Lição 7 -18 de maio de 2025 "EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA"
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INTRODUÇÃO
1. O objeto da presente aula. Esta sétima lição gira em torno da ressurreição de Lázaro, com todas as circunstâncias que a envolveram, culminando numa explicação geral sobre a ressurreição futura dos salvos, que é uma viva e bem-aventurada esperança para os que agora dormem no Senhor (Ap 14.13; 1 Ts 4.13-18). No primeiro tópico faremos uma contextualização, partindo do que estudamos na lição anterior, sobre o Bom Pastor e sua mensagem em Jerusalém, e avançando para a enfermidade e morte de Lázaro, em Betânia. Em seguida, abordaremos a doutrina bíblica da ressurreição do corpo, tendo como ponto de partida a conversa de Jesus com Marta, irmã de Lázaro.
2. A ressurreição nos Evangelhos. Nos sinóticos, registram-se as ressurreições do filho da viúva de Naim (Lc 7.11-15) e o da filha de Jairo (Mc 5.22,23,35-42). No autóptico, a de Lázaro (Jo 11), além da ressurreição de Jesus, é claro, mencionada pelos quatro evangelistas (Mt 28; Mc 16; Lc 24; Jo 20–21). Entretanto, tecnicamente falando, enquanto as pessoas ressuscitadas por Ele tornariam a enfrentar a morte, a sua ressurreição "foi um acontecimento de consequências cósmicas. Cada um dos autores dos Evangelhos apresenta esse acontecimento de maneira distinta, cada um desenvolvendo temas próprios, [...] afirmando a realidade do túmulo vazio e do Cristo ressuscitado e a importância escatológica desse acontecimento único na missão de Jesus" (OSBORNE, 2012, p. 1.095).
I. O PROPÓSITO DE JESUS
1. Recebimento da notícia sobre Lázaro:
a) Jesus na Festa da Dedicação e seus opositores. Anualmente, os judeus celebram uma festa de inverno conhecida como Channukah ou Festa da Dedicação (Jo 10.22), instituída por Judas Macabeu (165 a.C.) para celebrar a purificação do Templo, três anos após sua profanação pela idolatria grega, introduzida por Antíoco IV (Epifânio), também chamada de Festa das Luzes (por causa da channukiah, candelabro de nove braços), comemorada de modo semelhante à dos Tabernáculos. Ela "durava oito dias, começando no dia 25 de Quisleu, dezembro, e, portanto, no inverno. Jesus compareceu a essa solenidade pelo menos uma vez" (DAVIS, p. 323).
● O debate com os judeus religiosos continua. Logo após seu discurso, em Jerusalém, no qual empregou a alegoria sobre o Pastor e as ovelhas, houve grande divisão entre os judeus. Muitos blasfemavam: "Tem demônio, e está fora de si; por que o ouvis?" E outros diziam: "Estas palavras não são de endemoninhado. Pode, porventura, um demônio abrir os olhos aos cegos?" Jesus estava no Templo, no alpendre de Salomão, quando ocorria a Channukah, e alguns judeus se aproximaram querendo uma resposta definitiva quanto à sua identidade: "Até quando terás a nossa alma suspensa? Se tu és o Cristo, dize-nos abertamente". O Mestre, então, respondeu-lhes: "Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço, em nome de meu Pai, essas testificam de mim. Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito". Ele, então, retomou a alegoria do Pastor e suas ovelhas, dando o destaque para a segurança que elas têm em suas mãos (Jo 10.17-29).
● A fúria dos judeus contra Jesus. O debate ficou acalorado, a ponto de os judeus quererem apedrejá-lo, especialmente porque Ele declarou: "Eu e o Pai somos um", afirmando que as suas obras procediam do Pai. Ou seja, além de dizer que a sua doutrina procedia do Pai (Jo 8.16,17), o Mestre agora se iguala mais ainda àquEle (cf. 1.14; 3.16), a ponto de seus opositores desejarem matá-lo ali mesmo ou, pelo menos, prendê-lo. Entretanto, Ele "escapou-se de suas mãos. E retirou-se outra vez para além do Jordão, para o lugar onde João tinha primeiramente batizado; e ali ficou" (10.30-40).
b) Jesus recebe a notícia acerca da enfermidade de Lázaro. Após um tempo nessa área, onde recebeu a visita de muitas pessoas que creram nEle, já que outrora ouviram a pregação de João Batista (Jo 10.41,42), o Mestre soube da enfermidade de seu amigo Lázaro, de Betânia, onde este morava com suas irmãs, Maria e Marta, as quais enviaram alguém para chamar Jesus (11.1-3). Nessa aldeia, a leste do rio Jordão, Jesus realizaria, alguns dias mais tarde, o sétimo (último) e mais espantoso milagre-sinal do "Livro dos Sinais", uma das seções de João (1.19–12.50). A ressurreição de Lázaro, aliás, funciona como uma transição para outra seção desse Evangelho, o "Livro da Glória" (13.1–20.31).
