CRER PARA VER

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O que é fé? Parece que esta não é uma pergunta difícil. Há vários vários significados para a palavra fé no Novo Testamento.

Fé como uma confissão publica.
Ela pode ter o sentido de uma confissão, assim como afirmamos nossa confissão no credo apostólico.
Fé como confiança no Salvador, em Cristo.
Mas, os evangelistas que escreveram o Evangelho, apontam que há outro aspecto da fé, que é quando Cristo é o objeto da nossa fé. João resume essa ênfase quando afirma o propósito de seu Evangelho, a saber, “para que possais crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que mediante o crer possais ter vida em seu nome” (Jo 20.31).
Fé para a justificação pela fé.
Está relacionado a justificação do crente. Paulo sustenta que Deus reconcilia o pecador consigo pela fé: “Esta justiça de Deus vem por meio da fé em Jesus Cristo a todos que creem” (Rm 3.22). E Paulo explica que a fé vem pelo ouvir a Palavra proclamada (Rm 10.17).
Fé como cnfança em Deus, apesar das lutas.
No Novo Testamento que é a completa confiança em Deus, apesar das circustâncias dificeis e provações, mencionado pelo autor de Hebreus 11.
Os teológos sistemáticos falam de três tipos de fé.
1. Notitia (Conhecimento):Refere-se ao entendimento intelectual dos ensinamentos religiosos, quando a pessoa intelectualmente entende o que está sendo pregado.
2. Assensus (Assentimento):É o ato de concordar ou aceitar intelectualmente a verdade dos ensinamentos pregados, ela pode concordar com tudo o que está sendo ministrado, mas, não significa que ela está sendo convertida.
3. Fiducia (Confiança):É o ato de confiar em Deus e no seu plano, depositando a esperança e a fé na sua promessa. É quando você se apropria das promessas de Deus na cruz de Cristo. É a verdadeira fé para a salvação.
O texto de João 4. 46- 54 fala do segundo Milagre realizado por Jesus, no intuído de relevar sua divindade. Ele retornou a Cana da Galileia, onde realizou o milagre da transformação da água em vinho.
O texto que lemos fala de fé. Três vezes aparece no texto o verbo crer. Primeiro aparece como uma fé vacilante ( 46- 48), depois como uma fé confiante ( 49,50) e finalmente, como uma fé salvadora ( 51- 54). O grande Ministério da Galileia começa neste momento. Cobre o período de dezembro do ano 27 até abril do ano 29, cerca de 16 meses no todo. Esses dois milagres de Jesus em Caná da Galileua são os únicos que Jesus nao proferiu um discurso apó a relização do milagre, mas, oferecem para nós uma oportunidade de vermos três tipos de fé.
FÉ INGÊNUA.
O homem mencionado era uma pessoa importante, um oficial do rei ( v. 46), ou seja, ele era um oficial de Herodes Antipas, resposavel pela Galileia e Pereia. O seu filho estava doente em Cafarnaum , a 25 kilometros da Caná da Galileia. O filho do oficial estava a meira da morte, no v. 52 que ele estava com febre. O Oficial soube que Jesus havia deixado a Judeia e estava na Galileia, portanto, foi a Cristo imediatamente lhe rogar que curasse seu filho, poderia ser um filho único. Quando o pai do menino se encontra com Jesus, ele rogou a Cristo que curasse seu filho. Parece um ato de fé extraordinária de um pai que deseja a cura do filho ( v. 47).
