Promessa cumprida
Cristiano Gaspar
Igreja em Movimento • Sermon • Submitted • Presented
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Transcript
Introdução
Introdução
Você gosta de pegadinhas? Talvez goste de assistir ou até mesmo aplicar pegadinhas, mas geralmente não gostamos de cair…
É aquela frustração de ser enganado. A expectativa criada vira decepção em segundos. A risada do outro só aumenta a sua raiva. No fundo, é uma lição precoce: não confie demais. Sempre tem uma pegadinha.
E a verdade é que a vida adulta continua cheia de versões sofisticadas dessa mesma dinâmica. Uma promessa de emprego que nunca vem. Um relacionamento que parecia eterno e acaba. Um líder que inspira e depois decepciona. Um sistema que promete justiça e entrega cinismo.
Vivemos cercados por promessas quebradas. E aos poucos, nosso coração vai se armando. Vai ficando cético. Já espera pela pegadinha. Porque no fundo, achamos que ninguém realmente cumpre o que diz.
Mas e se eu te dissesse que existe alguém que nunca faz pegadinha com você?
Alguém que não só promete, mas cumpre exatamente o que disse que faria, com poder, com precisão, com fidelidade.
Esse é o Deus que encontramos em Atos capítulo 2. Um Deus que prometeu, séculos antes, derramar seu Espírito sobre toda carne. Um Deus que renovou essa promessa em Jesus. E um Deus que, no Pentecostes, cumpre tudo, até o último detalhe.
Ele não mente, não atrasa, não joga com suas emoções. Ele cumpre. Ele desce. Ele transforma.
Então me diga: Será que você ainda vive esperando a próxima pegadinha — até mesmo da parte de Deus?
Ou está pronto para confiar plenamente naquele que nunca decepciona?
I. O Espírito foi derramado: A inauguração de um novo tempo
I. O Espírito foi derramado: A inauguração de um novo tempo
1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2 De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. 3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. 4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.
5 Estavam morando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. 6 Assim, quando se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que foi tomada de perplexidade, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. 7 Estavam atônitos e se admiravam, dizendo:
— Vejam! Não são galileus todos esses que aí estão falando? 8 Então como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? 9 Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judeia, Capadócia, Ponto e Ásia, 10 da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, 11 tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes. Como os ouvimos falar sobre as grandezas de Deus em nossas próprias línguas?
12 Todos, atônitos e perplexos, perguntavam uns aos outros:
— O que será que isso quer dizer?
13 Outros, porém, zombando, diziam:
— Estão bêbados!
O texto começa com uma cena simples: “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.” Mas o que acontece a seguir é tudo, menos comum.
De repente — e o texto faz questão de enfatizar o "de repente" — um som como o de um vento impetuoso encheu a casa. E sobre cada um deles apareceu algo como línguas de fogo. Eles começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito concedia.
Isso não é espetáculo barato. É teologia em forma de evento. O vento remete à criação (Gênesis 2.7) e ao vale de ossos secos (Ezequiel 37) — quando o fôlego de Deus traz vida onde só havia morte. O fogo aponta para a presença de Deus — como na sarça ardente, no monte Sinai, no templo.
Mas agora, o fogo não está no templo. Está em cada discípulo.
Sabe o que isso significa? Que a presença de Deus não está mais restrita a um lugar, ela habita em pessoas. Eles não são mais meros seguidores; são mini-templos ambulantes, carregando a glória de Deus nas ruas de Jerusalém.
E mais: eles falam em línguas diferentes. Não em murmúrios indecifráveis, mas em idiomas que as nações entendem. Cada estrangeiro ouve “as maravilhas de Deus” em sua própria língua.
Isso é poderoso. Porque em Gênesis 11, no episódio da Torre de Babel, Deus confundiu as línguas e espalhou os povos. Aqui, Ele honra as línguas e reúne os povos. Pentecostes não cancela Babel, redime Babel.
