Jesus está no Barco
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Marcos 4:35-41
Deus é bom, sempre bom.
Às vezes, porém, não conseguimos ver a bondade de Deus nas circunstâncias da vida, mas, mesmo assim, Deus continua sendo sempre bom.
Havia um súdito que dizia sempre para o rei que Deus é bom.
Um dia, saíram para caçar e um animal feroz atacou o rei e ele perdeu o dedo mínimo.
O súdito ainda lhe disse: “Deus é bom”. Furioso, o rei mandou prendê-lo.
Noutra caçada, o rei foi capturado por índios Canibais.
Na hora do sacrifício, o cacique percebeu que ele era imperfeito, porque lhe faltava um dedo.
O rei foi solto e imediatamente procurou o súdito na prisão e disse-lhe: “Verdadeiramente, Deus é bom!
Contudo, por que eu o mandei para a prisão?” O súdito, respondeu: “porque se eu estivesse contigo eu seria sacrificado”.
As tempestades da vida não anulam a bondade de Deus.
Não haveria o arco-íris sem a tempestade, nem o dom das lágrimas sem a dor.
Só conseguimos enxergar a majestade dos montes quando estamos no vale.
Só enxergamos o brilho das estrelas quando a noite está escura.
É das profundezas da nossa angústia que nos erguemos para as maiores conquistas da vida.
Jesus passou o dia todo ensinando à beira-mar sobre o Reino de Deus.
Ao final da tarde, ele deu uma ordem para os discípulos entrarem no barco e passarem para a outra margem, para a região de Gadara, onde havia um homem possesso.
O Mar da Galileia é um belo corpo d'água. Mas, por ser cercado por colinas e estar a 213 metros abaixo do nível do mar, é propenso a tempestades repentinas e violentas,
Enquanto atravessavam o mar, Jesus cansado da grande obra, dormiu e uma tempestade terrível os surpreendeu, enchendo d’água o barco.
Os discípulos apavorados clamaram a Jesus.
Ele repreendeu o vento, o mar e os discípulos e aqueles homens apavorados com a fúria dos ventos ficaram maravilhados diante do seu milagre.
Com base nesta experiência, precisamos ter consciência de que:
1. Para vencermos o medo, precisamos ter uma fé fundamentada num conceito claro sobre a identidade de Jesus.
1. Para vencermos o medo, precisamos ter uma fé fundamentada num conceito claro sobre a identidade de Jesus.
em outras palavras...quem é Cristo para você? qual o tamanho do poder de Cristo em sua vida?
1. O medo e a incredulidade sempre andam juntos:
Marcos 4.40 “Então Jesus lhes perguntou: — Por que vocês são tão medrosos? Como é que ainda não têm fé?”
2. Analisemos as circunstâncias:
Os discípulos eram, na sua maioria, pescadores experientes que conheciam aquele lugar e a vida no mar.
Como eles acreditaram que poderiam morrer, podemos afirmar que a tempestade era impressionante e assustadora.
Por isso eles despertaram Jesus de forma acusatória:
Marcos 4.38 “E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro. Os discípulos o acordaram e lhe disseram: — Mestre, o senhor não se importa que pereçamos?”
Diante do poder de Jesus, eles questionam:
Marcos 4.41 “E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: — Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?”
3. A incredulidade dos discípulos estava relacionada com o fraco conceito que eles tinham a respeito de quem era Jesus.
4. Precisamos conhecer, verdadeiramente, quem é Jesus.
5. Esse conhecimento vai nos dar condições de vencermos o medo.
2- O grande objetivo de Jesus era revelar a eles o poder que eles tinham em Seu nome!
2- O grande objetivo de Jesus era revelar a eles o poder que eles tinham em Seu nome!
João 15.16: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.”
Eles viram Jesus acalmar a tempestade e ficaram espantados.
Não vemos em nenhum lugar da narrativa o exercício do poder da oração por parte dos discípulos.
Tiago 5.16: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.”
Não é uma demonstração de poder ou sensacionalismo: Jesus os manda ir para o mar que não estava em boas condições, pois havia um propósito espiritual.
Todas as vezes em que Deus nos manda entrar em barcos que não gostaríamos é por que há um propósito superior e que Ele está no controle.
