Indesculpáveis Diante de Deus

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I. Introdução — Texto Base: Romanos 1:18-20

Tema:
A revelação de Deus é clara, pública e inexcusável.
Todos têm conhecimento suficiente para buscar a Deus e se submeter a Ele.
Não há possibilidade legítima de desculpa no juízo: "são indesculpáveis" (ἀναπολόγητος).
Pontos para estudo:
O que significa "manifesto em si mesmos" (v.19)?
Como a criação revela atributos "invisíveis" de Deus?
Como o termo jurídico "indesculpáveis" funciona na argumentação paulina?
Sugestão: Investigue a ideia de revelação geral na teologia sistemática: Grudem, Berkhof ou Turretin.

II. Responsabilidade Universal — Romanos 2:1-16

Tema:
A indesculpabilidade não é apenas dos gentios, mas também dos que possuem a Lei (judeus).
Deus julga sem parcialidade: segundo a verdade, as obras e a consciência.
Pontos para estudo:
Como funciona a lei escrita "no coração" (v.15)?
Como a consciência participa no juízo de Deus?
O que significa o "Dia em que Deus julgar os segredos dos homens"?
Tese central desta seção: ➡️ A responsabilidade moral é universal, pois a revelação é suficiente para todos.
Recurso sugerido: Consulte a exposição de Romanos no NICNT (Douglas Moo).

III. O peso da Palavra — Ezequiel 3:1-14 e Apocalipse 10:8-11

Tema:
A Palavra de Deus é doce ao ser recebida, mas amarga ao ser proclamada e vivida.
A recepção da Palavra implica missão e responsabilidade: não há neutralidade.
Pontos para estudo:
Por que Ezequiel e João comem o livro?
Qual a relação entre a doçura inicial e a amargura subsequente?
Como essa imagem reforça a ideia de que conhecer implica em responsabilidade?
Aplicação sugerida:
Quem conhece a Palavra e não a vive, ou não a anuncia, está mais exposto à condenação.
A revelação não é só privilégio, é compromisso.
Recurso sugerido: Craig Keener sobre Apocalipse; Daniel Block sobre Ezequiel.

IV. O porquê da indesculpabilidade: três fundamentos teológicos

Revelação suficiente (Salmo 19; Romanos 1).
Consciência funcional (Romanos 2).
Oferta universal do evangelho (Marcos 16:15; Atos 17:30).
Para estudar:
Como os reformadores entenderam a responsabilidade à luz da revelação geral?
O que significa que "Deus manda que todos em todo lugar se arrependam" (Atos 17:30)?
Sugestão: Compare Calvino (Institutas, Livro I) com a teologia contemporânea (John Frame, Kevin DeYoung).

V. Momento de Aplicação: enfrentando as desculpas comuns

Desculpa 1: "Não tive tempo para ler a Bíblia"
A verdade de Deus está manifesta, mesmo fora da Bíblia, em sua criação e na consciência.
Se você tem acesso à Bíblia, sua responsabilidade é ainda maior:
"A quem muito foi dado, muito será exigido" (Lucas 12:48).
Desculpa 2: "Alguém me enganou"
Deus julga segundo a verdade, não segundo o erro do outro.
Mesmo quem foi enganado é chamado à vigilância pessoal:
"Examinai todas as coisas, retende o que é bom" (1 Tessalonicenses 5:21).
Jesus: "Vede que ninguém vos engane" (Mateus 24:4).
Perguntas para autoexame:
Tenho negligenciado o acesso que tenho à Bíblia?
Tenho me contentado com desculpas para não obedecer?
Estou realmente buscando conhecer a Deus ou me escondendo atrás de pretextos?
Sugestão de encerramento dessa seção: ➡️ Deixe claro que essas desculpas não subsistirão no Dia do Juízo.

VI. Encerramento: A responsabilidade é inevitável, mas a graça é acessível

Tema:
Somos indesculpáveis, mas não irremediavelmente condenados.
A revelação nos confronta, mas também nos chama: "Vinde a mim" (Mateus 11:28).
O juízo é certo, mas o convite à salvação ainda está aberto.
Sugestão:
Encerre com um chamado à vigilância, mas também à esperança.
Texto opcional para o apelo:
"Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração" (Hebreus 3:15).
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