Tema: Justificação pela fé em Cristo

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TÍTULO: "Justificados pela Fé em Cristo" Texto base: Gálatas 2.15-21

A – ASSUNTO:

A doutrina da justificação pela fé e sua centralidade na vida cristã.
Calvino enfatiza que essa passagem é o “coração do Evangelho”. Aqui, Paulo declara que nem judeus nem gentios são justificados pelas obras da lei, mas unicamente pela fé em Jesus Cristo.

I – INTENÇÃO:

Levar a igreja a compreender que a salvação não depende de méritos humanos ou da obediência à Lei, mas unicamente da fé em Cristo, o qual nos amou e a si mesmo se entregou por nós. Isso deve produzir humildade, gratidão e santidade prática.

M – MENSAGEM (desenvolvimento):

1. A verdadeira identidade cristã não vem da origem, mas da fé (v.15-16)
Paulo, sendo judeu, reconhece que a justiça não é pela Lei.
Calvino destaca que “justificação” é ser considerado justo diante de Deus, e isso não pode ser alcançado por esforço humano.
A fé em Cristo é o único meio de sermos aceitos por Deus.
2. A justificação pela fé não encoraja o pecado, mas fortalece a santidade (v.17-18)
Paulo responde a uma possível objeção: se somos justificados pela fé, isso nos torna “ministros do pecado”?
Calvino responde enfaticamente: não! A graça não é licença para pecar, mas poder para viver em novidade de vida.
Reconstruir o que foi destruído (voltar à Lei) seria transgressão.
3. A vida do cristão é uma vida crucificada com Cristo (v.19-20)
“Estou crucificado com Cristo...”
Calvino afirma que essa união com Cristo nos liberta da Lei e nos dá nova vida.
Viver pela fé é viver em comunhão diária com Cristo, que nos amou e se entregou por nós.
A justificação nos une a Cristo de forma tão íntima que sua morte é a nossa morte, e sua vida é a nossa vida.
4. Rejeitar a justificação pela fé é anular a graça de Deus (v.21)
Se a justiça vem pela Lei, Cristo morreu em vão.
Calvino afirma que essa é uma das declarações mais fortes do apóstolo: misturar Lei e fé é fazer a cruz de Cristo sem valor.

Aplicação Final:

Examine sua fé: Você está confiando em Cristo ou em seus próprios méritos?
Viva a liberdade do evangelho: não para pecar, mas para servir a Deus com gratidão.
Pregue esse evangelho: em um mundo cheio de mérito, anunciar a graça é revolucionário.

Título: Não Eu, Mas Cristo em Mim

ICT — Introdução, Contexto e Transição

Introdução: Vivemos em uma sociedade que valoriza o desempenho, a meritocracia e a aparência. Desde cedo, somos ensinados a conquistar nosso espaço por meio do esforço e do mérito. Mas será que essa lógica também se aplica à nossa vida espiritual? A pergunta que ecoa é: como alguém pode ser justificado diante de Deus?
Contexto: Na carta aos Gálatas, o apóstolo Paulo escreve com paixão e urgência. Os cristãos da Galácia estavam sendo influenciados por falsos mestres que ensinavam que, além da fé em Cristo, era necessário guardar a Lei de Moisés — especialmente a circuncisão — para serem justificados. Paulo confronta essa heresia diretamente, e no trecho que vamos examinar hoje (Gálatas 2:15-21), ele expõe o coração do evangelho da graça.
Transição: Vamos observar como Paulo nos conduz da falácia da justificação pelas obras para a realidade libertadora da vida pela fé em Cristo.

Tese

Somos justificados unicamente pela fé em Jesus Cristo, e isso nos leva a uma nova vida, onde já não vivemos por nós mesmos, mas Cristo vive em nós.

Desenvolvimento

1. A Justificação Não Vem pelas Obras, Mas pela Fé (v.15-16)

"[...] o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Jesus Cristo [...] pois por obras da lei ninguém será justificado."
Paulo é enfático: até mesmo os judeus, que receberam a Lei, precisam ser justificados pela fé.
Ele destrói a ideia de que as boas obras, o cumprimento da Lei ou tradições religiosas podem nos tornar aceitáveis diante de Deus.
A Lei revela o pecado, mas não tem poder para nos justificar.
O centro do evangelho é este: somos aceitos por Deus não por causa do que fazemos, mas por causa do que Cristo fez por nós na cruz.

2. A Nova Vida É Vivida Pela Fé em Cristo (v.19-21)

"Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim."
A justificação não é apenas uma declaração legal; ela inaugura uma nova vida.
Paulo diz que morreu para a Lei — ou seja, abandonou qualquer esperança de se justificar por ela — e agora vive para Deus.
A nova identidade do cristão está firmada em Cristo: não vivemos mais por nossa força, mas pela fé no Filho de Deus.
Isso gera uma vida marcada por gratidão e rendição: “Ele me amou e se entregou por mim”.
Anular a graça é tentar somar algo à obra da cruz. Se a justiça fosse possível pela Lei, Cristo teria morrido em vão — mas Ele não morreu em vão!

Conclusão

A mensagem de Paulo aos gálatas é tão urgente hoje quanto foi naquele tempo. Em um mundo religioso cheio de performance e aparência, o evangelho nos chama a descansar na obra consumada de Cristo. A justificação não é uma conquista humana, mas um dom divino recebido pela fé.

Aplicação

Examine sua motivação espiritual: Você vive tentando “merecer” o amor de Deus ou descansa na graça de Cristo? Confesse suas tentativas de autojustificação.
Viva a nova vida pela fé: Não somos mais escravos do passado, das obras ou das exigências humanas. Cristo vive em nós! Que essa verdade molde sua forma de agir, pensar, servir e amar.
Proclame a graça: Em um mundo que impõe cargas religiosas e morais, anuncie o evangelho da liberdade: somos salvos pela graça, mediante a fé, e isso é dom de Deus!
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