Jacó Prospera e Fica Rico
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Gênesis 30.25-43.
V.25-26 - Jacó havia trabalhado 14 anos por Lia e Raquel, suas duas esposas. E agora após ter trabalhado esse tempo todo para Labão (seu sogro). E depois ainda permaneceu mais 6 anos, então em média foram 20 anos.
Gênesis 31.38 “Vinte anos eu estive contigo, as tuas ovelhas e as tuas cabras nunca perderam as crias, e não comi os carneiros de teu rebanho.” Sendo então quatorze anos pelas suas esposas e seis por conta dos rebanhos.
Assim, Jacó casou-se com duas esposas e ainda teve mais duas concubinas que se tornaram também suas esposas, e assim ele por meio da poligamia gerou 13 filhos, e doze deles foram homens que se tornaram as doze tribos de Israel.
Agora, ele quer voltar, quer sair de Padã-Arã e voltar para sua terra. (v.25)
Jacó no momento de seu pedido de retornar para casa ainda tinha onze filhos e Diná sua única filha, ainda estava para ser gerado o seu último filho que seria com Raquel. Mas nesse tempo aqui o José havia acabado de nascer, Jacó vai ao seu sogro e faz o pedido de volta para minha terra, e isso talvez porque Jacó agora se sente livre para deixar a cidade, já que Raquel está agora unida, presa a ele por um filho. Evidentemente, as mulheres podiam decidir em partir ou não partir com Jacó (30.26; cf. 31.1–16). É provável que Labão tivesse tentado impedir sua filha estéril e desventurada de partir com Jacó e Lia.
Qual terra ele queria volta? Era para Canaã, Jacó estava da certo da promessa que foi dada a Abraão, Isaque e ele, de que o Senhor deu a terra de Canaã para Abraão e sua descendência, desse povo que o Senhor separou para proclamar as nações a sua glória e assim ser o Deus conhecido e adorado por todos os povos, tribos, línguas e nações.
Sendo assim, Jacó só tinha uma grande família e a promessa que Deus havia feito a ele, seu pai e seu avó Abraão. Labão havia experimentado bênçãos da parte do Senhor por causa da presença de Jacó, ele ficou muito rico por causa de seu genro. Jacó quer sair em paz e diz a seu sogro que o permita que vá pra casa, e faz isso para que não saísse dali como ladrão, e sim com cabeça erguida e em paz com seu sogro. E o próprio Labão ainda os via como pertencentes a ele (v.43)
Embora isso não era legítimo, de fato Jacó era o dono de suas esposas filhos e etc. Mas, se Jacó fosse embora de qualquer forma seria como um fugitivo e ladrão.
V.27-43 -
Labão lançou uma proposta para Jacó
A proposta era que Jacó determinasse um salário que assim ele iria pagar esse salário fico. (v.27-28)
Labão faz isso como um meio de manipulação, Labão era trapaceiro, egoísta e nunca pensou em alguém a não ser ele mesmo. Ele deseja continuar explorando Jacó. (v.42)
Labão era pagão e não queria que Jacó voltasse para casa, e ainda viu que Deus abençoava Jacó, então seu interesse era apenas de bênçãos.
Labão percebe que as bênçãos de Deus estão sobre sua vida por conta de Jacó, e assim deseja comprá-lo de certa forma pagando bem a ele. (v.27)
Algumas versões como a NAA traduzem o texto desse verso dizendo que Labão por meio de adivinhações descobriu que o Senhor o havia abençoado por meio de Jacó. Então Labão praticava a adivinhação, isso era um costume. E Deus proíbe isso na Palavra, mas como até então Deus não havia proibido isso nos escritos pois a revelação é progressiva e mais a frente Deus proibirá todo tipo de magia e ocultismo. 7). A adivinhação é uma tentativa de prever o futuro confiando não no Espírito Santo, mas em outros poderes supostamente sobre-humanos. Uma vez que exclui Deus, é pecado os cristãos se envolverem com essa prática.
Então Deus soberanamente faz Labão reconhecer que as bênçãos vem d’Ele por meio de Jacó.
Jacó começa então a negociação. Labão porém apenas queria mais uma vez enganá-lo e sair por cima na situação.
V.30 - Jacó pela primeira vez dá testemunho da bênção divina nele. Provavelmente chega a esta consciência por meio do sonho que acaba de ter (31.10–13). Embora a bênção fosse para Labão, e não diretamente para Jacó, a fortuna está para voltar em breve.
V.31 - Jacó responde a Labão com sabedoria dizendo faça somente isto. A proposta de Jacó depende do sonho divino (ver 31.10–13). E então, a despeito do esquema de Jacó, a intenção divina de o abençoar não é frustrada.
