Provérbios 16: 4-7

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Transcript
Provérbios 16: 4
Provérbios 16:4 é um versículo que aborda a soberania de Deus e Seu propósito para todas as coisas.
O fato é que “o Senhor faz tudo com um propósito”. Com ele as coisas não vão simplesmente acontecendo. Assim como o versículo anterior, esse fala sobre o controle soberano de Deus sobre todas as situações.
Quando se diz “fez todas as coisas” é tudo mesmo, “até os ímpios para o dia do castigo”.
 Cada um de nós existe com um propósito. Deus tem um propósito (propósitos) para as nossas vidas — um conjunto específico de obras que Ele ordenou para cada um de nós.
Mesmo os ímpios que rejeitam o Seu plano e seguem suas próprias vidas, eventualmente experimentarão a retribuição de Deus, que está em consonância com o plano eterno de Deus.
Deus criou o universo mediante um plano perfeito, eterno e vitorioso. Não há improvisação em Deus. Nada o apanha de surpresa. Ninguém consegue esconder-se de sua presença; ele é onisciente. Ninguém pode escapar do seu controle e vigilância; ele é onipresente. Ninguém consegue desafiar o seu poder e prevalecer; ele é onipotente. O universo não deu origem a si mesmo. A geração espontânea é uma teoria falaciosa. O universo não é produto de uma explosão cósmica. A desordem não pode gerar a ordem nem o caos pode produzir o cosmo. O universo não é fruto de uma evolução de milhões e milhões de anos. Deus criou o universo pela palavra do seu poder. E Deus não apenas fez todas as coisas, mas as fez com um propósito definido.
Até mesmo os perversos foram feitos para o dia da calamidade. A rebelião dos perversos não deixa Deus em crise e confuso. Embora eles sejam totalmente responsáveis por sua rebelião, a própria rebelião deles cumpre o propósito de Deus. O apóstolo Pedro disse no dia de Pentecostes acerca de Jesus: Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos (At 2.23). Fica claro aqui que a soberania divina não anula a responsabilidade humana.
Há um propósito redentivo e justo em todas as ações divinas. Mesmo o juízo sobre o ímpio glorifica a Deus, porque revela sua santidade, justiça e verdade.
Passage Bíblica de Apoio
1. Romanos 9:22–23
Provérbios 16:5
“Abominável é ao Senhor todo arrogante de coração; é evidente que não ficará impune.”
16:5 O orgulho dos homens é abominável ao Senhor, e ele certamente punirá esse tipo de atitude.
O Senhor soberano conhece o coração do arrogante.
Embora ele possa disfarçar seu orgulho e não descobri-lo em sua aparência, por suas palavras e gestos; ainda assim, o Senhor vê e conhece o coração, a maldade dele e o orgulho que está nele.
A arrogância é algo repulsivo aos olhos de Deus. Ele a abomina mesmo quando a vê encubada no coração humano. O Senhor identifica a arrogância na raiz. Ele diagnostica a malignidade dessa semente antes mesmo que ela brote, cresça e produza seus frutos amargos. Deus resiste aos soberbos. Declara guerra aos altivos de coração. Humilha aqueles que se exaltam. Não poupa o chicote do castigo às costas dos arrogantes. O Senhor detesta os orgulhosos de coração. Eles não ficarão sem castigo. A Bíblia diz que a pessoa que, muitas vezes repreendida, endurece a cerviz será quebrantada de repente sem que haja cura. Foi assim com o soberbo rei Nabucodonosor. Ele queria ser adorado como Deus. Levantou monumentos a si mesmo. Colocou seu ninho junto às estrelas. Mas de lá do alto, Deus o derrubou. Tirou-o do trono e o enviou para pastar com os bois. Seu corpo foi coberto pelo orvalho da noite, e suas unhas cresceram como casco.
Davi sabia como Deus lhe dava com a arrogância, ele também sabia que também ele era propenso para a arrogância, soberba, (na verdade, todos somos). Sabendo disso, ele orou ao Senhor dizendo: (Sl 19).
Provérbios 16:6
“Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do Senhor os homens evitam o mal.”
