Divórcio 4

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Uma das coisas realmente trágicas que acontecem na igreja em nossos dias é que as pessoas pegam os padrões culturais e tentam apoiá-los na Bíblia e eliminam qualquer coisa na Escritura que não se encaixe na forma como pensamos que precisamos viver hoje. Não podemos fazer isso com a Palavra de Deus sem profanar sua pureza. Devemos ouvir o ela que diz. Devemos afirmar seus princípios, pois são atemporais, isto é, são para todas as gerações.
Não podemos modificá-lo para acomodá-lo ao nosso ‘mundo sofisticado’. Não podemos olhar para a Bíblia com idéias contemporâneas e mudar a Escritura ou eliminar aquilo que sentimos que é uma intrusão em nossos padrões de vida. Devemos objetivamente, abertamente, ouvir o que a Bíblia diz.
Olhando para o texto que estamos estudando podemos observar claramente que as declaração do Senhor, citada nos Evangelhos, não teve o objetivo de tratar de todas as questões que podem envolver esse assunto. Ele não tratou aí das exceções. Não respondeu a todas as nossas inúmeras perguntas. Apenas estabeleceu um princípio. Agora, para ampliar nosso entendimento, devemos ir para outro lugar no Novo Testamento, e eu quero levá-lo ao capítulo 7 de Coríntios.
Agora, tenha em mente que Paulo estava lidando com uma sociedade como a nossa, bem como a nossa.
Falando da cultura daquele tempo, temos o seguinte texto:
Então, o estilo de vida dos coríntios era de um nível muito baixo, para dizer o mínimo. Os romanos, francamente, tinham uma visão mais moralista do casamento. Mas, como um historiador nos observa, no aspecto militar e politicamente, Roma conquistou a Grécia. Moralmente e socialmente, a Grécia conquistou Roma. E no casamento das culturas grega e romana, prevaleceram o poder romano e a imoralidade grega.”
As sementes da destruição foram incorporadas ao Império Romano por causa do estilo de vida corrupto da influência dos gregos. Chegou a ser uma brincadeira bastante comum entre os romanos de que o casamento tinha dois dias felizes: o dia em que você abraçou sua esposa e o dia em que você a colocou no túmulo. E assim, eles zombavam do casamento.
Agora, o apóstolo Paulo está enfrentando uma sociedade como essa. Ele não está falando com uma sociedade judaica, como o nosso Senhor fizera, que tinha sido criada sob a Lei Mosaica, uma sociedade onde as pessoas estavam tentando se adaptar ao padrão divino o tempo todo, embora não pudessem fazer isso completamente.
Ele está falando com uma sociedade completamente pagã, que não tinha qualquer relação com a lei de Deus, cujo passado era literalmente atolado, cheio de incongruências, em termos da lei de Deus, que estavam dentro e fora dos casamentos e relacionamentos o tempo todo. Acontece que eles estavam vindo a Cristo e estavam fazendo perguntas muito básicas. Qual é o meu status? Que padrão devo viver? E assim por diante.
Agora, eles escreveram a Paulo uma carta. O capítulo 7, versículo 1, fala sobre isso: “quanto às coisas que me escrevestes…”. Eles escreveram uma carta e queriam saber sobre essas questões. Eles fizeram a Paulo uma série de perguntas que ele responde no capítulo 7.
Não sabemos exatamente quais foram as perguntas que foram feitas, então algumas coisas ainda são obscuras nesse texto para nós.
Vamos começar no verso 8 e 9.
Diante desse texto a primeira pergunta é: A quem realmente Paulo está se dirigindo? Ele cita “solteiros e viúvos”. Quando aos viúvos não temos problemas de identificar sobre quem ele se refere. Mas quem são esses solteiros?
Solteiro ( 22 ) ( agamos de a = negação + gámos = casamento, bodas) significa literalmente solteiro.
Ágamos – apenas 4x – 1 Co. 7:8 ; 1 Co. 7:11 ; 1 Co. 7:32 ; 1 Co. 7:34
Este capítulo trata de não casados, viúvos e virgens. São três classes de pessoas solteiras: as não casadas, as viúvas e as virgens. Precisamos entender o que essas classes são. Virgens são pessoas solteiras que nunca foram casadas. Viúvas são pessoas solteiras que anteriormente se casaram, mas foram liberadas desse casamento pela morte. Agora, isso nos deixa com os não casados, e esse é um termo-chave neste capítulo.
As virgens são identificadas pela palavra parthenos. Nós sabemos o que são. Nunca se casaram. As viúvas são identificadas pela palavra cheras, as que agora são solteiras em função da morte do cônjuge. Mas, quem são os solteiros (não casados) mencionados no verso 8? E acredito que essa é a palavra-chave interpretativa para entendermos este capítulo.
