23ª Parábola - A figueira estéril (Lc 13.6-9)

Parábolas de Jesus  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Lucas 13.1–9 NAA
1 Naquela mesma ocasião, estavam ali algumas pessoas que falaram para Jesus a respeito dos galileus cujo sangue Pilatos havia misturado com os sacrifícios que os mesmos realizavam. 2 Então Jesus lhes disse: — Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? 3 Digo a vocês que não eram; se, porém, não se arrependerem, todos vocês também perecerão. 4 E, quanto àqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou, vocês pensam que eles eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5 Digo a vocês que não eram; mas, se não se arrependerem, todos vocês também perecerão. 6 E Jesus contou a seguinte parábola: — Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou. 7 Então disse ao homem que cuidava da vinha: “Já faz três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não encontro nada. Portanto, corte-a! Por que ela ainda está ocupando inutilmente a terra?” 8 Mas o homem que cuidava da vinha respondeu: “Senhor, deixe-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e ponha estrume. 9 Se vier a dar fruto, muito bem. Se não der fruto..., o senhor poderá cortá-la.”

Introdução

Quem aqui durante conversas rotineiras ja não discutiu sobre acidente, morte, histórias trágicas, histórias de horror?
E quem aqui nunca ouviu história de coisas que não deram certo pra pessoa e de repente a gente ouve a frase - “Eu devo ter atacado pedra na cruz”… eu “devo ter matado muito passarinho”… poxa nada dá certo na minha vida! Isso está mais pra paganismo do que alguma crendice ou coisa parecida.
Bom as histórias aqui são muito parecidas com isso.
BOM… Praticamente um ano atrás preguei, no dia 19 de maio, a parábola da Figueira - lá em Mateus 24.32-35, que trata do fim dos tempos, o reconhecer os sinais do fim dos tempos, diferente dessa parábola aqui. Interessante como Jesus trabalha sob uma perspectiva do dia-a-dia para tratar com seus discípulos.
Chegaram algumas pessoas e se aproximaram de Jesus justamente para contar a triste e chocante notícia sobre os galileus que haviam sido mortos por Pilatos. Seja qual for a tradução, Lucas deixa claro que esse episódio ocorreu por volta do mesmo momento em que Jesus falava sobre a vinda do juízo (Lucas 12:35–40). Isso ajuda a entender que a multidão à volta de Jesus era grande (cf. Lc 12:1,54), e que as palavras d’Ele tinham um alcance amplo.
A história dos galileus mortos por Pilatos não aparece em outros registros históricos, mas é possível imaginar que se tratava de um grupo envolvido em alguma agitação política ou religiosa, o que teria motivado uma resposta violenta do governador, era pra matar onde quer que encontrasse esse pessoal, dentre um dos comentariastas apontou que seriam os zelotes, nacionalistas raivosos. Mesmo que essas pessoas estivessem no templo, oferecendo sacrifícios, Pilatos ordenou que fossem mortos. Diante dessa situação, Jesus não acusou Pilatos, nem transformou os galileus em mártires da fé. E claro, Ele também não concordou com a ideia comum entre os judeus de que tragédias desse tipo são punições diretas por pecados específicos.
Embora Jesus não negue que o pecado pode levar à punição, Ele quebra a lógica de que todo sofrimento é causado por culpa pessoal. Na verdade, é uma Crítica à Teologia da Retribuição Imediata: Jesus desmonta a ideia de que tragédias ou infortúnios são sempre punições diretas por pecados específicos. Ele desafia essa visão dizendo que aquelas vítimas não eram mais pecadoras do que os demais galileus. Em outras palavras, não dá para usar casos de sofrimento como prova de que alguém era mais culpado do que os outros.
Em vez de olhar para os outros e tirar conclusões apressadas, Jesus convida cada um a olhar para dentro de si mesmo. Ele ensina que as tragédias devem servir de alerta para todos, como um chamado à reflexão e à mudança de vida.Com sua pergunta — “Vocês acham que esses galileus eram mais pecadores do que os outros?” — Jesus dá a entender que toda a Galileia, por viver afastada de Deus, caminhava para o juízo. Por isso, os acontecimentos trágicos que Ele menciona — tanto a violência de Pilatos quanto a queda da torre de Siloé, que matou dezoito pessoas — são vistos como avisos de Deus. Mesmo que um evento tenha sido causado por uma decisão humana e o outro por um acidente, Jesus mostra que, no fim das contas, Deus continua soberano sobre tudo (cf. Amós 3.6 “6 Será possível tocar a trombeta na cidade, sem que o povo comece a tremer? Será que sobrevirá algum mal à cidade, sem que o Senhor o tenha feito?”” ).
