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SEMINÁRIO TEOLÓGICO DO NORDESTE – STNE
MEMORIAL IGREJA PRESBITERIANA DA COREIA – MIPC
PRÁTICA DE PREGAÇÃO II
PROF. DR. ALEXANDRE RIBEIRO LESSA
ALUNO: JOSEMAR LIMA DA SILVA
TEXTO: LUCAS 18.1-8
¹ Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer:
² Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum.
³Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário.
⁴ Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum;
⁵todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.
⁶Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo.
⁷ Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?
⁸Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?
INTRODUÇÃO
Em suas Confissões, Agostinho de Hipona relata com profunda emoção o papel de sua mãe, Mônica, em sua conversão.
Ele reconhece que,
· enquanto estava afundado em doutrinas heréticas e em uma vida afastada de Deus, sua mãe intercedia com lágrimas incessantes.
Mônica chorava por Agostinho com mais dor do que outras mães choram pelos filhos mortos, pois pela fé via não apenas a decadência moral do filho, mas a morte de sua alma. Dotada de um espírito de fé concedido pelo próprio Deus, ela não cessava de orar.
· Suas súplicas regavam a terra como um clamor contínuo diante do Senhor.
Durante esse período, ela se recusava até mesmo a dividir o mesmo lar com Agostinho, tamanha era sua repulsa pelas blasfêmias que ele proferia.
Contudo, sustentada pela graça de Deus, perseverou em oração, convicta de que o Senhor não desprezaria suas lágrimas.
Perceba irmãos, que o Deus onipotente, cuida de cada um dos seus como se fosse o único,
· inclinou os ouvidos ao clamor daquela mãe
· e, no tempo determinado por Sua soberana vontade, estendeu a mão e arrancou Agostinho da vida pecaminosa.
Aquele filho rebelde foi convertido, não por mérito próprio,
· mas pela misericórdia do Senhor, que ouve as orações dos santos e responde conforme os seus decretos.
Mônica não se deixou enganar por interpretações erradas ou promessas vazias.
· Ela permaneceu firme em seu propósito.
Esse relato nos mostra o valor de uma oração persistente. Pois somos tentados a desistir quando não vemos resposta imediatas as nossas orações.
Para entendermos melhor esse princípio à luz das escrituras. Vejamos o que Jesus ensinou sobre a perseverança na oração para seus discípulos e nos ensina hoje.
ELUCIDAÇÃO:
Lucas descreve a viagem que Jesus empreendeu a Jerusalém. (9.51-19.44).[1]
O texto desta manhã se encontra dentro desta grande seção do livro que narra a longa caminhada de Cristo, saindo da Galileia (cap. 4.14) rumo a Jerusalém, conforme nos diz o capítulo 9. 51.
Contudo, a parábola do juiz iníquo está ligada ao capítulo 17. 20-37, que fala da vinda do Filho do Homem.
Jesus informa aos seus interrogadores como será o dia da vinda do Filho do Homem.
Ele apresenta o cenário e afirma que, antes de sua volta:
“importa que ele padeça muitas coisas e seja rejeitado por esta geração.”
Veja que o senhor Jesus continua e, então, apresenta a parábola, cujo propósito é exortar seus discípulos a perseverarem e jamais esmorecerem.
Sabemos que perseverar na oração não é algo fácil, é uma virtude.
Muitas vezes, quando nossas orações não são respondidas, somos tentados a desanimar e a abandonar não só a esperança, mas também a vontade de continuar orando.
· Isso revela nossa falta de fé.
Mas, quando, mesmo diante da demora ou do silencio de Deus, seguimos orando com confiança. Isso é uma demonstração de verdadeira fé.
Por isso, o Senhor Jesus nos ensina a não desistirmos, mas a perseverarmos em oração, confiando que Deus ouve seus filhos e fará justiça.
Pecamos quando deixamos de orar, pois a oração é um instrumento pelo qual nunca se deve desistir em tempos difíceis.
Diante disso apresento a seguinte proposição
DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: ORE COM PERSISTÊNCIA E CONFIE EM SUA JUSTIÇA.
Veremos essas verdades em dois momentos, a saber:
1. Ore com persistência vv. 1-5
2. Confie em Sua justiça vv. 6-8
Assim, meu objetivo é explicar estes pontos, ilustrá-los, aplicá-los as nossas vidas e, ao final, concluir.
Vejamos, então, meus irmãos, como o texto nos ensina nesse primeiro aspecto de que: DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, ORE COM PERSISTÊNCIA.
isso é ensinado nos versos de 1 a 5. Os quais lerei novamente:
¹Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer:
²Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. ³Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário
⁴Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum;
⁵todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.
