EBD #15 - DEUS NOS FALA POR SONHOS, VISÕES E REVELAÇÕES?
Cristianismo Bem Explicado - Augustus Nicodemus • Sermon • Submitted • Presented
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1. Introdução
1. Introdução
Questão Inicial
Questão Inicial
Deus ainda fala por sonhos, visões e revelações hoje? Como podemos discernir se uma experiência mística veio realmente de Deus?
Objetivo da Aula:
Objetivo da Aula:
Levar os alunos a compreenderem biblicamente o papel dos sonhos, visões e revelações no plano de Deus, distinguindo entre a revelação especial das Escrituras e experiências subjetivas, com base em Atos, nas epístolas e na teologia reformada.
2. Dinâmicas Iniciais (Escolha uma ou mais)
2. Dinâmicas Iniciais (Escolha uma ou mais)
Peça para os alunos escreverem em um papel (sem nome) se já tiveram um sonho, visão ou sensação que interpretaram como mensagem de Deus. Depois, leia algumas e discuta: “Como saber se isso foi de Deus ou não?”
3. Tópicos da Aula
3. Tópicos da Aula
Tópico 0: Revelação Doutrinária vs. Revelação Pessoal — uma distinção fundamental
Tópico 0: Revelação Doutrinária vs. Revelação Pessoal — uma distinção fundamental
Na teologia reformada, é essencial distinguir entre dois tipos de revelação: a revelação especial normativa, contida nas Escrituras, e as possíveis revelações pessoais, como sonhos ou impressões, que não têm autoridade doutrinária.
Revelação doutrinária — única, suficiente e infalível
É a revelação dada para toda a Igreja, de forma escrita e preservada por Deus.
Seu conteúdo é universal, normativo e suficiente para guiar fé e prática.
Como afirma o Catecismo Maior de Westminster, pergunta 3:
"As Escrituras do Antigo e do Novo Testamento são a Palavra de Deus, a única regra de fé e prática."
Essa revelação encerrou-se com a era apostólica. Judas 3 fala da “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”, indicando que não há novas doutrinas a serem reveladas.
Revelações pessoais — circunstanciais e sujeitas à Palavra
Deus pode agir de modo extraordinário em situações específicas, trazendo consolo, direção ou exortação pessoal, mas sem acrescentar doutrina.
Exemplo bíblico: Atos 16.9 — Paulo teve uma visão do “varão macedônio”. Foi uma direção específica, não uma nova doutrina.
Mesmo assim, essas experiências são subjetivas, devem ser julgadas pela Palavra (1Ts 5.21) e nunca têm autoridade sobre outros.
📌 Resumo prático reformado:
A Bíblia é a única fonte normativa da verdade. Toda revelação pessoal deve ser testada por ela, nunca ao contrário. Deus pode nos impressionar, mas não nos dá novas doutrinas fora das Escrituras.
Perigo atual:
Perigo atual:
Quando revelações pessoais são tratadas como revelação doutrinária, surge:
Legalismo místico (“Deus me disse que todos devem fazer jejum de 40 dias”).
Confusão espiritual (“Tive um sonho, então é mais válido que a Bíblia”).
Abuso de autoridade espiritual (“O pastor teve uma visão, então a igreja deve obedecer”).
Esse tipo de pensamento não é reformado, nem bíblico. Como diz o autor do texto que você usou: “Deus não vai nos dar doutrina por meio de sonhos e visões.”
Tópico 1: Deus já falou por sonhos, visões e revelações — mas não prometeu continuar falando assim
Tópico 1: Deus já falou por sonhos, visões e revelações — mas não prometeu continuar falando assim
No Antigo Testamento, Deus se revelou muitas vezes por sonhos (Gn 37.5-11; Nm 12.6; Dn 2).
No Novo Testamento, isso também ocorre (José em Mt 1.20, Pedro em At 10, Paulo em At 16.9).
Mas não há promessa de que essa seja a forma comum de Deus guiar seus filhos hoje.
Tópico 2: O Novo Testamento aponta para a suficiência das Escrituras
Tópico 2: O Novo Testamento aponta para a suficiência das Escrituras
As epístolas, que instruem as igrejas, não encorajam a busca por revelações místicas.
Pelo contrário, apontam para a centralidade da Palavra (2Tm 3.16-17; Hb 1.1-2).
Devemos exercer bom senso, aplicar os princípios bíblicos e confiar na providência de Deus, como afirma o texto: “escutar bons conselhos e aguardar a providência de Deus quando ele abre ou fecha portas.”
Tópico 3: Experiências espirituais podem ser enganosas
Tópico 3: Experiências espirituais podem ser enganosas
Paulo encontra uma jovem adivinha possuída por espírito maligno que dizia verdades (At 16.16-18).
