22ª Parábola - O rico tolo insensato (Lc 12.13-21)

Parábolas de Jesus  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 8 views
Notes
Transcript

Texto

Lucas 12.13–21 “13 Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão disse a Jesus: — Mestre, diga a meu irmão que reparta comigo a herança. 14 Mas Jesus lhe respondeu: — Homem, quem me nomeou juiz ou repartidor entre vocês? 15 Então lhes recomendou: — Tenham cuidado e não se deixem dominar por qualquer tipo de avareza, porque a vida de uma pessoa não consiste na abundância dos bens que ela tem. 16 E Jesus lhes contou ainda uma parábola, dizendo: — O campo de um homem rico produziu com abundância. 17 Então ele começou a pensar: “Que farei, pois não tenho onde armazenar a minha colheita?” 18 Até que disse: “Já sei! Destruirei os meus celeiros, construirei outros maiores e aí armazenarei todo o meu produto e todos os meus bens. 19 Então direi à minha alma: ‘Você tem em depósito muitos bens para muitos anos; descanse, coma, beba e aproveite a vida.’ ” 20 Mas Deus lhe disse: “Louco! Esta noite lhe pedirão a sua alma; e o que você tem preparado, para quem será?” 21 — Assim é o que ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para com Deus.”

Introdução

.O discipulado continua à medida que passamos das questões de hipocrisia (inicio do cap 12) , falou também 4-7 a questão do temor e da ansiedade - Jesus tinha enfatizado a loucura da preocupação. Ele já havia dito vs6: “Não se vendem cinco pardais por dois centavos (moedinhas)? Todavia nenhum deles é esquecido aos olhos de Deus - falou também dos cabelos da cabeça que estão todos contados … Não tenham medo; vocês são mais valiosos do que qualquer número de pardais” ou fios de cabelos que são cuidados....
E claro a confissão destemida (vs 8-12) então passa para o problema dos bens e do materialismo. Poxa Jesus já havia trazido uma palavra de cuidado e exortação , não havia mais o que temer, a esperança estava em Jesus ali na frente deles.... Se o povo de Cristo é consumido por ele, eles não podem ceder ao consumismo. Isso começa com um pedido da multidão a respeito de uma questão familiar:
Depois dessas palavras eles deveriam pensar e reagir: “Quão ricos somos nós!”
SQN, parece que as palavras de Jesus não entrou na cabeça e não deixaram impressão nenhuma ali com aquele povo - SABE QUANDO VC FALA E A PESSOA NEM AÍ !!! Mas quando fala de dinheiro: “Quando há uma herança, maioria das pessoas se convertem em lobos”.
13. Alguém da multidão lhe disse: Mestre, diz a meu irmão que reparta comigo a herança.
A pessoa que fez esse pedido podia pensar em uma só coisa: a herança! Na cabeça dessa pessoa - Ela estava convencida de que estava sendo roubada... defraudada. E claro que as normas sobre a divisão de uma herança podiam ser encontradas em Deuteronômio 21.15–17 (Para filhos bastardos); veja também Números 27.8–11 “8 E diga aos filhos de Israel: Se alguém morrer e não tiver filho, passem a herança dele para a sua filha. 9 E, se não tiver filha, deem a herança aos irmãos dele. 10 Porém, se não tiver irmãos, deem a herança aos irmãos do pai dele. 11 Se também o pai não tiver irmãos, deem a herança ao parente mais chegado de sua família, para que tome posse dela. Isto será prescrição de direito aos filhos de Israel, como o Senhor ordenou a Moisés.” e capítulo 36 (Das tribos). Mas é possível que neste caso não se estivesse fazendo justiça.
A regra era que o irmão mais velho tivesse dois terços e o mais novo um terço da herança. A Torá foi clara sobre isso (Nm 27.10, 11; Dt 21.17), mas aqui é possível que o irmão mais velho queira manter o patrimônio da família intacto para proteger sua posição na comunidade. Dividir a riqueza seria diminuir a família como um todo. Este é provavelmente o irmão mais novo que, como o filho pródigo, exige sua parte quando ele deseja.
.Perceba que este irmão (provavelmente mais jovem) está na verdade ordenando que Jesus tome o seu partido. Seu interesse não está na justiça, mas na riqueza material. Seu problema é a ganância. A resposta de Jesus é direta: “Homem, quem me nomeou juiz ou árbitro entre vocês?”
