O Filho Unigênito: Verdadeiramente Deus, Verdadeiramente Homem
Conhecendo o Cristo das Escrituras • Sermon • Submitted • Presented
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Texto base: João 1:14; Filipenses 2:5–11; Hebreus 2:14–18; Isaías 7:14; Mateus 1:23
Tema: A união hipostática — a encarnação do Verbo eterno em natureza humana verdadeira, sem deixar de ser Deus.
Proposição: Jesus Cristo é plenamente Deus e plenamente homem, duas naturezas em uma só Pessoa, para ser o único Mediador entre Deus e os homens.
I. A Encarnação do Verbo: A Palavra se fez carne
I. A Encarnação do Verbo: A Palavra se fez carne
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós...” (João 1:14)
1.1 – A expressão “se fez carne”
1.1 – A expressão “se fez carne”
Grego: σὰρξ ἐγένετο (sarx egeneto)
Sarx = carne, a natureza humana completa (com corpo, alma, mente), e não apenas um corpo aparente.
Egeneto = tornar-se, assumir — implica uma mudança no modo de existência, não na essência divina.
O Verbo não deixou de ser Deus, mas passou a ser também homem (cf. Jo 1:1 + Jo 1:14).
“O Verbo eterno não deixou de ser o que era, mas passou a ser o que não era.” – (Agostinho, Sermões sobre o Evangelho de João)
1.2 – A tenda da presença divina
1.2 – A tenda da presença divina
“Habitou entre nós” = ἐσκήνωσεν (eskēnōsen) – armou a tenda/tabernaculou entre nós.
Alusão direta ao מִשְׁכָּן (mishkan) do AT – o tabernáculo onde Deus manifestava Sua glória (Êx 40:34–35).
Em Cristo, Deus tabernaculou definitivamente entre os homens (Cl 2:9).
“Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade.” (Colossenses 2:9)
Grego: πᾶν τὸ πλήρωμα τῆς θεότητος σωματικῶς
II. O Mistério da União Hipostática
II. O Mistério da União Hipostática
“...sendo em forma de Deus... esvaziou-se a si mesmo...” (Filipenses 2:6–7)
2.1 – Verdadeiramente Deus
2.1 – Verdadeiramente Deus
“Forma de Deus” = μορφῇ Θεοῦ (morphē Theou)
Não aparência exterior, mas a essência, a natureza real e divina.
Ele não usurpou a igualdade com Deus, pois já a possuía.
Hebreus 1:3 – “expressa imagem do seu ser” (χαρακτὴρ τῆς ὑποστάσεως)
2.2 – Verdadeiramente homem
2.2 – Verdadeiramente homem
“Esvaziou-se” = ἐκένωσεν (ekenōsen) – não significa que deixou de ser Deus, mas que assumiu a forma de servo.
“Forma de servo” = μορφὴν δούλου (morphēn doulou)
Tornou-se “em semelhança de homens” (ὁμοιώματι ἀνθρώπων) – plena identificação, sem pecado (Hb 4:15).
Cf. Isaías 53:2–3 – homem de dores, desprezado.
“A encarnação não foi a subtração da divindade, mas a adição da humanidade.” – (Wayne Grudem, Teologia Sistemática, p. 549)
2.3 – Duas naturezas, uma Pessoa
2.3 – Duas naturezas, uma Pessoa
A união hipostática (grego: ὑπόστασις – hypostasis) é o ensino de que:
Cristo tem duas naturezas completas (divina e humana)
em uma só Pessoa (prosōpon), sem confusão, separação, divisão ou mudança (cf. Concílio de Calcedônia, 451 d.C.)
III. O Filho de Deus nas Profecias e no Nascimento Virginal
III. O Filho de Deus nas Profecias e no Nascimento Virginal
“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho...” (Isaías 7:14; Mt 1:23)
3.1 – O sinal do nascimento virginal
3.1 – O sinal do nascimento virginal
Hebraico: הִנֵּה הָעַלְמָה (hinneh ha‘almah) – “a virgem” ( Mt 1:23, LXX: παρθένος – parthenos)
A concepção sem intervenção humana revela a iniciativa divina soberana.
O nome: עִמָּנוּאֵל (Immanu’el) – “Deus conosco”
3.2 – Implicações cristológicas
3.2 – Implicações cristológicas
O nascimento virginal é a porta de entrada da encarnação, sinal do Filho eterno vindo ao mundo (Gl 4:4).
Ele nasce sem pecado, pois não é gerado por semente humana, mas pelo Espírito Santo (Lc 1:35).
IV. Por que Ele se fez homem? A obra da mediação e redenção
IV. Por que Ele se fez homem? A obra da mediação e redenção
“...para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote... para fazer propiciação pelos pecados do povo.” (Hebreus 2:17)
4.1 – A identificação com os homens
4.1 – A identificação com os homens
“Participou da mesma carne e sangue” (Hb 2:14) = assumiu a nossa condição mortal e limitada.
Isso inclui:
Fome (Mt 4:2),
Cansaço (Jo 4:6),
Emoções (Jo 11:35),
Tentação (Mt 4:1–11; Hb 4:15)
4.2 – O único mediador
4.2 – O único mediador
“Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” (1Tm 2:5)
O mediador precisa ser divino, para representar Deus, e humano, para representar os homens.
Somente Jesus cumpre ambas as exigências.
“Se Ele não fosse Deus, não teria poder para nos salvar; se não fosse homem, não teria direito de nos representar.” – (Anselmo de Cantuária, Cur Deus Homo)
Aplicações Práticas
Aplicações Práticas
1. Confiança no Cristo que nos entende
1. Confiança no Cristo que nos entende
Ele sabe o que é sofrer, ser tentado, rejeitado.
Não Ele intercede como Sumo Sacerdote fiel que se compadece (Hb 4:14–16).
Pentecostalismo saudável proclama a realidade da encarnação com poder, não com emoção vazia.
2. Defesa da fé contra heresias
2. Defesa da fé contra heresias
Contra o docetismo (Cristo apenas pareceu humano)
Contra o arianismo (Cristo inferior ao Pai)
Contra o liberalismo teológico (negações do nascimento virginal ou da divindade)
3. Evangelho vivo e encarnado
3. Evangelho vivo e encarnado
O Filho de Deus desceu até nós. Agora, Ele habita em nós pelo Espírito (Jo 14:23; Gl 2:20).
A encarnação continua sua influência através da Igreja: vivamos Cristo visivelmente neste mundo.
Apelo Final
Apelo Final
Você reconhece Jesus não apenas como um mestre ou exemplo, mas como o Deus encarnado que veio viver, sofrer e morrer por você?
Hoje, Ele te chama a conhecê-lo não de forma superficial, mas profundamente: como Deus e como Homem, como Salvador e Senhor.
“E vimos a sua glória, como a do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1:14b)
Renda-se ao Cristo glorioso, 100% Deus, 100% homem, e 100% Salvador.