2. O desapontamento de Maria e Marta:
a) Jesus, aparentemente, não fez caso da enfermidade de Lázaro. Sabendo que esta era grave, Maria e Marta tinham a esperança de o Senhor deixasse imediatamente a cidade de Jerusalém e partisse para Betânia. Não levando à sério a preocupação delas, aparentemente, Ele disse que tal enfermidade não era para morte, "mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela", e ficou ainda dois dias do outro lado do Jordão. Nesse ínterim, Lázaro morreu. Ademais, para evidenciar ainda mais o seu aparente descaso, Jesus decidiu voltar para a Judeia, onde quiseram apedrejá-lo. Imaginemos o que pensaram, diante dessa conduta, Maria, uma adoradora que "tinha ungido o Senhor com unguento, e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos",e Marta, a quem "Jesus amava" (Jo 11.4-10).
b) Deus está no controle de tudo. Marta e Maria, sem dúvida, estranharam a atitude de Jesus, visto que, mais tarde, as duas diriam: "Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido" (Jo 11.21,32). Embora as palavras tenham sido as mesmas, a conduta delas demonstra que seus desapontamentos foram diferentes. Marta parece relacionar a morte de Lázaro com o "atraso" de Jesus, e Maria expressa, em seu lamento, que tinha a certeza de que Ele curaria seu irmão, caso chegasse a tempo. Entretanto, ao dirigir-se à Judeia, Ele demonstrou que estava no controle daquela situação e disse aos seus discípulos: "Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono". Seguindo a lógica do Evangelho de João (cf. 3.1-8; 4.1-42 etc.), eles não entenderam que esse amigo de Jesus estava, de fato, morto (Jo 11.11-13).
3. O tempo divino:
a) Por que Jesus não chegou à casa de Lázaro quando este ainda estava vivo? De acordo com os estudiosos, os judeus costumavam sepultarseus entes queridos no mesmo dia da sua morte. "O luto começava imediatamente e durava um mês, mas era dividido em três períodos. Os primeiros três dias de luto eram os mais intensos e envolviam a contratação de carpideiras. Durante o restante daquela primeira semana, tornava-se menos intenso, e esperava-se a visita de amigos para expressar suas condolências. O quarto dia depois da morte era, portanto, o primeiro em que Jesus poderia ter chegado se, como um amigo, quisesse visitar as irmãs de Lázaro. Quando chegou a casa deles, a sensação geral era de que Cristo havia chegado tarde demais (11.21,32,37). Na verdade, Jesus havia chegado no momento certo" (TOWNS, p. 207).
b) Jesus errou ao dizer que a enfermidade de Lázaro não era para a morte? Considerando que Betânia fica a um dia de viagem de onde o Mestre estava, quando a mensagem chegou a Ele, Lázaro poderia já estar morto. Nesse caso, ao dizer que a sua enfermidade "não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela" (Jo 11.4), teria Jesus errado? Na verdade, Ele não disse que Lázaro permaneceria vivo. Conforme as suas palavras, caso seu amigo viesse a falecer, a causa da sua morte não seria a enfermidade. Afinal, quando ele ressuscitasse, o Filho de Deus seria glorificado por ela. Ou seja, Jesus permitiu que Marta e Maria experimentassem uma tristeza passageira para que pudessem desfrutar de uma alegria imensurável, ao ver seu irmão ressuscitar quatro dias após sua morte (vv. 14-44).