EXPLICAÇÃO:
Nosso Senhor Jesus, logo no início, já nos diz o propósito da parábola: que é “orar sempre e nunca esmorecer”.
· Esta parábola é uma exortação para perseverarmos em oração.
A oração perseverante deve ser a marca da igreja de Cristo e de todo crente.
Jesus está insistindo com seus discípulos para que mantenham o hábito de orar sem desfalecer, durante o longo e enfadonho intervalo entre o primeiro e o segundo advento. É nesse intervalo que estamos agora.
E esse assunto deve receber especial interesse de nossa parte.[2]
Queridos, a parábola mostra dois personagens com suas características:
· a saber, o juiz injusto e a viúva que buscava justiça.
Veja, o juiz é descrito como alguém que “não temia a Deus, nem respeitava homem algum” (v. 2).
Note que “Ele não tinha absolutamente nenhuma preocupação por sua consciência ou por sua “reputação” ... onde não existe o temor a Deus, nenhuma coisa boa deve ser esperada.”[3]
Em Jeremias 22.3 a palavra de Deus fala do dever do juiz: assim diz o Senhor:
‘’executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor; não omitais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem a viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar.”
Mas o que temos aqui é alguém motivado por seus próprios interesses, de sorte que ele omite suas atribuições, ele não aprendeu a fazer o bem, é impiedoso, sem sabedoria.
Temos também testemunho da viúva que dia após dia clama por justiça (v.3).
Veja que esta mulher se encontra em uma situação delicada, sem ajuda de alguém que pudesse falar por ela, talvez ela fosse alguém que não tivesse recursos financeiros que chamasse atenção daquele juiz.
O texto não dá detalhes de sua vida somente que ela tinha um adversário.
· O fato é que ela está só e desamparada,
· não há quem possa ajudar pois seu problema precisa passar pelo juiz tendo em vista que era o costume da época.
Provavelmente, essa viúva havia sido injustiçada.
Talvez alguém lhe tenha tirado o pouco que possuía, ou a tenha impedido de receber algo que era seu próprio direito.
Por isso, ela recorre ao juiz, esperando que ele confirme sua queixa e lhe restitua o que a justiça exigia.[4]
Pergunto:
· Você já foi incomodado por alguém?
· Você já precisou incomodar alguém?
· Você já ajudou alguém para se ver livre dela?
O juiz, a princípio, se recusa a atendê-la.
No entanto, para se livrar do incômodo diário da mulher ele decide julgar a sua causa (v. 5).
Ele diz:
“todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.”
Irmãos amados, esta viúva com sua insistência nos mostra que precisamos perseverar em oração.
Visto que a oração é o meio pelo qual recebemos o favor e a graça de Deus, na mediação de nosso redentor Jesus Cristo.
Diante disso, persistir em nossa vida devocional,
· ainda que a resposta demore a vir, continuemos a orar,
· ainda que a resposta dada por Deus não seja exatamente aquilo que esperávamos.
Quero chamar sua atenção para o relato sobre o juiz.
Em breve, se assim Deus permitir, seremos ministros do evangelho e, como tal, a igreja do Senhor estará sobre nossos cuidados, com suas particularidades.
Aprendamos, portanto, com este juiz o que não devemos fazer.
· Não fomos chamados para guiar o povo de Deus segundo os nossos próprios desejos ou opiniões.
· Devemos cuidar para não oprimir a igreja do Senhor, nem nos tornarmos como esse juiz: autossuficiente e egoísta.
É nosso dever como ministros da Palavra, orar e perseverar para não sermos enganados por esse pecado.
Que o Espirito Santo nos livre de cair em tamanha tentação.
Segundo a confissão de Fé de Westminster 21. 3,
· “A oração, com ações de graça, sendo é uma parte especial do culto religioso, é por Deus exigida de todos os homens; e, para que seja aceita, deve ser feita em o nome do Filho, pelo auxílio de seu Espírito, segundo a sua vontade, e isto com inteligência, reverência, humildade, fervor, fé, amor e perseverança. Se for vocal, deve ser proferida em uma língua conhecida dos presentes.”[5]
Isso significa, irmãos, que oramos a Deus por meio de Jesus Cristo, nosso Mediador razão pela qual Deus ouve nossas orações, e não por causa de nossa insistência.
Meus irmãos, considerem esta história que ilustra bem a verdade que estamos examinando: DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, ORE COM PERSISTÊNCIA.
ILUSTRAÇÃO
Aqui trago um relato sobre: A enfermidade nos orfanatos de George Müller.