O que Deus está fazendo? Está mostrando que o evangelho não é uma mensagem tribal. Não é exclusividade de um grupo. É para todos: árabes, partos, romanos, brasileiros.
A igreja nasce trilingue, multiétnica e absolutamente internacional.
Aplicação:
Aplicação:
Agora, pare um pouco e se pergunte:
Você ainda pensa no Espírito Santo como uma força mística do passado... ou como alguém presente em você hoje?
Você vive como um templo — ou como um turista espiritual, esperando o próximo culto te emocionar?
A realidade é que se você está em Cristo, o mesmo Espírito que soprou em Pentecostes habita em você. O mesmo fogo. A mesma presença. O mesmo poder.
Não espere mais por um sinal sobrenatural. O maior sinal já veio: o Espírito habita em você para exaltar Jesus através de você.
Ilustração:
Ilustração:
Imagine que a cidade está inaugurando um novo sistema de água encanada. Antes, cada casa dependia de poços rasos, baldes, soluções improvisadas. Agora, há uma fonte central, limpa, abundante e permanente.
O Pentecostes é essa inauguração. A fonte foi instalada. O Espírito já está disponível.
A pergunta é: você já está conectado a essa fonte? Ou ainda vive de poços rasos — da sua força, do seu mérito, da sua religião?
II. Pedro pregou: A exaltação do Cristo ressuscitado
II. Pedro pregou: A exaltação do Cristo ressuscitado
14 Então Pedro se levantou, junto com os onze, e, erguendo a voz, dirigiu-se à multidão nestes termos:
— Homens da Judeia e todos vocês que moram em Jerusalém, tomem conhecimento disto e prestem atenção no que vou dizer. 15 Estes homens não estão bêbados, como vocês estão pensando, porque são apenas nove horas da manhã. 16 Mas o que está acontecendo é o que foi dito por meio do profeta Joel:
17 “E acontecerá nos últimos dias,
diz Deus,
que derramarei o meu Espírito
sobre toda a humanidade.
Os filhos e as filhas de vocês profetizarão,
os seus jovens terão visões,
e os seus velhos sonharão.
18 Até sobre os meus servos
e sobre as minhas servas
derramarei o meu Espírito naqueles dias,
e profetizarão.
19 Mostrarei prodígios em cima no céu
e sinais embaixo na terra:
sangue, fogo e nuvens de fumaça.
20 O sol se transformará em trevas,
e a lua, em sangue,
antes que venha o grande
e glorioso Dia do Senhor.
21 E acontecerá que todo aquele
que invocar o nome do Senhor
será salvo.”
22 — Israelitas, escutem o que vou dizer: Jesus, o Nazareno, homem aprovado por Deus diante de vocês com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou entre vocês por meio dele, como vocês mesmos sabem, 23 a este, conforme o plano determinado e a presciência de Deus, vocês mataram, crucificando-o por meio de homens maus. 24 Porém Deus o ressuscitou, livrando-o da agonia da morte, porque não era possível que fosse retido por ela. 25 Porque Davi fala a respeito dele, dizendo:
“Eu sempre via o Senhor
diante de mim,
porque ele está à minha direita,
para que eu não seja abalado.
26 Por isso, o meu coração
se alegra
e a minha língua exulta;
além disto, também
a minha própria carne
repousará em esperança,
27 porque não deixarás
a minha alma na morte,
nem permitirás que
o teu Santo veja corrupção.
28 Fizeste-me conhecer
os caminhos da vida,
e me encherás de alegria
na tua presença.”
29 — Irmãos, permitam-me falar-lhes claramente a respeito do patriarca Davi: ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. 30 Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, 31 prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção. 32 Deus ressuscitou este Jesus, e disto todos nós somos testemunhas. 33 Exaltado, pois, à direita de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vocês estão vendo e ouvindo. 34 Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo afirma:
“Disse o Senhor ao meu Senhor:
‘Sente-se à minha direita,
35 até que eu ponha os seus inimigos
por estrado dos seus pés.’ ”
36 — Portanto, toda a casa de Israel esteja absolutamente certa de que a este Jesus, que vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo.
