ORAÇÃO DE MÃE

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IGREJA EVANGELICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM PONTA GROSSA PASTOR PRESIDENTE ALTAIR DE MORAES JESSÉ MELKZEDEQUE LAMP IEADPG – TEMPLO CENTRAL
TEXTO SOLENE: 1Samuel 1.27 “Por este menino orava eu; e o Senhor me concedeu a petição que eu lhe fizera.”
TEMA: O PODER DA ORAÇÃO DE UMA MÃE
INTRODUÇÃO
Vivemos uma era a qual chamamos de Pós-Modernidade, essa geração trouxe consigo inúmeras ideologias e estas vem tentando ou vem descontruindo alguns conceitos e alguns princípios bíblicos. Um deles é o fator de gerar uma vida. Os fundamentos da identidade feminina e da maternidade estão sendo desafiados por todos os lados. Em nome da liberdade e da autonomia, a cultura contemporânea promove uma imagem de mulher que precisa se desvincular da maternidade para ser plena, como se os filhos fossem obstáculos e não dádivas. Ser mãe, para muitas mulheres hoje, é quase um peso social, uma função a ser terceirizada, um papel que pode ser postergado indefinidamente — ou até mesmo descartado.
É interessante que o mundo vem pregando por ai que a mulher não precisa gerar, mas mulheres, homens, famílias estão cada vez mais adotando animais de estimação; trocando um filho por um animal. Muitos até se titulam pais de pet, mãe de pet.
A agenda ideológica e os discursos modernos vêm tentando reconfigurar o papel da mulher, como se sua maior dignidade estivesse apenas no sucesso profissional ou na autonomia individual. No entanto, a Escritura aponta em outra direção: ser mãe é uma vocação sublime, dada por Deus, carregada de responsabilidade espiritual, de influência geracional e de poder transformador — sobretudo através da oração.
É preciso recuperar a verdade bíblica de que a maternidade não é apenas biológica, mas também profética. Mães são instrumentos de Deus para marcar destinos, formar caráter, gerar líderes, pastores, missionários, homens e mulheres de Deus — não apenas com palavras, mas com joelhos dobrados.
É por isso que 1 Samuel 1.27 não é apenas um versículo bonito. É uma declaração de guerra espiritual. Ana não está apenas registrando um pedido atendido — está afirmando que a história de Samuel começa antes do seu nascimento, começa no altar da oração.
A oração de uma mãe tem um peso profundo:
Ela reconhece a soberania de Deus na formação da vida (Salmo 139.13 ).
Ela intercede como mediadora diante do trono (1Timóteo 2.1).
Ela clama não apenas por proteção, mas por propósitos eternos nos filhos.
É tempo de chamarmos as mulheres de volta à nobreza da maternidade bíblica. Não a maternidade romântica ou apenas afetiva, mas a maternidade Bíblica — de mulheres que se levantam como intercessoras, que geram filhos no ventre e no espírito, que constroem no secreto aquilo que será revelado em público.
E, diante disso, surge a pergunta que orientará nossa pregação: Que tipo de mãe Deus está procurando?
A resposta nos será dada por Ana. Seu testemunho nos apresenta três características de uma mãe segundo o coração de Deus — e que manifesta o verdadeiro poder da oração:
Deus está procurando mães que:
a. Ora pelos meus filhos;
b. Não desistam de orar, mesmo sem respostas imediatas;
c. E que tenham ousadia espiritual para consagrá-los totalmente a Ele.

1. Deus Está Procurando Mães que Orem pelos Seus Filhos

“Por este menino orava eu...” – 1 Samuel 1.27a
No coração da maternidade bíblica está a intercessão. A primeira marca de uma mãe segundo o coração de Deus não é o instinto, o cuidado físico ou mesmo o amor natural — é a oração. Ana nos revela que a história do seu filho começa com um clamor: "por este menino orava eu".
Isso não era uma frase genérica. Ana orava com lágrimas e fé. Antes que Samuel estivesse em seus braços, ele já estava em suas orações. Ela não orava por um filho ideal, perfeito. Mas orava por um filho real, ainda inexistente, mas já desejado diante de Deus.
A oração é mais do que súplica — é parceria com Deus na construção do futuro. Quando uma mãe ora por seu filho, ela não apenas fala com Deus sobre ele — ela convida Deus a escrever com ela a história daquele filho.
A mãe que ora reconhece que não é dona dos caminhos do filho — mas que pode influenciá-los pelo Espírito Santo.
Ela confessa que não pode estar em todos os lugares, mas Deus pode.
Ela entende que há perigos invisíveis, escolhas futuras, crises emocionais — e por isso ela se antecipa espiritualmente, cobrindo seus filhos antes mesmo de os dias maus chegarem.

