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SEMINÁRIO TEOLÓGICO DO NORDESTE – STNE
MEMORIAL IGREJAPRESBITERIANA DA COREIA – MIPC
PRÁTICA DE PREGAÇÃO II
PROF. DR. ALEXANDRE RIBEIRO LESSA
ALUNO: JOSEMAR LIMA DA SILVA
TEXTO: LUCAS 18. 1- 8
¹ Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: ² Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. ³ Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário ⁴ Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; ⁵ todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.
⁶ Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. ⁷ Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? ⁸ Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?
INTRODUÇÃO
Em suas Confissões, Agostinho de Hipona relata com profunda emoção o papel de sua mãe, Mônica, em sua conversão.
Ele reconhece que, enquanto estava afundado em doutrinas heréticas e em uma vida afastada de Deus, sua mãe intercedia com lágrimas incessantes.
Mônica chorava por Agostinho com mais dor do que outras mães choram pelos filhos mortos, pois pela fé via não apenas a decadência moral do filho, mas a morte de sua alma. Dotada de um espírito de fé concedido pelo próprio Deus, ela não cessava de orar. Suas súplicas regavam a terra como um clamor contínuo diante do Senhor.
Durante esse período, ela se recusava até mesmo a dividir o mesmo lar com Agostinho, tamanha era sua repulsa pelas blasfêmias que ele proferia. Contudo, sustentada pela graça de Deus, perseverou em oração, convicta de que o Senhor não desprezaria suas lágrimas.
E assim foi. O Deus onipotente, que cuida de cada um dos seus como se fosse o único, inclinou os ouvidos ao clamor daquela mãe e, no tempo determinado por Sua soberana vontade, estendeu a mão e arrancou Agostinho da voragem tenebrosa do pecado. O filho rebelde foi convertido, não por mérito próprio, mas pela misericórdia do Senhor, que ouve as orações dos santos e responde conforme os seus decretos.
Mônica não se deixou enganar por interpretações erradas ou promessas vazias. Ela permaneceu firme em seu propósito.
Esse relato nos mostra o valor de uma oração persistente. Para entendemos melhor esse princípio a luz das escrituras, vejamos o que Jesus ensinou sobre a perseverança na oração para seus discípulos e nos ensina hoje.
ELUCIDAÇÃO:
Lucas descreve a viagem, que jesus empreendeu a Jerusalém (9.51-19.44). A soberania de Deus no ministério e na morte de Jesus é destacada à medida que Ele caminha em direção à cidade onde morreria por nossos pecados. Lucas enfatizou a importância da oração. durante o seu ministério, Jesus orou antes de momentos cruciais. Nove orações de Jesus estão registradas nos evangelhos, sete das quais estão registradas somente em Lucas, além de parábolas sobre a oração registradas apenas nesse evangelho.[1]
O texto desta manhã se encontro dentro desta grande seção do livro que narra a longa caminha de Cristo, saindo da Galileia (cap. 4.14) rumo a Jerusalém, conforme nos diz o capítulo 9. 51. Contudo, a parábola do juiz iniquo está ligada ao capítulo 17. 20-37, que fala da vinda do Filho do Homem. Jesus informa aos seus interrogadores como será o dia da vinda do filho do homem. Ele apresenta o cenário e afirma que, antes de sua volta: “importa que ele padeça muitas coisas e seja rejeitado por esta geração.”
Veja que o senhor Jesus continua e apresenta, então, a parábola, cujo proposito é exortar seus discípulos a perseverarem e jamais esmorecerem.
meus irmãos, sabemos que perseverar na oração não é algo fácil, é uma virtude rara. Muitas vezes, quando nossas orações não são respondidas, somos tentados a desanimar e a abandonar não só a esperança, mas também a vontade de continuar orando. Isso revela nossa falta de fé. Mas, quando, mesmo diante da demora ou do silencio de Deus, seguimos orando com confiança, isso é uma demonstração de verdadeira fé.
Por isso, o senhor Jesus nos ensina a não desistirmos, mas a perseverarmos em oração, confiando que Deus ouve seus filhos e fará justiça. pecamos quando deixamos de orar, pois a oração é uma coisa da qual nunca se deve desistir em tempos difíceis.
Diante disso apresento a seguinte proposição
DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: ORE COM PERSISTÊNCIA E CONFIE EM SUA JUSTIÇA.
