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SEMINÁRIO TEOLÓGICO DO NORDESTE – STNE
MEMORIAL IGREJA PRESBITERIANA DA COREIA – MIPC
PRÁTICA DE PREGAÇÃO II
PROF. DR. ALEXANDRE RIBEIRO LESSA
ALUNO: JOSEMAR LIMA DA SILVA
TEXTO: LUCAS 18.1-8
¹ Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: ² Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. ³Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário. ⁴ Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; ⁵todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.
⁶Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. ⁷ Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? ⁸Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?
INTRODUÇÃO
· Em suas Confissões, Agostinho de Hipona relata com profunda emoção o papel de sua mãe, Mônica, em sua conversão.
· Ele reconhece que, enquanto estava afundado em doutrinas heréticas e em uma vida afastada de Deus, sua mãe intercedia com lágrimas incessantes.
· Mônica chorava por Agostinho com mais dor do que outras mães choram pelos filhos mortos, pois pela fé via não apenas a decadência moral do filho, mas a morte de sua alma.
o Dotada de um espírito de fé concedido pelo próprio Deus, ela não cessava de orar. Suas súplicas regavam a terra como um clamor contínuo diante do Senhor.
· Durante esse período, ela se recusava até mesmo a dividir o mesmo lar com Agostinho, tamanha era sua repulsa pelas blasfêmias que ele proferia.
o Contudo, sustentada pela graça de Deus, perseverou em oração, convicta de que o Senhor não desprezaria suas lágrimas.
· E assim foi. O Deus onipotente, que cuida de cada um dos seus como se fosse o único, inclinou os ouvidos ao clamor daquela mãe e, no tempo determinado por Sua soberana vontade, estendeu a mão e arrancou Agostinho da voragem tenebrosa do pecado.
o O filho rebelde foi convertido, não por mérito próprio, mas pela misericórdia do Senhor, que ouve as orações dos santos e responde conforme os seus decretos.
· Mônica não se deixou enganar por interpretações erradas ou promessas vazias. Ela permaneceu firme em seu propósito.
· Esse relato nos mostra o valor de uma oração persistente. Pois muitas somos tentados a desistir quando não vemos resposta imediatas as nossas orações.
o Para entendermos melhor esse princípio à luz das escrituras. Vejamos o que Jesus ensinou sobre a perseverança na oração para seus discípulos e nos ensina hoje.
ELUCIDAÇÃO:
· Lucas descreve a viagem que Jesus empreendeu a Jerusalém. (9.51-19.44).[1]
· O texto desta manhã se encontra dentro desta grande seção do livro que narra a longa caminhada de Cristo, saindo da Galileia (cap. 4.14) rumo a Jerusalém, conforme nos diz o capítulo 9. 51.
o Contudo, a parábola do juiz iníquo está ligada ao capítulo 17. 20-37, que fala da vinda do Filho do Homem.
o Jesus informa aos seus interrogadores como será o dia da vinda do Filho do Homem.
§ Ele apresenta o cenário e afirma que, antes de sua volta: “importa que ele padeça muitas coisas e seja rejeitado por esta geração.”
· Veja que o senhor Jesus continua e, então, apresenta a parábola, cujo propósito é
o exortar seus discípulos a perseverarem e jamais esmorecerem.
· Sabemos que perseverar na oração não é algo fácil, é uma virtude rara.
o Muitas vezes, quando nossas orações não são respondidas, somos tentados a desanimar e a abandonar não só a esperança, mas também a vontade de continuar orando.
§ Isso revela nossa falta de fé. Mas, quando, mesmo diante da demora ou do silencio de Deus, seguimos orando com confiança. Isso é uma demonstração de verdadeira fé.
· Por isso, o Senhor Jesus nos ensina a não desistirmos, mas a perseverarmos em oração, confiando que Deus ouve seus filhos e fará justiça.
o Pecamos quando deixamos de orar, pois a oração é uma coisa da qual nunca se deve desistir em tempos difíceis.
