Amor: O dom superior aos dons espirituais (1Coríntios 13) - Parte 1

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INTRODUÇÃO: Creio que os irmãos já sabem que o conceito da palavra “amor” que este mundo produz é totalmente equivocada e deturpada.
Relacionam muito com a paixão, o amor entre homem e mulher, ou apenas atração sexual.
Mas o amor sincero e verdadeiro que vem de Deus, o amor ágape está relacionado à atitude. É amar incondicionalmente, amar mesmo que aquele que recebe o amor não mereça. É um amor que vai até as últimas consequências, assim como o amor de Cristo por nós.
Nas cartas às igrejas de Éfesol, Filipos, Colossos e Tessalônica, Paulo as elogia e observa a existência de um amor fraterno entre os cristãos.
Corinto, por sua vez, foi destacada por Paulo como uma igreja com muitos dons:
1Coríntios 1.4–9 ARA
4 Sempre dou graças a [meu] Deus a vosso respeito, a propósito da sua graça, que vos foi dada em Cristo Jesus; 5 porque, em tudo, fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento; 6 assim como o testemunho de Cristo tem sido confirmado em vós, 7 de maneira que não vos falte nenhum dom, aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo, 8 o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo. 9 Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.
Mas esta igreja possui o lado negativo de ser uma igreja imatura e que vive na carnalidade:
1Coríntios 3.3 ARA
3 Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?
O amor que eles possuem é sem profundidade, não produz frutos. O texto do capítulo 13 é um combate à vida carnal que os coríntios vivem.
Na primeira parte deste estudo sobre 1Coríntios 13, quero observar os vv 1 a 3, que apresenta a verdade de que a vida comunitária, entre irmãos, sem amor ela se torna improdutiva.
O v. 1 diz que o amor é superior ao dom de línguas, o v. 2 diz que é maior do que a profecia e o conhecimento, e o v. 3 o apresenta como maior do que as obras de caridade.
Por melhor que sejam as intenções, sem amor, até mesmo o ato mais generoso se torna inútil.
O problema da igreja em Corinto é que alguns brigavam porque pensavam que, ao não serem iguais aos outros, não faziam parte do corpo:
1Coríntios 12.14–18 ARA
14 Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. 15 Se disser o pé: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. 16 Se o ouvido disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de o ser. 17 Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde, o olfato? 18 Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve.
O que Paulo diz, então, no v. 25?
1Coríntios 12.25 ARA
25 para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros.
Queridos, como podemos, então, viver em uma comunidade onde impera o amor de Deus de uns para com os outros?
1. QUANDO NÃO HÁ AMOR, HÁ OFENSA (v. 1)
1Coríntios 13.1 ARA
1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
Observe comigo o que Paulo declara em:
1Coríntios 8.1 ARA
1 No que se refere às coisas sacrificadas a ídolos, reconhecemos que todos somos senhores do saber. O saber ensoberbece, mas o amor edifica.
O amor de Deus nos torna sábios não somente no conhecimento, mas também na maneira com a qual transmitimos este conhecimento. Do contrário, apenas magoamos os nossos ouvintes.
O nosso falar, sem amor, Paulo faz uma comparação com o bronze (sino) que soa ou o címbalo (prato) que retine. Em Corinto há os adoradores de deuses pagãos em cultos da mitologia grega. Eles adoram Dionísio (natureza) e Cibele (animais selvagens).
Nas ruas da cidade, estes adoradores pagãos usavam gongos barulhentos, címbalos estridentes, era um som irritante que incomodava todo mundo como o latido constante de um cão.
É assim que Paulo compara aquele que ensina sem ter amor pelos seus ouvintes. Até mesmo que falássemos as línguas dos anjos, de nada adiantaria, apenas seria desagradável.
Se eu quiser expor seu pecado tentando humilhar você, tentando te fazer inferior a mim porque não cometi este pecado, não estou sendo misericordioso. O amor divino me leva a enxergar você como alguém necessitado da graça de Deus da maneira que eu sou.