Veremos essas verdades em dois momentos, a saber:
1. Ore com persistência vv. 1-5
2. confie em sua justiça vv. 6-8
Desta forma, meu objetivo é: explicar estes pontos, trazer algumas ilustrações, aplicar essas verdades a nossas vidas e por fim concluir
Vejamos, então, meus irmãos, como o texto nos ensina nesse primeiro aspecto de que: DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, ORE COM PERSISTÊNCIA.
isso é ensinado nos versos de 1 a 5. Os quais lerei novamente:
¹ Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: ² Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. ³ Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário ⁴ Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; ⁵ todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.
EXPLICAÇÃO:
1. DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, ORE COM PERSISTÊNCIA (vv. 1–5)
Meus queridos irmãos, nosso senhor JESUS, logo no início, já nos diz o propósito da parábola: que é “orar sempre e nunca esmorecer”. Esta parábola é uma exortação para perseverarmos em oração. a oração perseverante deve ser a marca da igreja de Cristo e de todo crente. “Jesus está insistindo com seus discípulos para que mantenham o hábito de orar sem desfalecer, durante o longo e enfadonho intervalo entre o primeiro e o segundo advento. É nesse intervalo que estamos agora. E esse assunto deve receber especial interesse de nossa parte”.[2]
Queridos, a parábola mostra dois personagens com suas características: a saber o juiz injusto e a viúva que buscava justiça. Veja, o juiz é descrito como alguém que “não temia a Deus, nem respeitava homem algum” (v. 2). Note que “Ele não tinha absolutamente nenhuma preocupação por sua consciência ou por sua “reputação” ... onde não existe o temor a Deus, nenhuma coisa boa deve ser esperada.”[3]
Em jeremias 22. 3 a palavra de Deus fala do dever do juiz: assim diz o Senhor: executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor; não omitais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem a viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar.”
Mas o temos aqui é alguém motivado por seus próprios interesses, de sorte que ele omite suas atribuições, ele não aprendeu a fazer o bem, é impiedoso, sem sabedoria.
Temos também a viúva que dia após dia pede por justiça (v. 3). Queridos, veja que esta mulher se encontra em uma situação delicada, sem ajuda de alguém que pudesse falar por ela, talvez ela fosse alguém que não tivesse recursos financeiros que chamasse atenção do corrupto juiz.
O texto não dar detalhes de sua vida somente que ela tinha um adversário. O fato é que ela está só e desamparada, não há quem possa ajudar pois seu problema precisa passar pelo juiz tendo em vista que era o costume da época.
Provavelmente, essa viúva havia sido injustiçada. Talvez alguém lhe tenha tirado o pouco que possuía, ou a tenha impedido de receber algo que era seu próprio direito. Pois, isso ela recorre ao juiz, esperando que ele confirme sua queixa e lhe restitua o que a justiça exigia.[4]
Pergunto: Você já foi incomodado por alguém? Você já precisou incomodar alguém? Você já ajudou alguém para se ver livre dela?
O juiz, a princípio, se recusa a atendê-la. No entanto para se livrar do incômodo diário da mulher ele decido julgar a sua causa (v. 5). Ele diz: “todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.”
Irmãos amados, esta viúva com sua insistência nos mostra que precisamos perseverar em oração. pois a oração é o meio de graça que nos coloca na doce presença de nosso bondoso Deus, na mediação de nosso redentor Jesus Cristo. Diante disso precisamos criar hábitos de orar, ainda que a resposta demore a vir, continuemos a orar, ainda que a resposta dada por Deus não seja exatamente aquilo que esperávamos.
Quero chamar sua atenção para o relato sobre o juiz. Em breve, se assim Deus permitir, seremos ministros do evangelho e, como tal, a igreja do Senhor estará sobre nossos cuidados, com suas particularidades.
Aprendamos, portanto, com este juiz o que não devemos fazer. não fomos chamados para guiar o povo de Deus segundo os nossos próprios desejos ou opiniões. Devemos cuidar para não oprimir a igreja do senhor, nem nos tornarmos como esse juiz: autossuficiente e egoísta.
Vigiemos. Oremos e perseveremos para não sermos enganados por esse pecado. Que o nosso Amado Pai nos livre de cair em tamanha tentação.
