A Graça Divina, Misericórdia Replicada e Longanimidade

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A Graça Divina, Misericórdia Replicada e Longanimidade

Hoje quero explorar os temas da Graça, Misericórdia e Longanimidade de Deus, é minha intenção mostrar como eles se entrelaçam na nossa vida cristã e na maneira como nos relacionamos com os outros.
Enquanto cristãos devemos tornar-nos agentes de graça e misericórdia num mundo que muitas vezes carece de compaixão e paciência, refletindo então o caráter de Deus nas nossas interações diárias.
A Graça de Deus é nos manifestada ao sermos perdoados dos nossos pecados, Sua Misericórdia nos encoraja a sermos misericordiosos com os outros, e a Sua longanimidade nos chama a sermos pacientes e compreensivos nas nossas relações.
Através da obra redentora de Cristo, vemos a encarnação perfeita da Graça, Misericórdia e Longanimidade de Deus. Jesus nos mostra essas virtudes em plena ação, principalmente na Sua interação com os pecadores e os marginalizados.
A graça de Deus nos transforma e nos chama a sermos instrumentos de sua misericórdia e longanimidade neste mundo.

1. A Graça Divina

Efésios 2.8–9 BEARA
8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; 9 não de obras, para que ninguém se glorie.
Paulo ensina-nos que somos salvos pela graça, e não por nossos próprios méritos, ele ressalta a natureza injustificada e abundante da Graça divina.
Esta Graça é de definição Indefinível por palavras ou atos humanos, vai além de tudo o que é humanamente lógico.
Paulo mostra a importância do cristão reconhecer que a salvação não é algo que pode conquistar, mas um presente de Deus que liberta do peso da culpa e dá uma nova vida,
“as coisas velhas já passaram eis que tudo se fez novo”. 2 corintios 5:17, significa que quando alguém se entrega a Cristo, experimenta uma transformação radical na sua vida, tornando-se uma nova criatura. O que era velho, vícios, hábitos e relacionamentos, passam a ser passado, e o que é novo, cheio de graça, amor e propósito, surge em seu lugar.
Esta Graça tornasse especialmente encorajador para aqueles que se sentem sobrecarregados por falhas passadas.
A Graça de Deus, que nos salva, não é apenas um conceito teológico, mas poder de Deus que transforma e molda as nossas vidas e o nosso relacionamento com os outros.

1. Graça: Presente Inesperado

Efésios 2.8
Lembras-te do presente mais inesperado que recebeste?
porque terá sido inesperado?
Pelo valor, pela importância, porque não fizemos nada para merecer, foi de surpresa, entre outras expressões que podia usar, a realidade é que sabemos bem o que quer dizer inesperado.
É assim mesmo que recebemos a salvação, pelo seu valor incalculável, pela importância que é sermos restaurados na intimidade com o Criador, e foi de surpresa, pois nem nós sabíamos que eramos carentes desta salvação ou até mesmo se existiria esta salvação.
Muitos ainda hoje vivem como se a morte física fosse o final de tudo, é nos muito familiar a expressão 7 palmos de terra que simboliza que tudo terminou.
É interessante ver que é Graça de Deus, mas, que também é de “graça”, é um presente gratuito, não fruto das nossas obras ou do nosso dinheiro.
Por outras palavras a nossa salvação é um presente, não uma transação.

2. Graça: Humildade Transformadora

Efésios 2.9
Esta passagem é um desafio à lógica humana de que merecemos alguma coisa, temos de nos lembrar que a salvação não é resultado de obras, para que ninguém se vanglorie. A Graça nos chama a uma vida de humildade, promovendo igualdade entre os cristãos.
É a Graça que tem agora ação transformadora em mim, eu agora percebo não que o outro não merece, mas, que eu não mereço.
O que é que eu não mereço?
Eu que sou injusto, sou justificado por meio do pagamento com Sua própria vida daquele que é Justo.
1Pedro 3.18 BKJ 1611
18 Porque Cristo também uma vez padeceu pelos pecados, o justo pelos injustos, para que nos levasse a Deus; sendo colocado à morte na carne, mas vivificado pelo Espírito.
Não me posso gabar de coisa alguma, não tenho qualquer mérito ou merecimento e percebo que Efésios nos lembra que somos resgatados pela graça e somos chamados a vivê-la diariamente nos nossos relacionamentos em amor.

2. Misericórdia replicada

Lamentações de Jeremias 3.22–23 ARA
22 As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; 23 renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.
Esta passagem não é o relato de alguém que “simplesmente” está a passar por uma crise existencial, o choro e lamento de Jeremias tem grandes fundamentos.
Por causa do pecado do povo tudo estava agora destruído, Jerusalém e o Templo, é pertinente entender o que isto representava para para os povo de Deus.
Já não tinham a “capital” - a identidade de um povo
Já não tinham o “templo” - manifestação da presença de Deus
Como diz Charles R. Swindoll
“Temos aqui um lembrete silencioso de que o pecado, apesar de todo o seu fascínio e emoção, traz consigo pesados fardos: tristeza, aflição, infelicidade, aridez e dor. É o outro lado da moeda, o oposto de “comer, beber e se divertir”.
Mas é mesmo neste quadro que Jeremias apontam para onde devemos direcionar a nossa esperança, no meio da amargura e dor