V.32-36 - Jacó concordou em continuar a servir Labão caso o tio lhe desse todos os salpicados e malhados entre os bodes e as cabras, e todos os negros entre os cordeiros. Qualquer outro animal que não se enquadrasse nessa situação pertenceria a Labão, que concordou imediatamente, dizendo: “Pois sim! Seja conforme a tua palavra”. Em seguida, Labão separou todos os animais que se enquadravam na descrição de Jacó e pediu a seus filhos que os pastoreassem, sabendo que aqueles animais provavelmente iriam se reproduzir com as características descritas por Jacó. O restante do rebanho foi entregue para Jacó pastorear. Além disso, Labão separou os dois rebanhos por uma distância de três dias de viagem, tornando impossível ao rebanho dos malhados (pastoreado por seus filhos) se misturar e procriar com o rebanho dos que não tinham manchas (pastoreado por Jacó).
Então perceba Labão imaginou que ao remover e afastar do restante do rebanho todos os animais cujas crias poderiam ser do tipo separado para seu genro, Jacó não teria como aumentar seus rebanhos.
V.37-43 - Jacó colocava varas verdes em frente ao rebanho, quer fossem malhados quer de cor sólida. Logo nasceram crias listadas, salpicadas e malhadas, que, obviamente, pertenciam a Jacó. Aqui cabe uma pergunta: será que eram, de fato, as varas que determinavam a cor das crias? Não sabemos se esse método possui alguma base científica (embora novas pesquisas genéticas façam supor que poderia haver). No entanto, que outro fato poderia explicar o surgimento das características que Jacó desejava obter?
Em primeiro lugar, é possível que se tratasse de um milagre (cf. 31:12). Em contrapartida, talvez tenha sido um golpe de esperteza de Jacó. A narrativa apresenta indícios de que Jacó conhecia a ciência da procriação seletiva. Por meio desse processo, Jacó não apenas produziu animais com as características desejadas, mas também gerou crias mais fortes para si, deixando as mais fracas para Labão. Talvez as varas verdes fossem apenas parte de um truque para esconder seu método de outras pessoas. Seja qual for a explicação, o fato é que a riqueza de Jacó aumentou consideravelmente em seus últimos seis anos de serviço a Labão.
Assim, aos poucos, Jacó pôs o seu rebanho à parte e não o juntou com o rebanho de Labão (30:40b). Como resultado, apesar de Labão querer mantê-lo pobre e dependente, Jacó se tornou mais e mais rico; teve muitos rebanhos, e servas, e servos, e camelos, e jumentos (30:43). Sem dúvida, o Deus cujas opções são muito mais numerosas do que imaginamos estava operando de modo a abençoar seu servo.
Aplicações:
1. A soberania de Deus na providência
Confissão de Fé de Westminster, cap. V — "Da Providência", §1–3
Lição: Deus governa todas as coisas segundo o conselho da Sua vontade (Ef 1:11). Mesmo em situações injustas ou enganosas (como a de Labão), o Senhor preserva, governa e dirige os eventos para cumprir Seus propósitos.
Jacó prospera não por mágica, mas por ação da providência de Deus.
2. O trabalho diligente e honesto é um meio ordinário da bênção de Deus
Catecismo Maior, P. 141 — “Quais são os deveres exigidos no oitavo mandamento?”
Lição: A ética do trabalho é central na cosmovisão reformada. Jacó trabalha duro, mesmo sendo enganado várias vezes. Ele não rouba, não se rebela, mas age com paciência e sabedoria.
O trabalho é um meio usado por Deus para abençoar os Seus servos.
3. A fidelidade de Deus à Sua aliança
Catecismo Breve, P. 4 — “O que é Deus?”
Catecismo Maior, P. 31 — “Com quem foi feita a aliança da graça?”
Lição: Deus havia prometido a Jacó (Gênesis 28) que o abençoaria e o guardaria. Aqui, vemos Deus sendo fiel à Sua promessa. Mesmo em terra estranha, Deus cumpre Sua aliança de graça com Jacó.
Deus permanece fiel mesmo quando os homens ao redor agem com malícia.
4. A sabedoria prática como dom de Deus
Confissão de Fé, cap. XVI — “Das Boas Obras”
Lição: Jacó demonstra sabedoria prática — ele age com estratégia e cuidado. Mesmo que sua técnica com as varas não seja explicada cientificamente, o texto mostra que Deus abençoou sua intenção correta.
A sabedoria para lidar com situações difíceis é também fruto da graça comum de Deus.
5. A distinção entre o justo e o ímpio
📜 Catecismo Maior, P. 79 — “Qual é a diferença entre a justificação dos crentes e o estado dos ímpios?”
Lição: Labão representa o enganador, o explorador. Jacó, ainda com falhas, é o homem da promessa. Há uma distinção clara entre quem pertence a Deus e quem anda por interesse próprio.
A bênção verdadeira está com aquele que teme e obedece a Deus, não com os manipuladores.
Concluímos pois que devemos:
Confie na providência de Deus mesmo em ambientes difíceis ou injustos.
Trabalhe com diligência, sabendo que Deus abençoa o esforço honesto.
Lembre-se da aliança: Deus é fiel mesmo quando as circunstâncias são hostis.
Use a sabedoria prática e peça a Deus discernimento.
Seja justo, mesmo quando cercado por pessoas desonestas — Deus vê e honra a justiça.