Gente, por que que ele pediu pra Jesus que interferisse nesse ponto? certamente, como Jesus era um Mestre o considerou como mais um rabino, e, sabendo que os rabinos solucionavam questões desse tipo, esse jovem pediu que levasse esse assunto a uma conclusão que favorecesse a ele por ele ser o mais javom.
14. Ele respondeu: Homem, quem me designou juiz ou árbitro em sua causa?
"Jesus sendo Jesus nega gentilmente o pedido de forma definitiva, e isso provavelmente por dois motivos:
(a) ele respeitava as autoridades responsáveis por lidar com esse tipo de questão e não queria interferir; e
(b) sua missão era outra — ele havia sido chamado para uma tarefa muito mais elevada e significativa.", e QUAL É? O propósito da sua vinda envolvia a salvação de homens e mulheres pecadores. Ele não seria desviado dessa grande e gloriosa missão para dividir uma herança mesquinha. (Lucas 19.10 “10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.” ).
(E mais, ele não tinha autoridade legal para julgar assuntos envolvendo propriedades. Suas decisões não seriam legalmente consideradas).
O Mestre sabia muito bem que a preocupação com assuntos estritamente profanos/mundanos do desse jovem que chegou tinha suas raízes na cobiça. Por isso, ele agora faz uma advertência dirigida não só a esse homem, mas a toda a multidão:
15. Então ele lhes disse: Cuidado! Estejam em guarda contra toda forma de cobiça…
Essa é uma advertência muito séria. Que cada um de vocês, meus irmãos leve a sério. Que comece fazendo um inventário. Que ele tome como uma séria tarefa fazer a si mesmo e reiteradamente a pergunta: “Sou, porventura, um homem cobiçoso? Experimento a alegria de dar para as boas causas? Ou porventura sou uma pessoa egoísta? Sinto uma paixão desordenada pelas possessões materiais? De ter honra e prestígio? Poder e posição? resumindo, sou cobiçoso?
A palavra grega que é traduzida por cobiça é muito descritiva. Literalmente, significa: A sede de ter mais, de ter sempre mais e mais e ainda mais. É como se um homem que tem sede tomasse um copo de água salgada para saciá-la, uma vez que tem à disposição unicamente essa água. Isso faz com que ele tenha ainda mais sede. De modo que continua tomando mais e mais até que sua sede o mata. É uma paixão descontrolada de ter … ter … ter … mais … e mais … e ainda mais.
Jesus disse a essas pessoas – e diz a nós hoje – que não nos deixemos escravizar por esse demônio da cobiça, e acrescenta: vs 15porque a vida de um homem [a vida que realmente importa] não consiste na abundância de suas possessões, seus bens terrenos.
.Paulo chama a ganância de “idolatria” - VAMOS LER(Efésios 5.5 “5 Fiquem sabendo disto: nenhuma pessoa imoral, impura ou avarenta — porque a avareza é idolatria — tem herança no Reino de Cristo e de Deus.” ; Colossenses 3.5 “5 Portanto, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena: imoralidade sexual, impureza, paixões, maus desejos e a avareza, que é idolatria;” ) porque ela coloca os bens terrenos à frente de Deus em sua vida. Na realidade, ambos os irmãos estavam se concentrando em sua riqueza terrena e consumidos pela ganância, um exigindo o dinheiro, o outro se recusando a desistir dele, É muito fácil ser um pai rico e permitir que a herança destrua a família. Jesus se dirige aos dois irmãos, mas também à multidão, dizendo-lhes: “A vida não consiste em uma abundância de posses”. A verdadeira vida deve centrar-se nas realidades eternas, não na abundância temporária.
