Descansar à sombra do Redentor

Pr. Arthur Martins
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Transcript
Introdução
Eu desbloqueei um novo ódio: o algoritmo. Como vocês sabem, eu não sou conhecido internacionalmente por ser normal. Tenho gostos peculiares e isso não é novidade. Gosto de assistir o programa do padre na praia pra dormir; sou um assíduo telespectador de programas de TV completamente aleatórios. Comecei a me perguntar a razão disso. A verdade é que percebi que a TV não está interessada em me agradar, e isso é bom. Ela não tem algoritmo para personalizar a propaganda para aquilo que eu gosto. Ela só está lá, passando o que ela pensa que é melhor sem me conhecer.
Então percebi que esse gosto advém de um cansaço. E a verdade é que quanto mais converso com os irmãos de nossa igreja percebo isso em comum. Há informação e promessas demais. Muitos programas, projetos, sonhos que ficam orbitando a nossa vida que prometem a redenção de problemas que temos. O seu celular te ouve reclamar das finanças e logo depois aparece uma propaganda de algum coach prometendo 10 dicas pra você deixar de ser pobre e sair do zero ao milhão.
Problema
E o pior de tudo é que não sabemos descansar. Num mundo de consumo e produção que vivemos, precisamos estar sempre a dois passos a frente, entretanto, a impressão que normalmente temos é que estamos a 10 passos atrás e com 20 caminhos possíveis. Temos informação a todo tempo nos bombardeado nos dando a ideia de que podemos triunfar nesse mundo caído.
Inadvertidamente caímos nessas mentiras vez ou outra e nos deparamos com a realidade de que aquela corrida me fez ficar longe do que verdadeiramente importa, nos encontramos cansados, exaustos, na expectativa de algo que vá nos redimir e nos colocar num lugar de plenitude.
Tese
Entendo que nossa visão é distorcida. Por conta do pecado, nós redesenhamos a fé cristã para algo tão distante que, pregar a bíblia, verso a verso, por exemplo, é algo que tem que ser justificado e não é óbvio. Abdicar de si, tomar a sua cruz e seguir ficou para trás com as constantes promessas de redenção em vida. Participar de uma comunidade local sem se preocupar com o outro e agir como espectadores de uma apresentação teatral que agrada o deus interior se torna a prioridade. É a secularidade entrando na igreja.
Em aula com o Rev. Pedro Dulci, meu professor do mestrado, ele deu um exemplo que achei muito pertinente: a igreja brasileira é como um bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Você vê aquele bolo bonito, com a cobertura cremosa, e pensa logo que deve ser um bolo de chocolate bem gostoso. Mas quando você corta, descobre um recheio laranja e vê que, na verdade, é um bolo de cenoura.
O que ele quis dizer com essa história é que esses elementos da secularidade são como a cenoura do bolo. Alguns terão uma cobertura mais densa, outros um pouco mais rasos, mas a verdade é que a secularidade existe no meio cristão porque nós somos pecadores. Existem lugares que são de fácil detecção o secularismo vividos, mas até aqui, na Alumiar, em que tentamos ser o mais bíblicos possíveis, vão existir elementos que são derivados do nosso pecado.
Mas a nossa missão é criar uma estrutura que promova o silenciamento máximo que pudermos dessa secularização e dos efeitos da queda. Mas para fazermos isto, precisamos andar o mais próximo possível do caráter revelado nas Escrituras.
Contexto Histórico
Moisés acabara de escrever a legislação para a conduta e ética do povo de Israel na peregrinação no deserto. Ele já tratou de código civil, penal e agora vai lidar com questões cerimoniais do povo de Israel. O caráter de Deus foi sendo revelado através de seus códigos. Este caráter demonstra a santidade no agir e olhar o outro com dignidade e a si mesmo como criatura de Deus. O texto a seguir lida com questões mais teológicas do que propriamente relacionais do povo.
