Palavras de Vida
Festas Bíblicas • Sermon • Submitted • Presented
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Texto Base: Êxodo 19.1–25
Texto Base: Êxodo 19.1–25
Introdução
Introdução
1. Pentecostes: Uma festa de gratidão e memória
1. Pentecostes: Uma festa de gratidão e memória
Pentecostes, ou Festa das Semanas, era uma das sete festas ordenadas por Deus ao povo de Israel.
Originalmente, celebrava a colheita das primícias do trigo, cinquenta dias após a Páscoa (cf. Lv 23.9–21).
Com o tempo, passou a lembrar também a entrega da Torá no Monte Sinai — os termos da aliança entre Deus e seu povo.
2. A Palavra como base da aliança
2. A Palavra como base da aliança
Esse momento marca uma virada: Deus toma (laqach) Israel como seu povo exclusivo.
Não mais apenas libertos do Egito, mas adotados como uma nação santa, chamados a viver em obediência à sua Palavra.
No Sinai, Deus sela esse pacto ao entregar a Torá, formando um povo que Lhe pertence.
Em nossas mensagens anteriores, vimos que cada festa bíblica representa uma etapa do plano redentivo.
Em Pentecostes, no terceiro mês, no quinquagésimo dia, Deus toma para si um povo:
• Historicamente, Israel é constituído como propriedade exclusiva pela aliança da Palavra.
• Profeticamente, a Igreja é formada e empoderada pelo Espírito para anunciar essa Palavra.
• Pessoalmente, somos adotados como filhos, para viver não apenas libertos, mas pertencentes a Deus — e viver para o louvor da Sua glória.
3. Revelação, presença e pacto
3. Revelação, presença e pacto
Êxodo 19 nos mostra esse Deus que desce ao encontro do seu povo, se apresenta como Rei, e estabelece uma relação de aliança.
Não é uma religião construída por esforço humano, mas uma resposta a uma iniciativa divina de graça, presença e propósito.
4. Chamado à identidade e missão
4. Chamado à identidade e missão
Essas são as Palavras de Vida que moldam a identidade de um povo que vive por Deus e para Deus.
Palavras que convocam à santidade, revelam o caráter divino e definem a missão: ser um povo distinto, consagrado e cheio de Palavra — para o mundo ouvir, ver e crer.
Deus como Criador e Governante Soberano (Ex 19.1–9)
Deus como Criador e Governante Soberano (Ex 19.1–9)
A chegada ao Sinai não é por acaso. Deus os conduziu, passo a passo, desde a saída do Egito até esse encontro.
Soberania no caminho: O povo passa por Refidim, onde houve escassez e batalha (v.2). Mesmo nas adversidades, Deus estava guiando. A soberania de Deus inclui as rotas mais difíceis, pois elas formam o caráter do povo.
Linguagem de cuidado: “Vos levei sobre asas de águia e vos trouxe a mim” (v.4). Deus não apenas os libertou, mas os conduziu para a relação com Ele. A redenção é relacional, não apenas circunstancial e funcional.
O chamado à obediência da aliança: (v.5–6) A proposta divina não é um contrato, mas um pacto: ouvir sua voz e guardar sua aliança. A identidade do povo nasce da Palavra de Deus: serão sua propriedade peculiar, reino de sacerdotes e nação santa.
Reino de sacerdotes: Um povo que vive na presença de Deus e intercede pelas nações. A vocação sacerdotal envolve representação, santidade e serviço. A vida com Deus tem um aspecto vertical de adoração e horizontal de intercessão e serviço.
Nação santa: Separados por causa da aliança, chamados a viver de modo distinto para manifestar o caráter de Deus ao mundo. A santidade não é apenas uma conduta moral, mas uma expressão visível do Deus que habita entre eles.
Essa identidade não é privilégio, mas missão. Eles foram separados não para se isolarem, mas para representarem Deus diante das nações. A santidade é missional.
Os Aspectos do Pacto Confirmados (Ex 19.10–25)
Os Aspectos do Pacto Confirmados (Ex 19.10–25)
Deus agora chama o povo à consagração para o encontro. Ele vai descer ao monte. Mas sua santidade exige preparação.
Purificação e limites: (v.10–13) O povo deve lavar suas vestes, santificar-se, e respeitar os limites estabelecidos ao redor do monte. Isso ensina que a presença de Deus é gloriosa e também perigosa. Reverência é parte da comunhão.
Teofania e temor: (v.16–19) A descida de Deus vem acompanhada de trovões, relâmpagos, nuvem espessa, som de trombeta, tremor da terra. Deus fala, e o povo ouve. O monte treme, mas Deus se comunica. Sua glória não é um show, mas um chamado.
Moisés, o mediador: (v.20–25) Moisés sobe ao monte a convite de Deus, representando o povo. Ele é figura do Cristo vindouro, o Mediador da nova aliança.
Aqui, a Lei é apresentada como expressão do caráter de Deus e guia para a vida pactual. Ela não salva, mas revela a santidade e chama o povo à responsabilidade de viver como quem pertence a Deus.
Essa transição marca um momento profundo: Deus não apenas tira o povo do Egito, mas começa a tirar o Egito de dentro do povo.
Palavras de Vida para um Povo em Missão
Palavras de Vida para um Povo em Missão
A Palavra recebida no Sinai não era apenas para informação, mas para formação. Ela molda um povo para viver de maneira distinta, sendo luz entre os povos.
A Palavra como testemunho: Deus fala a língua do povo, transmitindo uma mensagem que comunica quem Ele é. Essa Palavra se torna um testemunho que deve ser vivido e proclamado. O povo deveria testemunhar com sua cultura, suas relações e sua justiça.
Os dois pães e o mel - oferta em Pentecostes: Em Lv 23.17, dois pães com fermento são apresentados. O fermento representa a vaidade, orgulho e altivez humana. O mel, a doçura da bondade humana. Nenhum dos dois podia ser queimado no altar porque não produziam aroma suave a Deus. Mesmo assim, eles eram apresentados como oferta, pois Deus acolhe o imperfeito, mas não é a imperfeição que é celebrada, e sim o arrependimento e a submissão.
Sacerdotes se apresentam imperfeitos, mas ministram a Deus a partir da perfeição de Cristo Jesus, por intermédio do Espírito Santo, a fiel testemunha.
Concordância e testemunho: Os dois pães representavam a concordância do povo com os termos da aliança e o testemunho público dessa concordância. Quando o povo concordava com os termos divinos, assumia a posição de testemunhar perante as nações. A missão começa na resposta interna e se estende como expressão externa.
Conclusão: Uma Aliança Viva para um Povo Vivo
Conclusão: Uma Aliança Viva para um Povo Vivo
O Deus que desceu ao Sinai ainda fala. Ele ainda forma um povo. Ele ainda envia. A aliança não está mais escrita em pedra, mas no coração daqueles que o seguem.
A pergunta é: temos ouvido a Sua voz? Temos vivido como seu povo? Temos revelado sua santidade e seu amor ao mundo?
Pentecostes é um chamado. É a confirmação de que Deus cumpre Suas promessas. É o início de uma jornada com o Espírito que nos santifica, nos envia e nos sustenta.
Reflita:
Reflita:
Você vive como parte de um povo separado para Deus?
A Palavra tem moldado suas escolhas e relações?
Sua vida anuncia o Deus da aliança com integridade e esperança?
Essas são as Palavras de Vida que recebemos. Que sejamos, então, um povo vivo, em alianaça com o Deus vivo.