No versículo 34, vemos algo muito interessante. Aqui, Paulo a usa de forma mais técnica. Ele diz:
A mulher que não é casada [agamos] e a virgem [pathernos] se ocupam dos assuntos do Senhor para serem santas, tanto no corpo como no espírito.
O raciocínio é o seguinte, isso para a gente tentar descobrir quem são os solteiros mencionados no verso 8.
MacArthur coloca assim: Agora, aqui ele está usando agamos – a não casada – junto com a virgem, cuja palavra é parthenos. Assim, se ele está falando das virgens e das solteiras (ou não casadas) é porque devem ser duas categorias diferentes, caso contrário, ele não precisaria se referir a pessoas que nunca tinham sido casadas (as virgens) e às não casadas. Então, quem quer que sejam esses agamos, eles não são virgens (parthenos), porque ele se refere às duas categorias distintamente, certo?
Assim, agora temos esses dois grupos – não casados e virgens – e estamos começando a ver a categoria dos não casados mais de perto. Agora, vamos para o versículo 8 novamente, onde estávamos. E lemos lá:
Digo, no entanto, aos solteiros [não casados] e às viúvas.
Agora, escute atentamente: a partir do versículo 34, descobrimos que os solteiros ou não-casados (agamos) não estão na mesma categoria dos virgens (parthenos), certo? E, com base no versículo 8, descobrimos que os não casados (agamos) também se distinguem dos viúvos (cheras).
Se o termo para solteiros/não-casados (agamos) não se refere às virgens e não se refere aos viúvos, a quem se refere? Veja o verso 11, pois ele nos traz o quarto uso da palavra agamos nesse capítulo (e em todo o Novo Testamento). O verso 10 diz que uma esposa não deve se divorciar do marido.
Se, porém, se apartar, que fique sem casar [agamos] ou que se reconcilie com o marido.
Agora você tem o significado específico da palavra agamos: refere-se a pessoas que eram divorciadas. É o que o texto diz. Está usada no texto dessa forma.
           
MacArthur conclui que "O termo solteira indica aquelas que foram casadas anteriormente, mas não são viúvas; pessoas que agora são solteiras, mas não são virgens. A mulher solteira, portanto, é uma mulher divorciada."
O verso 8 reforça a mensagem que as pessoas solteiras permaneçam solteiras, a fim de que elas possam ser maximamente usadas para os propósitos de Deus.
Aí temos verso 9
“Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado.”
Versos 8 e 9 estão dizendo:
Fique solteiro, se puder. Se você não pode, case-se, porque é melhor se casar do que arder em luxúria ou paixão’. Agora, a Bíblia diz isso. É melhor se casar do que passar toda a vida lutando contra a ameaça de fornicação ou adultério, porque você não pode controlar sua paixão.
Muitos então interpretam nesse verso da seguinte forma:
Então, para os viúvos [cheras], solteiros [parthenos] e divorciados antes da conversão [agamos] existe esse direito e esse privilégio. É melhor se casar do que arder em pecado.
Uma outra situação abordada por Paulo era de pessoas que estavam casadas com incrédulos. Entendo que o que Paulo está relatando eram pessoas que se casaram quando ainda não conheciam a Cristo ai apenas um dos cônjuges foi a cristo. E agora, o que eles deveriam fazer?
As pessoas se tornavam cristãs e diziam: ‘eu sou casado com uma pessoa incrédula Eu vou me livrar do meu cônjuge. Vou repudiar minha esposa não salva. Eu vou me livrar do meu marido não salvo. Vou me apartar deste cônjuge que não conhece o Senhor…’.
Então, a questão que Paulo tem que responder é: o que acontece agora que você se tornou cristão, você ainda é casado, você fica casado ou você dispensa seu parceiro? Quais são seus direitos e privilégios a esse respeito? Paulo responde no capítulo 7, versículo 10, então ele diz: “Para os casados…”. Agora ele deixou de tratar dos assuntos referentes aos viúvos, não casados, o ex-casados, divorciados, solteiros e fala com aqueles que são casados. Eles vieram a Cristo e eles vieram casados. E ele diz: “aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido.”
Ele volta para Mateus 5 e 19, ou seja, de volta ao padrão de Deus estabelecido desde o início em Gênesis 1:27 e 2:24, e todo o resto da Bíblia que fala sobre o assunto e que diz que, se você é casado, fique casado. E eu acredito que ele está se referindo aqui a casais de cristãos, porque no versículo 12 ele diz: “Mas aos outros digo eu, não o Senhor…”. E aqui ele fala de um cristão casado com um não-cristão.
