2Coríntios 3.3: Cartas Vivas de Cristo
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2Coríntios 3.3 “estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações.”
Qual a coisa mais importante da igreja?
Introdução:
Introdução:
Esta carta tem como objetivo apresentar uma defesa de Paulo e do seu ministério apostólico. Isso ele o faz com muita emoção e demonstração de como sua vida foi dedicada a pregação do evangelho.
O capítulo 3 está inserido em uma seção que compreende os capítulos 1 a 9. Aqui, Paulo demonstra sua gratidão a igreja de Corinto e os encoraja a manterem-se firmes na pregação apesar das tribulações. Fazendo uso de sua própria vida como exemplo, o apóstolo mostra como é possível viver por algo maior.
Dentre as marcas do apostolado, Paulo apresenta uma que não era muito considerada: o sofrimento.
Paulo possuía marcas sobrenaturais. Tanto é que ele fala sobre isso no chamado terceiro céu.
Mas Paulo demonstra desde o início que a grande marca do seu apostolado é o sofrimento. Sofrimento é uma marca que comprova o seu ministério.
Mas sofrer por quê? Sofrer por quem. É aqui que Paulo surpreende os irmãos de Corinto.
Paulo e os demais pregam o evangelho não visando o lucro por amor a eles!
Paulo sofre por amor de Cristo, e pelo fato de amar a Cristo, ele sofre e ama a sua igreja.
2Coríntios 2.4 “Porque, no meio de muitos sofrimentos e angústias de coração, vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que ficásseis entristecidos, mas para que conhecêsseis o amor que vos consagro em grande medida.”
Aqui, chegamos ao conteúdo dessa carta. Embora tenha marcas sobrenaturais, a grande marca do seu apostolado é o sofrimento. E embora tenha escrito muitas cartas, a carta viva são as pessoas da igreja de Corinto.
Ao chamar a igreja de Cartas, Paulo destaca alguns aspectos que nos ajudam a meditar sobre o que é ser um discípulo de Cristo, o que é ser igreja de Cristo, o que é viver para Cristo. Quero aqui então destacar alguns destes aspectos fundamentais no versículo 3:
1. A nossa identidade: somos cartas de Cristo
1. A nossa identidade: somos cartas de Cristo
A primeira parte desse versículo nos revela a identidade da carta. Somos carta de Cristo.
Não é uma carta qualquer, mas é a própria apresentação do Salvador.
Não é uma carta personalizada. Eles não eram a carta de Paulo, embora Paulo fosse alguém importante para o surgimento daquela igreja.
Antes, eles são carta de Cristo. Eles revelam o próprio Cristo. Veja a primeira parte do v. 3.
Aplicação:
A nossa preocupação não deve ser outra a não ser apresentar Cristo.
O mais importante são as pessoas. Temos nos preocupado mais com coisas ou com pessoas em nossa vida cristã?
2. O instrumento: escrita pelo Espírito Santo
2. O instrumento: escrita pelo Espírito Santo
Aqui, Paulo fala do instrumento usado para escrever a carta: É o Espírito Santo.
Primeiro Contraste:
Tinta/Espírito
Aplicação:
Sendo cartas escritas pelo Espírito Santo, não há mérito nenhum em nós.
Ao sermos escritos pelo Espírito Santo, somos levados a confiar que nosso conteúdo jamais se apagará.
3. A localidade: escrita no coração
3. A localidade: escrita no coração
O coração é apresentado na Bíblia como o centro do nosso ser.
Provérbios 4.23 “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.”
Devido a queda o nosso coração é totalmente afetado:
Jeremias 17.9 “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?”
Mas na redenção, temos uma promessa
Ezequiel 36.26 “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.”
Jeremias 31.33 “Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.”
Aplicação:
O evangelho age aonde ninguém pode agir: no coração.
A maioria das grandes questões da humanidade não são questões que se resolvem com mero exercício racional: são coisas do coração.
Conclusão
Conclusão
Vimos então a nossa identidade como carta: somos carta de Cristo; o instrumento: escrita pelo Espírito; o local: nos corações.
Fica então a pergunta: o que é mais importante?