Em sua biografia ele conta da crise de saúde que atingiu seus orfanatos:
Durante o verão e o outono de 1866, os orfanatos dirigidos por George Müller enfrentaram uma prova difícil: um surto de sarampo se espalhou entre as crianças. Para muitos, uma situação como essa seria motivo de desespero, mas Müller e sua equipe recorreram à oração perseverante.
E Deus respondeu, como um Pai atento ao clamor dos Seus filhos.
Primeiramente, oraram pedindo que não houvesse muitas crianças doentes ao mesmo tempo, para que as acomodações da enfermaria fossem suficientes.
Deus atendeu:
· embora tivessem 83 casos no orfanato número um, e dezenas nos outros dois,
· o Senhor graciosamente conteve o avanço da doença sempre que os leitos estavam cheios, permitindo que os quartos se esvaziassem antes de surgirem novos casos.
Foi uma resposta clara e específica à oração.
Depois, oraram para que nenhuma criança viesse a falecer. E o resultado?
· Das 262 crianças que contraíram a enfermidade, nenhuma morreu.
· O Senhor sustentou cada uma delas em vida.
Por fim, oraram para que não houvesse sequelas físicas após a recuperação, algo comum em surtos como esse.
E mais uma vez, Deus respondeu. Todas as 262 crianças se recuperaram totalmente, sem complicações posteriores.
Müller registrou esse testemunho com estas palavras de gratidão:
· “Em gratidão, registro tal indicador de misericórdia e bênção de Deus, e essa plena e preciosa resposta à oração, para a honra de Seu nome.”[6]
Irmãos, O Deus que ouviu a voz daquele seu servo em 1866 é o mesmo que ouve nossas orações hoje.
· É o Deus presentes em nossas casas em nossas vidas.
Diante destas verdades, permita-me fazer uma aplicação:
APLICAÇÕES:
Não busque solução para suas lutas nos homens, mas confie em Cristo ele conhece nossas necessidades:
Ele é justo, sabe as nossas necessidades e ouve com atenção as orações de seus filhos.
Sigamos o exemplo de George Muller, que, diante das dificuldades, não recorreu aos seus amigos nem buscou soluções a parte de Deus, mas orou ao senhor, confiando que somente Deus poderia resolver seu problema.
Como seminaristas, somos chamados a colocar toda a nossa confiança no senhor, perseverando em oração com fé naquele que:
"é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós. (Efésios 3. 20).
Ore para que Deus lhe dê um coração sábio:
· Perceba que a oração é uma característica dos filhos de Deus, é confiar em Deus e não em nós mesmo.
Vimos até aqui que DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, ORE COM PERSISTÊNCIA.
Vejamos, então, meus irmãos, como o texto nos ensina, nesse segundo aspecto, que: DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, CONFIE EM SUA JUSTIÇA.
Isso é ensinado nos versículos (6 – 8), leiamos novamente o texto da Palavra de Deus:
⁶ Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo.
⁷ Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?
⁸ digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?
EXPLICAÇÃO:
Irmãos, percebam que o Senhor Jesus destaca a resposta do juiz a insistência da viúva para nos ensinar algo ainda maior.
Veja, ele chama de “juiz iníquo”, ou literalmente “juíz da injustiça”.
Esse homem não se importava com o sofrimento da viúva nem tinha qualquer temor de Deus.
· Era uma pessoa completamente sem valores espirituais.
E, perceba, se até mesmo um juiz desta natureza atendeu ao pedido da viúva por causa de sua persistência, quanto mais o nosso Deus, que é justo e misericordioso, ouvirá os que clamam a Ele dia e noite.
Meus irmãos, que consolo encontramos nos versículos 7 e 8, Deus fará justiça aos seus escolhidos.
· Percebam a bondade de nosso Amado Pai.
· Aos seus filhos, ele os responderá.
Mas, precisamos considerar que Deus responderá seus filhos no tempo certo.
Ele não está refém de nossa insistência ou apelação, ainda que ele nos peça persistência nas orações.
Essa persistência não muda a vontade de Deus, mas mostra a nós que ele tem o domínio sobre nossas vidas.
Que ele é paciente em cuidar de seus filhos e que agirá em nosso favor contra esse mundo mau que nos odeia.
Como pai amoroso e justo responderá o clamor de seus filhos e suprirá suas necessidades. Oremos continuamente diante dele.
Meus irmãos, a pergunta que Jesus faz a seus discípulos certamente deve nos motivar a considerar o exemplo da viúva. não desistir.
Contudo, não devemos buscar justiça naqueles que não temem e nem conhecem a Deus. pecamos quando colocamos nossa esperança em autoridades ímpias, buscando algum tipo de benefício para nosso próprio bem.
