Igreja
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A IGREJA VIVA
A IGREJA VIVA
Mt 9.36 Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.
Mt 14.14 Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos.
INTRODUCAO
INTRODUCAO
A igreja não existe primariamente para alimentar ou vestir os pobres, combater injustiças sociais, ou trazer restauração da terra e reforma política à sociedade.
A restauração da terra e a libertação da "servidão da corrupção" ocorrerão apenas no retorno de Cristo, na era vindoura.
A principal missão e propósito da igreja é pregar o Evangelho e fazer discípulos, o que inclui tanto evangelizar incrédulos quanto ensinar todo o conselho da Palavra de Deus aos crentes.
A principal missão e propósito da igreja é pregar o Evangelho e fazer discípulos, o que inclui tanto evangelizar incrédulos quanto ensinar todo o conselho da Palavra de Deus aos crentes.
A igreja avança o reino dos céus ao empunhar o poder do Evangelho, e não por meio de ativismo social ou dominação mundial.
A igreja avança o reino dos céus ao empunhar o poder do Evangelho, e não por meio de ativismo social ou dominação mundial.
A natureza da igreja, por sua vez, complementa sua missão.
A igreja foi estabelecida pelo Senhor para adorá-Lo e glorificá-Lo, proclamando o Evangelho e administrando os meios de santificação dos santos através da sustentação e propagação da Palavra de Deus.
Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas. E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.
Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.
três objetivos distintos da Igreja
Manter sua unidade dentro da igreja em Cristo, funcionando como uma comunidade interdependente para a edificação mútua, onde os membros se ajudam, oram, exortam e encorajam uns aos outros em amor, suportando-se mutuamente no vínculo da paz.
Crescer em pureza
Crescer em pureza
na busca da santidade pessoal e corporativa, sendo moldada à imagem de Jesus Cristo e confrontando o pecado e o mundanismo.
Permanecer firme em crer e proclamar a verdade,
Permanecer firme em crer e proclamar a verdade,
defendendo a Palavra de Deus como absoluta e autoritativa, sem diluí-la ou negligenciar seus aspectos para obter audiência maior.
É importante distinguir entre as responsabilidades dos cristãos individuais e a missão institucional da igreja. Embora os cristãos, como membros da sociedade, sejam chamados a ajudar pessoalmente os necessitados, ter compaixão pelos doentes e pobres, e promover a justiça e a igualdade, essas ações não são as responsabilidades principais da igreja como instituição.
A prática da compaixão e as boas obras são bênçãos que seguem a propagação do Evangelho, mas não são o "evangelho social" que desvia a igreja de seu propósito primário.
O testemunho de vida e a compaixão dos membros da igreja primitiva eram meios que Deus usava para que Sua mensagem chegasse ao mundo e para que o Senhor acrescentasse diariamente os que haviam de se salvar à igreja.
A igreja vive numa tensão entre o que ela já é e o que ela ainda não é;
ela é santa,
mas está em processo de santificação.
Seu poder se manifesta na fraqueza, tanto na mensagem da cruz, que é "loucura" para o mundo, quanto na fraqueza dos próprios crentes e daqueles que pregam o Evangelho.
Essa abordagem humilde e dependente do poder de Deus é essencial,
contrastando com a busca mundana por poder e influência.
Em resumo, a igreja deve funcionar como uma embaixada do céu na terra, crescendo em unidade, pureza e conhecimento da verdade, e se reunindo para comunhão, edificação mútua e instrução através da explicação e aplicação das Escrituras.
Ela se propaga ao levar o Evangelho para familiares, comunidades e até os lugares mais remotos do mundo, sempre com o objetivo final da glória de Deus.
A compaixão é um impulso para a proclamação do Evangelho.
A "preocupação pela humanidade perdida" é o que deve levar os crentes a compartilhar o Evangelho.
O testemunho diário dos membros da igreja e sua vida de amor aos outros são os meios que Deus usa para que Sua mensagem chegue ao mundo, resultando no acréscimo de salvos à igreja.