A mensagem de Jesus é clara e direta: se o povo não se arrepender, todos acabarão sofrendo da mesma forma, ou seja, serão alcançados pelo juízo divino. Mas esse aviso não vem com frieza ou condenação — pelo contrário, é um apelo sincero ao arrependimento, um convite para que as pessoas deixem de lado a postura de julgamento e se voltem para Deus. Ninguém deve usar o sofrimento alheio como desculpa para se sentir mais justo; em vez disso, é hora de reconhecer a própria necessidade de mudança.
.Se nunca nos arrependemos, que a gente comece agora e sem demora. Somos responsáveis por nosso arrependimento. “Arrependei-vos […] e convertei-vos” (At 3.19), essas foram as palavras de Pedro aos judeus que haviam crucificado nosso Senhor. “Arrepende-te, pois, da tua maldade e roga ao Senhor” (At 8.22), essa foi a exortação dirigida a Simão, o mago, quando se encontrou em “fel de amargura e laço de iniquidade”.
Existem todos os motivos para nos encorajar ao arrependimento:
Cristo nos convida;
as promessas das Escrituras nos foram dadas;
em toda a Bíblia, existem muitas promessas gloriosas da parte de Deus afirmando sua disposição em nos receber; “Há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lc 15.10).
Então meus irmãos, levantemo-nos e clamemos a Deus; arrependamo-nos sem demora. Se já nos arrependemos, continuemos a nos arrepender pelo resto de nossa vida. Enquanto vivermos neste corpo, sempre existirão pecados a confessar e imperfeições a lamentar. Arrependamo-nos com mais franqueza e nos humilhemos mais completamente a cada ano. Cada novo aniversário que celebramos deve nos encontrar odiando ainda mais o pecado e amando cada vez mais a Cristo.
Esse ensinamento também faz eco para toda aquela multidão que estava com Jesus, com o que viria a acontecer mais tarde com a nação de Israel, que, ao rejeitar Jesus como Messias, enfrentou uma enorme destruição no ano 70, quando Jerusalém foi tomada pelos romanos. Para reforçar ainda mais a urgência do arrependimento, Jesus conta logo em seguida a parábola da figueira estéril, mostrando que Deus é paciente, mas que o tempo para dar frutos — isto é, para se arrepender e viver de forma nova — é limitado.
E essa parábola é especialmente humilhante e perscrutadora. O crente que ouve essa parábola e não sente tristeza e vergonha, enquanto a aplica ao estado de sua vida espiritual, só pode estar em uma infeliz condição espiritual.
De acordo com Levítico 19.23 “23 — Quando entrarem na terra e plantarem todo tipo de árvore frutífera, os frutos dessas árvores lhes serão vedados; nos primeiros três anos serão impuros para vocês; não poderão comê-los.” , três anos deviam se passar até que o fruto de uma figueira fosse ritualmente “limpo” e pudesse ser comido. Portanto, a figueira plantada há pelo menos seis anos ainda estava sem dar fruto. Então, o dono da terra mandou o agricultor cortá-la, pois só estava ocupando o lugar de outra planta frutífera. Mas o agricultor pediu mais um tempo, e ele decidiu conceder
Desses versículos, aprendemos inicialmente que, do coração ao qual Deus concede privilégios espirituais, ele espera retorno proporcional. Calma não é o toma lá dacá!
Nosso Senhor nos ensina uma lição ao comparar a nação judaica de sua época a “uma figueira plantada na […] vinha”. Essa era exatamente a situação de Israel no mundo. Eles haviam sido separados das outras nações pela lei e pelas ordenanças de Moisés, bem como pela situação de sua própria terra. Haviam recebido revelações que Deus não concedera a nenhum outro povo. Foram realizadas em favor deles coisas que nunca foram realizadas em favor do Egito, de Nínive, da Babilônia, da Grécia ou de Roma. Portanto, era correto e justo que produzissem fruto para o louvor de Deus.
