A importância de estudar a palavra de Deus - 2

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1Pe 2.2-3

Introdução:
Na nossa última pregação da sexta-feira, começamos a refletir sobre a importância de estudar a Palavra de Deus. De forma semelhante a um recém-nascido, só podemos avançar na nossa caminhada cristã se, com toda a nossa disposição, buscarmos conhecer e estudar a Palavra. Sem esse desejo, viveremos como meninos na fé, facilmente enganados ou levados por qualquer doutrina nova que apareça, justamente porque não dedicamos o necessário para não sermos enganados.
Já vimos quatro razões para estudar a Palavra de Deus:
Ela nos impede de pecar, como nos aponta o salmista no Salmo 119.
Ela nos ensina o seu valor, fazendo com que não esqueçamos da atenção e reverência que devemos ter com ela.
Nela adquirimos entendimento, e assim não somos enganados por interpretações estranhas da Bíblia.
Conhecemos a verdade que nos impede de cair no erro.
Nesta noite, convido os irmãos a retornarem ao nosso texto base de 1 Pedro 2.2-3, e juntos veremos mais três razões sobre a importância do estudo bíblico."
Desenvolvimento:
5 - A Palavra de Deus me edifica — Atos 20.32
Nessa passagem do livro de Atos, temos uma advertência que Paulo faz aos irmãos de Mileto — uma cidade da Ásia Menor.
Aqui, ele fala sobre sua futura prisão, que se cumpriria mais adiante, ao final do livro.
Contudo, o foco do apóstolo é lembrar aos irmãos que ele havia cumprido sua responsabilidade: pregou a Palavra e ensinou os líderes que ali permaneceriam. Agora, era responsabilidade deles levar adiante essa tarefa.
Paulo também chama atenção para a ameaça dos falsos mestres. Ele alerta que surgiriam “lobos vorazes” entre eles, e até mesmo no meio daqueles que estavam ouvindo suas palavras, poderiam levantar-se pessoas assim, tentando quebrar a boa base que estava sendo construída naquele lugar.
Essa Palavra, que Paulo ministrou por três anos aos irmãos, tem o poder de edificar e de dar herança entre aqueles que pertencem ao Reino de Deus.
Pela Escritura, nós também tomamos parte nessa herança: somos o edifício que está sendo construído sobre essa base firme — a doutrina correta.
Paulo se preocupava tanto em advertir os irmãos sobre o futuro porque sabia que a construção da Igreja poderia ser comprometida, caso algum “trabalhador” chegasse com o objetivo de desfazer aquilo que ele havia edificado.
A boa construção da Igreja tem como princípio o que está prescrito na Palavra. Por saber disso, o apóstolo se desgastou, entregando todas as suas forças em favor dos irmãos, sem segundas intenções.
Ele deixa claro, no restante do texto, que o melhor caminho é o do sacrifício pelos outros. Ele não procurava sacrificar os irmãos para o seu próprio benefício; pelo contrário, ele se sacrificava pelo bem deles.
Por que Paulo agia assim? Por que entregava toda a sua vida nesse trabalho? Porque a verdade que edifica nos induz a viver dessa forma: a viver entregando, sem esperar nada em troca, a crescer na fé, na dependência daquilo que nos foi deixado pela tradição dos apóstolos.
A Palavra de Deus tem esse poder: ela nos conserva, fortalece e nos previne contra o mal que virá com o avanço das artimanhas do maligno contra a Igreja de Deus.
Mas, apesar das advertências, temos a segurança de saber quem venceu e quem concretizará essa vitória ao final.
Por essa certeza, somos edificados e enraizados, ainda mais, na verdade que nos nutre e nos preserva na fé de nosso Senhor Jesus.
6 - A Palavra é um alimento sólido que me ajuda a compreender o certo e o errado — Hebreus 5.14
Nessa passagem, notamos que o autor de Hebreus destaca que seus destinatários já deveriam estar em um estágio mais avançado em sua caminhada cristã.
No entanto, eles haviam se tornado “tardios em ouvir”. Irmãos, entendam essa expressão como lentidão — ou até mesmo como preguiça espiritual.
Os irmãos estavam falhando em seu dever de crescer na fé. Alguns, inclusive, estavam retrocedendo ao judaísmo — uma atitude sem sentido, e, por isso, o autor dedica uma boa parte da carta para mostrar quão equivocado era esse passo.
Assim, ele precisou retomar alguns tópicos básicos da fé, como vemos nos capítulos iniciais, justamente por causa do erro dos irmãos.
Se nós, hoje, com todos os avanços tecnológicos, estamos cometendo a mesma falha — não procurando conhecer ao Senhor —, somos ainda mais indesculpáveis diante de Deus.