Isso mostra que nem tudo o que “soa espiritual” vem de Deus.
Como diz o texto: “Muita coisa vem da cabeça ou das emoções, ou mesmo de espíritos enganadores.”
Tópico 4: A experiência não deve se tornar doutrina
Tópico 4: A experiência não deve se tornar doutrina
Se Deus falar pessoalmente a alguém, isso é entre a pessoa e o Senhor. Não pode gerar doutrina nova.
O autor alerta sobre pessoas dizendo: “Deus me revelou que todos devem vestir azul.” Isso é o tipo de exagero que nasce da subjetividade sem respaldo bíblico.
⚠️Ellen G. White e a doutrina do “Juízo Investigativo” (Adventismo do Sétimo Dia)
Quem? Ellen G. White (1827–1915), cofundadora do movimento adventista.
O que aconteceu? Após o fracasso da profecia de William Miller (que previu a volta de Cristo em 1844), Ellen White relatou visões celestiais explicando que, na verdade, Cristo teria entrado no Santo dos Santos do céu naquele ano, iniciando o "juízo investigativo".
Consequência doutrinária:
Essa explicação, com base nas visões dela, redefiniu o fracasso profético como parte de um plano celestial, e se tornou uma doutrina oficial adventista.
Crítica reformada:
A doutrina surgiu não da exegese bíblica, mas da tentativa de salvar uma profecia falsa por meio de uma “revelação pessoal”, contrariando o princípio da suficiência das Escrituras.
⚠️Livro de Mórmon e Revelações de Joseph Smith
Pessoa: Joseph Smith (1805–1844)
Revelação: Afirma ter tido uma visão de Deus Pai e Jesus, além de revelações do anjo Morôni, que o levaram a traduzir placas de ouro com “nova revelação”.
Doutrina criada: Uma nova teologia sobre Deus, a Trindade, salvação, eternidade, etc., com base nas revelações de Smith, que fundaram o mormonismo.
Crítica reformada: A base doutrinária não é a Escritura, mas uma “nova revelação”, contrária à revelação fechada e suficiente das Escrituras.
Tópico 5: A profecia de Joel e Pentecostes — uma exceção, não a regra
Tópico 5: A profecia de Joel e Pentecostes — uma exceção, não a regra
Atos 2.17 cita Joel dizendo que haveria sonhos e visões. Mas isso é um evento específico da história da redenção.
Não se torna norma para a vida da Igreja.
“Nos momentos decisivos da história da salvação” Deus guiou por visões (como Pedro e o lençol), mas hoje somos guiados pela Palavra inspirada.
Tanto é verdade que, as visões parecem sumir dos relatos em determinada altura de atos e só retorna com João no livro de Apocalipse.
Complemento Doutrinário: O que diz o Catecismo de Westminster?
Complemento Doutrinário: O que diz o Catecismo de Westminster?
Breve Catecismo, Pergunta 1:
Qual é o fim principal do homem?
Glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.
Breve Catecismo, Pergunta 89:
Como a Palavra de Deus se torna eficaz para a salvação?
O Espírito de Deus torna a leitura, mas especialmente a pregação da Palavra, um meio eficaz de convencer e converter os pecadores...
Catecismo Maior, Pergunta 3:
Qual é a palavra de Deus?
As Escrituras do Antigo e Novo Testamento são a palavra de Deus, a única regra de fé e prática.
Conclusão doutrinária:
A revelação suficiente e normativa para a vida cristã está nas Escrituras. Deus pode agir de forma extraordinária, mas não devemos buscar isso como regra, nem basear doutrinas em experiências subjetivas.
Conclusão
Conclusão
Devemos ser gratos porque Deus já falou de modo claro, suficiente e infalível por meio das Escrituras. A função do cristão hoje é aplicar esses princípios com sabedoria, fé e prudência. Sonhos e sentimentos podem existir, mas nunca devem ser fundamento de fé ou substituto da Bíblia. Como diz o texto, é preciso evitar “duas fontes de conhecimento ou influência”.
4. Versículos para Leitura Pública:
4. Versículos para Leitura Pública:
1 — Se aparecer no meio de vocês um profeta ou sonhador e anunciar um sinal ou prodígio, 2 e se acontecer esse sinal ou prodígio de que ele falou, e ele disser: “Vamos seguir e adorar outros deuses”, deuses esses que vocês não conheceram, 3 não deem ouvidos às palavras desse profeta ou sonhador. Porque o Senhor, seu Deus, está pondo vocês à prova, para saber se vocês amam o Senhor, seu Deus, de todo o coração e de toda a alma.
1 Antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, 2 mas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o universo.