1. Começo Constante com Misericórdia

Lamentações 3:22
Quantos hoje pensaram que hoje estamos aqui pela Misericórdia de Deus, se não fosse isso, já não existíamos, tínhamos sido exterminados, aniquilados, destruídos...
O profeta traz à sua memória o que pode lhe dar esperança.
Jeremias ao voltar-se para Deus e Suas promessas alimenta a sua alma com a única coisa que lhe pode dar esperança. A esperança não está no povo nem nas nações ao redor.
Está em Deus. Dele vem o nosso socorro. As Suas misericórdias não têm fim.
As misericórdias do Senhor são inesgotáveis e estão disponíveis diariamente.
Mesmo em tempos de dor e lamento, a misericórdia de Deus é uma constante que nunca falha. Ao iniciar cada dia, consideremos como a renovação das misericórdias divinas têm o poder de avivar a nossa fé.

2. Misericórdias Matutinas

Lamentações 3:23
Será que acordamos pela manhã com um coração aberto à renovação nos mínimos detalhes de cada dia, como Jeremias apontou.
Com isso, podemos enfrentar desafios fortificados pela certeza da compaixão de Deus. Estas misericórdias são acessíveis a todos por meio de Cristo, que nos ilumina com esperança e direção para caminhar num mundo que necessita da Sua luz.
Esta passagem nos lembra que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã, trazendo esperança e ânimo mesmo nos momentos mais sombrios.
E se eles muitas vezes vêm seguidos, parece como as ondas do mar (exemplo).
Quero trazer à memória que a Sua fidelidade e misericórdia estão sempre presentes, independente das circunstâncias que enfrentamos.
Um ditado popular diz que a esperança é a ultima coisa a morrer, e Jeremias deve ter sido o primeiro a desembrulhar este ditado.
Lamentações de Jeremias 3.21 ARA
21 Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.
Foca-te naquilo que te pode dar esperança, pois assim como com Jeremias existem dias que parecem não terminar.
O clímax da Misericórdia do Senhor completa-se em Cristo que é a perfeita expressão da misericórdia de Deus.
As misericórdias do Senhor são a nossa âncora de esperança, pois a cada novo dia somos lembrados de Sua fidelidade e amor, capacitando-nos a enfrentar nossos desafios com coragem e fé.

3. Deus espera, mas, não desespera

2Pedro 3.9 ARA
9 Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.
Nesta passagem o que vemos segue na sequência da promessa da 2ª vinda de Jesus. o tempo passava e Ele nunca mais vinha para buscar aqueles que seriam salvos e viveriam na eternidade com Deus.
Deus não quer que ninguém se perca, Ele ouve e responde aos clamores do Seu povo.
O versículo sublinha a diferença entre a impaciência humana e a longanimidade divina, sugerindo que devemos confiar em Seus propósitos mesmo quando não entendemos os Seus tempos.
Este versículo aponta para Jesus, que é o cumprimento da promessa de Deus à humanidade. A longanimidade de Deus se revela em Cristo, que, por amor, pacientemente suporta nossas fraquezas e expectativas, oferecendo espaço para o arrependimento e reconciliação com o Pai.
Em tempos de espera, devemos confiar na longanimidade do Senhor, reconhecendo que cada momento é uma oportunidade divina para o arrependimento e o aperfeiçoamento espiritual, tanto em nossas vidas quanto na vida dos que nos rodeiam.

1. Esperança em Cada Espera

2 Pedro 3:9a
A primeira parte deste versículo salienta que o aparente atraso de Deus é na verdade uma expressão de sua misericórdia ativa.
No dia a dia, esta compreensão pode incentivar a prática da paciência nas relações, espelhando o caráter de Deus e esperando Sua ação no tempo certo.
Lembra que a tua e minha espera em Deus não é em vão.

2. Paciência Prolongada do Pai

2 Pedro 3:9b
A segunda metade do versículo destaca o desejo de Deus de que ninguém pereça, e enfatiza Seu amor e paciência.
Aplicar esta paciência divina a nós mesmos significa oferecer espaço para que os outros cresçam e aprendam sobre o amor de Deus, mesmo quando nos sentirmos impacientes.
Aprender a exercitar esta espera é um reflexo da confiança em Deus e em Suas promessas, mesmo quando parecem demoradas.
Também tu és fruto da longanimidade de Deus, quando outros já oravam para que Jesus voltasse, Deus esperou por ti e por mim, e agora aguarda por outros que ainda vão ser salvos, até que ele venha.

Conclusão

Quero hoje que nos lembremos da história do filho pródigo, que, ao voltar para casa, encontrou um pai que não só o perdoou, depois de tudo o que ele fez, pediu sua herança, abandonou a casa, gastou tudo em luxuria , mas o pai o recebeu com celebração.
Esta é a essência da graça: um retorno ao lar após a queda, um amor que não se preserva apenas para os justos, mas se estende aos errantes.
Isto retrata a misericórdia de Deus que não dá o que merecemos e a longanimidade de Deus que aguarda pacientemente pelo nosso arrependimento, para por meio da Graça dar o que não merecemos o Seu abraço e perdão.
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