O amor leal de Deus e o temor do homem em relação a Ele fornecem os meios para vencer o pecado.
não pela misericórdia e verdade dos homens; não por atos de esmola ou demonstração de misericórdia aos pobres; nem por falar a verdade e cumprir promessas, e fazer justiça entre os homens; pois, embora esses sejam deveres a serem cumpridos, eles não expiam o pecado; e podem ser feitos por pessoas destituídas da graça de Deus, e cujas iniquidades não são purgadas ou perdoadas: mas pela misericórdia e verdade de Deus; por meio de sua "misericórdia", ao enviar Cristo para ser a propiciação pelo pecado; e por meio de sua "verdade", ao cumprir suas promessas a respeito de Cristo; e particularmente a respeito do perdão com base em seu sacrifício e satisfação, onde a misericórdia e a verdade se encontraram: ou por meio da graça e da verdade que vêm por Jesus Cristo; ou por meio de seu sacrifício expiatório.
São dois os fatores que levam uma pessoa a receber perdão. O primeiro deles é a misericórdia daquele que julga; o segundo é a sinceridade daquele que é julgado. Quando o indivíduo admite seu erro e humildemente o confessa e o abandona, então recebe perdão e remissão da culpa. A Bíblia diz: O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia (Pv 28.13). Enquanto escondemos nossos pecados, pesa sobre nós a culpa; mas, quando buscamos a verdade no íntimo e confessamos nossas transgressões, então recebemos o perdão. A Palavra de Deus diz: Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça (1Jo 1.9).
Da mesma forma que pela misericórdia e pela verdade se expia a culpa, pelo temor ao Senhor evitamos o mal. É o temor ao Senhor que nos livra da queda. É o temor ao Senhor que afasta nossos pés da armadilha e nos coloca numa vereda reta. Sem o temor ao Senhor, andaremos pela estrada larga das liberdades sem limites, dos prazeres sem santidade, das alegrias sem pureza, da culpa sem perdão.
Provérbios 16:7
“Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, este reconcilia com eles os seus inimigos.”
Este versículo faz parte de uma seção que trata da soberania de Deus sobre as ações humanas
Quando Davi foi perseguido por Saul, acabou encontrando refúgio no lugar mais improvável do mundo: entre os filisteus. Essa improbabilidade se deve ao fato de Davi ter vencido e matado, alguns anos antes, seu grande herói, o gigante Golias, e comandar diversas campanhas contra o exército filisteu. Ainda assim, Davi não apenas foi poupado pelo rei filisteu de Gate, fingindo-se de louco (1Sm 21.15), como também recebeu dele uma cidade onde habitar (1Sm 27.6) e passou a contar com sua extrema confiança (1Sm 27.12), ainda que perseguisse inimigos de Israel em campanhas secretas (1Sm 27.8-11) que certamente o tornariam novamente um inimigo declarado da Filístia. Diante disso, só podemos concluir que o rei filisteu enlouqueceu ou que é verdade o que Salomão, filho de Davi, escreveu nesse provérbio.
Na busca pela paz no lar, na escola, no trabalho, na vizinhança e na roda de amigos, muitos crentes acabam negociando valores inegociáveis e cedendo em pontos que deveriam servir de fortes pilares da sua fé, da sua vida e da sua moral. Tudo isso ocorre porque, de fato, é muito difícil viver sob críticas e em atrito com as pessoas. Assim, em nome de uma paz de palha, muitos crentes se desprendem de valores que deviam estar arraigados em suas mentes e em seus corações. Isso é inútil, pois somente o Senhor pode fazer com que, para seu servo, “até os seus inimigos vivam em paz com ele”. Por isso, a exemplo do rei Acaz, que quis comprar a amizade e a proteção da Assíria (2Rs 16.7-9), caindo assim na idolatria dos estrangeiros (2Rs 16.10-18), muitos crentes vendem seus valores cristãos para obter resultado nenhum além de uma danosa parceria com o mundo e com o pecado que os afasta do Senhor.
Contudo, a ação pacificadora e produtora de alívio efetuada por Deus tem um requisito importante. O Senhor não parece premiar qualquer um com uma bênção desse tipo. O que Salomão afirma é que ele age assim “quando os caminhos de um homem são agradáveis ao Senhor”. Caso contrário, a perda de paz costuma servir de ferramenta divina para produzir disciplina, arrependimento e correção. No final, a paz que o homem tanto busca não está no dinheiro, no status, nos contatos, na influência e no poder, mas sim na fidelidade àquele cujo poder está em si mesmo. Portanto, pare de negociar com o mundo e desejar ser estimado pelos pecadores. Agrade a Deus, pois ele é o melhor amigo e protetor que qualquer crente pode ter nessa vida!
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