O contraste com os dias de hoje:

Hoje, muitas mães estão exaustas, sobrecarregadas com a rotina e infelizmente, há mais preocupações com tantos afazeres do que com o coração espiritual dos filhos.
Enquanto isso, Satanás investe pesado na destruição de famílias, na confusão de identidades e na corrupção da nova geração. Como diz John Piper:
"Uma das principais armas contra as trevas deste mundo são as orações persistentes e silenciosas das mães."

Exemplo bíblico:

Ana estava diante de uma sociedade que a julgava estéreo e, por isso, rejeitada. Mas ela não lutou com palavras ou com manipulações — ela lutou com oração.
Enquanto Penina a provocava, ela chorava diante de Deus.
Enquanto a sociedade a via como derrotada, ela era vencedora no mundo invisível.
Ana nos ensina que mães não vencem com gritos, nem com controle — mas com oração.

Aplicação prática:

Mãe, você pode não ter todas as respostas para o que seu filho vive, mas você pode dobrar os joelhos e entregar a Deus o que você não consegue carregar.
A escola pode ensinar matemática, a igreja pode ensinar Bíblia, mas só você pode ser a intercessora específica do seu filho diante de Deus.
"A oração de uma mãe não é fraca — ela é o eco da eternidade tocando o futuro dos filhos."

Deus Está Procurando Mães que Não Desistam de Orar pelos Seus Filhos

“...e o Senhor me concedeu a minha petição que eu lhe tinha feito.” – 1 Samuel 1.27b
A oração de Ana foi respondida — mas não foi uma oração feita num momento e atendida no outro. O versículo mostra o fim de uma longa jornada, marcada por lágrimas, silêncio, vergonha, dor, perseverança e fé. Ana orou quem sabe por anos. E Deus ouviu.
A fé de Ana não estava apenas na intensidade do seu clamor, mas na persistência da sua esperança. Ela não desistiu, mesmo sem sinais visíveis. E é exatamente esse tipo de fé que agrada a Deus.

Jesus também ensinou sobre isso:

Em Lucas 18, Jesus conta a parábola da viúva persistente para ensinar que devemos orar sempre e nunca esmorecer (Lc 18.1). O Senhor valoriza a oração perseverante, e a mãe que ora por um filho dia após dia, mês após mês, ano após ano, sem ver mudanças, está sendo aprovada no céu.

Desistir parece mais fácil…

A cultura atual tem nos ensinado a abandonar tudo o que não traz resultados imediatos. Se o filho não melhora, muitos pais recorrem à resignação, à autopiedade, ou até à indiferença espiritual. Mas Ana nos mostra um caminho mais alto: a persistência da fé em oração, mesmo no silêncio de Deus.
A oração perseverante revela que confiamos mais na fidelidade de Deus do que nas circunstâncias presentes.
Deus não rejeita oração;
Ele trabalha no invisível;
Ele molda tanto o filho quanto a mãe durante o processo.

Exemplo real – Mônica, mãe de Agostinho:

Mônica orou por anos por seu filho Agostinho, que viveu uma juventude devassa e rebelde. Mas ela nunca desistiu de interceder. E Agostinho se converteu, tornando-se um dos maiores pensadores da história da Igreja.
Ele disse: “Se hoje pertenço a Cristo, é porque uma mulher, minha mãe, não desistiu de orar por mim.”

Aplicação prática:

Talvez você, mãe, esteja orando há anos por um filho que se afastou, por alguém que não dá sinal de mudança.
Saiba: Deus não está alheio. Ele está ouvindo. Ele está agindo.
Às vezes, a resposta demora porque Deus está preparando o coração do filho — e também o da mãe.
“O silêncio de Deus não é negação, é treinamento. Ele não rejeita mães que persistem diante dEle.”