Com o propósito de deixar bem claro esse ponto, ele continua:
16. E lhes contou uma parábola, dizendo: O campo de certo homem rico produziu uma abundante colheita.
Que havia de errado com esse agricultor? O fato de ser bem-sucedido? entendo que não. Em nenhum lugar da Escritura se condena o êxito ou a riqueza como tal. Deus nunca repreendeu às seguintes pessoas por serem ricas: Abraão, Salomão, Jó, José de Arimateia (veja Gênesis 13.2 “2 Abrão era muito rico; possuía gado, prata e ouro.” ; 1Reis 3.10–13 “10 Estas palavras agradaram ao Senhor, por haver Salomão pedido tal coisa. 11 E Deus lhe disse: — Já que você pediu isso e não me pediu longevidade, nem riquezas, nem a morte de seus inimigos, mas pediu entendimento, para discernir o que é justo, 12 eis que farei como você pediu. Eu lhe dou um coração sábio e inteligente, de maneira que antes de você nunca houve ninguém igual a você, nem haverá depois de você. 13 Também lhe dou o que você não me pediu, tanto riquezas como glória, de modo que, entre os reis, não haverá ninguém semelhante a você durante os dias da sua vida.” ; Jó 42.12 “12 O Senhor abençoou o último estado de Jó mais do que o primeiro. Ele veio a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas.” ; Mateus 27.57 “57 Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus.” ).
E então? Teria ele adquirido sua riqueza por meios desonestos? Não há nada no texto que indique isso. Ao contrário, fica a claro pra gente a impressão de que esse homem tinha enriquecido por que Deus havia abençoado o trabalho de suas mãos, e fez com que seu campo fosse tão fértil a ponto de produzir uma colheita abundante.
O que realmente estava errado vem a luz nos próximos versos: Volteo atexto de Lc12.17-19
17–19. De modo que ele começou um diálogo consigo mesmo, dizendo: Que farei, porque não tenho espaço onde armazenar minha colheita. Então disse: Eis o que farei: derrubarei meus celeiros e construirei celeiros maiores, e ali armazenarei todo o meu grão e meus bens. E direi à minha alma: Alma, você tem abundância de bens armanezada para muitos anos. Não se preocupe; coma, beba e divirta-se.
Note o seguinte:
Em primeiro lugar, o homem rico revela que não se conhece. Não compreende que seu corpo é mortal e necessariamente não viverá “muitos anos”.
. Seu debate consigo mesmo a princípio parece até algo prudente - encontrar um bom lugar para armazenar essa colheita abundate - Ele acredita que suas riquezas vão durar e continuar e assim desenvolve planos de armazenamento muito maior. Porém meus irmãos o que está implícito aqui é o lugar central que ele ocupa em todas as suas reflexões — tudo é sobre “eu, eu mesmo, e eu”, meus irmãos parece que ele está de frente a um espelho contemplando e discutindo consigo mesmo. É Pácábá!!!
Ele ignora Deus e a família em favor de si mesmo.
Em seus planos, Deus é deixado de fora, e tudo gira em torno do homem: “O que devo fazer […] demolirei […] e construirei […] guardarei […] direi a mim mesmo…” Ele comete o pecado do homem cristão de negócios que é superficial em Tiago 4.13–17 VAMOS LA VER“13 Escutem, agora, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e faremos negócios, e teremos lucros.” 14 Vocês não sabem o que acontecerá amanhã. O que é a vida de vocês? Vocês não passam de neblina que aparece por um instante e logo se dissipa. 15 Em vez disso, deveriam dizer: “Se Deus quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.” 16 Agora, entretanto, vocês se orgulham das suas arrogantes pretensões. Todo orgulho semelhante a esse é mau. 17 Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando.”
Então ele comete esse pecado e planeja ir de cidade em cidade apenas para ganhar dinheiro e esquece-se de Deus no processo. A elevação do eu acima de Deus é a própria definição de ganância.
De novo irmãos, há certa prudência quando a colheita exige celeiros maiores. O plural “galpões” mostra a produtividade da colheita. Ele parece ser um homem de negócios sábio até que percebemos a natureza egocêntrica de tudo isso.
Além disso, não leva em conta o fato de que a “abundância de bens” em que está se regozijando não pode satisfazer a alma..... Sua alma não tem nada!
Em segundo lugar, não leva em conta as necessidades dos demais. É totalmente egoísta. No original grego, as palavras eu, meu e minha ocorrem um total de 12 vezes nesse parágrafo. Há oito eu e quatro meu e/ou minha. Deveria ter levado em conta que havia outras pessoas que eram carentes de parte desse grão. Não nutria alegria de dar generosamente. Só conseguia pensar em derrubar os velhos celeiros ou depósitos a fim de construir outros maiores nos quais pudesse armazenar seu grão para si MESMO.