Meus irmãos, considerem esta história que ilustra bem a verdade que estamos examinando: DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, ORE COM PERSISTÊNCIA.
Ilustração: A enfermidade nos orfanatos de George Müller.
Em sua biografia ele conta da crise de saúde que atingiu seus orfanatos:
Durante o verão e o outono de 1866, os orfanatos dirigidos pelo homem de Deus George Müller enfrentaram uma prova difícil: um surto de sarampo se espalhou entre as crianças. Para muitos, uma situação como essa seria motivo de desespero, mas Müller e sua equipe recorreram à oração perseverante. E Deus respondeu, como um Pai atento ao clamor dos Seus filhos.
Primeiramente, oraram pedindo que não houvesse muitas crianças doentes ao mesmo tempo, para que as acomodações da enfermaria fossem suficientes. Deus atendeu: embora tivessem 83 casos no orfanato número um, e dezenas nos outros dois, o Senhor, graciosamente, conteve o avanço da doença sempre que os leitos estavam cheios, permitindo que os quartos se esvaziassem antes de surgirem novos casos. Foi uma resposta clara e específica à oração.
Depois, oraram para que nenhuma criança viesse a falecer. E o resultado? Das 262 crianças que contraíram a enfermidade, nenhuma morreu. O Senhor sustentou cada uma delas em vida.
Por fim, oraram para que não houvesse sequelas físicas após a recuperação, algo comum em surtos como esse. E mais uma vez, Deus respondeu. Todas as 262 crianças se recuperaram totalmente, sem complicações posteriores.
Müller registrou esse testemunho com estas palavras de gratidão:
“Em gratidão, registro tal indicador de misericórdia e bênção de Deus, e essa plena e preciosa resposta à oração, para a honra de Seu nome.”[5]
Irmãos, O Deus que ouviu a voz daquele seu servo em 1866 é o mesmo que ouve nossas orações hoje. É o Deus presentes em nossas casas em nossas vidas.
Permita-me fazer uma aplicação:
APLICAÇÕES:
1. Não busque solução para suas lutas nos homens, mas confie em Cristo ele conhece nossas necessidades:
Ele é justo, conhece nossas necessidades e ouve com atenção as orações de seus filhos.
Sigamos o exemplo de George Muller, que, diante das dificuldades, não recorreu aos seus amigos nem buscou soluções a parte de Deus, mas orou ao senhor, confiando que somente Deus poderia resolver seu problema.
Como igreja e seminaristas, somos chamados a colocar toda a nossa confiança no senhor, perseverando em oração com fé naquele que "é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós. (efésios 3. 20).
2. Ore para que Deus lhe dê um coração sábio:
Perceba que a oração é uma característica distintiva dos filhos de Deus, uma confiança em Deus e não em nós mesmo.
Vimos até aqui que DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, ORE COM PERSISTÊNCIA.
Vejamos, então, meus irmãos, como o texto nos ensina nesse segundo aspecto: DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, CONFIE EM SUA JUSTIÇA.
Isso é ensinado nos versículos 6 e 8 de Lucas 18, os quais leio novamente:
⁶ Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. ⁷ Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? ⁸ digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?
EXPLICAÇÃO:
Irmãos, percebam que o Senhor Jesus destaca a resposta do juiz a insistência da viúva para nos ensinar algo ainda maior. Veja, ele chama de “juiz iniquo”, ou literalmente “juiz da injustiça”. Esse homem não se importava com o sofrimento da viúva nem tinha qualquer temor de Deus. era uma pessoa completamente sem valores espirituais.
E, perceba, se até mesmo um juiz desta natureza atendeu ao pedido da viúva por causa de sua persistência, quanto mais o nosso Deus, que é justo e misericordioso, ouvirá os que clamam a Ele dia e noite.
Meus irmãos que consolo encontramos nos versículos 7 e 8, Deus fará justiça aos seus escolhidos. Percebam a bondade de nosso Amado Pai. Aos seus filhos, ele os responderá.
