Uma Família que ama a presença de Deus

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Introdução

Chegamos ao último sermão da série sobre as famílias da Bíblia. Após estudarmos algumas famílias do Antigo Testamento, voltamos agora nosso olhar para uma família do Novo Testamento que amava Jesus e era muito amada por Ele: a família de Lázaro, Marta e Maria.
Essa família é mencionada algumas vezes na Bíblia, nos seguintes textos: Lucas 10:38-42; João 11:1–57; João 12:1–8; Mateus 26:6–13; Marcos 14:3–9. Vemos que essas pessoas eram amigos íntimos de Jesus, que era bem recebido em sua casa. A cidade de Betânia tem grande relevância, pois foi onde Jesus passou momentos importantes antes da crucificação e de onde ascendeu aos céus (Lucas 24:50-51).
Neste sermão, vamos explorar três características dessa família e como podemos aplicá-las às nossas famílias hoje.

1. Uma família que ouvia e cria Jesus

Em Lucas 10:39, vemos Maria sentada aos pés de Jesus, ouvindo seus ensinamentos. Marta, embora ocupada com os afazeres, também ouvia Jesus, embora em alguns momentos estivesse mais preocupada com o serviço.
Vemos também Lázaro à mesa com Jesus seis dias antes da Páscoa, já ressuscitado (João 12:2). Essa família recebia Jesus com alegria e ouvia atentamente sua Palavra.
Curiosamente, a Bíblia não nos diz como Jesus conheceu essa família, mas é evidente o amor mútuo entre eles. E esse relacionamento contrasta com o que lemos em João 7:1–5 sobre os irmãos biológicos de Jesus:
“Nem mesmo os seus irmãos criam nele.” (João 7:5)
Apesar de conviverem com Ele, os irmãos de Jesus não criam em sua missão. Isso nos faz refletir: Será que temos verdadeiramente ouvido Jesus? Como está a nossa leitura bíblica? Estamos deixando a Palavra moldar nossas atitudes e pensamentos? Meditamos nos sermões que ouvimos aos domingos?
Maria, Marta e Lázaro tinham prazer em ouvir o Senhor — e isso aumentava sua fé. Se você perdeu o prazer na leitura bíblica, peça perdão ao Senhor e clame para que Ele renove esse desejo em seu coração. Um cristão que não medita na Palavra se torna vulnerável às ideologias e tentações do mundo.

2. Uma família que Adorava a Deus de todo o Coração

Em João 12:3–8, vemos uma cena marcante: Maria unge os pés de Jesus com um perfume caríssimo de nardo puro. Entre os três irmãos, Maria parece ser a que mais se dedicava à adoração.
William Hendriksen comenta sobre o valor do nardo:
“A essência desse bálsamo era derivada do nardo puro [...] extremamente cara. [...] não era imitação, era o artigo genuíno.”
Maria deu o seu melhor a Jesus. Ela sabia que adorá-lo era mais importante do que o valor material do perfume. Judas Iscariotes a criticou, alegando preocupação com os pobres — mas o texto deixa claro que ele era ladrão.
Esse gesto de Maria nos lembra o maior mandamento:
“Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.” (Mateus 22:37-38)
Adorar a Deus com tudo o que somos é o culto que Ele deseja. Como Paulo diz:
“Apresentem o corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus — este é o culto racional de vocês.” (Romanos 12:1)
Amar a Deus é negar-se a si mesmo, como ensina Lucas 9:23. Maria fez isso — e nos deixou um exemplo.

3. Uma família que sentiu o poder de Deus

Em João 11, temos um dos milagres mais impactantes: a ressurreição de Lázaro.
O texto nos diz que Lázaro era amado por Jesus. Quando Ele chega a Betânia, Lázaro já estava morto há quatro dias. Marta vai ao encontro de Jesus e, mesmo em meio à dor, declara fé:
“Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.”
Jesus então responde com a afirmação central do Evangelho:
“Eu sou a ressurreição e a vida.” (João 11:25)
Jesus ressuscita Lázaro diante de muitos judeus — e muitos creram por causa desse milagre. Essa família foi instrumento para manifestar a glória de Deus.
Hoje, talvez não vejamos ressurreições físicas, mas vivemos a ressurreição espiritual. Como diz Efésios 2:1-10, Deus nos deu vida quando estávamos mortos em nossos pecados. Ele nos ressuscitou com Cristo, nos transformou e nos fez novas criaturas.
Se você está em Cristo, já experimentou esse milagre — e sua vida agora deve testemunhar o poder de Deus.

Conclusão

Como está a sua família? Será que nossas casas refletem as características da casa de Marta, Maria e Lázaro?
Temos prazer em ouvir a Palavra de Deus?
Temos adorado a Deus com tudo o que somos?
Temos experimentado e testemunhado o poder de Deus?
Talvez você tenha familiares que ainda não conhecem a Cristo. Continue orando, dando testemunho e confiando que Deus pode fazer o mesmo que fez com aquela casa em Betânia.
Que nossas famílias sejam lares onde Jesus é recebido com alegria, onde a Palavra é ouvida com atenção, onde a adoração é sincera, e onde o poder de Deus é evidente.
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