensagem que Pedro trouxe foi arrebatadora, flecha certeira no coração dos ouvintes. O seu obejtivo era claro, e urgente, ele não estava ali para entreter uma multidão, mas para ferir seus corações com a Palavra de Deus, e o fez com Fervor e Rigor. Deixou claro que mesmo a morte de Cristo sendo um plano de Deus, o sangue por essa morte estava nas mãos deles. Produzindo neles a profunda convicção de pecado.
Será que ainda hoje nos sentimos confrontados pela verdade arrebatadora do evangelho? Desejamos viver um avivamento, mas já fechamos nossos olhos para nossos pecados, somos insensíveis e estamos com corações duros demais diante da realidade do evangelho. Há vezes que deveríamos cair de joelhos, diante das verdades que nos são postas, mas ao invés disso contamos o tempo para que o culto temrine e possamos concluir nossas atividades sociais…
3. Pedro é claro diante das exigências (Atos 2:38)
Antes mesmo de Pedro falar de perdão, ele falou de culpa. Antes de falar de cura, ele revelou a doença deles. Antes de falar de redenção, falou de pecado. Antes de falar em salvação, mostrou como eles estavam perdidos em seus pecados. Antes de pregar o evangelho, mostrou a eles a lei. Tudo isso, para deixar nítida a mensagem de que não há salvação sem arrependimento. Não há possibilidade de vida eterna, sem que antes entenda que é pecador e se arrependa.
Nós estamos falando aqui meus irmãos, de uma pregação feita a um público extremamente religioso, que estavam em Jerusalém para uma celebração religiosa; mas que a despeito disso, precisavam se arrepender se quisessem ser salvos.
[Semanas atrás pregeui aqui, sobre a figueira estéril, e comentei que aquele figueira era o povo religioso, e que esse povo tinha levado Cristo para cruz, mesmo sabendo que necessitavam de arrependimento. É para esse povo que Pedro está pregando, o povo que Deus anciava em comer do fruto]
Mais uma vez eu enfatizo para nós essa necessidade de arrependimento, se queremos como igreja do Senhor, passar por um avivamento, precisamos nos arrepender da nossa falta de arrependimento. Se em Jerusalém ecoou o som “Crucifica-o”, ainda hoje ecooa o som de Deus que é “Arrependei-vos”.
Nossa geração tem enfatizado nos púlpitos que maldições precisam ser quebradas, que demonios precisam ser expulsos, até que precisamos repreender mau olhado de pessoas com espírito malignos. Mesmo que tenha pessoas que necessitem ser libertas desses maus, não é somente esse o problema de forma geral.
O homem é culpado diante de Deus e por isso precisa arrepender-se. O homem precisa colocar a boca no pó e depor as suas armas. Porque sem se arrepender, nem o melhor e mais virtuoso dos homens será salvo. Nosso coração não é bom. Nós pecamos porque somos pecadores, e não o contrário.
4. Pedro é específico quanto à promessa (Atos 2:38-40)
Porém há duas promessas feitas diante do arrependimento, uma é ligada ao passado, e outra ao futuro. A primeira é a remissão de pecados, que está diretamente ligada ao nosso passado pecaminoso, e a segunda o dom do Espírito, que está diretamente ligado ao nosso futuro. Porque somente após sermos salvos, podemos ser cheios do Espírito Santo.
Primeiro a gente se derramada em contrição e arrependimento, e depois o Espírito é derramado.
Primeiro a gente se conserta diante de Deus, e depois experimentamos o avivamento;
5. O resultado desse avivamento genuíno (At 2:41)
O impacto do avivamento ele vai além daquele período em que os eventos extraordinários acontecem; A Pregação eficaz do evangelho no poder do Espírito, salva vidas.
Não foi somente a conversão em abundância após a pregação de Pedro que a tornou eficaz, mas sim os frutos permanentes que sucederam ela. Os que se converteram depois daquela mensagem, nasceram de novo, mas não só isso, eles também cresceram na graça de Jesus (At 2:42-47).
Esse é o processo mais bonito de ser observado, eles:
Ouviram o Evangelho;
Foram convertidos;
Foram batizados;
Foram integrados à comunidade (ou seja a igreja);
E perseveraram;
É uma caminha que parece simples, mas é cercada de espinhos, mas felizes são aqueles que perseveram até o final, porque vão receber a coroa de Justiça das mãos do Justo Juiz.
Para além dos eventos de um avivamento, o que permanece importa mais do que o que impressiona.