O verso 40 parece um pai com muita fé que procura salvar o socorro imediato para o seu filho em meio ao desespero, mas, é interessante como Jesus responde o responde, o colocando na mesma categoria dos galileus que só criam porque viram milagres ( v. 45). “Então, Jesus lhe disse: Se, porventura, não virdes sinais e prodígios, de modo nenhum crereis” ( 48). Jesus colocou o pai do menino enfermo em uma categoria, das pessoas que para crer, precisam ver algum milagre, algo sobrenatural. Que condicionam a fé aquilo que é espetacular. Parece que não er ao momento de Jesus desqualificar sua fé, mas, o mestre o faz, relevando que é uma fé ingenua e vacilante.
Aplicação:
Você sabe o que é fé? E saber que Deus pode ou não curar você e mesmo assim você permanece crente nele. Você está doente? Tem alguém doente em sua família? Já orou pedindo para que Deus cure? Devemos clamar para Deus nos curar de qualquer enfermidade. Nos diz Thiago: “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração” (5.13). Creio que Deus pode curar da mesma forma como curou nos tempos bíblicos. Mas também é verdade que nem sempre Deus cura, e que nem sempre Deus cura a todos. Não é verdade que a enfermidade é sempre consequência da falta de fé ou pecado na vida de crentes consagrados ao Senhor. O profeta Eliseu foi usado por Deus para fazer coisas sobrenaturais e extraordinárias: um soldado morto, após ser colocado na sepultura de Eliseu, encostou em seus ossos e ressuscitou (2 Rs 13. 14-21). Mas Eliseu morreu doente: “Quando Eliseu estava sofrendo da enfermidade da qual viria a morrer” (2 Rs 13. 14). Será que Eliseu não tinha fé ou estava em pecado? Paulo tinha o dom extraordinário da cura e não curou seu amigo Timóteo; disse para este: “Não beba somente água; beba também um pouco de vinho, por causa do seu estômago e das suas frequentes enfermidades” (1 Tm 5.23). Ele também deixou Trófimo doente em Mileto ( 2 Tm 4.20). O próprio Paulo orou três vezes para Deus lhe curar do espinho da carne, possivelmente uma doença nos olhos, como sugerem grandes estudiosos do NT. Em Atos 23. 3-5, Ele não estava enxergando bem o sumo sacerdote em sua frente. Aos Gálatas ele escreveu: “Porque posso dar testemunho de que, se fosse possível, vocês teriam arrancado os próprios olhos para me dar” (Gl 4.15). E qual foi a resposta de Deus para o seu apóstolo? “A minha graça é o que basta para você, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12. 7). Tenha certeza, que se Deus não te curar, Ele aliviará as tuas dores e enxugará as tuas lágrimas. Ele pode usar os meios naturais: remédios, os médicos e as circunstâncias. Pode curar de forma sobrenatural, mas se Ele não quiser? Ele continua sendo Deus! Ele dará graça para você suportar firme e forte, em nome de Jesus. E como dizia um pastor idoso, que vivia muito doente: “nada que uma boa ressurreição não resolva”

