Cre. 05. O Espírito Santo

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Introdução
Deus, o Espírito Santo, desempenhou uma parte ativa com o Pai e o Filho na criação, encarnação e redenção. Ele é uma pessoa tanto quanto o Pai e o Filho. Inspirou os escritores das Escrituras. Encheu de poder a vida de Cristo. Atrai e convence os seres humanos; e os que se mostram sensíveis são renovados e transformados por Ele à imagem de Deus. Enviado pelo Pai e pelo Filho para estar sempre com seus filhos, Ele concede dons espirituais à igreja, a habilita a dar testemunho de Cristo e, em harmonia com as Escrituras, guia-a em toda a verdade.
Atos dos Apóstolos 15.28
Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais:
Quem é o Espírito Santo?
A Bíblia revela que o Espírito Santo é uma pessoa, e não uma força ou poder impessoal. Afirmações como esta: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós” (At 15:28) revelam que os cristãos apostólicos o vislumbravam como uma pessoa. Cristo igualmente falou dele como uma pessoa distinta. “Ele me glorificará”, disse Jesus, “porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16:14). As Escrituras, referindo-se ao Deus triúno, descrevem o Espírito como uma pessoa (Mt 28:19; 2Co 13:13). O Espírito Santo possui personalidade. Ele contende (Gn 6:3), ensina (Lc 12:12), convence (Jo 16:8), dirige os assuntos da igreja (At 13:2), auxilia e intercede (Rm 8:26), inspira (2Pe 1:21) e santifica (1Pe 1:2).
Essas atividades não podem ser executadas por um mero poder, influência ou atributo de Deus. Somente uma pessoa pode empreendê-las.
O Espírito Santo é verdadeiramente Deus
As Escrituras veem o Espírito Santo como sendo Deus. Pedro mostrou a Ananias que, mentindo ao Espírito Santo, ele mentira “não [...] aos homens, mas a Deus” (At 5:3, 4). Jesus definiu o pecado imperdoável como sendo a “blasfêmia contra o Espírito”, dizendo: “Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir” (Mt 12:31, 32). Essa afirmação é verdadeira uma vez que o Espírito Santo realmente é Deus.
As Escrituras associam atributos divinos ao Espírito Santo. Ele é vida. Paulo se refere a Ele como o “Espírito da vida” (Rm 8:2). Ele é verdade. Cristo o identificou como o “Espírito da verdade” (Jo 16:13). As expressões “amor do Espírito” (Rm 15:30) e “o Espírito de Deus” (Ef 4:30) revelam que amor e santidade constituem parte de sua natureza. O Espírito Santo é onipotente. Distribui os dons espirituais “como lhe apraz, a cada um, individualmente” (1Co 12:11). É onipresente. Ele irá “habitar” com seu povo “para sempre” (Jo 14:16). Ninguém pode escapar de sua influência (Sl 139:7-10). É também onisciente, uma vez que “o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” e “as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito deDeus” (1Co 2:10, 11).
O Espírito Santo é considerado em pé de igualdade com o Pai e o Filho na fórmula batismal (Mt 28:19), na bênção apostólica (2Co 13:13) e na dissertação a respeito dos dons espirituais (1Co 12:4-6).
O Espírito Santo e a Divindade
Desde a eternidade, o Espírito Santo fez parte da Divindade, como o seu terceiro membro. O Pai, o Filho e o Espírito são igualmente autoexistentes. Embora todos sejam iguais, existe uma distribuição de funções que opera dentro da Trindade (ver capítulo 2 deste livro).
A verdade acerca do Espírito Santo é melhor compreendida quando a vemos por meio de Jesus Cristo. Quando o Espírito vem aos crentes, Ele vem como o “Espírito de Cristo” – ou seja, Ele não vem de seu próprio direito, apresentando suas próprias credenciais. Sua atividade histórica centraliza-se na missão salvadora de Cristo. O Espírito Santo esteve ativamente envolvido no nascimento de Jesus (Lc 1:35), confirmou seu ministério público por ocasião do batismo (Mt 3:16, 17) e aplicou os benefícios do sacrifício expiatório de Cristo e de sua ressurreição à humanidade (Rm 8:11).