II. O ENCONTRO DE MARTA COM JESUS
1. O encontro:
a) A fé limitada de Marta. Quando Jesus chega a Betânia, Marta é a primeira a encontrá-lo. Suas palavras, aparentemente, expressam um misto de desapontamento pelo "atraso" e convicção de que Ele podia ter curado seu irmão. Ao mesmo tempo, por causa de sua fé limitada, não acreditava que Lázaro poderia ressuscitar, exceto no "último dia" (Jo 11.21-24). Este, abrindo aqui um parêntese, não se refere a um dia de 24 horas, e sim ao Dia de Deus, acerca do qual o apóstolo Pedro afirma: "amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia" (2 Pe 3.8). Esse Dia, portanto, é o período que será inaugurado pelo Arrebatamento da Igreja, quando o Senhor executará tudo o que está em sua agenda, inclusive as duas categorias de ressurreição (cf. Jo 5.28,29): (1) a primeira, a da vida (1 Ts 4.13-18; Ap 19.11-21; 20.4); e (2) a segunda, a da condenação (vv. 5,6).
b) A resposta de Jesus a Marta. Como ela ainda não sabia que há diferença entre ressurreição atual e futura — e, aparentemente, não tinha conhecimento de que o Senhor já havia ressuscitado duas pessoas (Lc 7.11-15; Mc 5.22,23,35-42) —, não entendeu o que Ele quis dizer com as seguintes palavras: "Teu irmão há de ressuscitar" (Jo 11.23). A ressurreição atual, um milagre que Deus pode fazer nos dias de hoje (cf. At 9.36-40; 20.9-12), diz respeito a quem ressuscita, não de modo glorioso, para continuar sujeito à morte. Já a ressurreição futura, pela qual nos revestiremos de imortalidade e incorruptibilidade, está guardada para o "último dia" (1 Co 15.50-55). Jesus, então, disse a Marta: "Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, nunca irá morrer. Crês tu isto?" (Jo 11,25,26). Ante essa gloriosa declaração do Senhor, a reação dela foi similar à de Tomé (quando descobriu que Ele, de fato, ressuscitou; cf. 20.28): "Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo" (11.27).
2. Quando Lázaro ressuscitará? Para Marta, seu irmão ressuscitaria apenas no futuro escatológico, e não no tempo presente. Não obstante, há um ponto importante em sua reposta: ela tinha uma esperança futura e, conforme o Antigo Testamento, cria na doutrina da ressurreição dos mortos (Jo 11.24). Essa crença "é evidente em Salmos 49.15 e implicitamente em Salmos 16.10 e 73.24 [...]. Na seção denominada Apocalipse de Isaías 24.1–27.13), [...] essa ressurreição se restringe ao povo de Deus. [...] A fé na ressurreição, que é atestada nos profetas, tem seu clímax em Daniel 12.1-3,13. Aqui aparece a primeira declaração explícita acerca de uma ressurreição de justos e dos injustos" (OSBORNE, 2012, p. 1.096).
3. Promessa de vida. A resposta de Jesus a Marta ("Eu sou a ressurreição e a vida", Jo 11.25), mediante a qual mais uma vez Ele emprega a frase que revela sua natureza divina (gr. ego eimi), contempla os dois tipos de ressurreição mencionados acima: atual e futura. Como Ele é a ressurreição, temos a certeza da vida eterna ("todo aquele que vive, e crê em mim, nunca irá morrer", v. 26), já que ressuscitaremos com Ele na sua vinda (1 Co 15.20-23,50-55). Por outro lado, sendo Ele a vida, sabemos que, além de termos uma vida espiritual abundante, plena (Jo 10.10), a nossa vida física, assim como a de Lázaro, está nas mãos do Soberano Senhor ("quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá", 11.25).
III. A DOUTRINA BÍBLICA DA RESSURREIÇÃO DO CORPO
1. A ressurreição do corpo. No caso da ressurreição de Lázaro, que estamos chamando aqui de atual, quem a experimenta volta a morrer. No caso da ressurreição futura, que contempla salvos e ímpios, ela conferirá ao ser humano o estado eterno, seja ele glorioso, seja ignominioso. Quando estudamos a profecia de Daniel 12.2 e as palavras de Jesus em João 5.28,29 à luz de todo o Novo Testamento, entendemos que o Mestre se refere a duas modalidades — e não dois eventos — de ressurreição: a da vida ou "primeira"; e da condenaçãoou "segunda.
a) A primeira ressurreição. Esta é a da vida ou a dos justos (Jo 5.29a; At 24.15), uma ressurreição seletiva (Fp 3.11; 1Ts 4.16,17; 1Co 15.50-55), "dentre os mortos" (cf. Lc 20.35 [gr. anastáseos tes ek nekron] c/ At 24.21 [gr. anastáseos nekron]). Ela contempla:
(1) Cristo, as primícias dos que dormem (1Co 15.20,23a; At 26.23);
(2) os que são de Cristo, no momento do Arrebatamento (1Co 15.23b; 1Ts 4.16);
(3) as duas testemunhas, que atuarão na primeira parte da Tribulação (Ap 11.11); e
(4) os mártires da Grande Tribulação (Ap 20.4-6).