· Diante disso apresento a seguinte proposição
· DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: ORE COM PERSISTÊNCIA E CONFIE EM SUA JUSTIÇA.
o Veremos essas verdades em dois momentos, a saber:
§ Ore com persistência vv. 1-5
§ Confie em Sua justiça vv. 6-8
· Assim, meu objetivo é explicar estes pontos,
o ilustrá-los,
§ aplicá-los as nossas vidas e,
· ao final, concluir.
· Vejamos, então, meus irmãos, como o texto nos ensina nesse primeiro aspecto de que:
o DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM:
§ POR ISSO,
· ORE COM PERSISTÊNCIA.
isso é ensinado nos versos de 1 a 5. Os quais lerei novamente:
¹Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: ²Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. ³Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário ⁴Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; ⁵todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.
EXPLICAÇÃO:
· Nosso Senhor Jesus, logo no início, já nos diz o propósito da parábola: que é “orar sempre e nunca esmorecer”.
o Esta parábola é uma exortação para perseverarmos em oração.
§ A oração perseverante deve ser a marca da igreja de Cristo e de todo crente.
· “Jesus está insistindo com seus discípulos para que mantenham o hábito de orar sem desfalecer, durante o longo e enfadonho intervalo entre o primeiro e o segundo advento. É nesse intervalo que estamos agora. E esse assunto deve receber especial interesse de nossa parte”.[2]
· Queridos, a parábola mostra dois personagens com suas características: a saber, o juiz injusto e a viúva que buscava justiça.
o Veja, o juiz é descrito como alguém que “não temia a Deus, nem respeitava homem algum” (v. 2).
§ Note que “Ele não tinha absolutamente nenhuma preocupação por sua consciência ou por sua “reputação” ... onde não existe o temor a Deus, nenhuma coisa boa deve ser esperada.”[3]
· Em Jeremias capítulo 22.v.3 a palavra de Deus fala do dever do juiz: assim diz o Senhor:
o executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor; não omitais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem a viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar.”
· Mas o que temos aqui é alguém motivado por seus próprios interesses, de sorte que ele omite suas atribuições, ele não aprendeu a fazer o bem, é impiedoso, sem sabedoria.
· Temos também a viúva que dia após dia pede por justiça (v.3).
o Veja que esta mulher se encontra em uma situação delicada,
o sem ajuda de alguém que pudesse falar por ela, talvez ela fosse alguém que não tivesse recursos financeiros que chamasse atenção do corrupto juiz.
· O texto não dá detalhes de sua vida somente que ela tinha um adversário.
o O fato é que ela está só e desamparada, não há quem possa ajudar pois seu problema precisa passar pelo juiz tendo em vista que era o costume da época.
· Provavelmente, essa viúva havia sido injustiçada.
o Talvez alguém lhe tenha tirado o pouco que possuía, ou a tenha impedido de receber algo que era seu próprio direito.
§ Por isso, ela recorre ao juiz, esperando que ele confirme sua queixa e lhe restitua o que a justiça exigia.[4]
· Pergunto:
o Você já foi incomodado por alguém?
§ Você já precisou incomodar alguém?
· Você já ajudou alguém para se ver livre dela?
· O juiz, a princípio, se recusa a atendê-la.
o No entanto para se livrar do incômodo diário da mulher ele decide julgar a sua causa (v. 5).
§ Ele diz: “todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.”
· Irmãos amados, esta viúva com sua insistência nos mostra que precisamos perseverar em oração.
o pois a oração é o meio de graça que nos coloca na doce presença de nosso bondoso Deus, na mediação de nosso redentor Jesus Cristo.
§ Diante disso precisamos criar hábitos de orar, ainda que a resposta demore a vir,
· continuemos a orar, ainda que a resposta dada por Deus não seja exatamente aquilo que esperávamos.
· Quero chamar sua atenção para o relato sobre o juiz.
o Em breve, se assim Deus permitir, seremos ministros do evangelho e, como tal, a igreja do Senhor estará sobre nossos cuidados, com suas particularidades.