Mas, precisamos considerar que Deus responderá seus filhos no tempo Dele. ele não está refém de nossa insistência ou apelação, ainda que ele nos peça persistência nas orações. Essa persistência não muda a vontade de Deus, mas mostra a nós que ele tem o domínio sobre nossas vidas. Que ele é paciente em cuidar de seus filhos e que agirá em nosso favor contra esse mundo mau que nos odeia. Como pai amoroso e justo responderá o clamor de seus filhos e suprirá suas necessidades
Meus irmãos, a pergunta que Jesus faz a seus discípulos certamente deve nos motivar a considerar o exemplo da viúva. não desistir. Contudo, não devemos buscar justiça naqueles que não temem e nem conhecem a Deus. pecamos quando colocamos nossa esperança em autoridades ímpias, buscando algum tipo de benefício para nosso próprio deleite.
Irmãos, certamente passaremos por tempos difíceis, lutas que exigirão de nós maturidade cristã. Como eleitos de Deus, temos a promessa que seremos perseguidos, maltratados e injuriados. Seremos levados a justiça pelos homens. Contudo, o senhor Jesus também nos assegura que ele estará conosco todos os dias até, até a consumação do século.
Não temamos o poder deste mundo, nem o poder das trevas. sejamos firmes em nosso propósito de sermos fiéis a Deus. não nos dobremos diante deste mundo e de seu sistema corrupto, mas, coloquemo-nos de joelhos diariamente na doce presença de nosso redentor. ele nos sustentará quando o dia mal nos sobrevier.
8Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura fé na terá?
Aqui temos uma informação importante. Jesus afirma que “depressa fará justiça”. observe, o contraste com o juiz da parábola: um homem injusto, sem qualquer pressa em atender a causa da viúva. Ele a ignorava, não por falta de entendimento, mas por indiferença. Ainda assim, foi vencido pela persistência dela, pois ela tinha pressa em ver sua causa resolvida.
Diferente desse juiz, Cristo nos revela que Deus tem pressa em fazer justiça. Que declaração maravilhosa. Nosso Deus e Pai não tarda, ele fara justiça aos seus filhos, aqueles que clamam a ele dia e noite.
Isso implica dizer a mim e a você que, independentemente do tempo em que você tem se colocado em oração, ainda que pareça demorado ou que você sinta que Deus não está ouvindo, saiba que Ele está ouvindo, e Ele fará justiça.
Contudo, precisamos entender que orar insistentemente não faz de Deus nosso servo, onde Ele atende nossos perdidos imediatamente após orarmos. Ele é Deus, soberano e conhece as nossas necessidades. Suprirá todas elas conforme a sua santa e boa vontade.
A persistência na oração é essencial. E veja a pergunta que Jesus faz em seguida: “quando vier o Filho do Homem, achará, porventura fé na terá?” essa é uma pergunta desafiadora para a igreja de Cristo.
A viúva da parábola demonstrou persistência diante das dificuldades, do mesmo modo, nós devemos perseverar. A segunda vinda de Cristo não tardará, e por isso, devemos ser homens de oração, para que, quando nosso Senhor voltar, nos encontre fiéis, como obreiros que não tem do que se envergonhar.
Como servos do senhor precisamos orar para que Deus nos dê a graça de deixar aqueles pecados que no torna tão diferente de nosso Senhor Jesus. Portanto resista aos desejos da carne e do mundo, alegre-se no senhor.
Sigamos o exemplo do profeta Daniel, que se manteve firma em oração mesmo diante dos ricos de ser punido por causa de sua fé. E ainda, olhemos para o exemplo de José, filho de Jacó, que foi vendido por seus irmãos e jogado no cárcere injustamente, mas se manteve firme, e no tempo oportuno pôde experimentar a justiça de Deus em sua vida tornando-se o segundo da casa de faraó e o mais importante foi instrumento nas mãos de Deus para preservar o povo da Aliança da morte diante de uma grande fome que durou sete anos.
Cristo certamente encontrará fé em sua igreja, em seus eleitos. Mas o mundo sem Cristo está cada vez mais mergulhado no pecado e na incredulidade.
Jesus nos convida a resistir ao dia mau, confiando que, no tempo de nosso Amado Pai, Ele nos fará justiça. e, então, estaremos com Ele, alegres em sua doce presença, não mais neste mundo opressor que nos odeia, mas na gloria de nosso senhor para sempre.
Meus irmãos, considerem esta história que ilustra bem a verdade que estamos examinando: DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, CONFIE EM SUA JUSTIÇA.