Na organização interna da Divindade, o Espírito Santo parece desempenhar o papel de executor. Quando o Pai entregou seu Filho ao mundo (Jo 3:16), foi Ele concebido pelo Espírito Santo (Mt 1:18-20). O Espírito Santo veio para completar o plano, para torná-lo realidade. A Missão do Espírito Santo
No anoitecer do dia anterior a sua morte, as palavras proferidas por Cristo no tocante a sua partida, encheram os discípulos de perturbação. Ele lhes assegurou imediatamente que haveria de lher enviar o Espírito Santo como seu representante pessoal. Eles não ficariam órfãos (Jo 14:18). A origem da missão. O Novo Testamento revela o Espírito Santo de uma forma única e singular. Ele é identificado como o “Espírito de Jesus” (At 16:7), “Espírito de seu Filho” (Gl 4:6), “Espírito de Deus” (Rm 8:9), o “Espírito de Cristo” (Rm 8:9; 1Pe 1:11) e o “Espírito de JesusCristo” (Fp 1:19).
Quem deu origem à missão do Espírito Santo – Jesus Cristo ou o Pai?
Quando Cristo revelou a origem da missão do Espírito Santo ao mundo perdido, mencionou duas fontes. Em primeiro lugar, referiu-se ao Pai: “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, [...] o Espírito da verdade” (Jo 14:16, 17; cf. 15:26, onde lemos: “da parte do Pai”). O batismo com o Espírito Santo é chamado dea promessa do Pai” (At 1:4). Em segundo lugar, Cristo fez menção de si próprio: “Eu vo-lo enviarei [o Espírito Santo]” (Jo 16:7). Portanto, o Espírito procede tanto do Pai quanto do Filho.
Sua missão ao mundo. Somente podemos reconhecer a soberania de Cristo se estivermos sob a influência do Espírito Santo. Paulo disse: “Ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo” (1Co 12:3). A nós é concedida a certeza de que, por intermédio do Espírito Santo, Cristo, a “verdadeira luz, [...] ilumina a todo homem” (Jo 1:9). Sua missão é convencer “o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8). Em primeiro lugar, o Espírito Santo nos conduz a uma profunda convicção do pecado, especialmente do pecado de não aceitarmos a Cristo (Jo 16:9). Em segundo lugar, o Espírito insiste em que todos aceitem a justiça de Cristo. Em terceiro lugar, o Espírito nos adverte da realidade do julgamento, o que representa uma poderosa ferramenta para despertar as mentes obscurecidas pelos pecados, dando-lhes consciência da necessidade de arrependimento e conversão.
O que faz o Espírito Santo em favor dos crentes? 1. Ele os assiste. Ao apresentar o Espírito Santo, Jesus o identificou como “outro Parakletos (Jo 14:16). Essa palavra grega tem sido traduzida como “Ajudador”, “Confortador”, “Consolador”, “Conselheiro” e pode também significar “Intercessor”, “Mediador” ou “Advogado”. Além do Espírito, o único Parakletos mencionado nas Escrituras é o próprio Cristo. Ele é nosso advogado ou intercessor diante do Pai. “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 2:1). Na qualidade de intercessor, mediador e auxiliador, Cristo nos apresenta ao Pai e nos revela o Pai. Similarmente, o Espírito nos guia a Cristo e manifesta-nos a graça de Cristo. Isso explica por que o Espírito Santo é identificado como “Espírito da graça” (Hb 10:29). Uma de suas maiores contribuições é a aplicação da redentora graça de Cristo à vida das pessoas (1Co 15:10; 2Co 9:14; Tg 4:5, 6). 2. Ele revela a verdade de Cristo. Cristo mencionou o Espírito Santo como o “Espírito da verdade” (Jo 14:17; 15:26; 16:13). Sua função inclui o ato de trazer à nossa lembrança “todas as coisas [...] que vos tenho dito” (Jo 14:26) e guiar-nos “em toda a verdade” (Jo 16:13). Sua mensagem testifica de Jesus Cristo (Jo 15:26). Cristo afirmou: “Não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16:13, 14). 