A primeira ressurreição é gloriosa; os salvos não terão seus corpos apenas reconstituídos, mas transformados e glorificados (Fp 3.20,21).
b) A segunda ressurreição. Trata-se da ressurreição da condenação dos injustos (Jo 5.29b; At 24.15; Ap 20.4-6). Esta não é gloriosa, mas inglória, ignominiosa. Embora os corpos reconstituídos dos ímpios não sejam glorificados (2Ts 1.9), evidentemente, serão reconstituídos e dotados de imortalidade, por ocasião do Juízo Final (Ap 20.11-15), para que sofram por toda a eternidade. Afinal, o Senhor Jesus foi claro ao referir-se ao Inferno como "fogo eterno" ou "castigo eterno" (Mt 18.8; 25.41,46).
2. Da morte para a vida. A conversa de Jesus com Marta nos incentiva a estudar a respeito da promessa que Ele faz aos salvos em João 5.24: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida". Ao "nascer de novo", fomos transportados da morte para a vida; e agora somos bem-aventurados, visto que não provaremos a "segunda morte".
a) A condenação da "segunda morte". Quando o pecado entrou no mundo, a morte passou a todos os homens (Rm 5.12). A partir daí, cada ser humano, sofrendo os efeitos deletérios da Queda desde a sua concepção no ventre materno (Sl 51.5), caminha em direção da morte física. Nenhum ser humano escapará dessa "primeira morte", já que todos são pecadores por natureza (Rm 3.23). Jesus veio ao mundo para nos livrar da "segunda morte" (Ap 21.8) e, por isso, oferece-nos o "novo nascimento" (Jo 3.1-8). Como já estudamos, quem nasce apenas uma vez, morrerá duas vezes. E quem nasce duas vezes, morrerá apenas uma, haja vista não receber "o dano da segunda morte" (Ap 2.11) em razão de fazer parte da "primeira ressurreição" (Jo 20.4,5).
b) A bem-aventurança da "primeira ressurreição". Quando o Senhor Jesus disse a Marta que "todo aquele que vive, e crê em mim, nunca irá morrer" (Jo 11.26), referiu-se, evidentemente, à "segunda morte" e à "primeira ressurreição". Embora libertos do poder do pecado, este está presente em nossa vida (Rm 6.14; 1 Jo 2.1,2). Ou seja, ainda estamos experimentando os efeitos da "primeira morte", embora não estejamos mais separados de Deus (Is 59.1,2; Ef 2.1-10). A "segunda morte" é a separação eterna do Criador e Senhor, destinada àqueles que, por não terem nascido de novo, farão parte da "segunda ressurreição", a da condenação. Os salvos em Cristo, portanto, são bem-aventurados: fazem parte da "primeira ressurreição" (Ap 20.6).
3. Uma viva esperança. A maneira como o Senhor se conduziu, desde o momento em que Marta e Maria o avisaram da enfermidade de Lázaro, transmite-nos importantes lições. Jesus nos ensina como devemos nos comportar diante do luto, demonstrando compaixão para com os entes do falecido, chorando com os que choram (cf. Rm 12.15) e apresentando-lhes uma palavra de conforto e esperança (Jo 11.25-40). Ademais, ao ordenar que Lázaro saísse de entre os mortos: "vem para fora" (v. 43, ARA; gr. deuro exo), demonstrou como será a nossa ressurreição futura, gloriosa, seletiva, por ocasião do Arrebatamento. Ele mesmo dará "a sua palavra de ordem" aos "mortos em Cristo", e estes, juntamente os vivos salvos, irão ao "encontro do Senhor nos ares" (1Ts 4.16,17, ARA; cf. Jo 14.1-3). Esta é a nossa viva esperança (1Co 15.17-20)!
REFERÊNCIAS
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MCKENZIE, John L. Dicionário Bíblico. 9. ed. São Paulo, SP: Paulus, 2005.
MICHAELS, J. Ramsey. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: João. 1. ed. Deerfield, FL: Editora Vida, 1994.
OSBORNE, Grant R. Ressurreição I: Evangelhos. In REID, Daniel G. et al. Dicionário Teológico do Novo Testamento. 1. ed. São Paulo, SP: Vida Nova, 2012.