.Todo seu objetivo é a auto-indulgência, em vez de usar sua abundância para ajudar os outros ou para servir a Deus. Seu desejo adota o princípio do prazer. Nesta história, nenhuma família ou amigos são mencionados, ninguém com quem compartilhar sua abundância ou usá-la para ajudar. Ele está sozinho e quer que assim seja. “Comer, beber e alegrar-se” deriva de Eclesiastes 8.15 “15 Por isso exalto a alegria, porque para o ser humano não há nada melhor debaixo do sol do que comer, beber e alegrar-se; pois isso o acompanhará no seu trabalho nos dias da vida que Deus lhe dá debaixo do sol.” , onde se diz ao povo de Deus que considere este mundo como um presente de Deus destinado a produzir “gozo de vida”. Mas ele o transformou em prazer egoísta e poluiu o dom de Deus. “Sê feliz” é euphrainomai, significa “desfruta da boa vida”. E é só para isso que ele vive.
No versículo 20, Deus na verdade o chama de “tolo”, aphrōn, LOOUCO. Ele pensa que tem a vida boa, mas na realidade é apenas mais um tolo que fora comprado pelas coisas deste mundo.
Ao aplicar isso à situação de hoje, poderíamos com propriedade perguntar se estamos fazendo tudo o que devemos fazer pelos famintos e os pobres. Pense bem na explosão demográfica. Estima-se que no tempo em que essa parábola foi contada havia cerca de 250 milhões de habitantes na terra. Não foi senão até o ano de 1830 d.C. que o número chegou a um bilhão, e um século mais tarde a dois bilhões. Em 1978, a população mundial estimada era de mais de quatro bilhões.
Essas pessoas precisam comer. Necessitam de um corpo sadio. Em certas regiões da terra há centenas de milhares de crianças de abdome inchado, braços finos como palitos e olhos esbugalhados! As costelas são bem visíveis em seu peito! Não é à toa que temos a cesta do amor, não é a toa, que temos aqui nossa parcela, os ensinos não param aqui, são para a vida ao nosso redor onde passamos, quantas vezes vimos pessoas com siceridade pedindo e sendo atendidas nos farois, comunidades compartilhando, é o nosso papel.
Portanto, o que os povos famintos da terra necessitam é de habilidade técnica, conhecimento e aplicação das normas de higiene, de cultivo e irrigação do solo que lhes permitam ter melhores colheitas, em alguns casos melhores sementes e uma quantidade suficiente de bons médicos. Todas essas necessidades são urgentes. Não devem ser subestimadas. Mas do que mais se necessita é do evangelho da graça salvadora de Deus em Jesus Cristo!
Em terceiro lugar, o homem rico não deu graças, nem glorificou a Deus. Em termos práticos, esse homem é um ateu. Dada sua abundante colheita, era justo esperar que exclamasse: “Bendiga, ó minha alma, oh Deus, e não se esqueça de nenhum de seus benefícios! Quem sou eu para que me dês tanto? Que darei oh Deus por todos os benefícios para comigo?” Mas não! nada diz a respeito. ele diz a si mesmo: “Não se preocupe; coma, beba e divirta-se”.
Continua o penoso despertamento:
20. Deus, porém, lhe disse: Louco! Esta mesma noite sua alma está sendo requerida, e as coisas que você preparou [para si mesmo], para quem serão?
Deus denomina esse homem de “louco”, e na verdade ele era louco mesmo, porque é como se ele pensasse que não tinha nenhuma necessidade de Deus, que ele mesmo tinha o controle de sua vida, alma e corpo, que era “senhor de seu próprio destino e capitão de sua alma”. Agora Deus lhe diz que sua alma estava sendo requerida, não depois “de muitos anos”, mas “esta mesma noite”. Deus mesmo a demandará dele. Note que o louco estava equivocado não só ao pensar que tinha o controle sobre o término de sua vida. Também estava equivocado ao esquecer que nem sequer sabia quando ela terminaria. Deveria ter lembrado das palavras do Salmo 39.4–6 (em parte): “Senhor … que eu reconheça a minha fragilidade. Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade. … amontoa tesouros e não sabe quem os levará”. Veja também Salmo 90.10 e 103.15,16.
Fico aqui imaginando o corpo do homem no caixão e a família ja brigando e tomando as coisas brigando pela herança, assim como nós começamos nosso sermão onde o filho mais nova reclama sua parte na herança… Como os herdeiros devem ter se divertido ao repartir entre si as coisas que de forma tão afanosa ele havia amontoado … para si! E enquanto faziam isso, onde ele estava? Leia o Salmo 73.19–20 “19 Como são destruídos num instante! São totalmente aniquilados de terror! 20 Como acontece com o sonho, quando alguém acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles.”