Imagine a cena: as pessoas estão confusas com tudo o que viram — vento, fogo, vozes. Alguns zombam, dizendo: “Estão bêbados!” Pedro então se levanta. Não é mais o Pedro medroso que negou Jesus semanas antes. Agora, cheio do Espírito, ele prega com clareza, coragem e convicção.
E o que ele faz? Ele explica o que está acontecendo à luz das Escrituras. Isso não é caos espiritual — é cumprimento de profecia. Pedro diz: “Isto é o que foi dito por Joel: nos últimos dias, derramarei do meu Espírito sobre toda carne.”
Pedro está ensinando algo profundo: Pentecostes não é um fenômeno isolado. É parte do plano redentor de Deus. É o sinal de que entramos nos últimos dias — o tempo entre a ascensão de Jesus e sua volta.
Mas Pedro não para aí. Ele nos leva ao coração da mensagem cristã: Jesus.
E ele apresenta Jesus com quatro lentes:
1. Jesus, o homem aprovado por Deus (v. 22)
1. Jesus, o homem aprovado por Deus (v. 22)
“Vocês sabem quem ele foi. Viram os sinais e maravilhas.”
Pedro está dizendo: Jesus não passou despercebido. Ele foi público, visível, poderoso. Suas obras provaram sua identidade.
Jesus curava, expulsava demônios, ressuscitava mortos. Esses milagres não violavam a natureza — eles restauravam o mundo ao que ele deveria ser. Um mundo sem doença, sem dor, sem morte.
2. Jesus, o cordeiro crucificado por nós (v. 23)
2. Jesus, o cordeiro crucificado por nós (v. 23)
Pedro então dá uma guinada: “Ele foi entregue segundo o plano determinado por Deus... mas vocês o mataram.”
Veja a ousadia: Pedro diz que a cruz foi plano soberano de Deus e culpa do pecado humano. Essa tensão entre soberania e responsabilidade está em toda a Bíblia.
Jesus não foi vítima de um golpe político. Ele foi o cordeiro voluntário, o centro do plano de Deus para salvar pecadores. Mas isso não diminui a nossa culpa: “Vocês o mataram.”
E a aplicação é clara: “E nós também.”
Foi o nosso orgulho, nossa autossuficiência, nossa rebelião, que pregou Cristo à cruz.
3. Jesus, o ressuscitado e vitorioso (vv. 24–32)
3. Jesus, o ressuscitado e vitorioso (vv. 24–32)
Pedro proclama: “Mas Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, porque era impossível que a morte o retivesse.”
E então ele cita o Salmo 16, mostrando que Davi falava profeticamente de Cristo. Ele diz: “O túmulo de Davi está aqui até hoje.” Ou seja, ele morreu e permaneceu morto.
Mas Jesus? Seu túmulo está vazio. A ressurreição é o selo de autenticidade do Messias.
4. Jesus, o exaltado à direita do Pai (vv. 33–36)
4. Jesus, o exaltado à direita do Pai (vv. 33–36)
Pedro conclui com outra citação: o Salmo 110. Jesus não só ressuscitou. Ele ascendeu aos céus e foi entronizado.
A imagem é poderosa: Jesus está no trono. Ele reina. E Ele derramou o Espírito como prova visível de sua vitória.
Pedro termina sua mensagem com um golpe de misericórdia retórico:
“Portanto, toda a casa de Israel esteja absolutamente certa disto: Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo.”
Ele não domesticou Jesus. Não amenizou a verdade. Ele pregou o Cristo exaltado — Rei, Senhor, Juiz e Salvador.
Aplicação
Aplicação
Vamos ser sinceros: muitos de nós vivem como se Jesus estivesse fora do trono.
Nós queremos o Salvador... mas não o Senhor.
Queremos o perdão... mas não a obediência.
Queremos o Jesus da cruz... mas não o Jesus que exige rendição.