Irmãos, certamente passaremos por tempos difíceis, lutas que exigirão de nós maturidade cristã.
Como eleitos de Deus, temos a promessa que seremos perseguidos, maltratados e injuriados o mundo não poupou nosso Senhor Jesus também não nos poupará.
Seremos levados a justiça pelos homens.
Contudo, o Senhor Jesus também nos assegura que ele estará conosco todos os dias até a consumação do século (Mt 28. 20)
· Não temamos o poder deste mundo, nem o poder das trevas.
· Sejamos firmes em nosso propósito de fidelidade a Deus.
Não nos dobremos diante deste mundo e de seu sistema, mas, coloquemo-nos de joelhos diariamente na doce presença de nosso redentor, pois o diabo nosso adversário está ao nosso derredor querendo nos tragar, saiba Deus nos sustentará quando o dia mal nos sobrevier.
Como diz o profeta Isaías:
mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças... (40. v31).
8Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura fé na terá?
Aqui temos uma informação importante. Jesus afirma que “depressa fará justiça”. Observe, o contraste com o juiz da parábola:
· um homem injusto, sem qualquer pressa em atender a causa da viúva.
Ele a ignorava, não por falta de entendimento, mas por indiferença.
Ainda assim, foi vencido pela persistência dela, pois ela tinha pressa em ver sua causa resolvida.
Diferente desse juiz, Cristo nos revela que Deus tem pressa em fazer justiça.
Que declaração maravilhosa. Nosso Deus e Pai não tarda, ele fara justiça aos seus filhos, aqueles que clamam a ele dia e noite.
Isso implica dizer a mim e a você que, independentemente do tempo em que você tem se colocado em oração, ainda que pareça demorado ou que você sinta que Deus não está ouvindo, saiba que Ele está ouvindo, e Ele fará justiça.
Contudo, precisamos entender que orar insistentemente não faz de Deus nosso servo, onde Ele atende nossos perdidos imediatamente após orarmos.
· Ele é Deus soberano e conhece as nossas necessidades.
· Suprirá todas elas conforme a sua santa e boa vontade.
· Assim, a persistência na oração é essencial.
E veja a pergunta que Jesus faz em seguida:
“quando vier o Filho do Homem, achará, porventura fé na terá?”
Essa é uma pergunta extremamente desafiadora para a igreja de Cristo nos dias de hoje.
A viúva da parábola demonstrou persistência diante das dificuldades, do mesmo modo, nós devemos perseverar.
Cristo voltará e não tardará, e por isso,
· devemos ser homens de fé viva,
· além disso, precisamos ser achados fiéis, como obreiros que não tem do que se envergonhar.
Como servos do Senhor precisamos orar para que Deus nos dê a graça de deixar aqueles pecados que no torna tão diferente de nosso Senhor Jesus.
· Portanto resista aos desejos da carne e do mundo, alegre-se no senhor.
Sigamos o exemplo do profeta Daniel, que se manteve firma em oração mesmo diante dos ricos de ser punido por causa de sua fé.
E ainda, olhemos para o exemplo de José filho de Jacó,
· o mesmo foi vendido por seus irmãos, jogado no cárcere injustamente,
· mas se manteve firme, e no tempo oportuno pôde experimentar a justiça de Deus em sua vida tornando-se o segundo da casa de faraó, sendo homem mais importante.
Assim, foi instrumento nas mãos de Deus para preservar o povo da Aliança da morte diante de uma grande fome que durou sete anos.
· Cristo, certamente encontrará fé em sua igreja, em seus eleitos.
Mas, o mundo sem Cristo está cada vez mergulhado no pecado e na incredulidade,
· os ímpios não estão nem estarão prontos para o retorno do Rei Jesus.
Jesus nos convida a resistir ao dia mau, confiando que, no tempo de nosso Amado Pai, Ele nos fará justiça.
· E, então, estaremos com Ele, alegres em sua doce presença.
Meus irmãos, considerem esta história que ilustra bem a verdade que estamos examinando: DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, CONFIE EM SUA JUSTIÇA.
1 Samuel 1.1-20, Ana, mãe do profeta Samuel, é um exemplo de alguém que confiou na justiça de Deus, mesmo quando parecia que Ele estava em silêncio.
Ela era humilhada por ser estéril, e Penina, a segunda esposa de seu marido Elcana, a provocava constantemente.
Mas, não desistiu de orar.
Anualmente, ela subia ao templo e orava ao Senhor. Sua persistência foi recompensada:
Assim, Deus ouviu sua oração e lhe deu um filho.