Argumento 1
Vs. 10-11 - Na Criação, o homem ficou responsável por administrar e cuidar da terra. Assim como todo o restante das coisas criadas, tudo foi feito para demonstrar a Glória de Deus. Semelhantemente à lei da servidão para os homens hebreus, a terra também deveria descansar para que seu ciclo ecológico fosse devidamente sustentável. A ordenança de deixar a terra descansar era um ensinamento da parte do Senhor que toda a produção advinha dEle e não por outros deuses inventados.
Vs. 12 - O descanso servia para que lembrem quem é o Senhor e de onde vem todo o sustento. Este conceito de “descanso” era peculiar ao povo hebreu. Tendo em vista que para os outros povos a fertilidade era produção de outros deuses, o desenvolvimento agrícola era sinônimo de uma aprovação destas divindades e o trabalho árduo, sob dura servidão.
Na produção de soja, por exemplo, existe uma legislação que regula o “vazio sanitário”, que é um período que é proibido manter plantas vivas no campo a fim de proteger a própria terra e controlar pragas.
Vs. 13 - O Senhor cobrava do povo por conhecer o coração dos integrantes de Israel. O ser humano é guiado por impulsos continuamente idólatras e rebeldes e, por isso, era bem possível que houvesse a deidificação do sábado a tal ponto que o Deus pudesse ser substituído por um deus-sábado. A ordem era clara: andai apercebidos. Estejam atentos com o que sai da sua boca para que tenham sempre em mente quem é o Senhor e aquilo que Ele havia feito.
Perceba que o Senhor conhece profundamente o coração humano e percebe a sua tendência de substituir o responsável pelas bênçãos que lhe são entregues graciosamente. Além disso, tem a tendência de colocar sua dependência no coração em algo tangível e imanente.
Como fazer que esse Deus fosse constante lembrado? Era necessário que houvesse momentos memoriais conjuntos, a saber, comemoração. A celebração destas festas eram feitas para que o povo lembrasse quem era Deus e a quem eles pertenciam e fazer isto perpetuamente.
Vs. 14 - Deus, então, define três festas para o povo: Festa dos Pães Asmos, da Sega e da Colheita.
Vs. 15 - A primeira festa (comemorada em Abril) rememora os pães sem fermento que foram feitos antes da partida do Egito.
Quando imagino a celebração da festa, imagino a Marta, que preparava o pão, fazendo a misturas dos fermentos e lembrando do sentimento que havia em seu coração enquanto a redenção da escravidão aconteceria. Imagino as lágrimas que descem do seu rosto e temperam o pão, com um misto de incredulidade da maravailha que ela havia experimentado com uma gratidão ao Senhor de tê-los libertado. Antes, ela assistia seus filhos serem subjulgados pelo exército egípcio e, hoje, vão comemorar juntos essa grande alegria.
É interessante perceber que, nessa festa, ninguém poderia aparecer de mãos vazias. Isso pode parecer contraditório com os capítulos anteriores que ressaltam a dignidade do pobre, mas como haverá de fazer com aquele que não tem recursos para oferecer na celebração?
Devemos separar aqui o pobre da vítima comteporânea. Um escritor italiano chamado Daniele Giglioli escreve um ensaio chamado: A Crítica da Vítima em que ele disserta como, em alguns casos, há pessoas que se aproveitam da sua situação de vulnerabilidade para exercer poder e se isentar das responsabilidades abrindo mão da própria dignidade.
“A vítima é o herói do nosso tempo. Ser vítima dá prestígio, exige escuta, promete e fomenta reconhecimento, ativa um potente gerador de identidade, de direito, de autoestima. Inocenta além de qualquer dúvida razoável.” (GIGLIOLI, 2016, sem p.)
Deus, em sua lei, não isenta o pobre da sua obrigação em relação a Ele. A adoração naquele contexto exigia um custo, e todos deveriam fazê-lo em gratidão Àquele que havia os libertado da escravidão.