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VINCENT, Marvint R. Vincent: Estudo no Vocabulário Grego do Novo Testamento. Vol. 2, 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.
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Estudo: A Ressurreição de Lázaro – João 11
Estudo: A Ressurreição de Lázaro – João 11
1. Introdução Geral
1. Introdução Geral
Tema: Ressurreição de Lázaro como o sétimo sinal do Evangelho de João.
Objetivo: Demonstrar que Lázaro estava realmente morto, não desmaiado.
Enfoque: Teológico, histórico, linguístico e científico.
📍 Parte I – Quem foi Lázaro?
📍 Parte I – Quem foi Lázaro?
A. Origem do Nome
A. Origem do Nome
Lázaro (Grego: Lázaros) vem do Hebraico Eliézer = "Deus ajuda".
Componentes:
Eli = Deus
Ezer = Ajuda
Referência a Ebenézer (1Sm 7.12): "pedra de ajuda".
B. Características de Lázaro
B. Características de Lázaro
Provavelmente jovem (não descrito como líder ou adulto).
Sempre referido como irmão de Marta e Maria.
Descrição em João 11: "aquele a quem o Senhor ama".
Não aparece em posição de liderança, sempre como coadjuvante.
C. Betânia – Localidade
C. Betânia – Localidade
Nome: Bet (casa) + Ania (doentes ou tâmaras) = Casa dos doentes.
Duas Betânias:
Betânia do Leste (além do Jordão): onde João batizava.
Betânia do Oeste (perto de Jerusalém): onde morava Lázaro.
Distância entre as duas: ~35 km (~1 dia de viagem).
📍 Parte II – A Situação de Lázaro na Morte
📍 Parte II – A Situação de Lázaro na Morte
A. Estado Corporal
A. Estado Corporal
João 11.39: “Senhor, já cheira mal, porque é de quatro dias.”
Indicação clara de putrefação avançada.
B. Análise Forense – Tanatologia
B. Análise Forense – Tanatologia
1º dia: Rigor mortis, autólise celular.
2º dia: Odor, início da decomposição, gases intestinais.
3º dia: Inchaço, desprendimento da pele.
4º dia: Putrefação extrema, colapso dos tecidos.
Conclusão: Lázaro estava clinicamente e irreversivelmente morto.
C. Costume Judaico
C. Costume Judaico
Visitavam sepulturas até o 3º dia, pois havia casos raros de revivência.
No 4º dia, considerava-se impossível retorno (Talmude – Sinrot cap. 8).
📍 Parte III – Por que Jesus ressuscitou Lázaro?
📍 Parte III – Por que Jesus ressuscitou Lázaro?
Três razões principais (João 11):
Três razões principais (João 11):
Glorificar o Pai e o Filho
João 11.4: "para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja glorificado"
Edificar a fé dos discípulos
João 11.15: "para que vocês creiam"
Levar a multidão à fé em Cristo
João 11.42: "falei por causa da multidão, para que creiam que tu me enviaste"
📍 Parte IV – A Ressurreição como Sinal Maior
📍 Parte IV – A Ressurreição como Sinal Maior
A. Milagre Total
A. Milagre Total
Restauração do corpo: pele, células, órgãos, consciência.
Superação de toda entropia física e morte neurológica.
B. Significado Teológico
B. Significado Teológico
Jesus como "a ressurreição e a vida" (João 11.25).
Antecipação escatológica da ressurreição final (João 5.28-29).
📍 Parte V – Os Sete Sinais em João e as Leis da Ciência Superadas
📍 Parte V – Os Sete Sinais em João e as Leis da Ciência Superadas
#SinalReferênciaLeis Superadas1Transformar água em vinhoJoão 2Química, Biologia2Cura do filho do oficialJoão 4Física (à distância), Medicina3Cura do paralíticoJoão 5Neurociência, Biomecânica4Multiplicação dos pãesJoão 6Física, Biologia5Jesus anda sobre o marJoão 6Gravidade, Hidrodinâmica6Cura do cego de nascençaJoão 9Genética, Oftalmologia7Ressurreição de LázaroJoão 11Termodinâmica (entropia), Neurologia
📍 Parte VI – Aplicações Práticas
📍 Parte VI – Aplicações Práticas
Cristo é soberano sobre a vida e a morte.
Os milagres apontam para sua identidade messiânica e divina.
A fé deve ser edificada na autoridade de Cristo sobre a criação e sobre a morte.
Jesus ressuscita não apenas corpos, mas também vidas espiritualmente mortas.
