DOUTRINA - PASTORES E MESTRES
DONS MINISTERIAIS - PASTORES E MESTRES
INTRODUÇÃO
É IMPORTANTE FRIZARMOS O MOMENTO EM QUE ESSES DONS APARECEM E SÃO UTILIZADOS JUSTAMENTE NO PRÓPOSITO DE EDIFICAR A IGREJA.
Existe diferença entre Pastores e Mestres?
A necessidade de pastores e mestres
Há quem pense que os dois últimos itens se referem a um só dom, devendo ser traduzido “pastores mestres” já que as palavras pastores e mestres estão unidas nesse versículo. Porém não é necessariamente assim, pois um homem pode ter o dom de ensinar sem ter o coração de pastor. E um pastor pode ser hábil na palavra de Deus sem ter o dom de ensinar. Se pastores e mestres são as mesmas pessoas no versículo 11, então, pela mesma regra gramatical, apóstolos e profetas também são (2:20).
Uma palavra final: devemos ter cuidado em distinguir entre dons divinos e habilidades naturais. Nenhuma pessoa que não seja convertida, mesmo que tenha muita habilidade, pode ser evangelista, pastor ou mestre no sentido do NT. Aliás, nem mesmo um cristão poderia sem receber um dom especial. Os dons do Espírito são sobrenaturais. Capacitam o homem a fazer o que de outra forma seria humanamente impossível.
1 - PASTORES
Pastores são homens que servem debaixo da autoridade do Supremo Pastor cuidando das ovelhas de Cristo. Guiam e alimentam o rebanho.
O seu ministério é o de:
sábio conselho,
correção,
encorajamento e consolo.
O serviço dos pastores é estreitamente relacionado com o dos anciãos na igreja local. A diferença principal entre eles é que o pastor é um dom, enquanto o ancião é um ofício. O NT menciona vários pastores em cada igreja local (
PRESBÍTEROS
OS PASTORES DEVEM CUIDAR DA IGREJA
[Ele deve ser] apegado à palavra fiel, que é
segundo a doutrina, de modo que tenha poder
tanto para exortar pelo reto ensino como
para convencer os que o contradizem.
2 - MESTRES
Mestres são homens que receberam poder de Deus para explicar o que a Bíblia diz, interpretar o sentido da Palavra e aplicá-la ao coração e à consciência dos santos
O papel válido dos mestres
Afirmar que a Bíblia é a fonte exclusiva da interpretação da própria Bíblia, de fato, exige o papel de pastores, mestres, recursos bíblicos e interpretativos, e assim por diante. Abandoná-los seria um erro sério. Por quê? Porque eles servem de ajuda na tarefa interpretativa. Aqui está a chave: pastores, eruditos e mestres biblicamente reverentes, e seus escritos não são a fonte de interpretação; eles nos ajudam a entender melhor a Bíblia como a fonte de interpretação da própria Bíblia. Afirmar que a Bíblia é a fonte exclusiva da interpretação dela mesma não é dizer que a Bíblia não requer nenhuma interpretação humana. Se a Bíblia fosse autointerpretada no sentido que os homens precisam apenas lê-la e compreender imediatamente o seu significado, não precisaríamos estudá-la nem explorar as suas vastas riquezas revelacionais. Seu significado seria em todos os casos autoevidente, e não haveria nenhuma disputa sobre ele. Mas, como todos sabem, esse simplesmente não é o caso. Como se observou anteriormente, ao se ler ou se ouvir a leitura da Bíblia, interpreta-se a Bíblia. Interpretação é um conceito inescapável. Os evangélicos e os outros que afirmam: “eu nunca leio nenhum livro ou comentário, visto que são escritos por homens; eu leio apenas a Bíblia”, não são meramente tolos; são arrogantes. Eles estão totalmente corretos em reconhecer que a Bíblia é a fonte da interpretação dela mesma, mas estão absolutamente errados em assumir que nunca precisam de assistência humana para compreender a interpretação da Bíblia. Repito: o papel dessa ajuda humana não é o de interpretar a Bíblia para nós, mas o de nos ajudar a entender como a Bíblia deve ser interpretada. Há uma diferença importante aqui. Ao contrário da visão católica romana e ortodoxa oriental, a Igreja e seus pastores e mestres não são fontes de interpretação; biblicamente, eles são meramente fontes de informação sobre a interpretação. Em termos simples, se entender o significado da mensagem da Bíblia é crucial, podemos usar toda ajuda que pudermos para entendê-la.
Em resumo, a Bíblia não é apenas a revelação verbalmente inspirada e infalível de Deus; é também a fonte de sua interpretação. Nem a tradição eclesiástica nem o subjetivismo individualista são a fonte da interpretação bíblica. Todavia, Deus fornece graciosamente pastores, mestres, eruditos e seus escritos para nos ajudarem a alcançar maior conhecimento da Bíblia, de forma que possamos interpretá-la corretamente.
4:12 Chegamos agora à função ou ao propósito dos dons. É com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo. O processo é assim:
1. Os dons equipam os santos.
2. Os santos então servem.
3. O corpo enfim é edificado.