A igreja não deve ser "uma comunidade ocupada unicamente de si mesma, como se tivesse abandonado o mundo necessitado que está do lado de fora".
Portanto, a compaixão, não é um objetivo isolado, mas uma expressão viva do Evangelho e do caráter de Deus no crente, que impulsiona a missão da igreja de pregar e fazer discípulos, e valida seu testemunho diante de um mundo em necessidade
compaixão — substantivo. uma profunda consciência e simpatia pelo sofrimento de alguém.mostrar compaixão
— verbo. mostrar bondade ou perdão com respeito a
1. A Compaixão como Marca Essencial da Igreja Viva
1. A Compaixão como Marca Essencial da Igreja Viva
A compaixão e o cuidado mútuo são elementos distintivos de uma igreja autêntica, manifestados na generosidade e na preocupação com o próximo, refletindo a natureza de Deus e o propósito de Cristo para Seu povo.
Atos 2:42-47 Este é o texto base que descreve a vida da igreja primitiva em Jerusalém. Ele mostra que eles perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão (koinonia), no partir do pão e nas orações. A "koinonia" não se referia apenas a compartilhar a graça de Deus, mas também a compartilhar o que se tem, sendo generosos. Os crentes vendiam suas propriedades e bens, repartindo com todos conforme a necessidade. Essa disposição de compartilhar, generosa e voluntariamente, é um princípio permanente que deve caracterizar a igreja em todos os tempos, e a igreja deveria ser a primeira entidade no mundo na qual se abolisse a pobreza.
E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.
Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.
Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo.
Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.
o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.
Afirma que Cristo se entregou para remir "um povo seu especial, zeloso de boas obras".
Isso demonstra que a prática da compaixão e boas obras é parte integrante do propósito para o qual Cristo estabeleceu a igreja.
o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.
2. O Equilíbrio entre a Compaixão Individual e a Missão Institucional da Igreja
2. O Equilíbrio entre a Compaixão Individual e a Missão Institucional da Igreja
Embora a compaixão seja uma responsabilidade individual e um fruto do Evangelho, a missão institucional da igreja não se confunde com reformas sociais ou políticas, mas se concentra na proclamação da Palavra.
na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
restauração cósmica e o fim da "servidão da corrupção" só acontecerão no retorno de Cristo.
restauração cósmica e o fim da "servidão da corrupção" só acontecerão no retorno de Cristo.
Isso significa que a igreja, em sua capacidade institucional, não tem como missão principal a reforma social ou política deste "presente século mau".
João 15:19 17:14-19:
Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.
Os cristãos são chamados a estar "no mundo, porém não sermos parte do mundo". Embora não sejam deste mundo, eles permanecem nele e têm deveres cívicos, como votar com consciência e pagar impostos (Mateus 22:21,
Responderam: De César. Então, lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
e devem pessoalmente ajudar os necessitados
(Provérbios 3:27-28
Não te furtes a fazer o bem a quem de direito,
estando na tua mão o poder de fazê-lo.
Não digas ao teu próximo: Vai e volta amanhã;
então, to darei, se o tens agora contigo.
, ter compaixão pelos doentes, pobres e abandonados, procurando fazer o bem a todos.
Essas bênçãos, que incluem a compaixão, "certamente seguem a propagação do Evangelho".
Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.
a Grande Comissão, que define o principal propósito e missão da igreja: pregar o Evangelho e fazer discípulos, ensinando todo o conselho da Palavra de Deus aos crentes e evangelizando incrédulos.
o "evangelho social", embora tenha necessidades legítimas no mundo, não é a principal responsabilidade da igreja institucional e pode desviar as igrejas de seu propósito principal.
3. A Interconexão da Compaixão com a Evangelização e o Crescimento do Reino
3. A Interconexão da Compaixão com a Evangelização e o Crescimento do Reino
A compaixão, como fruto da fé, não é a missão primária da igreja, mas é um testemunho vivo que acompanha a proclamação do Evangelho, tornando-o crível e impulsionando o crescimento do Reino.
louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.