Se eu quiser falar apenas de mim e das minhas qualidades, se eu quiser falar como se Deus fosse mais favorável a mim do que a você, não estou pregando o Evangelho, estou apenas querendo exaltar a mim mesmo, e isso está passando muito longe do amor.
Devemos nos mover para falar do Deus gracioso apontando ao que Ele pode fazer ao pecador que se arrepende.
2. QUANDO NÃO HÁ AMOR, HÁ EXIBICIONISMO
1Coríntios 13.2 ARA
2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.
Para os coríntios, certos dons seriam mais importantes do que outros, mas se esquecem de que, sem o amor divino, se tornam insignificantes. Deus usa pessoas dispostas a transmitir uma mensagem de forma amorosa e misericordiosa.
Este segundo ponto é parecido com o primeiro, mas quero destacar mais uma ênfase na procura de o expositor da Palavra, seja um pastor ou professor, ou mesmo que não seja um destes casos, mas é alguém que deseja ensinar algo a alguém, esta pessoa deseja apenas mostrar que sabe mais que todo mundo, que é mais inteligente, mais instruído ou que consegue interpretar as Escrituras mais rapidamente do que o outro.
Um profeta, no caso dos dias de hoje, o pastor, se torna útil enquanto suas palavras forem verdadeiras. Mas uma verdade sem amor é apenas uma verdade apresentada em vão, no vazio, não comunica bem.
Eu preciso falar não o que o povo deseja ouvir, mas o que Deus me instrui a dizer, mas Ele instrui de forma a produzir vida espiritual no coração daquele que vive distante da espiritualidade com o Senhor.
3. QUANDO NÃO HÁ AMOR, NADA SERÁ PROVEITOSO
1Coríntios 13.3 ARA
3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
Aqui Paulo está tratando da misericórdia e da dedicação ao povo da comunidade, da igreja. São os atos de sacrifício pessoal. Eles não podem ser encarados como uma maneira de receber méritos, reconhecimento ou glória. Alguém aqui lembra da história de Ananias e Safira?
Atos dos Apóstolos 5.1–9 ARA
1 Entretanto, certo homem, chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, 2 mas, em acordo com sua mulher, reteve parte do preço e, levando o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos. 3 Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? 4 Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus. 5 Ouvindo estas palavras, Ananias caiu e expirou, sobrevindo grande temor a todos os ouvintes. 6 Levantando-se os moços, cobriram-lhe o corpo e, levando-o, o sepultaram. 7 Quase três horas depois, entrou a mulher de Ananias, não sabendo o que ocorrera. 8 Então, Pedro, dirigindo-se a ela, perguntou-lhe: Dize-me, vendestes por tanto aquela terra? Ela respondeu: Sim, por tanto. 9 Tornou-lhe Pedro: Por que entrastes em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e eles também te levarão.
Eles queriam o que? Apenas glória, ao mentir o valor da venda do campo.
Atos dos Apóstolos 4.32–37 ARA
32 Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. 33 Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. 34 Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes 35 e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade. 36 José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre, 37 como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos.
Qual a diferença entre a oferta de Barnabé e a de Ananias e Safira? Os dois não fizeram a mesma coisa? Não, não fizeram. Não foi proveitoso! Barnabé não mentiu sobre o preço do terreno, já Ananias e Safira o fizeram.
Deus sabe a intenção do nosso coração, se é com amor ou por ganância. Vamos recordar o que Jesus disse:
Mateus 6.2–4 ARA
2 Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. 3 Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; 4 para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
CONCLUSÃO: No fim deste primeiro estudo, quero recordar que não podemos fazer demais, nos esforçarmos, se o amor de Cristo não está dentro de nós.
Sem este amor, ofendemos, não apresentamos o Evangelho, queremos apenas exposição desnecessária e improdutiva, causa divisões, desentendimentos, a igreja de Cristo não precisa disso. Ao fazermos obras pelo nosso semelhante, é importante que Deus saiba, Ele é quem vai nos recompensar, pois a recompensa dos homens é inútil e desprezível.
Que o Senhor nos ajude a agirmos com sabedoria e amor nestes casos.
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