Jesus resume a lição principal da parábola da seguinte forma:
21. E assim acontece com quem acumula riquezas para si, porém não é rico aos olhos de Deus. Jesus se refere ao homem que vive tão-só para si mesmo e não conta com Deus.
Sem dúvida, um homem deveria, em plena consciência de sua dependência de Deus, e com gratidão a ele, tentar suprir suas próprias necessidades e as de sua família. Provérbios 6.6 (“Vá ter com a formiga, ó preguiçoso” etc.) não foi escrito em vão; tampouco o foi o conselho que José deu a Faraó LER (Gênesis 41.25–36 “25 Então José respondeu: — O sonho de Faraó é apenas um; Deus revelou a Faraó o que ele vai fazer. 26 As sete vacas boas serão sete anos; as sete espigas boas, também sete anos; o sonho é um só. 27 As sete vacas magras e feias, que subiam após as primeiras, serão sete anos, bem como as sete espigas mirradas e queimadas pelo vento leste serão sete anos de fome. 28 — Esta é a palavra, como acabo de dizer a Faraó: Deus manifestou a Faraó o que ele vai fazer. 29 Eis que vêm sete anos de grande abundância por toda a terra do Egito. 30 Depois virão sete anos de fome. Toda aquela abundância será esquecida na terra do Egito e a fome consumirá a terra; 31 e não será lembrada a abundância na terra, por causa da fome que seguirá, porque será gravíssima. 32 O sonho de Faraó foi repetido, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus se apressa a fazê-la. 33 — Agora, pois, Faraó devia escolher um homem ajuizado e sábio e encarregá-lo de dirigir a terra do Egito. 34 Faraó devia fazer isto: pôr administradores sobre a terra e recolher a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de fartura. 35 Esses administradores deviam ajuntar toda a colheita dos bons anos que virão, recolher cereal por ordem de Faraó, para mantimento nas cidades, e guardá-lo em armazéns. 36 Assim, o mantimento servirá para abastecer a terra nos sete anos da fome que haverá no Egito; para que a terra não seja destruída pela fome.” ). O importante é que alguém não se esqueça do princípio estabelecido tão claramente em Lucas 12.21. (O que vc tem preparado para sua alma) E, em essência, Este não é o mesmo princípio que o Senhor também estabeleceu em Mateus 6.33: “Busquem em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas como um dom extra”? É uma questão de escolher o elemento certo para ser posto em primeiro lugar em nossa lista de prioridades. Deve ser “o seu reino e a sua justiça”. “Deleite-se em Deus, e ele satisfará os desejos de seu coração” (Sl 37.4). Veja também 1Coríntios 10.31 “31 Portanto, se vocês comem, ou bebem ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.” .
.Concluo com as palavras de John Charles Ryle: Quando podemos afirmar que um homem é rico para com Deus?
Nunca, até que ele seja rico em graça, fé e boas obras, até que se dirija ao Senhor Jesus suplicando que lhe dê o ouro refinado pelo fogo (Ap 3.18).
Nunca, enquanto não tiver uma casa feita não por mãos humanas, eterna, nos céus. Nunca, até que seu nome esteja escrito no livro da vida e que ele seja herdeiro de Deus e coerdeiro juntamente com Cristo.
Este é o homem verdadeiramente rico! Seu tesouro é incorruptível. Seu banco nunca há de falir. Sua herança não fenece. Os homens não podem impedir que ele a desfrute. A morte não pode arrebatá-la de suas mãos. Todas essas coisas já pertencem àquele que é rico para com Deus – as coisas do presente e as do porvir. E o melhor de tudo, o que ele possui agora não significa nada em comparação ao que possuirá no futuro.
Oração
Senhor que em paz reconheçamos que a verdadeira vida não está na abundância do que se possui, mas na abundância da graça que se recebe e se reparte.
Que sejamos luz na escuridão do egoísmo, e voz de sabedoria num mundo que idolatra o acúmulo.
Queremos ser ricos para com Deus. Que o Espírito nos conduza, o Filho nos inspire, e o Pai nos proteja. Amém!
SDG
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.