É razoável pensar que haveria em Israel mais fé, arrependimento, devoção e santidade do que entre os pagãos. Isso era o que Deus esperava. O dono da figueira veio procurar o fruto.
No entanto, precisamos pensar além da nação judaica, se desejamos nos beneficiar plenamente do significado da parábola. Temos de refletir também sobre as igrejas evangélicas. Elas possuem luz, verdade, ensino e preceitos que nunca foram ouvidos pelos incrédulos. Quão grande é a responsabilidade dos crentes! Não é correto e justo que Deus espere que eles deem frutos?
Temos de examinar nosso próprio coração. Vivemos em um país no qual existem muitas bíblias e desfrutamos de liberdade para pregar o evangelho. Quão amplas são as vantagens que desfrutamos, se a gente comparar com às dos chineses e às dos hindus, norte coreanos, norte da africa, olhem a janela 10/14 (mundo árabe da asia menor)! Porém, jamais esqueçamos: Deus espera que produzamos frutos.
Somos ensinados através de verdades solenes. Poucos assuntos são tão facilmente esquecidos pelos homens quanto a íntima conexão entre privilégios que recebemos e responsabilidade que temos com isso. Estamos todos bastante dispostos a nos deleitar com nossa posição como crentes evangélicos e a demonstrar alguma compaixão pelos idólatras e incrédulos; no entanto, demoramos a recordar que somos responsáveis diante de Deus por tudo que desfrutamos e que, daquele a quem muito se confia, muito mais lhe será exigido.
Sejamos sensíveis à verdade meus irmãos. Somos as pessoas mais favorecidas da terra. No verdadeiro sentido, somos “uma figueira plantada na […] vinha”. Não esqueçamos que nosso grande Senhor espera “frutos”.
Em segundo lugar, aprendemos, nessa passagem, que é MUITO perigoso ser infrutífero diante de tantos privilégios espirituais. A maneira como nosso Senhor transmitiu essa lição é impressionante. Ele nos mostrou o dono da figueira estéril lamentando que a planta não produzia qualquer fruto: “Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho”. Descreveu-o como alguém que ordenou a destruição da figueira, a qual ele via como algo que ocupava sem utilidade o chão: “Podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra?”.
Em seguida, Jesus apresentou o viticultor apelando em favor da figueira, para que esta fosse poupada um pouco mais: “Senhor, deixa-a ainda este ano”. E Jesus conclui a parábola colocando as terríveis palavras nos lábios do viticultor: “Se vier a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la”.
Existe uma advertência clara nesses versículos para todas as igrejas que declaram pertencer a Cristo. Se os pastores dessas igrejas não estiverem pregando a sã doutrina e seus membros não estiverem vivendo vidas santas, todos estão em iminente perigo de ser destruídos.
Deus os observa e registra todos os seus caminhos. Eles podem participar de abundantes cerimônias religiosas; podem cobrir-se com as folhas da formalidade, dos ministérios e das ordenanças. Porém, se estão destituídos do fruto do Espírito, são reputados como plantas que ocupam inutilmente o solo. De qual fruto estamos falando aqui meus irmãos: Gálatas 5.22–23 “22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.”
e com isso implantado em nosso coração e nossa mente e nossa alma, estamos prontos para o Mateus 28.19–20 19 Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, 20 ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado a vocês (Amar a Deus e amar ao próximo como Cristo amou). E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos.” E, a menos que se arrependam, serão cortados. Foi isso o que ocorreu à comunidade judaica quarenta anos após a ascensão de nosso Senhor. Isso também já aconteceu a outras igrejas. E, infelizmente, acontecerá a muitas até que o fim venha. Como o Fabio disse pela manhã - O machado será posto à raiz de muitas igrejas infrutíferas. A sentença ainda ecoará: “Podes cortá-la”.
Temos ainda nessa passagem uma advertência mais evidente para todas as pessoas não convertidas. Em todas as igrejas, existem muitas pessoas que ouvem o evangelho e estão penduradas à beira do abismo da perdição. Durante muitos anos, elas têm vivido na melhor parte da vinha de Deus, mas, apesar disso, não produzem fruto.