Mas Pedro deixa claro: Ele é os dois. Ele é o Cordeiro e o Leão. O crucificado e o coroado.
Você pode até ignorá-lo por um tempo. Mas ninguém ficará neutro diante Dele para sempre.
III. O povo respondeu: Um novo povo cheio do Espírito
III. O povo respondeu: Um novo povo cheio do Espírito
37 Quando ouviram isso, ficaram muito comovidos e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos:
— Que faremos, irmãos?
38 Pedro respondeu:
— Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos seus pecados, e vocês receberão o dom do Espírito Santo. 39 Porque a promessa é para vocês e para os seus filhos, e para todos os que ainda estão longe, isto é, para todos aqueles que o Senhor, nosso Deus, chamar.
40 Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo:
— Salvem-se desta geração perversa.
41 Então os que aceitaram a palavra de Pedro foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.
Depois da pregação ousada de Pedro — que falou do Cristo crucificado e exaltado — algo inesperado acontece. O texto diz:
“Ouvindo isso, eles ficaram com o coração aflito e perguntaram: Que faremos?”
Essas são talvez as palavras mais importantes que um ser humano pode pronunciar diante da verdade do evangelho:
“O que eu faço agora?”
Eles não racionalizaram. Não debateram. Não empurraram para depois. Foram cortados por dentro.
A palavra grega para “aflito” significa traspassado, perfurado. É a dor do arrependimento, da consciência que desperta e percebe:
“Eu estava vivendo contra o Deus que me ama.”
Pedro não perde tempo. Ele responde com clareza e urgência:
“Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e vocês receberão o dom do Espírito Santo.”
Pedro está nos mostrando duas coisas fundamentais sobre a conversão:
1. Há uma resposta pessoal ao evangelho: arrependimento e fé
1. Há uma resposta pessoal ao evangelho: arrependimento e fé
“Arrepender-se” aqui não é só mudar de ideia. É mudar de direção.
É como um motorista que está na estrada errada e, ao perceber o erro, faz o retorno e volta para casa.
E ser batizado é testemunhar publicamente essa nova direção. É dizer ao mundo:
“Eu pertenço a Jesus. Meu velho eu morreu. Uma nova vida começou.”
Pedro não está ensinando que o batismo salva, mas que ele acompanha a salvação. Fé genuína é sempre visível. Sempre tem frutos.
2. Há uma resposta divina à conversão: perdão e presença
2. Há uma resposta divina à conversão: perdão e presença
Pedro promete:
“Vocês receberão o perdão dos pecados e o dom do Espírito Santo.”
Em outras palavras:
Deus apaga o que você fez.
E começa a habitar quem você é.
Essa é a beleza do evangelho:
Deus não apenas te perdoa — Ele te transforma.
Ele não apenas limpa seu histórico — Ele muda o seu futuro.
E veja o resultado: três mil pessoas creram e foram batizadas naquele mesmo dia.
A igreja nasce ali — não como um clube religioso, mas como uma comunidade de pessoas transformadas pelo Espírito, vivendo em missão no mundo.
Aplicação
Aplicação
Então...
Você já teve esse momento “traspassado no coração”?
Você já olhou para a cruz e sentiu que aquilo era culpa sua — e, ao mesmo tempo, graça para você?
Você pode ter nascido na igreja, ter pais cristãos, até um certo conhecimento bíblico. Mas a pergunta permanece:
“Você já respondeu pessoalmente ao evangelho com arrependimento e fé?”
O que vemos aqui é que a verdadeira conversão é uma cirurgia espiritual. O Espírito abre o coração, confronta o pecado, revela o Salvador, e nos chama à rendição.
Ilustração final: O resgate e o novo nome
Ilustração final: O resgate e o novo nome
Imagine alguém afundando num rio. Gritando por socorro, já sem forças. Então alguém salta da margem, mergulha, luta contra a corrente e salva essa pessoa — mas morre no processo.
O sobrevivente nunca mais é o mesmo. Ele vive com o nome do seu salvador tatuado no coração.