Deus Está Procurando Mães que Ousem Consagrar os Seus Filhos pela Oração

“Pelo que também ao Senhor o entreguei, por todos os dias que viver.”(v.28)
Ana não apenas orou por um filho, ela o consagrou. E consagrar, biblicamente, significa separar para o propósito de Deus. Isso é mais do que desejar que o filho seja feliz ou bem-sucedido: é desejar que ele viva para a glória de Deus, custe o que custar.
Consagrar é um ato de fé corajoso. Exige da mãe a renúncia do controle humano e o abandono total ao plano divino. Ana teve o filho que tanto queria — mas não o reteve. Ela o entregou de volta ao Senhor. Ela sabia que Deus cuidaria melhor de Samuel do que ela mesma poderia. Ela entendeu que a maior segurança do filho é estar no centro da vontade de Deus. A consagração verdadeira é ousada. É dizer:
“Senhor, que meu filho não seja apenas alguém bem-sucedido aos olhos do mundo, mas alguém que te conheça, te sirva e viva para Ti — mesmo que isso signifique dor, sacrifício ou caminhos que eu, como mãe, não entenda de imediato.”
É fácil orar por bênçãos. Mais difícil é orar:
“Senhor, eis o meu filho. Usa-o como quiseres.”
Essa é a oração que transforma filhos em missionários, pastores, servos — instrumentos para os propósitos eternos de Deus.
Hoje, muitos pais projetam nos filhos os seus próprios sonhos: status, estabilidade, reconhecimento. Mas Deus procura mães que sejam radicais na fé, dispostas a dizer:
“Senhor, toma o meu filho para Ti.”

Exemplo: Maria, mãe de Jesus

Maria recebeu o maior de todos os filhos — o próprio Filho de Deus — e o viu sofrer, ser rejeitado e crucificado. Mesmo assim, não o reteve. Estava aos pés da cruz, fiel, confiando no plano divino.

Aplicação prática:

Mãe, consagrar seu filho é entregá-lo em oração ao Senhor — não apenas para proteção, mas para missão.
É preparar o coração para ver Deus usá-lo como Ele quiser — mesmo que doa.
Mas nenhuma entrega ao Senhor é em vão. O altar da consagração sempre produz frutos eternos.
“Mães que consagram seus filhos no altar da oração plantam sementes de avivamento para a próxima geração.”
EXEMPLOS DE MÃES

Susanna Wesley – Mãe de John Wesley - Século XVII–XVIII, Inglaterra

“Sempre que minha mãe se cobria com o avental sobre a cabeça, sabíamos que ela estava orando — e que não deveríamos interrompê-la.”
Esse gesto ficou famoso: quando não conseguia um lugar de sossego, Susanna teve 19 filhos. Susanna sentava-se no meio da cozinha e cobria a cabeça com o avental. Isso era o sinal sagrado para os filhos de que ela estava orando e não deveria ser interrompida. Eles sabiam: “Mamãe está com Deus agora.”
Ela dedicava uma hora por semana para cada filho individualmente, para tratar da vida espiritual, ouvir suas dúvidas e orar com eles. Ela orava regularmente por:
Sua salvação pessoal. Chamado e propósito divino. Proteção espiritual. Pureza moral. Amor pela Bíblia.
John Wesley falando a respeito de sua mãe, diz: "Aprendi mais sobre o cristianismo com minha mãe do que com todos os teólogos da Inglaterra."

Maria Maxwell – Mãe de Charles Spurgeon

Contexto:Século XIX, Inglaterra História:
A mãe de Charles Spurgeon orava com ele e seus irmãos todas as noites. Ela ensinava a Bíblia e fazia longas orações pedindo a salvação de seus filhos.
Spurgeon nunca se esqueceu das lágrimas e intercessões de sua mãe durante suas orações domésticas.
Testemunho de Spurgeon: "Lembro-me de minha mãe ajoelhada, orando por mim, e hoje sou o que sou pela graça de Deus e pelas orações dela."
Sobre sua mãe, Eliza Spurgeon:
“Eu não poderia dizer quantas vezes ouvi minha querida mãe orar por nós, seus filhos. Nossas almas estavam sempre sobre o seu coração.”
“Nunca poderei esquecer como, em certo dia de domingo à noite, enquanto todos nós estávamos sentados em volta da mesa, minha mãe abriu a Bíblia e nos explicou as Escrituras. Depois, orou por nós com lágrimas tão ardentes que nos comoveu profundamente.”
Impacto:Spurgeon dizia que a influência espiritual de sua mãe foi mais poderosa do que qualquer sermão que ouvira na infância.
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