· Aprendamos, portanto, com este juiz o que não devemos fazer.
o Não fomos chamados para guiar o povo de Deus segundo os nossos próprios desejos ou opiniões.
§ Devemos cuidar para não oprimir a igreja do Senhor, nem nos tornarmos como esse juiz: autossuficiente e egoísta.
· É nosso dever como eleitos orar e perseverar para não sermos enganados por esse pecado. Que o Santo Espírito nos livre de cair em tamanha tentação.
· Segundo a confissão de Fé de Westminster 21. 3,
o “A oração, com ações de graça, é uma parte especial do culto religioso,
o é por Deus exigida de todos os homens; e, para que seja aceita, deve ser feita em o nome do Filho,
o pelo auxílio de seu Espírito, segundo a sua vontade, e isto com
§ inteligência,
· reverência,
o humildade,
§ fervor,
· fé,
o amor e
§ perseverança.
§ Se for vocal, deve ser proferida em uma língua conhecida dos presentes.”[5]
· Isso significa, irmãos, que oramos a Deus por meio de Jesus Cristo, nosso Mediador razão pela qual Deus ouve nossas orações, e não por causa de nossa insistência.
· Meus irmãos, considerem esta história que ilustra bem a verdade que estamos examinando:
o DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM:
§ POR ISSO,
· ORE COM PERSISTÊNCIA.
· ILUSTRAÇÃO
· aqui trago um relato sobre: A enfermidade nos orfanatos de George Müller.
· Em sua biografia ele conta da crise de saúde que atingiu seus orfanatos:
· Durante o verão e o outono de 1866, os orfanatos dirigidos por George Müller enfrentaram uma prova difícil:
o um surto de sarampo se espalhou entre as crianças.
§ Para muitos, uma situação como essa seria motivo de desespero, mas Müller e sua equipe recorreram à oração.
· Primeiramente, oraram pedindo que não houvesse muitas crianças doentes ao mesmo tempo, para que as acomodações da enfermaria fossem suficientes.
o Deus atendeu:
§ embora tivessem 83 casos no orfanato número um, e dezenas nos outros dois, O Senhor conteve o avanço da doença sempre que os leitos estavam cheios, permitindo que os quartos se esvaziassem antes de surgirem novos casos.
· Foi uma resposta específica à oração.
· Depois, oraram para que nenhuma criança viesse a falecer.
o E o resultado?
§ Das 262 crianças que contraíram a enfermidade, nenhuma morreu. O Senhor sustentou cada uma delas em vida.
· Por fim, oraram para que não houvesse sequelas físicas após a recuperação, algo comum em surtos como esse.
o E mais uma vez, Deus respondeu.
§ Todas as 262 crianças se recuperaram totalmente, sem complicações posteriores.
· Müller registrou esse testemunho com estas palavras de gratidão:
o “Em gratidão, registro tal indicador de misericórdia e bênção de Deus, e essa plena e preciosa resposta à oração,
§ para a honra de Seu nome.”[6]
· Irmãos, O Deus que ouviu a voz daquele seu servo em 1866 é o mesmo que ouve nossas orações hoje.
o É o Deus presentes em nossas casas em nossas vidas.
· Diante destas verdades, permita-me fazer uma aplicação:
APLICAÇÕES:
1. Não busque solução para suas lutas nos homens, mas confie em Cristo ele conhece nossas necessidades:
· Ele é justo, conhece nossas necessidades e ouve com atenção as orações de seus filhos.
· Sigamos o exemplo de George Muller, que, diante das dificuldades, não recorreu aos seus amigos nem buscou soluções a parte de Deus,
o mas orou ao senhor, confiando que somente Deus poderia resolver seu problema.
· Como igreja e seminaristas, somos chamados a colocar toda a nossa confiança no senhor Jesus Cristo,
o perseverando em oração com fé naquele que
§ "é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós. (efésios 3. 20).