Isso é o evangelho.
Jesus não só te tira das águas. Ele te dá um novo nome, um novo povo, um novo Espírito — e uma nova missão.
Conclusão
Conclusão
O Fim de uma História é o Começo de Outra
Em Atos 2, vimos o cumprimento de uma promessa antiga — mas o que está diante de nós é muito maior do que um evento histórico. Pentecostes não é apenas o início da Igreja. É um capítulo-chave da grande história de Deus.
Vamos olhar por um momento para essa narrativa maior:
Na criação, o Espírito de Deus pairava sobre as águas e deu forma ao mundo. O homem foi feito do pó — mas só viveu quando Deus soprou o fôlego de vida.
Na queda, o ser humano virou as costas para Deus, tentando viver por sua própria palavra, sua própria força, sua própria verdade. O fôlego virou suspiro. A linguagem, que deveria unir, passou a dividir. E o pecado espalhou a humanidade em confusão — como em Babel.
Na redenção, Jesus veio como o Verbo eterno. Ele viveu entre nós, morreu em nosso lugar e ressuscitou vitorioso. Mas Ele não parou aí. Ele subiu ao céu como Rei coroado, e de lá enviou o Espírito — não como um adereço espiritual, mas como o sopro de uma nova criação.
Em Pentecostes, Deus sopra de novo. E dessa vez, Ele sopra sobre pecadores. Ele não apenas dá vida — Ele cria um novo povo, uma nova humanidade. Gente cheia do Espírito, cheia de perdão, cheia de missão.
E tudo isso aponta para o fim — ou melhor, para o recomeço: a restauração de todas as coisas. Quando Jesus voltar, Ele não apenas derramará o Espírito sobre o Seu povo — Ele habitará com o Seu povo para sempre. E toda tribo, língua e nação, unidas, cantarão: “O Cordeiro venceu!”
Aplicação Final: O Evangelho Pessoal
Aplicação Final: O Evangelho Pessoal
Então aqui está a pergunta mais séria que posso te fazer:
Onde você está nessa história?
Você ainda vive como se Babel fosse o capítulo final? Confuso, disperso, buscando identidade, tentando escrever sua própria narrativa?
Ou você já foi inserido pela graça na história da redenção — como parte do povo de Pentecostes, cheio do Espírito, unido a Cristo e comprometido com sua missão?
Pedro pregou e três mil foram cortados no coração.
Hoje, o mesmo Espírito que cortou aqueles corações pode estar soprando em você.
Talvez você pense: “Mas eu traí Jesus como Pedro.”
Pois então olhe para Pedro: ele foi restaurado, cheio do Espírito, e se tornou instrumento de salvação.
Se Deus fez isso com ele, pode fazer com você.
Talvez você pense: “Mas eu sou muito pecador.”
Pois então olhe para a cruz: Jesus morreu por pecadores como você.
E hoje Ele está vivo, exaltado, oferecendo perdão, presença e propósito.
Aplicação para a Igreja: Somos o Povo do Pentecostes
Aplicação para a Igreja: Somos o Povo do Pentecostes
Igreja, lembre-se: você não é um grupo de pessoas que apenas frequenta um prédio.
Você é o templo do Deus vivo.
Você é parte da nova humanidade, chamada a levar a linguagem do evangelho ao mundo inteiro.
Pentecostes nos lembra que a missão não é opcional — é identidade.
Se o Espírito habita em nós, então o evangelho precisa fluir de nós.
E a boa notícia é: você não está sozinho.
Você tem o Espírito.
Você tem a Palavra.
E você faz parte de um povo que nasceu num derramamento de poder — e segue até hoje, até que o Rei volte.
Que hoje você ouça a mesma pergunta que ecoou naquela praça de Jerusalém:
“Que faremos?”
E que a sua resposta seja a mesma: “Arrependo-me. Rendo-me. Batizo-me. Caminho com Cristo.”
A história continua, e a pergunta é: Você está dentro?