· Ana creu que o Senhor era justo.[7]
Como Ana, somos chamados a confiar que Deus ouve e responde,
· mesmo que a resposta parece demorada.
O autor aos hebreus nos fala sobre a necessidade da perseverança:
“Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo aquele que vem virá e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé; e se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto da fé para conservação da alma” (Hb 10.36-39, ARA).
Perceba que, sem Cristo, não seremos capazes de perseverar, pois é Ele quem nos habilita a andar na fé.
Se queremos ser vitoriosos contra nossos adversários, oremos a Deus com fé, sem duvidar.
Pois “aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fossemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21, ARA).
Diante desta verdade que: DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, CONFIE EM SUA JUSTIÇA.
Permita-me fazer uma aplicação nesse ponto em questão:
Confie nos méritos de Cristo e não seus próprios.
Irmãos, saiba que é Deus tem nos sustentados diariamente mesmo, quando não percebemos.
Pois isso,
· não rejeitemos seus cuidados, não desistamos de orar.
As provações são importantes para manifestar a realidade da nossa fé ou a ausência dela.
Por isso, saiba que nosso Deus é misericordioso e gracioso.
Sua palavra nos lembra em lamentações de Jeremias, 3. 22,23, que:
“²²As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; ²³ renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.”[8]
Isso nos lembra que não somos preservados por nossos próprios méritos e sim por causa da obra de Cristo na Cruz.
Saiba que confiar na justiça de Deus é descansar em Cristo, que nos sustenta com fidelidade a cada manhã.
Saiba que Cristo já aplicou sua justiça em nós, quando ele foi levado para a cruz do calvário para morrer por mim e por você.
Para que nós pudéssemos agora ser chamados de filhos de Deus. (1 Jo 3.1, ARA).
Desse modo, nosso dever é confiar Cristo, sem duvidar nas promessas de Deus para nossas vidas.
CONCLUSÃO:
Portanto, irmãos, no início deste sermão, vimos o relato de agostinho sobre sua mãe, Monica, uma mulher que orou com perseverança por seu filho por quase 40 anos, esperou no senhor, o Deus soberano, que ouve o clamor de seus filhos.
Saiba que você crente já foi justificado em Cristo. Como está escrito:
Agora, pois, já nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus.” (Rm 8.1).
Assim, o mundo pode ser injusto com você, mas confie:
Todavia, o Senhor julgará o mundo. Portanto, mantenha-se firme.
· Creia nas promessas do nosso Redentor.
· Ele não falhará, nem tardará, pois é fiel e justo.
Entenda também que, por sermos agora filhos de Deus, nos tornamos também alvo de satanás.
Satanás nos perseguirá, assim como perseguiu os apostolo e até o próprio Senhor Jesus.
· Por isso irmãos sejamos firmes.
Perseveremos naquilo que nosso senhor nos mandou fazer:
· orar sempre e nunca esmorecer.
· A oração é um dever e um privilégio do verdadeiro crente,
· se você tem negligenciado a oração, arrependa-se hoje mesmo.
Não saia daqui intelectualmente capaz e espiritualmente morto.
· Que o Espírito Santo nos desperte para uma vida sincera de oração,
· não sejamos tolos como aquele juiz que não conhecia Deus.
· Saiba que nossa perseverança é fruto da obra redentiva de Cristo.
Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe. Amém.
[1] Brasil, S. B. (2009). Bíblia de Estudo de Genebra(2ª ed.). Barueri, SP, Brasil: Cultura Cristã.
[2] Ryle, J. C.. Meditações no Evangelho de Lucas (Meditações nos Evangelhos Livro 3) (Portuguese Edition) (p. 417).
[3]Henry, Matthew. Comentário Bíblico - Novo Testamento Volume 1: Mateus a João (Comentário Bíblico de Matthew Henry Livro 5) (Portuguese Edition) (p. 2322). CPAD. Edição do Kindle.
[4] William Hendriksem, comentário de Lucas, p. 378. Texto parafraseado.
[5] Assembelia. Símbolos de fé: De Westminster (Portuguese Edition) (pp. 60-61). Editora Cultura Cristã. Edição do Kindle.
[6] Müller, George. Respostas à oração: Por George Müller (Coleção Legado da Fé) (Portuguese Edition) (p. 58). Publicações Pão Diário. Edição do Kindle.
[7] OPENAI. Oração de Ana: ChatGPT. Disponível em: https://chat.openai.com/. Acesso em: 26 maio 2025.
[8] Disponível em: Lamentações 3. 22,23 - Bíblia Online - ARA. Acesso em: 27/05/2025.