Então, estes dois vêm ao Senhor e ele diz: ‘Fique casado! Não se afaste de seu marido!’. Isso é literalmente: não se divorcie do seu marido! Mas você sabe de uma coisa? Ele sabe que algumas pessoas vão desobedecer. Então, ele diz que se você vai desobedecer a Deus no primeiro ponto, pare por aí. Verso 11: “Se, porém, se apartar…”, veja, ele sabia que alguns haveriam de desobedecer. Você pode dizer às pessoas o que Deus quer e elas muitas vezes não obedecerão.
Então, ele cria outro obstáculo, ele diz: ‘se você infringir a lei, por favor, pare por aí. Não vá mais longe!’. Ele não está dizendo que você deveria se divorciar, mas ele está dizendo que se você vai desobedecer ao Senhor e se divorciar, não vá além disso, porque se você se divorcia, você tem duas opções: ou você vai passar o resto de sua vida sem estar casado com ninguém, ou você se reconcilia com seu marido.
Então, ele se dirige aos maridos, e diz: “… e que o marido não deixe a mulher.” Assim, não se divorcie. Se vocês dois estiverem casados e vocês dois são cristãos, nenhum divórcio. E se você violar essa lei de Deus, ordenada pelo Senhor, há um comando no versículo 10, por sinal, não uma sugestão. Não é apenas uma boa ideia do conselheiro, não é um bom conselho. É um comando: fique casado! É claro que ele não está considerando a exceção de adultério aqui que foi considerada em Mateus 5 e Mateus 19, e está lá, não mudamos isso, isso simplesmente não é abordado aqui.
Se houvesse uma adultério [não arrependido] acontecendo, então, haveria liberdade para se divorciar e se casar novamente. Mas, fora essa exceção, apenas reafirmando o ideal divino aqui como é feito em alguns dos outros Evangelhos, ele apenas diz que não se divorcie. E se você fizer isso, você deve permanecer só por toda a vida, ou então voltar para o seu marido. Então, é tudo o que você pode fazer.
Vamos ao versículo 12. Agora, aqui estão algumas pessoas que são casadas e têm um casamento misto. Um cristão casado com um não-cristão. E estavam, é claro, fazendo a pergunta: o cristão deve sair dessa união?
Imagine que uma mulher se converteu e estivesse casada com um pagão.
E percebe agora o quanto os ideais de vida de ambos são tão diferentes.
O que essas pessoas deveriam fazer? Essa esposa cristã deveria se apartar do marido pagão e se casar com um bom cristão, obter êxito em criar filhos cristãos? Isso não parece razoável? ‘Deixem os pagãos se casarem com os pagãos e nos casaremos com cristãos, criaremos um monte de filhos! Além disso, o que vai acontecer com todos os nossos filhos? Eu sou cristão, ele não é, e todos os meus filhos vão ser criados e expostos ao paganismo. Meus filhos serão corrompidos por esse cara. Quero dizer, ele bebe, e ele faz isso, e ele faz aquilo… vai corromper a nossa família inteira. Temos que sair desse relacionamento!’. E, gente, isso até parece um bom conselho…
Mas, o que Paulo diz? Versículo 12: “Mas aos outros digo eu, não o Senhor…”, isto é, o Senhor não falou sobre isso. Paulo aqui não está citando Jesus. Mas a força do que ele está ensinando tem o mesmo peso que o ensino de Jesus, porque é inspirado pelo Espírito. Ele está dizendo, em outras palavras: Eu não estou citando o Senhor, mas eu estou lhe dizendo isso: “Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe.” Se ela quer viver com você, se ela quiser ficar com você, não se divorcie dela.
Verso 13: “E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe.” Não se atreva a se divorciar de um incrédulo, se ele não quer isso. Então, você não se divorcia. Mesmo se você é casado com um incrédulo, fique junto.
Mas, versículo 15: “Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz.”
Quando o incrédulo se afasta, sai da união, você não precisa lutar para manter esse relacionamento, porque você não está mais sob aquele jugo. Deus não o convocou para viver uma vida de guerra contra uma pessoa incrédula que não suporta nada em você, ou o que você crê, e quer sair desse relacionamento.
MacArthur sobre não estar sob servidão - Aos olhos de Deus, o vínculo entre marido e mulher só se dissolve pela morte ( Rm 7:2+ ) , adultério ( Mt 19:9 ) e a saída de um descrente . Quando o vínculo, ou servidão, é quebrado de qualquer uma dessas maneiras, o cristão é livre para se casar novamente. Em todas as Escrituras, sempre que ocorre um divórcio legítimo, presume-se um novo casamento. Onde o divórcio é permitido, o novo casamento é permitido .
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