O AMOR NA PRÁTICA! (Parte 2) Lucas 6.46-49

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Se o seu cristianismo não fizer de você uma nova criatura, você não se converteu a Jesus mas a si mesmo.

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Grande ideia: Se o seu cristianismo não fizer de você uma nova criatura, você não se converteu a Jesus, mas a si mesmo.
Estrutura: Há necessidade de se ter coerência entre a profissão de fé e o conteúdo da fé (vv. 46-49).
Papa Leão XIV (Robert Prevost):
"Ainda guardamos nos ouvidos aquela voz fraca mas sempre corajosa de Francisco, que abençoou Roma", em referência a sua bênção no domingo de Páscoa, sua última aparição pública, antes de morrer. Ajude-nos a construir pontes com o diálogo, com o encontro, para nos unir a todos, para sermos um só povo. Obrigado, Papa Francisco. Mas também quero agradecer a todos os meus irmãos cardeais que me escolheram como sucessor de Pedro. Buscando sempre a paz e a justiça, trabalhando sempre como homens e mulheres fiéis a Cristo, para anunciar o Evangelho e ser missionários."
Matthew 16:18 NAA
Também eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
1 Corinthians 3:10–11 NAA
Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como sábio construtor, e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.
Comentário Bíblico de Lucas: Através da Bíblia Jesus Ensina as Verdades do Evangelho Através do Sermão da planície (Lc 6.20–49)

O texto de Lucas 6.17–49 forma o chamado “Sermão da Planície” e corresponde ao “Sermão da Montanha” de Mateus 5–7. Se compararmos as duas passagens encontraremos algumas diferenças. A principal é que Lucas omitiu todos os pormenores sobre os costumes e as leis judaicas, porque escreveu em primeiro lugar para os gregos, para os pagãos, enquanto Mateus queria mostrar aos seus leitores judeus que o cristianismo realiza a justiça que Deus quer.

O que é possível observar é que Lucas estava mais preocupado em delinear o traço essencial da mensagem cristã: A prática do amor. Lucas não se preocupou tanto em destacar o espírito do cristianismo, mas em salientar o comportamento concreto que expressa esse espírito.

1. Viva o que você crê! (vv. 46-49)
A repetição “Senhor, Senhor!” implica em uma reverência, que neste contexto mostra-se infrutífera: “e não fazem o que eu mando”.
Comentário Bíblico de Lucas: Através da Bíblia Jesus Ensina as Verdades do Evangelho Através do Sermão da planície (Lc 6.20–49)

Não basta saber o que Jesus disse, não bastar ter ouvido tudo o que Jesus falou. Não! Só isso não basta! É importante, mas não é o suficiente! É preciso colocar em prática os ensinamentos de Jesus para que a nossa realidade e a realidade daqueles que convivem conosco seja concretamente transformada. A parábola dos dois construtores é simples e clara: O primeiro construiu uma casa com alicerce sobre a rocha e o outro construiu a sua diretamente sobre a terra, sem nenhum alicerce. Veio a enchente e a primeira casa resistiu, mas a segunda desmoronou. É exatamente isso que acontece com as pessoas diante do evangelho: As que ouvem o evangelho e o colocam em prática ficam preparadas para o que der e vier; as que apenas ouvem, mas não o praticam, não conseguem resistir a nada; na primeira situação difícil esquecem tudo o que ouviram e continuam com a antiga maneira de agir.

Como ilustração, temos a história, que em Lucas há um diferencial: “lançou o alicerce” e “sem alicerces”.

O verbo themelióō em Mt 7.25; Lc 6.48; Hb 1.10 significa “providenciar um fundamento”. O sentido é figurado em Ef 3.17; 1Pe 5.10, ou seja, “fortalecer”, “confirmar”, mas com a ideia implícita de que, quando Deus nos confirmar na fé e no amor, ele estabelece sua casa ou igreja sobre seu seguro fundamento em Cristo.

Um não foi abalado, o outro teve uma grande queda. Interessante essa relação comum nas Escrituras: dois caminhos, dois destinos.
Matthew 7:13–14 NAA
— Entrem pela porta estreita! Porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela. Estreita é a porta e apertado é o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que o encontram.
Em suma:
2. Outras aplicações:
(a) Muitos crentes são apenas religiosos. Estão entre nós, por conveniência, apenas para terem algum tipo de “segurança pseudo espiritual”. Honram a Jesus com seus lábios, mas o negam com a sua vida.
Luke 14:26 NAA
— Se alguém vem a mim e não me ama mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua mulher, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.
John 10:27 NAA
As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.
(b) Cristianismo é um mandato. Não se trata de um passatempo de férias. É uma vida de renúncia e sacrifício. Não ouse ser cristão, se você não for chamado para sê-lo.
James 1:22–25 NAA
Sejam praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando a vocês mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se àquele que contempla o seu rosto natural num espelho; pois contempla a si mesmo, se retira e logo esquece como era a sua aparência. Mas aquele que atenta bem para a lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte que logo se esquece, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.
2 Peter 1:10 NAA
Por isso, irmãos, procurem, com empenho cada vez maior, confirmar a vocação e a eleição de vocês; porque, fazendo assim, vocês jamais tropeçarão.
Ilustr.:
C. S. Lewis, “Cristianismo puro e simples”.
Os alimentos só mostram seu verdadeiro sabor quando vocês lhes acrescenta o sal. (É claro que, como eu disse, esse exemplo não é bom, pois no fim das contas, de fato é possível abafar os outros sabores pelo excesso de sal, ao passo que o sabor de uma personalidade humana não pode ser abafado pelo excesso de Cristo. Estou me esforçando ao máximo).
O que acontece com Cristo e conosco é algo semelhante a isso. Quanto mais tiramos do caminho aquilo que agora chamamos de “nós mesmos” e deixamos que ele tome conta de nós, tanto mais nos tornarmos aquilo que realmente somos. Ele é tão grande que milhões e milhões de “pequenos Cristos”, todos diferentes, não serão suficientes para expressá-lo plenamente. Foi ele que os fez a todos. Ele inventou- como um escritor inventa os personagens de um romance- todos os homens diferentes que vocês e eu devemos ser. Neste sentido, nossos verdadeiros seres estão todos nele, esperando por nós. De nada vale procurar “ser eu mesmo” sem ele. Quanto mais resisto a ele e tento viver sozinho, tanto mais me deixo dominar por minha hereditariedade, minha criação, meus desejos naturais e o meio em que vivo. Na verdade, aquilo que chamo com tanto orgulho de “eu mesmo” é simplesmente o ponto de encontro de miríades de cadeias de acontecimentos que não foram iniciadas por mim e não poderão ser encerradas por mim. Os desejos que chamo de “meus” são meramente os desejos vomitados pelo meu organismo físico, incutidos em mim pelo pensamento de outros homens ou mesmo sugeridos a mim pelos demônios. Ovos, álcool e uma boa noite de sono: eis aí a verdadeira origem da minha decisão de beijar a moça sentada à minha frente na cabine do trem, decisão que, para fazer uma vênia a mim mesmo, considero pessoalíssima e maduramente refletida. A propaganda será a verdadeira origem de minhas idéias políticas, que considero próprias e específicas. Em meu estado natural, não sou tanto uma “pessoa” quanto gosto de pensar que sou: a maior parte daquilo que chamo de “eu” pode ser facilmente explicada por outros fatores. É só quando me volto para Cristo, quando me entrego à personalidade dele, que começo a ter uma verdadeira personalidade minha.
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