· Ore para que Deus lhe dê um coração sábio: Perceba que a oração é uma característica dos filhos de Deus, é confiar em Deus e não em nós mesmo.
· Vimos até aqui que DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, ORE COM PERSISTÊNCIA.
o Vejamos, então, meus irmãos, como o texto nos ensina, nesse segundo aspecto, que:
§ DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM:
· POR ISSO,
o CONFIE EM SUA JUSTIÇA.
· Isso é ensinado nos versículos 6 a 8, que lerei novamente:
⁶ Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. ⁷ Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? ⁸ digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?
EXPLICAÇÃO:
· Irmãos, percebam que o Senhor Jesus destaca a resposta do juiz a insistência da viúva para nos ensinar algo ainda maior.
o Veja, ele chama de “juiz iníquo”, ou literalmente “juiz da injustiça”.
§ Esse homem não se importava com o sofrimento da viúva nem tinha qualquer temor de Deus. era uma pessoa completamente sem valores espirituais.
· E, perceba, se até mesmo um juiz desta natureza atendeu ao pedido da viúva por causa de sua persistência,
o quanto mais o nosso Deus, que é justo e misericordioso, ouvirá os que clamam a Ele dia e noite.
· Meus irmãos que consolo encontramos nos versículos 7 e 8, Deus fará justiça aos seus escolhidos.
o Percebam a bondade de nosso Amado Pai. Aos seus filhos, ele os responderá.
· Mas, precisamos considerar que Deus responderá seus filhos no tempo certo.
o ele não está refém de nossa insistência ou apelação, ainda que ele nos peça persistência nas orações.
§ Essa persistência não muda a vontade de Deus, mas mostra a nós que ele tem o domínio de nossas vidas.
§ Que ele é paciente em cuidar de seus filhos e que agirá em nosso favor contra esse mundo mau que nos odeia.
· Como pai amoroso e justo responderá o clamor de seus filhos e suprirá suas necessidades.
· oremos continuamente perante ele pois.
· Meus irmãos, a pergunta que Jesus faz a seus discípulos certamente deve nos motivar a considerar o exemplo da viúva.
o não desistir.
§ Contudo, não devemos buscar justiça naqueles que não temem e nem conhecem a Deus.
§ pecamos quando colocamos nossa esperança em autoridades ímpias,
· buscando algum tipo de benefício para nosso próprio bem.
· Certamente passaremos por tempos difíceis, lutas que exigirão de nós maturidade cristã.
o Como eleitos de Deus, temos a promessa que seremos perseguidos,
o maltratados
o e injuriados
o o mundo não poupou nosso Senhor Jesus também não nos poupará.
§ Seremos levados a justiça pelos homens.
· Contudo, o Senhor Jesus também nos assegura que ele estará conosco todos os dias até a consumação do século (Mt 28. 20)
· Não temamos o poder deste mundo, nem o poder das trevas. sejamos firmes em nosso propósito de fidelidade a Deus.
o não nos dobremos diante deste mundo e de seu sistema corrupto,
§ mas, coloquemo-nos de joelhos diariamente na presença de nosso redentor, pois o diabo nosso adversário está ao nosso derredor querendo nos tragar,
· saiba Deus nos sustentará quando o dia mal nos sobrevier. Como diz o profeta Isaías: mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças... (40. v31).
· 8Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura fé na terá?
· Jesus afirma que “depressa fará justiça”. observe, o contraste com o juiz da parábola: um homem injusto, sem qualquer pressa em atender a causa da viúva.
o Ele a ignorava, não por falta de entendimento, mas por indiferença.
§ Ainda assim, foi vencido pela persistência dela,
· pois ela tinha pressa em ver sua causa resolvida.
· Diferente desse juiz, Cristo nos revela que Deus tem pressa em fazer justiça.
o Que declaração maravilhosa.
§ Nosso Deus e Pai não tarda, ele fara justiça aos seus filhos, aqueles que clamam a ele dia e noite.