O resultado da vida comunitária que incluía a comunhão e o amor mútuo (aspectos de compaixão), "o Senhor acrescentava à igreja, dia a dia, aqueles que se haviam de salvar".
A vida de amor e cuidado mútuo dos membros é um meio que Deus usa para que Sua mensagem chegue ao mundo.
E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.
5:13-14
Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor?
Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte;
Os cristãos são chamados a serem "pescadores de homens", o "sal da terra e luz sobre uma colina". Isso implica que o testemunho de vida, que inclui a compaixão, é parte integrante da tarefa evangelística individual.
antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,
Cada cristão deve ser "competente para compartilhar sua fé com a família, os amigos e vizinhos" e estar pronto para responder a quem perguntar pela razão da esperança que possui em Cristo. A compaixão torna o testemunho mais eficaz.
Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego;
A igreja avança o reino dos céus "empunhando o poder do Evangelho". A compaixão vivida pelos crentes valida essa mensagem, mostrando seu poder transformador.
Num mundo repleto de vozes críticas e polarização, a compaixão pode ser o seu divisor de águas.
Quando encontrar alguém com uma visão diferente da sua, pratique a escuta ativa e busque entender suas preocupações.
Em vez de entrar em conflito, faça perguntas que demonstrem seu interesse genuíno.
Com isso, você não só aprende algo novo, mas também cria um espaço seguro para compartilhar sua perspectiva cristã.
Essa abordagem pode ser uma ótima maneira de evangelizar em um ambiente que valoriza a compreensão e o respeito mútuo.
4. Humildade, Unidade e a Verdadeira Natureza da Igreja como Fundamentos
4. Humildade, Unidade e a Verdadeira Natureza da Igreja como Fundamentos
Para cumprir sua missão e expressar compaixão, a igreja deve se fundamentar na humildade, na unidade em Cristo e na verdade da Palavra, reconhecendo sua identidade como santuário de Deus e a autoridade única de Cristo.
Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós.
A igreja é descrita como a "lavoura de Deus" e o "edifício de Deus".
Isso enfatiza que Deus é quem dá o crescimento, e a glória pertence a Ele, não aos líderes humanos.
Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.
A igreja é o "santuário de Deus" e o "Espírito de Deus habita em vós". Isso significa que a igreja é um lugar de habitação divina, e desonrá-la (por divisões, imoralidade, etc.) é um ato de violência contra Deus.
Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz;
Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra?
Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas.
E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.
A igreja deve crescer em unidade, funcionando como uma comunidade interdependente onde os membros se edificam mutuamente em amor, suportando uns aos outros em amor e procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.
para que, como está escrito:
Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.
Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.
"O que se gloria, glorie-se no Senhor". Esta passagem ressalta a humildade e a necessidade de que toda glória seja dada a Deus, e não a homens, contrastando com a jactância e as divisões carnais observadas em Corinto.
Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus.
Paulo demonstra sua própria fraqueza na pregação e sua dependência do "poder de Deus" e da "demonstração do Espírito" para que a fé dos coríntios não se apoiasse na sabedoria dos homens. Isso ilustra a humildade necessária no ministério.
Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos.
Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
Jesus ensinou que, ao contrário dos líderes do mundo, os que desejam ser grandes entre Seus discípulos devem ser servos de todos, pois Ele próprio veio para servir e dar Sua vida.
Esses textos fornecem a base bíblica para a compreensão da compaixão como um atributo essencial da igreja e do cristão individual, que, embora distinto da missão primária de evangelização, é um testemunho vital e um catalisador para a expansão do Reino de Deus.
Conclusão
Conclusão
A compaixão não é a missão primária institucional da igreja, mas é uma qualidade essencial dos cristãos individuais e uma manifestação do Evangelho em ação.
É a expressão do amor de Deus que habita nos crentes, e que legitima e impulsiona a proclamação da mensagem de salvação, tornando-a relevante e atrativa para aqueles que estão "morrendo sem salvação". A compaixão é, portanto, um catalisador para a evangelização, nascendo da visão da necessidade espiritual do mundo e da gratidão pela graça recebida.