Se, ao você ler/ouvir isto e pensar que esse “sacrifício” significa abrir mão do dinheiro que você tem para ofertar para o pastor, é aí que é o pulo do gato dos falsos mestres ao redor da igreja brasileira. Compram telões de LED com o sacrifício de estômagos vazios, isso, definitivamente não tem a ver o com sacrifício apontado aqui.
Vs. 16 - Essas festas eram realizadas como um memorial da aliança de Deus com o povo e era comemorado os frutos dados por Deus através das mãos do seu povo. Quando lemos à primeira vista parece que são festas iguais, mas não. A festa da Sega era comemorada pelos primeiros frutos dados depois da plantação e era comemorada comumente 50 dias depois da festa da Páscoa, por isso que também era comemorado o Pentecostes. No livro dos Atos dos Apóstolos, no capítulo 2 é narrado o derramamento do Espírito sobre a igreja:
Acts 2:43–47 ARA
Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.
Era comemorado o fruto dado pelo Senhor para, posteriormente a grande festa da Colheita, em que tudo aquilo que havia sido produzido seria, enfim, guardados nos celeiros. Assim, também, Deus derrama o seu Espírito que a gente produza o seu fruto e assim, sejamos guardados no dia final.
Vs. 17 - Assim como em Deuteronômio 16.11 “Alegrar-te-ás perante o Senhor, teu Deus, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro da tua cidade, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão no meio de ti, no lugar que o Senhor, teu Deus, escolher para ali fazer habitar o seu nome.”, o homem é relatado de forma representativa do núcleo familiar. Na festa, quando os homens são convocados, implica que sua família também fazia parte daquela festa.
Vs. 18-19 - Estes dois versículos aparentemente não estão falando propriamente das festas em si, mas de linhas gerais da adoração que foram adotadas na Páscoa. Como dito na passagem Êxodo 12.9–10 (ARA) “Não comereis do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e a fressura. Nada deixareis dele até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimá-lo-eis.”
Além disso, houve a proibição que deu origem a cultura judaica da comida Kosher, mas que a interpretamos hoje simbolicamente de que não há como combinar a vida com a morte no sentido de cozinhar o cabrito no leite que, em tese, ali estaria para dar vida. Hamilton (2012) diz algo importante:
Assim como a religião deve trazer vida, mas frequentemente é usada para justificar morte e destruição, também essa prática é criticada por sua incongruência moral. HAMILTON, Victor P. Exodus: An exegetical commentary. Grand Rapids: Baker Academic, 2011. p. 392.
Uma das coisas que me dão arrepios ao enxergar a igreja conquistense é cultura religiosa que desvia completamente o alvo da adoração e faz dos ofertantes acionistas da comunidade religiosa com ações prioritárias. Muito dinheiro circula nos ambientes religiosos mas sem sacrifício. Na época da peregrinação, o pobre oferecia um “sacrifício” de louvor ao fazer aquilo que era difícil a ele para ofertar ao Senhor.
Penso que é muito fácil para nós transformar nosso louvor em um mero entregar de ofertas, ou até de ficar aqui até tarde limpando. Mas o que eu pergunto a você é se você entrega o que é muito caro a você para entregar ao Senhor? E o que é caro no ser hoje se não a si mesmo? Perceba que em toda essa lei cerimonial, uma coisa é deixada muito clara: o Deus na relação não é você. Toda sua capacidade de produzir depende de mim, como Jesus nos ensina em João 15:5
John 15:5 ARA
Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
O grande problema que eu enxergo em mim mesmo - e que talvez você se identifique - é confundir meus esforços com a relação direta com as bênçãos que tenho. Irmãos, o sábado, a comemoração, o descanso, este domingo, servem pra te lembrar que dependemos de um Deus soberano que usa nossos braços, pernas voz e vida para ser glorificado! Enquanto você não entender isso, e não internalizar essa verdade, continuará correndo como alguém que sempre vacila ou está cansado e nunca encontra contentamento.
