ESCOLA DOMINICAL - 1 E 2 TIMÓTEO
Introdução
Timóteo era natural de Listra, região montanhosa da Licaônia. Filho de pai grego e mãe judia, Timóteo era fruto de um casamento misto. Embora sua mãe e sua avó houvessem tido maior influência em sua formação religiosa, Timóteo não deve ter frequentado a sinagoga, uma vez que não era circuncidado.
Timóteo foi influenciado fortemente por sua mãe, Eunice, e por sua avó, Loide. Essas duas mulheres piedosas ensinaram a Timóteo as Sagradas Letras desde a infância. A mesma fé sem fingimento que habitou no coração delas também habitou no coração de Timóteo. Em virtude de seu pai ser grego, quem assumiu a liderança de sua formação espiritual foi sua mãe, auxiliada por sua avó. O caminho para a conversão de Timóteo estava sendo pavimentado desde sua infância.
O primeiro contato de Paulo com Timóteo deu-se quando o apóstolo Paulo e Barnabé estavam realizando a primeira viagem missionária na província da Galácia, por volta do ano 45 d.C. É muito provável que Timóteo tenha sido testemunha do apedrejamento do apóstolo Paulo em Listra (
Timóteo foi um grande companheiro de Paulo. Cooperou com Paulo em várias de suas cartas (1 e 2Tessalonicenses, 2Coríntios, Filipenses, Colossenses e Filemom). Talvez tenha sido o amigo mais próximo do apóstolo. Timóteo conheceu Paulo na primeira viagem missionária (
Timóteo tinha bom testemunho antes de ser missionário (
Paulo fechou as cortinas do seu ministério quando foi executado em Roma, nos idos de 67 d.C. Timóteo, porém, continuou seu trabalho como pastor da igreja de Éfeso. Segundo a tradição eclesiástica, Timóteo foi bispo de Éfeso e sofreu o martírio no ano 97 d.C., sob o imperador Nerva.
Em minha opinião, esta epístola foi escrita mais por causa de outros do que por causa de Timóteo mesmo; e creio que aqueles que considerarem criteriosamente a matéria concordarão comigo. Naturalmente, não nego que Paulo tencionava ensinar e aconselhar também a Timóteo; minha alegação, porém, é que a epístola contém muitos elementos que não justificariam sua inclusão caso tivesse exclusivamente Timóteo como alvo. Timóteo era jovem e não possuía ainda suficiente autoridade para refrear os homens cabeçudos que se levantavam contra ele. É evidente, à luz das palavras de Paulo, que havia naquele tempo alguns que faziam altiva exibição de si próprios e não se submetiam a ninguém, e viviam tão inchados de ostentosa ambição, que não há dúvidas da devastação que causariam à Igreja, caso alguém mais poderoso que Timóteo não interviesse. É igualmente evidente que havia muitas coisas em Éfeso que requeriam organização e que demandavam a sanção de Paulo, bem como a autoridade de seu nome. Sua intenção era aconselhar Timóteo acerca de muitas coisas, mas era também fazer uso do que lhe comunicava para ministrar conselhos também a muitas outras pessoas.
O problema do gnosticismo não era apenas intelectual, mas também ético. O movimento desembocou em duas posturas perigosas: 1) o ascetismo: se a matéria é má, o corpo também o é. Logo, o corpo deve ser subjugado, desprezado e oprimido. Os gnósticos criaram então leis austeras proibindo alimentos e até mesmo o casamento (4.3). 2) a licenciosidade: se o corpo é mau, diziam os gnósticos, o que fazemos com ele não importa; o que importa é o espírito. Assim, é permitido que o homem sacie todos os seus impulsos e apetites. Desta forma, o gnosticismo terminou em imoralidade (