· Isso implica dizer a mim e a você que, independentemente do tempo em que você tem se colocado em oração,
o ainda que pareça demorado ou que você sinta que Deus não está ouvindo,
§ saiba que Ele está ouvindo, e Ele fará justiça.
· Contudo, precisamos entender que orar insistentemente não faz de Deus nosso servo, onde Ele atende nossos perdidos imediatamente após orarmos. Ele é Deus soberano e conhece as nossas necessidades. Suprirá todas elas conforme a sua santa e boa vontade.
· A persistência na oração é essencial. E veja a pergunta que Jesus faz em seguida:
o “quando vier o Filho do Homem, achará, porventura fé na terá?”
§ essa é uma pergunta desafiadora para a igreja de Cristo.
· A viúva da parábola demonstrou persistência diante das dificuldades, do mesmo modo, nós devemos perseverar.
o Cristo voltará e não tardará, e por isso, devemos ser homens de fé viva e sejamos achados fiéis, como obreiros que não tem do que se envergonhar.
· Como servos do Senhor precisamos orar para que Deus nos dê a graça de deixar aqueles pecados que no torna tão diferente de nosso Senhor Jesus.
o Portanto resista aos desejos da carne e do mundo, alegre-se no senhor.
· Sigamos o exemplo do profeta Daniel, que se manteve firma em oração mesmo diante dos ricos de ser punido por causa de sua fé.
o E ainda,
§ olhemos para o exemplo de José filho de Jacó, que foi vendido por seus irmãos e jogado no cárcere injustamente,
§ mas se manteve firme, e no tempo oportuno pôde experimentar a justiça de Deus em sua vida tornando-se o segundo da casa de faraó e o mais importante foi instrumento nas mãos de Deus para preservar o povo da Aliança da morte diante de uma grande fome que durou sete anos.
· Cristo certamente encontrará fé em sua igreja, em seus eleitos.
o Mas o mundo sem Cristo está cada vez mais mergulhado no pecado e na incredulidade,
§ os ímpios não estão nem estarão prontos para o retorno do Rei Jesus.
· Jesus nos convida a resistir ao dia mau, confiando que, no tempo de nosso Amado Pai,
o Ele nos fará justiça. e, então, estaremos com Ele, alegres em sua doce presença.
· Meus irmãos, considerem esta história que ilustra bem a verdade que estamos examinando: DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, CONFIE EM SUA JUSTIÇA.
· ILUSTRAÇÃO:
· Se encontra em 1 Samuel 1.1-20
· Ana, mãe do profeta Samuel, é um exemplo de alguém que confiou na justiça de Deus, mesmo quando parecia que Ele estava em silêncio.
· Ela era humilhada por ser estéril, e Penina, a segunda esposa de seu marido Elcana, a provocava constantemente.
· Mas, não desistiu de orar.
· Anualmente, ela subia ao templo e orava ao Senhor.
· Sua persistência foi recompensada: Deus ouviu sua oração e lhe deu um filho. Ana creu que o Senhor era justo.[7]
· Assim como Ana, somos chamados a confiar que Deus ouve e responde, mesmo que a resposta pareça demorar.
· O autor aos hebreus nos fala sobre a necessidade da perseverança:
o “Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa.
o Porque, ainda dentro de pouco tempo aquele que vem virá e não tardará;
o todavia, o meu justo viverá pela fé; e se retroceder, nele não se compraz a minha alma.
o Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto da fé para conservação da alma” (Hb 10.36-39, ARA).
· Perceba que, sem Cristo, não seremos capazes de perseverar, pois é Ele quem nos habilita a andar na fé.
o Se queremos ser vitoriosos contra nosso adversário, oremos a Deus com fé, sem duvidar.
§ Pois “aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fossemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21, ARA).
· Diante desta verdade que: DEUS RESPONDE AOS QUE PERSEVERAM: POR ISSO, CONFIE EM SUA JUSTIÇA.
o permita-me fazer uma aplicação.