O contentamento é estar alegre no caminho que o Senhor traçou confiantes de que Ele é quem nos direciona para onde andar e nossa alegria não está na nossa velocidade, ou pace de caminhada, mas sim de estar no caminho do Mestre.
Argumento 2
Vs. 20-21 - Deus haveria de por alguém para guiar o povo no caminho até Canaã. Este “Anjo” ( מַלְאָךְ - malʾāk). Alguns comentaristas atribuem esse personagem ao próprio Moisés, por inferirem conjuntamente ao texto de Malaquias 3.1 “Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o Senhor dos Exércitos.” em que neste caso é tratado sobre João Batista.
Todavia, ao meu ver, está conectado com a passagem de João 14.2 “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.” O próprio Jesus estaria à frente daqueles que confiam no caminho que Ele traçou para chegar até o lugar onde seriam guardados. Também já vimos anteriormente em outros episódios a presença deste Anjo do Senhor como a figura do próprio Jesus pré-encarnado.
John 17:11 ARA
Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós.
Vs. 22-23 - Perceba que, se eles estão andando no caminho que está sendo traçado pelo Anjo, todo aquele que vier atacar o povo que O segue, será considerado inimigo. É Deus deixando claro que o poder de vingança está nEle como condutor do povo até chegar o lugar que Ele tem preparado.
Continuo a imaginar a mesma Marta que outrora chorava de alegria pela redenção, desconfiar por vezes se a direção está correta. Ela anda à sombra do anjo, mas durante alguns percalços, momentaneamente, perde a confiança de que o Anjo sabe mesmo o que está fazendo. Então ela tropeça com suas panelas e malas e, por algum momento, sai do caminho. Mas logo ela percebe quem é que está guiando e decide não confiar em si mesma para andar nos passos dAquele que guia de volta para casa. A verdade é que, por um momento, ela pensou que poderia ser seu próprio guia e em seu coração estava si mesma.
Vs. 24 - Ao adentrar o espaço que antes estava ocupado por povos estranhos, Deus alerta o seu povo de não guardar nenhum desses ídolos. Deus havia anteriormente ordenado a construção de colunas que eram memoriais, entretanto, povos idólatras faziam também colunas que seriam objeto de adoração.
Vs. 25 - A promessa de Deus é que no percurso Ele haveria de suprir as necessidades básicas de seu povo e ninguém haveria de passar necessidade. Ele iria suprir o pão, a água e cobrir nossas enfermidades.
Irmãos, que promessa maravilhosa! Descansar no Senhor é confiar que de nada tenho falta, pois confiamos no poder dEle para nos sustentar até o dia final em que ele me levará para casa. Lembro da canção de Stenio Marcius, Acordo, que diz:
Me diga, andorinha, você que já voou o mundo inteiro Se houve um momento só, por cima de um continente, Por sobre qualquer cidade, em que te faltou o céu? Será que o infinito espaço a teu redor é suficiente Pra voares livre e viver feliz?Me diga, peixinho dourado, senhor do vasto oceano Que brinca nas correntezas, se esconde em velhos navios Mergulha nas profundezas, sem nunca chegar ao fim Será que os 7 mares que são teus têm bastante água Pra nadares livre e viver feliz?Puxa uma cadeira, minha alma que eu quero te perguntar Porque me roubas a calma e botas tristeza no olhar? Vamos entrar num acordo, vida tranquila viver Lembra daquilo que o Mestre falou A minha graça te basta
Vs. 26-30 - Para a preservação do seu povo, Ele fez com que nenhuma das mulheres hebreias tivessem dificuldades na gestação ou parto. O período de peregrinação do seu povo no deserto tinha um sentido: era de preparar a terra diante deles para que Ele pudesse dar a terra de herança e também o povo estivesse preparado para tal.
Vs. 31-32 - Os limites da terra eram colocados para delimitar a separação do seu povo e para que não se misturassem com outros povos. Nessa passagem, assim como na anterior, a palavra “destruir” traduzida na ARA, não é a mais adequada, sendo “expulsar” כָּחַד ou fazer sumir com aquele povo.
