Jó 27: Qual será a esperança do ímpio?

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Introdução

Este é o último discurso de Jó. Ele começa neste capítulo e vai até o capítulo 31.
Neste discurso Jó não é replicado. Os amigos não respondem mais a ele após esta fala.
Neste longo monólogo, Jó faz uma reflexão que abrangem vários aspectos, proporcionando uma visão do “antes e do depois”.
Vejamos aqui alguns destes aspectos:

1. Meus lábios nunca falarão injustiça (v. 1-4)

Jó está decidido a não confessar qualquer tipo de iniquidade, como seus amigos estão pedindo, apenas para ter sua situação explicada em termos de castigo ou disciplina de Deus.
Além disso, Jó aqui relembra o desafio inicial de Satanás a Deus: testá-lo até conseguir arrancar da boca dele uma blasfêmia contra Deus.
Alguns podem pensar: De que maneira a confissão de ter cometido iniquidade seria uma blasfêmia contra Deus?
A dificuldade com a confissão de uma iniquidade é que Jó estaria fazendo Deus mentiroso. Lembre das palavras de Deus sobre Jó no início do livro!
Importante lembrar: ao afirmar que nunca falará injustiça, Jó não se coloca como alguém sem pecado; sua recusa tem a ver com a confisssão de uma iniquidade que justifique o seu sofrimento.
A sua decisão de não deixar sair de seus lábios “injustiça” e “engano” mostra que um homem como Jó estava ciente de seu papel na sua geração.
Onde estavam seus irmãos no momento de sofrimento? Eles estavam aguardando o final do drama?
Portanto, a reação de Jó é correta e o próprio Deus reconhece isso.
Jó 42.7 “Tendo o Senhor falado estas palavras a Jó, o Senhor disse também a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos; porque não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó.”
Jó 42.10–11 “Mudou o Senhor a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o Senhor deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra.Então, vieram a ele todos os seus irmãos, e todas as suas irmãs, e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele em sua casa, e se condoeram dele, e o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado; cada um lhe deu dinheiro e um anel de ouro.”
Aplicação: Você entende que sua vida terá impacto na próxima geração?

2. Deus tirou o meu direito e amargurou minha alma (v. 2)

O que Jó tem em mente quando usa o termo “meu direito”?
É a chance de se explicar perante alguém cuja opinião não está contaminada.
Além disso, o seu direito inclui a oportunidade de ter as acusações que foram feitas contra ele julgadas por um justo juiz, ou seja, ele quer ter o diretio de defesa em um julgamento justo.
A maneira como Jó afirma a existência e a soberania de Deus, e paralelamente, responsabilizando-o pelo que aconteceu é um testemunho de seu equilíbrio mental diante da crise. A injustiça e o engano que ele se recusa a pronunciar seria o contrário disso, ou seja, deixar que a sua queixa ofuscasse sua convicção da existência e soberania. isso seria uma blasfêmia contra Deus; esse seria o resultado esperado por Satanás.
Aplicação: Afirmar a soberania de Deus mesmo em meio ao sofrimento.

3. Nunca afastarei de mim a minha integridade (v. 5-12)

Na segunda parte da confissão de sua inocência Jó se recusa a abrir mão da sua integridade ou da sua justiça.
A integridade aqui tem relação com a fala de Deus em relação a Jó:
Jó 1.8 “Perguntou ainda o Senhor a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal.”
Jó 2.3 “Perguntou o Senhor a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Ele conserva a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para o consumir sem causa.”
Como Jó não sabe de nada disso, suas razões para não abrir mão de sua integridade são outras.
Em seu raciocínio, o que seus amigos estão falando a seu respeito não terá nenhuma importância quando ele comparecer diante de Deus no dia da morte.
Naquele dia, é a nossa integridade que nos fará esperar confiantes em nosso penhor diante de Deus.
Por isso, ele resolve reservar o fôlego que ainda lhe resta para se apegar àquilo que poderá ser a sua esperança no dia quando Deus arrancar a sua alma.
Aplicação: aquilos que outros falam não terá importância quando nos apresentarmos diante de Deus. A volta de Jesus te motiva a manter a sua integridade?

Pergunta para Reflexão

Você acha que aquilo que Jó chama de “meu direito” poderia ser aplicado em alguma medida a nós hoje?
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