§ Que é:
· Confie nos méritos de Cristo e não seus próprios.
· Meus irmãos saibam que é Deus que tem nos sustentados diariamente mesmo, quando não percebemos.
o Pois isso, não rejeitemos seus cuidados, não desistamos de orar.
§ As provações são importantes para manifestar a realidade da nossa fé ou a ausência dela.
· Nosso Deus é misericordioso e gracioso. Sua palavra nos lembra em lamentações de jeremias 3. 22,23:
o “²²As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; ²³ renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.”[8]
· Isso nos lembra que não somos preservados por nossos próprios méritos e sim por causa da obra de Cristo na Cruz.
o Saiba que confiar na justiça de Deus é descansar em Cristo, que nos sustenta com fidelidade a cada manhã.
§ Saiba que Cristo já aplicou sua justiça em nós, quando ele foi levado para a cruz do calvário para morrer por mim e por você.
· Para que nós pudéssemos agora ser chamados de filhos de Deus. (1 Jo 3.1, ARA).
· Portanto, nosso dever é confiar em Cristo e sem duvidar nas promessas de Deus para nós e sua igreja.
· CONCLUSÃO:
· Portanto meus irmãos, no início deste sermão, vimos o relato de agostinho sobre sua mãe,
o Monica, uma mulher que orou com perseverança por seu filho por quase 40 anos, esperou no senhor, o Deus soberano, que ouve o clamor de seus filhos.
· Saiba que você crente já foi justificado em Cristo. como está escrito:
o “agora, pois, já nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus.” (Rm 8.1).
· O mundo pode ser injusto com você, mas confie: Deus julgará o mundo por amor de ti.
o Portanto, mantenha-se firme. Creia nas promessas do nosso Redentor. Ele não falhará, nem tardará, pois é fiel e justo.
· Entenda também que, por sermos agora filhos de Deus, nos tornamos também alvo de satanás.
o Satanás ele nos perseguirá, assim como perseguiu os apostolo e até o próprio Senhor Jesus.
· Por isso irmãos sejamos firmes.
o Perseveremos naquilo que nosso senhor nos mandou fazer:
§ orar sempre e nunca esmorecer.
§ A oração é um dever e um privilégio do verdadeiro crente, se você tem negligenciado a oração, arrependa-se hoje mesmo.
· Não saia daqui intelectualmente capaz e espiritualmente morto.
o Que o Espírito Santo nos desperte para uma vida sincera de oração,
§ não sejamos tolos como aquele juiz que não conhecia Deus.
· Cristo morreu numa cruz para que nós tivéssemos livre acesso ao trono da graça.
o Não desprezemos esse privilégio que foi dado a nós os eleitos de Deus.
· Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe. Amem.
[1] Brasil, S. B. (2009). Bíblia de Estudo de Genebra(2ª ed.). Barueri, SP, Brasil: Cultura Cristã.
[2] Ryle, J. C.. Meditações no Evangelho de Lucas (Meditações nos Evangelhos Livro 3) (Portuguese Edition) (p. 417).
[3] Henry, Matthew. Comentário Bíblico - Novo Testamento Volume 1: Mateus a João (Comentário Bíblico de Matthew Henry Livro 5) (Portuguese Edition) (p. 2322). CPAD. Edição do Kindle.
[4] William Hendriksem, comentário de Lucas, p. 378. Texto parafraseado.
[5]de Westminster, Assembelia. Símbolos de fé: De Westminster (Portuguese Edition) (pp. 60-61). Editora Cultura Cristã. Edição do Kindle.
[6] Müller, George. Respostas à oração: Por George Müller (Coleção Legado da Fé) (Portuguese Edition) (p. 58). Publicações Pão Diário. Edição do Kindle.
[7] OPENAI. Oração de Ana: ChatGPT. Disponível em: https://chat.openai.com/. Acesso em: 26 maio 2025.
[8] Disponível em: Lamentações 3. 22,23 - Bíblia Online - ARA. Acesso em: 27/05/2025.
