Para Ele oramos!
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Mateus 6.9
Mateus 6.9
Introdução:
Chegamos à conhecida “Oração do Pai Nosso”. Há muito a se observar nessa porção do Evangelho de Mateus, e algumas questões que devemos refletir: estamos lidando com uma oração a ser sempre repetida? Ou temos aqui algumas frases que nos apresentam princípios a serem considerados em nossa oração?
Entender corretamente essa oração é necessário, pois, anteriormente, já percebemos um propósito que ela não tem: ela não deve ser um ditado a ser constantemente repetido, mas sim nos ajuda a sermos direcionados sobre como nos dirigir ao Senhor em nossa intimidade com Ele. Isso é necessário, já que somos pessoas que, primeiro, pensamos em nós mesmos e, depois, no próximo.
A sequência dessa oração, além de nos mostrar princípios a serem colocados em nossas palavras, também nos aponta a centralidade do amor que devemos ter pelo nosso Pai Celestial.
No primeiro verso que compõe a oração, notamos que nossas orações devem ser dirigidas ao Supremo Senhor.
Desenvolvimento:
A base da nossa conclusão de que há uma continuidade na ideia aqui, e, por isso, não podemos observar essa oração como um amontoado de frases a serem repetidas, está no “portanto”.
Jesus segue progredindo em sua ideia: não há uma quebra de raciocínio, mas uma linha que deve ser seguida, um padrão a ser observado, princípios a serem guardados em nossas orações.
Antes de mais nada: “Pai nosso”. Algo que devemos lembrar é que a vida de igreja não é isolada; o pronome “nosso” já abrange a ideia de vida em comunidade, como acontece nas reuniões de oração.
Oração não é apenas um ato isolado, mas também deve acontecer nos locais onde escolhemos para nos reunir em adoração ao Senhor.
Por isso, é bastante estranho o apego de alguns em dizer que oram apenas sozinhos em casa, como se isso bastasse, pois a oração não é somente momentos individuais com o Senhor, mas também encontros com os irmãos, juntos, nos voltando a Deus.
A ordem das palavras também deveria nos fazer pensar: quantas vezes não procuramos, por meio de “simpatias”, conseguir algumas coisas? Quantas vezes buscamos um meio, mas não buscamos ao Senhor?
Somos especialistas em inventar modos de conquistar o que queremos e, tantas vezes, negligentes em praticar corretamente a fé que deveria nos colocar em atitude de oração diante do Senhor.
Se cremos que Deus é quem diz ser, por que gastamos nossa energia, esforço e até mesmo dinheiro em busca de meios espirituais para alcançar nossos objetivos e esquecemos totalmente do “Pai nosso”?
A primeira coisa que deveria surgir em sua mente, se a “carapuça serviu”, é: esse Pai realmente é o seu?
Pois, em não poucos momentos, no contexto evangélico brasileiro, Deus é tudo em nossas atitudes — menos o nosso Pai.
Entendendo essa ideia, devemos também observar a expressão: “santificado seja o teu nome”. Somada ao “que estás nos céus”, ela revela o grau de reverência e o profundo desejo do nosso coração: que o nome do nosso Deus seja reconhecido e reverenciado por todos.
Irmãos, a nossa fé nos impulsiona a desejar que outros também compartilhem dessa mesma devoção e amor ao Senhor. Por isso, precisamos enxergá-lo corretamente como o nosso Pai e o nosso Deus.
Se o compreendemos de maneira errada, como poderemos esperar que as pessoas ao nosso redor tenham uma compreensão correta?
Nossa fé deve ser bíblica, fundamentada na revelação de Deus sobre quem Ele é. Assim, rogamos para que o mundo inteiro se renda a Ele com perfeito louvor e reverência, conforme a Sua santidade.
A expressão “santificado seja o teu nome” não é uma fórmula vazia; ela expressa o reconhecimento da santidade suprema de Deus, que deve provocar em nós reverência e amor sincero.
A pessoa de Deus molda nossas palavras dirigidas a Ele e nos ajuda a orar de forma mais adequada, conforme o padrão que Jesus nos ensinou.
Por isso, devemos sim rogar para que o Seu nome alcance toda a terra, como, pela Sua graça, já tem acontecido. O nome do Senhor tem enchido o mundo, mas, infelizmente, muitas vezes de maneira irreverente.
Que possamos pedir ao Senhor que o conhecimento do Seu nome invada completamente a terra — mas com a reverência devida, que Ele merece!
Conclusão:
O conhecimento de Deus deve encher a terra, mas sempre qualificado pela reverência que Lhe é devida. Nosso papel é observar a oração do “Pai Nosso” como um padrão e imperativo que deve guiar tanto nossas orações quanto nossas ações. Entre essas responsabilidades, está a de orar corretamente, com base no conhecimento que Deus revela em Sua Palavra.
Entenda que seu papel é, igualmente, falar sobre a pessoa de Deus de forma bíblica. Falhar nessa tarefa apenas reforça os pensamentos equivocados que, lamentavelmente, predominam em nossos dias. Citando um exemplo: quantas vezes desejamos que o Reino de Deus se manifeste conforme a nossa “imagem e semelhança”? Esse é um ponto importante para refletirmos, especialmente à luz do verso 10.
É necessário, portanto, também desejar, corretamente, a vinda desse Reino — um tema que, com a permissão do Senhor, veremos em uma próxima oportunidade.