Raízes criada. Amadurecimento. Fazer discípulos. A igreja a partir daquele momento tornou-se irresistível.
Conclusão
A igreja que passa por um avivamento ela é uma igreja cheia do Espírito Santo.
As igrejas hoje zelam por suas doutrinas, mas são frias durante o louvor. Algumas se dedicam amplamente a ação social, mas não tem nenhuma reunião de oração, tem também aquelas que se dedicam em crescer, e nessas nós vemos o descaso coma verdade. Mas essa igreja que nós acabamos de ver sendo gerada após o Espírito Santo descer sobre ela.
A igreja que nasceu após os eventos de Atos, uma igreja unificada (At 2:44), exaltada (At 2:47a) e multiplicada (At 2:47b);
Se buscamos um avivamento como igreja, precisamos evidenciar algumas marcas:
Precisamos ser comprometidos com a Palavra;
Atos dos Apóstolos 2.42 “E perseveravam na doutrina dos apóstolos”
Precisamos ser perseverantes na Oração;
Atos dos Apóstolos 2.42 “E perseveravam […] nas orações.”
Olha alguns exemplo de como essa igreja cresceu em oração
Atos 1:14 – todos unânimes perseveravam em oração.
Atos 3:1 – os líderes da igreja vão orar às 3 horas da tarde.
Atos 4:31 – a igreja sob perseguição ora, o lugar treme e o Espírito desce.
Atos 6:4 – a liderança entende que a sua maior prioridade é a oração e a Palavra.
Atos 9:11 – o primeiro sinal que Deus deu a Ananias sobre a conversão de Paulo é que ele estava orando.
Atos 12:5 – Pedro está preso, mas há oração incessante da igreja em seu favor e ele é liberto miraculosamente.
Atos 13:1-3 – a igreja de Antioquia ora e Deus abre as portas das missões mundiais.
Atos 16:25 – Paulo e Silas oram na prisão e Deus abre as portas da Europa para o evangelho.
Atos 20:36 – Paulo ora com os presbíteros da igreja de Éfeso na praia.
Atos 28:8,9 – Paulo ora pelos enfermos da ilha de Malta e os cura.
Precisamos ter comunhão verdadeira;
Eles gostavam de estar juntos (Atos dos Apóstolos 2.44 “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.” )
Eles partilhavam seus bens (Atos dos Apóstolos 2.45 “Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.” )
Eles gostavam de estar no templo e nos lares (Atos dos Apóstolos 2.46 “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,” )
Precisamos ter uma adoração que expresse o entusiasmo de exaltar nosso Senhor;
Atos dos Apóstolos 2.47 “louvando a Deus”
Precisamos temer a Deus, e desfrutar dos seus milagres;
Atos dos Apóstolos 2.43 “Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.”
A manifestação extraordinária de Deus não cessou na vida da igreja
Atos 3 – o paralítico é curado.
Atos 4:31 – o lugar em que a igreja ora, treme.
Atos 5:12,15 – muitos sinais e prodígios são feitos.
Atos 8:6 – Filipe realiza sinais em Samaria.
Atos 9 – a conversão de Saulo é seguida da sua cura.
Atos 12 – a libertação de Pedro pelo anjo do Senhor.
Atos 16 – o terremoto em Filipos.
Atos 19:11 – Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres.
Atos 28:8,9 – Deus cura os enfermos de Malta pela oração de Paulo.
Precisamos ter um bom testemunho diante de Deus e dos homens;
(Atos dos Apóstolos 2.47 “[…]contando com a simpatia de todo o povo.[…]” )
Que possamos meus irmãos buscar avivamento para nossos dias, mas que nos dediquemos primeiro em consertar as brechas em nossas vidas, nos arrependendo, buscando o Senhor em oração, vivendo uma vida que expresse não só o fervor pelo extraordinário, mas o rigor em viver debaixo da Palavra do Senhor!
Oremos!
[Senhor, nós oramos está noite pedindo para que o Senhor ouça nosso clamor e nos visite poderosamente com seu Espírito, mas aceita Deus, nosso arrependimento e revela o que precisamos deixar afim de nos dediquemos completamente a ver sua glória revelada em nossa geração. Coloca em nós meu pai, o desejo em te buscar diariamente em oração, e em comunhão com meus irmãos. Se o que começou em Atos, reverberou na Alemanha, em Gales, na California, e em tantos outros lugares além do tempo, nós cremos que pode atingir-nos ainda hoje! Que estejamos preparados para isso Jesus, assim oro, em nome de Jesus, amém!]
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