Estudo Bíblico - A Igreja: o evangelho visível (6)
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SLIDE 1
IGREJA PRESBITERIANA DE APIAÍ
PLANEJAMENTO PASTORAL – ESTUDOS DOUTRINÁRIOS
MAIO/2025
Rev. Mateus Lages
Tema: A Igreja - o Evangelho visível
Estudos no livro: A Igreja, o evangelho visível, de Mark Dever.
Dia 28/05: A integração entre o governo e membresia da Igreja
SLIDE 2
Saudação
Oração inicial
Leitura - 1Coríntios 11.23-32
No último estudo no tema a Igreja, o evangelho visível, pensamos sobre o governo da Igreja. Na IPB, constituído pelos oficiais presbíteros e diáconos. Para hoje, pensaremos sobre a membresia da Igreja, de modo que aprendamos que ser membro de uma Igreja não se resume a frequência, mas a integração.
Na tradição da Igreja Cristã Presbiteriana, a unidade entre oficiais (presbíteros e diáconos) e membros é fundamental por diversas razões teológicas, bíblicas e práticas. Aqui estão alguns dos principais motivos pelos quais essa união é essencial:
1. Fundamento Bíblico da Unidade
A Bíblia ensina claramente que a Igreja é um só corpo em Cristo:
• 1Coríntios 12:12-27: “Assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo.”
• Efésios 4:3-6: “Esforcem-se para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito […] um só Senhor, uma só fé, um só batismo.”
A separação ou desunião entre líderes e membros enfraquece esse testemunho de unidade.
2. Chamado ao Amor e à Comunhão
Cristo ordenou que seus discípulos se amassem uns aos outros (João 13:34-35). Essa comunhão fraternal deve se refletir em todas as esferas da vida da igreja, especialmente entre líderes e o rebanho que eles pastoreiam.
3. Testemunho ao Mundo
A unidade da igreja é um testemunho poderoso ao mundo da verdade do evangelho:
• João 17:21: Jesus orou “para que todos sejam um […] para que o mundo creia que tu me enviaste.”
Divisões internas ou distanciamento entre oficiais e membros enfraquecem esse testemunho.
4. Eficiência na Missão da Igreja
A missão da igreja (adoração, edificação, evangelização e serviço) é melhor cumprida quando há colaboração mútua. Oficiais e membros devem trabalhar juntos com confiança e harmonia, respeitando seus dons e funções específicas.
5. Princípio Presbiteriano de Governo Representativo
O sistema presbiteriano é baseado no princípio de liderança compartilhada e representativa, onde os presbíteros são escolhidos dentre os membros para representá-los e cuidar deles. Isso pressupõe confiança, proximidade e unidade espiritual e prática.
6. Edificação Mútua
Tanto os oficiais quanto os membros têm dons dados pelo Espírito Santo (Efésios 4:11-16) e são chamados a edificar uns aos outros. Essa edificação não acontece se vivem apartados, mas somente em comunhão constante.
Desse modo, concluímos inicialmente que:
Oficiais e membros da Igreja Presbiteriana não devem viver apartados porque são parte de um mesmo corpo, chamados à comunhão, à mútua edificação e ao testemunho conjunto do Evangelho. A unidade fortalece a igreja, glorifica a Deus e promove crescimento espiritual e missional.
Hino 183 - Benditos laços
SLIDE 3
A partir disso, pensemos no tema de hoje: A integração entre o governo e membresia da Igreja na Ceia do Senhor
A razão pela qual oficiais e membros da Igreja Presbiteriana do Brasil não devem viver em desunião encontra sólido fundamento nos documentos constitucionais e confessionais da Igreja, com base nos seguintes pontos:
1. Unidade como fim essencial da Igreja
A Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil declara expressamente em seu Preâmbulo que um dos propósitos fundamentais de sua organização é a promoção da unidade da igreja de Cristo:
“[…] tendo em vista a promoção da paz, disciplina, unidade e edificação do povo de Cristo […]” (Preâmbulo, Constituição da IPB)
Assim, a desunião entre membros e oficiais contraria diretamente este princípio fundador.
2. Desunião é uma falta disciplinar
O Código de Disciplina da IPB, em seu Art. 4º, estabelece que qualquer ato ou omissão que prejudique a unidade constitui falta:
Art. 4º. Falta é tudo que, na doutrina e prática dos membros e concílios da igreja, não esteja de conformidade com os ensinos da Sagrada Escritura, ou transgrida e prejudique a paz, a unidade, a pureza, a ordem e a boa administração da comunidade cristã.
(Código de Disciplina da IPB)
3. Desunião ofende os símbolos de fé da IPB
Os Símbolos de Fé de Westminster, que são a Confissão e os Catecismos (Maior e Breve), reforçam esse imperativo:
• Confissão de Fé de Westminster – Capítulo 26, §1:
“Todos os santos que estão unidos a Jesus Cristo, seu Cabeça, pelo seu Espírito e pela fé, […] estão obrigados a manter entre si uma santa comunhão e sociedade nos cultos e serviços a Deus […] e no auxílio mútuo nas coisas exteriores […] segundo as oportunidades e as necessidades.”
• Catecismo Maior de Westminster – Pergunta 63:
“Qual é o quinto mandamento?
R. O quinto mandamento é: honra teu pai e tua mãe […]”
(O que implica respeito mútuo na comunidade da fé, incluindo os oficiais da igreja)
4. Desunião contradiz o fim principal do homem
• Breve Catecismo de Westminster – Pergunta 1:
“Qual é o fim principal do homem?
R. Glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.”
A desunião entre membros e oficiais fere a glória de Deus, dividindo o corpo que deve ser uno em Cristo, contrariando esse fim supremo.
SLIDE 4
CONCLUSÃO/APLICAÇÃO
Concluindo, aprendemos hoje sobre a integração entre o governo e a membresia da Igreja, de modo que, viver em desunião dentro da Igreja Presbiteriana do Brasil é uma transgressão não apenas do ordenamento eclesiástico, mas dos princípios bíblicos e confessionais que regem a vida cristã. Tal conduta constitui falta disciplinar (Código de Disciplina, art. 4º), afronta a finalidade da Igreja (Constituição, Preâmbulo) e contraria os fundamentos teológicos expressos nos símbolos de fé reformados. Tudo isso porque fere a Escritura Sagrada. A unidade, assim, não é apenas desejável, mas obrigatória para a vida eclesiástica sadia e fiel às Escrituras.
Hino 299 - Renovação
ORAÇÃO FINAL