Inclusive, a inteligência artificial, que tem crescido cada vez mais, pode ser uma ferramenta útil para nos ajudar a entender melhor o texto bíblico.
Mas, se mal usada, também pode se tornar um recurso para alimentar a preguiça espiritual.
Há um ponto interessante colocado aqui: a expressão “pela prática”. Ela deve nos fazer refletir: estamos praticando? Estamos, de fato, nos exercitando para nos tornarmos aptos a discernir o certo e o errado?
É a Palavra de Deus que nos esclarece esse ponto. Contudo, se temos uma atitude lenta, negligente, seremos como esses hebreus, que estão sendo repreendidos aqui.
E, como já destaquei, somos ainda mais responsáveis, pois hoje temos muitas ferramentas que podem nos auxiliar, além de termos a Palavra de Deus completa — mas, muitas vezes, não a valorizamos.
Discernir o certo e o errado não deve ser algo baseado apenas na nossa experiência pessoal, ou no que deu certo ou errado conosco — isso é mera tentativa e erro, e não demonstra dependência da Palavra do Senhor.
É através do exercício constante, em dependência da Palavra, que nos tornamos maduros na fé.
O estudo diário da Palavra é o que nos fortalece e nos faz crescer espiritualmente.
Sem esse caminho, ainda somos bebês na fé. Pensem nesta imagem: um homem ou uma mulher com seus quarenta anos, mas com uma mamadeira.
Quão ridícula e sem sentido é essa cena? Nem conseguimos imaginar! Mas é exatamente esse o ponto que o autor quer destacar: deveríamos estar sentados à mesa, comendo alimento sólido, mas ainda estamos nas fases iniciais da vida espiritual, mesmo já tendo bem mais “idade” do que o necessário.
Para evitar esse erro, é necessário o exercício constante — para que não paremos, e para que não fiquemos sempre nos debatendo com as mesmas questões básicas.
7 - A Palavra me ensina uma viva esperança — Salmo 119.116
Algo que permeia toda a Escritura é a certeza de que somos guardados pelo poder de Deus. Já vimos um pouco disso em 1 João 5: a promessa de que estamos nas mãos de Deus. Essa mesma certeza ajuda o salmista a manter sua expectativa centrada no Senhor, e aqui ele roga que Deus continue sustentando a sua vida — pois é essa ação divina que o mantém de pé.
Quando a Escritura nos ensina sobre a segurança que Deus nos dá, ela nunca pretende nos tornar pessoas relaxadas ou negligentes. Ao contrário: essa segurança nos fortalece e nos dá esperança. A certeza da nossa salvação não nos leva à arrogância nem a pensamentos errados sobre Deus, mas nos dá a convicção de que Ele está conosco em todos os momentos da nossa vida.
Lembro de uma conversa que tive com o Pr. Jenuan e também com um pastor que mora no Japão: descobri que aquele povo carece profundamente de esperança. Por isso, o evangelho é tão essencial ali. Eles não sabem lidar com a culpa, e, por não conhecerem um Deus que perdoa, muitos acabam tirando a própria vida.
A segurança que Deus nos dá nos segura em meio às nossas frustrações. A promessa do Senhor nos ampara nos momentos difíceis, e é por isso que o salmista olha com tanta atenção aos decretos de Deus: a fonte de sua vida está ali, e também a fonte de sua salvação.
A Palavra do Senhor é um deleite que nos assiste mesmo nos dias em que nos sentimos piores ou mais culpados pelos nossos pecados. A viva esperança ensinada ali transforma nossa visão de mundo e acalenta a nossa alma carente até o encontro definitivo com o Senhor.
Irmãos, pensem na certeza que só conhecemos por meio da Escritura — e que isso te faça se deleitar, se alegrar ainda mais em lê-la. A promessa do Senhor é o que nos dá vida, e por isso estamos aqui: confiando e pregando sobre Ele.
Valorize a Palavra que te dá a vida eterna e que te sustenta tanto nos bons quanto nos maus momentos!
Conclusão
A Palavra de Deus é importante. Isso não é apenas um ditado para ser recitado a todos, mas uma convicção profunda que deve ser vivida por cada um de nós. Por meio dela, somos edificados, aprendemos a discernir entre o certo e o errado, e descobrimos uma viva esperança.
O valor que vimos nestes pontos deve acender ainda mais o nosso amor pela Palavra do Senhor. Temos em mãos um livro vivo, que continua nos ensinando mesmo quando pensamos já ter compreendido tudo sobre determinada passagem.
A Bíblia é inesgotável, do início ao fim. É uma bênção termos o privilégio de lê-la. Que nunca falte esse desejo em nossos corações, e que essa prática nos acompanhe, para que o nosso crescimento no Senhor jamais cesse enquanto estivermos aqui.
Amém!
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