Nabote (1 Reis 21)[6]
Nabote era dono de uma vinha herdada de seus pais, perto do palácio do rei Acabe. Um dia, Acabe desejou aquela vinha para fazer dela uma horta e ofereceu a Nabote outra propriedade em troca. Mas Nabote recusou, dizendo que não venderia a herança dos seus pais, conforme a Lei do Senhor.
O rei ficou irritado, e Jezabel, sua esposa, tramou uma armadilha. Usou falsas testemunhas para acusar Nabote de blasfêmia. Ele foi apedrejado até a morte, um homem inocente foi morto por causa da corrupção do rei Acabe e pela ausência de justiça humana.
Mas o que o Senhor fez? Enviou o profeta Elias para confrontar Acabe:
dizendo: “[...] No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, cães lamberão o teu sangue, o teu mesmo.” (1 Reis 21.19).
Embora Nabote não tenha visto a justiça de Deus em sua Vida, Deus não esqueceu sua causa. Ele agiu contra aquele rei mau trazendo juízo de morte mostrando sua justiça.
Perceba
Diante dista verdade que: DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, CONFIE EM SUA JUSTIÇA.
permita-me fazer uma aplicação.
Que é:
Confie nos méritos de Cristo e não seus próprios.
Meus irmãos saibam que é Deus que tem nos sustentados diariamente mesmo, quando não percebemos. Pois isso, não rejeitemos seus cuidados, não desistamos de orar.
Nosso Deus é misericordioso e gracioso. Sua palavra nos lembra em lamentações de jeremias 3. 22,23: “²²As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; ²³ renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.”[7]
Isso nos lembra que não somos preservados por nossos próprios méritos e sim por causa da obra de Cristo na Cruz. Saiba que confiar na justiça de Deus é descansar na obra de Cristo, que nos sustenta com fidelidade a cada manhã.
Portanto
CONCLUSÃO:
Portanto meus irmãos, no início deste sermão, vimos o relato de agostinho sobre sua mãe, Monica, uma mulher que orou com perseverança por seu filho por quase 40 anos, esperou no senhor, o Deus soberano, que ouve o clamor de seus filhos.
diante disso, saiba que você já foi justificado em Cristo. como está escrito: “agora, pois, já nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus.” (Rm 8.1).
O mundo pode ser injusto com você, mas confie: Deus julgará o mundo por amor de ti. Portanto, mantenha-se firme. Creia nas promessas do nosso Redentor. Ele não falhará, nem tardará, pois é fiel e justo.
Entenda também que, por sermos agora filhos de Deus, nos tornamos também alvo de satanás. Satanás ele nos perseguirá, assim perseguiu os apostolo e até o próprio Senhor Jesus.
Por isso irmãos sejamos firmes. Perseveremos naquilo que nosso senhor nos mandou fazer: orar sempre e nunca esmorecer. A oração é um dever e um privilégio do verdadeiro crente, se você tem negligenciado a oração, arrependa-se hoje mesmo.
Não saia daqui intelectualmente capaz e espiritualmente morto. Que o Espírito Santo nos desperte para uma vida sincera de oração, não sejamos tolos como aquele juiz que não conhecia Deus.
Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe. Amem.
[1] Brasil, S. B. (2009). Bíblia de Estudo de Genebra(2ª ed.). Barueri, SP, Brasil: Cultura Cristã.
[2] Ryle, J. C.. Meditações no Evangelho de Lucas (Meditações nos Evangelhos Livro 3) (Portuguese Edition) (p. 417).
[3] Henry, Matthew. Comentário Bíblico - Novo Testamento Volume 1: Mateus a João (Comentário Bíblico de Matthew Henry Livro 5) (Portuguese Edition) (p. 2322). CPAD. Edição do Kindle.
[4] William Hendriksem, comentário de Lucas, p. 378. Texto parafraseado.
[5] Müller, George. Respostas à oração: Por George Müller (Coleção Legado da Fé) (Portuguese Edition) (p. 58). Publicações Pão Diário. Edição do Kindle.
[6] OPENAI. História de Nabote segundo 1 Reis 21: ChatGPT. Disponível em: https://chat.openai.com/. Acesso em: 26 maio 2025.
[7] Disponível em: Lamentações 3. 22,23 - Bíblia Online - ARA. Acesso em: 27/05/2025.