Têm ouvido a fiel pregação do evangelho durante incontáveis domingos e, apesar disso, não entenderam, não tomaram sua cruz e não seguem a Cristo. Talvez não estejam cometendo pecados notórios, mas nada fazem para a glória de Deus.
Não existe coisa alguma positiva em seu cristianismo. De todos eles, o Senhor da vinha pode afirmar com certeza: “Há anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho; podes cortá-la; para que está ela ocupando inutilmente a terra?”.
Existem miríades milhares de pessoas que se afirmam ser crentes e se encontram nessa condição.
Não fazem a menor ideia de quão perto estão da condenação eterna.
Jamais nos esqueçamos de que - A gente se contentar em assistir aos cultos e ouvir os sermões, enquanto não produzimos frutos em nossas vidas, é um comportamento muito ofensivo a Deus. É uma provocação para que ele ordene que sejamos cortados inesperadamente. Se a cada Sermão que pregamos aqui, o coração não rasgar ou seja ferido, apontando para uma mudança real, pois HÁ UM PERIGO REAL, ouvir o PODE CORTAR!
Por último, aprendemos, nesses versículos, que temos um infinito débito para com a misericórdia de Deus e a intercessão de Cristo.
Parece impossível extrair qualquer outra lição do sincero apelo do viticultor: “Senhor, deixa-a ainda este ano”. Com certeza, vemos nesse verso 8 como por espelho a benignidade de Deus e a mediação de Cristo.
A misericórdia tem sido chamada de atributo favorito de Deus. Poder, pureza, justiça, santidade, sabedoria, imutabilidade, todos são atributos que constituem o caráter de Deus e de inúmeras maneiras têm-se manifestado no mundo, tanto nas obras como na Palavra de Deus. Mas, se existe uma das perfeições divinas que ele tem prazer em demonstrar ao homem, de maneira mais evidente do que qualquer outra, essa perfeição, sem dúvida, é sua misericórdia. Ele é um Deus que “tem prazer na misericórdia” LER (Miquéias 7.18 “18 Quem é semelhante a ti, ó Deus, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão do remanescente da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia.” ). não tem como não lembrar da conversa que Jonas, no meio da sua fúria contra Deus, Jonas 4.2 “2 Ele orou ao Senhor e disse: — Ah! Senhor! Não foi isso que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que tu és Deus bondoso e compassivo, tardio em irar-se e grande em misericórdia, e que mudas de ideia quanto ao mal que anunciaste.”
Tem uma música que tenho ouvido recentemente de um grupo Chamado IPALPHA NOVA, com letras profundas quero ler para os irmãos a letra da Canção de Jonas:
Na minha angústia Clamei ao Senhor E Ele me respondeu
Perdido estava Tentando fugir Da sua doce voz
No abismo me lançou Pra que eu pudesse ver O orgulho em seguir Somente o meu coração
Seu amor me perseguiu Dentro da escuridão E me lembrou que é o Deus Rico em compaixão
Deus é justo e compassivo Eterna Sua aliança Eu não posso compreender A Deus pertence a salvação
Meus irmãos - A misericórdia baseada na mediação de um Salvador vindouro foi o motivo pelo qual Adão e Eva não foram lançados no inferno no dia em que caíram em pecado.
A misericórdia tem sido a causa para Deus suportar este mundo sobrecarregado de pecado e ainda não ter exercido o juízo.
Até agora, a misericórdia é o motivo pelo qual os pecadores não convertidos são poupados por tanto tempo, e não destruídos em seus próprios pecados.
Provavelmente não temos a menor ideia de quanto todos nós devemos à paciência de Deus. O último dia comprovará que toda a humanidade estava em débito para com a misericórdia de Deus e a mediação de Cristo. Mesmo aqueles que estão eternamente perdidos descobrirão, para sua vergonha, que, por causa das misericórdias do Senhor, eles ainda não foram consumidos em vida. E, no que se refere aos salvos, uma aliança de misericórdia será sua total reivindicação no Dia do Juízo.
E qual é a nossa situação? Somos frutíferos ou infrutíferos? Acima de todas as outras coisas, essa é a pergunta que mais deve nos preocupar. O que Deus vê em nós ano após ano? Estejamos atentos para viver de tal modo que ele veja fruto em nós.
SDG
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