FÉ CONFIANTE ( 49,50).

Aqui temos um desesperado. Ele tinha recursos financeiros. Ele era oficial do rei. Sua posição e recursos não podiam comprar saúde para o seu filho. Aqui nos percebemos que a posição social não é segurança contra as trágedias da vida. Os ricos tem aflições assim como os pobres têm. A principio ele cometeu dois erros, segundo os exegetas. Ele acredita que para Jesus curar seu filho, ele precisa emprender uma viagem de 25 kilometros de Cafarnaum caná da Galileia até Cafarnaum para curar o seu filho. A atitude desse homem é diferente da atitude do outro servo do rei, um centurião de Cafarnaum: “Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando: Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente. Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo. Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado” ( Mt 8. 5-7). Este tinha fé de que Jesus não precisaria ir pessoalmene, ele poderia curar à distância. Jesus é o senhor da distância e do tempo.
Ele cometeu outro erro ao pensar que Jesus não poderia ressuscitar seu filho caso morresse. De alguma forma ele estava limitando o poder de Cristo.
Jesus então diz uma frase extraordinária: “ Vai....teu filho vive”. É a melhor palavra que alguém que tem um filho doente pode ouvir. Teu filho vive! Vá para casa em paz, teu filho não morrerá! Vai para casa porque o Deus que dá vida acaba de tocar nele. Diz Joao “ E o homem creu na palavra de Jesus e partiu” ( 49). Quando o texto afirma que ele creu, está dizendo que ele creu de verdade! Aqui já não é a fé ingênua, inconstante, mas a fé verdadeira. que veio pela palavra de Cristo, que creu na palavra do filho de Deus.
Aplicação:
Quando é que eu tenho fé? É quando eu passo a crer na palavra de Crissto. Fé é quando eu creio nas promessas da Bíblia. Não é um salto no escuro, não é agir irresposavelmente em nome da fé. Aqui temos um adefinicação de fé, ao lermos este texto: Fé verdadeira é quando você acredita em tudo o que Cristo diz, independente das circustancias eu creio no que ele disse, e o que ele disse stá nas Escrituras. Se ele disse que estaria comigo até o fim, eu creio, se ele disse que passarimos or aflições, eu creio, se ele disse que o mundo se levantaria contra nós, eu creio. Eu tenho fé! Não sei o que te atormenta, mas aumente sua confiança em Cristo hoje! Tenha fé em sua palavra, em sua promessas. Nada do que ele falou cairá por terra, tuddo o que ele disse irá se cumprir em nossas vidas.
b. Segurança. O que é fé verdadeira? Em 1563, um professor de teologia alemão, Zacarias Ursino, formulou sua fé pessoal:
Fé verdadeira —
criada em mim pelo Espírito Santo por meio do evangelho –
não é somente um conhecimento e convicção
de que tudo o que Deus revela em sua Palavra é verdade,
mas também uma certeza arraigada de que não somente
outros, mas eu também,
tive meus pecados perdoados,
fui feito justo para sempre com Deus,
e recebi a salvação concedida.
Estes são dons da pura graça
ganhos para nós por Cristo.

FÉ SALVADORA ( 51-54).

O desfecho dessa linda história foi a salvação de uma família inteira. Os servos do oficial não se conteram, sairam lá de Cafarnaum e com muita alegria, foram dar uma notícia maravilhosa para seu senhor, a de que seu filho estava curado. Cheios de alegria, não puderam esperar pela chegada de seu mestre. Nas entrelinhas, podemos facilmente discernir que nesta casa a relação entre mestre e servos era ideal. Os servos, a caminho para encontrar seu mestre com as boas-novas, gritam a alegre mensagem assim que o veem. São proclamadores de boas novas, assim como nos proclamamos as boas novas do Evangelho, que afirma que Deus dá vida ao pecador morto em seus delitos e pecados.
Os servos que estavam prontos para dar uma notícia de morte para o seu senhor, dão uma notícia de vida! O ofiical pergunta a que horas o garoto foi curado, os servos dizem que ele foi curado no dia anteriro, na sétima hora, era exatamente a hora em que Jesus declarou a cura! ( v 52, 53). E olha o resultado, creu ele e toda a sua casa ( v. 53).
João Síntese de 4.43–54

Jesus não apenas concedeu cura física para o filho, mas também gerou cura espiritual para o pai, cuja fé foi transformada como se segue:

(1) de uma mera crença no poder de operar milagres de Cristo (4.47–48);

(2) para fé na palavra de Jesus (4.50); e finalmente

(3) para fé na pessoa de Cristo, junto com toda a sua casa.

O primeiro milagre foi a pedido de um mae, o segundo milagre é por pedido de um pai, e Deus salva uma família inteira.
Os melhores paralelos se encontram em Atos, onde temos uma série de indivíduos que se tornam crentes juntamente com (todas) suas casas (10,2; 11,14; 16,15.31.34, especialmente 18,8).
O que é fé verdadeira? Em 1563, um professor de teologia alemão, Zacarias Ursino, formulou sua fé pessoal:
Fé verdadeira —
criada em mim pelo Espírito Santo por meio do evangelho –
não é somente um conhecimento e convicção
de que tudo o que Deus revela em sua Palavra é verdade,
mas também uma certeza arraigada de que não somente
outros, mas eu também,
tive meus pecados perdoados,
fui feito justo para sempre com Deus,
e recebi a salvação concedida.
Estes são dons da pura graça
ganhos para nós por Cristo.

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