Precisamos aprender que andar com Cristo é, muitas vezes, enfrentar o inesperado.
João 16.33 “Falei essas coisas para que em mim vocês tenham paz. No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: eu venci o mundo.”
Romanos 8.28 “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”
3. Para superarmos a ansiedade, precisamos aprender a descansar em Deus tendo uma clara percepção da nossa identidade em Jesus.
3. Para superarmos a ansiedade, precisamos aprender a descansar em Deus tendo uma clara percepção da nossa identidade em Jesus.
1. A ansiedade não nos permite descansar.
2. Analisemos a situação:
O vento e as ondas se arremessavam contra o barco.
O barco já estava a se encher de água:
Marcos 4.37 “Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava se enchendo de água.”
Jesus estava na popa do barco dormindo sobre um travesseiro em meio a tempestade:
Marcos 4.38 “E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro. Os discípulos o acordaram e lhe disseram: — Mestre, o senhor não se importa que pereçamos?”
3. Jesus conseguia dormir em meio à tempestade porque tinha uma percepção clara de Si mesmo (Sua identidade).
4. Essa consciência de si mesmo permitia que Ele visse com clareza a Sua missão (o propósito do Pai para Ele).
5. Ele sabia que a Sua hora ainda não havia chegado e que não seria naquela tempestade que Ele morreria.
6. Quando temos uma percepção clara da nossa identidade em Jesus e do propósito do Senhor para as nossas vidas, também poderemos descansar, mesmo em meio a uma tempestade na vida.
7. Qual deve ser a nossa identidade espiritual:
Efésios 1.20–21 “Ele exerceu esse poder em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nas regiões celestiais, acima de todo principado, potestade, poder, domínio e de todo nome que se possa mencionar, não só no presente século, mas também no vindouro.”
Efésios 2.6 “e juntamente com ele nos ressuscitou e com ele nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus.”
Conclusão
Conclusão
Vimos que a vida, assim como o Mar da Galileia, é imprevisível. Nela, enfrentamos tempestades que nos desafiam, que testam nossa fé e nos fazem questionar a bondade de Deus. No entanto, o relato de Marcos 4:35-41, e a história do rei e seu súdito, nos lembram que a bondade de Deus permanece inabalável, mesmo quando nossos olhos nublados pela dor não conseguem enxergá-la.
Para atravessar essas tempestades, precisamos de uma fé robusta e de uma compreensão clara de quem é Jesus.
O medo e a incredulidade andam de mãos dadas, mas o conhecimento do poder de Cristo em nossas vidas tem o poder de dissipá-los.
Os discípulos, mesmo sendo pescadores experientes, foram dominados pelo pânico porque sua percepção de Jesus era limitada.
Eles se esqueceram de quem Ele realmente era: aquele que acalma ventos e mares, o Senhor de toda a criação.
Além disso, a passagem nos ensina sobre o propósito divino por trás das adversidades.
Jesus os enviou para o mar, ciente das condições, porque havia um plano maior.
Da mesma forma, quando Deus nos conduz a situações desconfortáveis, é porque há um propósito espiritual se desenrolando, algo que nos fará crescer e nos aproximar Dele.
Andar com Cristo é, de fato, estar preparado para o inesperado, mas sempre com a certeza de que Ele está no controle.
Por fim, para superarmos a ansiedade que as tempestades trazem, precisamos aprender a descansar em Deus, fortalecendo nossa identidade em Jesus.
Jesus dormia em meio à fúria do mar porque tinha uma percepção clara de Si mesmo, de Sua missão e de que Sua hora ainda não havia chegado.
Quando entendemos quem somos em Cristo — assentados com Ele nos lugares celestiais, acima de todo poder e domínio, conforme Efésios nos revela —, a ansiedade perde seu controle sobre nós.
Que, diante das tempestades da vida, possamos olhar para Jesus, reconhecer Sua majestade e poder, e descansar em Sua soberania.
Que a nossa fé não seja abalada pelas circunstâncias, mas sim fortalecida pela certeza de que Deus é sempre bom, e que em Cristo, temos a vitória e a paz que transcendem qualquer aflição.
Qual tem sido a sua maior tempestade ultimamente, e como você tem buscado descansar em Deus nela?