3. Ele traz a presença de Cristo. Ele não somente apresenta a verdade sobre Cristo, mas traz a própria presença de Cristo. Jesus disse: “Convém-vos que Eu vá, porque, se Eu não for, o Consolador [o Espírito Santo, de acordo com Jo 14:16, 17] não virá para vós outros; se, porém, Eu for, Eu vo-lo enviarei” (Jo 16:7). Revestido do manto da humanidade, o Homem Jesus não podia ser onipresente, de modo que era conveniente que Ele partisse. Por meio do Espírito, Ele poderia estar presente em toda parte ao mesmo tempo. 4. Ele conduz a operação da igreja. Uma vez que o Espírito Santo traz a própria presença de Cristo, Ele é o verdadeiro representante de Cristo na Terra. Sendo o verdadeiro centro de autoridade em termos de fé e doutrina, os caminhos pelos quais Ele conduz a igreja por certo estarão em pleno acordo com a Bíblia. “O traço que distingue o protestantismo – sem o qual este não existiria – é a alegação de que o Espírito Santo é o representante ou sucessor de Cristo na terra. Depender de organização, líderes ou sabedoria humana, é colocar o humano no lugar do divino.” O Espírito Santo achava-se intimamente envolvido na administração da igreja apostólica. Ao selecionar missionários, a igreja obteve sua orientação por meio da oração e do jejum (At 13:1-4). Os indivíduos escolhidos eram conhecidos por sua disposição em aceitar a direção do Espírito. O livro de Atos os descreve como “cheios do Espírito Santo” (At 13:9; cf. v. 52). Suas atividades achavam-se sob o controle do Espírito (At 16:6, 7). Paulo fez recordar aos líderes da igreja que eles haviam sido colocados nas respectivas posições pelo Espírito Santo (At 20:28). 5. Ele equipa a igreja com dons especiais. O Espírito Santo derramou dons especiais sobre a igreja. Nos tempos do Antigo Testamento, “o Espírito do Senhor” veio “sobre” indivíduos, concedendo-lhes poderes extraordinários com os quais puderam libertar a Israel (Jz 3:10; 6:34; 11:29). Concedeu igualmente a habilidade de profetizar (Nm 11:17, 25, 26;2Sm 23:2). O Espírito veio sobre Saul e Davi quando estes foram ungidos como líderes do povo de Deus (1Sm 10:6, 10; 16:13). A algumas pessoas, a infusão do Espírito Santo concedeu dons artísticos especiais (Êx 28:3; 31:3; 35:30-35). Da mesma forma, na igreja cristã apostólica foi o Espírito Santo quem repartiu os dons que Cristo concedeu à sua igreja. O Espírito distribuiu esses dons aos crentes de acordo com sua vontade, de modo a beneficiar toda a igreja (At 2:38; 1Co 12:7-11). Ele providenciou o poder especial necessário para que a proclamação do evangelho chegasse “até aos confins da terra” (At 1:8; ver capítulo 17 deste livro). 6. Ele ocupa o coração dos crentes. A pergunta incisiva de Paulo aos crentes de Éfeso: “Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes?” (At 19:2), representa uma questão crucial para todo aquele que crê. Ao receber uma resposta negativa daqueles discípulos, o apóstolo repousou as mãos sobre eles e então lhes foi concedido o batismo do Espírito Santo (At 19:6). O incidente demonstra que a convicção de pecado que é trazida à luz pelo Espírito Santo e a infusão da vida com o Santo Espírito são duas coisas diferentes. Jesus salientou a necessidade de sermos nascidos da água e do Espírito (Jo 3:5). Justamente antes da ascensão, Ele ordenou que os novos conversos fossem batizados “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19). Em harmonia com essa ordem, Pedro pregou que “o dom do Espírito Santo” deveria ser recebido por meio do batismo (At 2:38). Paulo confirma a importância do batismo do Espírito Santo (ver capítulo 15 deste livro) com um urgente apelo no sentido de que os crentes fossem cheios do Espírito (Ef 5:18).
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