Vs. 33 - Deus avisa o povo que não se misturassem com outros povos ou desobedecessem à aliança pois isso seria algo danoso para eles. Fato é que, tanto logo depois da entrada descrita em 1º Reis e Juízes, nem a expulsão, nem o domínio foram completos, por conta da constante desobediência do povo.
Aplicação 2
Perceba que aquele povo tinha um problema que era o mesmo comum a nós: o pecado. Somos como carros desalinhados em que a nossa natureza sempre pende para desviar-se do caminho. Mas nós, como povo de Deus, volta e meia reconhecemos que estamos nos desviando e voltamos ao eixo com raiva, muitas vezes.
Raiva de ter caído, de ter saído. Por muito tempo vivemos uma vida de tristeza e abatimento porque como somos um povo eleito de Deus, sempre estamos diante da luz revelada que desvela a escuridão de nosso próprio ser. E isso incomoda - e muito! Mas perceba que este incômodo faz parte da lida cristã. Estar caminhando atrás de Jesus faz com que a gente compare quem somos com Ele e isso nos envergonha.
Deve haver constrangimento, incômodo e desconforto mesmo! São os sinais que evidenciam em nós que o Espírito nos alerta a voltarmos ao caminho e assim nos deleitarmos nEle. O exercício de ser igreja é estar aberto a ser exortado, colocado no caminho de volta e ser amado. Como diz em Provérbios 27.17 “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.”.
Pense em seu relacionamento com esta comunidade. Ao sair, olhe o outro no olho e queira saber se realmente está bem. Saiba qual é a necessidade do outro, os desafios que ele enfrenta, descubra nos outros que você não está sozinho, pois fazemos parte de um corpo que anda em conjunto rumos na mesma direção e quero que você esteja na morada com Cristo e que a gente aproveite juntos o fato de que não precisaremos mais nos preocupar com a caminhada pois já estaremos em casa.
Conclusão
Irmãos, se quisermos fazer desta comunidade um lugar que glorifique o nome do Senhor com fidelidade, devemos estar aberto a enforcar este deus idólatra dos nossos corações. Fazer isso envolve humilhação. Ser constantemente humilhados, humildes, diante do Senhor, colocando a nossa natureza diante dEle e pedindo para que ele nos amasse e silencie o nosso coração para que a gente ande bem próximos dele.
A realidade é que estamos na era do “já e ainda não”. Cristo pagou o preço, o sangue foi vertido na cruz e a redenção está nEle e exclusivamente nEle. Devemos parar de enganar a nós mesmos achando que os nossos objetivos nesta vida aqui vão trazer a nossa redenção. A verdade é que o povo de Deus, enquanto está aqui, tem que viver na sombra do verdadeiro Redentor, enquanto Ele nos prepara a morada, nós estamos aqui sendo santificados, aprimorados e passamos pela peregrinação em terra estrangeira para vivermos em plenitude, sim, mas com Ele nos céus.
Cuidado com o seu coração! Esteja atento às palavras que saem de sua boca, pois elas revelam o seu alvo. Que o nosso alvo seja constantemente glorificar a Cristo e encontrá-lo face a face e, meus irmãos, a promessa de que lá seremos redimidos é transformadora! A ideia de que não vou ter que viver com este corpo corruptível e nem com o pecado que atrapalha o meu andar e estarei com meus olhos, como é dito no livro de Jó 19.25-27
Job 19:25–27 ARA
Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim.
Tire os olhos de qualquer outra espécie de redenção prometida e fixe os olhos em Cristo, autor e consumador da nossa fé.
Ceia do Senhor
Mark 14:21–26 ARA
E, enquanto comiam, tomou Jesus um pão e, abençoando-o, o partiu e lhes deu, dizendo: Tomai, isto é o meu corpo. A seguir, tomou Jesus um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos; e todos beberam dele. Então, lhes disse: Isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos. Em verdade vos digo que jamais beberei do fruto da videira, até àquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus. Tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
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